30 de nov de 2007

DOR ou ESPERANÇA

A DOR

Pensando no que estamos, nós Policiais Militares, passando, vem à mente uma frase dita pelo finlandês Ralph Waldo Emerson:
“Não importa que brinquem conosco, não devemos é brincar com nós mesmos”.
Reflito no que fazemos e no risco que corremos de, ao esmorecermos, estarmos nós brincando com nossas vidas, nossos destinos, mas acima de tudo com nossa dignidade.
Sim, pois é público e notório que nossos governantes brincam conosco, ignorando nossa existência como seres humanos merecedores de respeito e atenção, vendo nos apenas como objetos de uso, material de consumo, números que adicionam ou subtraem em suas manipuláveis estatísticas.
Mas quando, sufocados pelo silencio dos oprimidos soltamos a voz, em momentâneo tom de revolta e expelimos nossas amarguras enrustidas, sentimo-nos fortes, capazes de enfrentar e vencer os obstáculos que a vida nos expuser.
Somos homens de bem em luta pela dignidade e sobrevivência.
Somos sérios.
Ou não?
Questiono pois fraquejamos e encontramos um cem números de desculpas paras nossas limitações e fraquezas. Não estamos acostumados a travar tal combate.
Os ardis dos políticos nos são desconhecidos e portanto letais, utilizam armas não convencionais, armas biológicas que atuam na química deontológica de nossa personalidade ética. Nosso “calcanhar de Aquiles”.
Advem a dor.
Dor pela convicção de que perdemos, dor pela constatação que imaturos neste tipo de batalha, enfrentamos um inimigo sagaz que nos fez acreditar em demasia e contra nós usou o tempo. Dor pela consignação da verdade de que, induzidos, ultimamos por brincar com nós mesmos.
Perdemos, o soerguimento será duro, a guerra não está perdida, todavia para estes guerreiros, é o fim. Os ferimentos são profundos e irremediáveis.
A dor é indelével.
A esperança é de que os ferimentos e suas cicatrizes sejam marcas que exibam para os mais novos a trilha que os levará a vitória.
Sempre há uma lição a ser tirada, resta saber entender e aproveitar.
Auguro.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

27 de nov de 2007

A SAIDA

ORDEM DO DIA

Meus comandados, autoridades civis e militares, ilustres convidados.
Eis que é chegado o momento em que se encerra mais um ciclo de comando em uma Unidade da Polícia Militar.
Este sempre foi um momento certo como o dia que amanhece após a noite, todavia nem por isto transcorre desprovido de alegrias e tristezas e já antecipadamente, de saudades.
Alegria pela certeza de que me dediquei com afinco e esmero olvidando-me de minhas limitações pessoais na eterna procura do ótimo.
Tristeza, pois não consegui realizar tudo o que planejei, mas o que fiz procurei fazer bem feito e pela vontade de realizar tantos sonhos idealizados na busca de uma melhor qualidade dos serviços prestados e na utilização racional e equilibrada dos parcos recursos destinados a Policia Militar.
Logrei êxito em realizar alguns sonhos, todavia outros que não pude concretizar deixarei ao meu sucessor que com certeza acrescentará na lista dos seus próprios, na busca incessante da excelência.
Saudade pelos inúmeros amigos que aqui deixo e que aprendi a conhecer e amá-los pelo carinho, afeto e calor humano que sempre me dedicaram.
Afasto-me da direção da Diretoria Geral de Finanças da Corporação para assumir uma nova missão, um novo desafio que se me apresenta e que espero conseguir vencer com austeridade e dedicação, honrando a confiança em mim depositada.
O Grande Arquiteto do Universo me premiou com tão valorosos auxiliares que comigo ombrearam no desenvolvimento das atividades e na busca de soluções para ingentes problemas, pois além da difícil missão de administrar o bem público, a mais árdua, de lidar, de entender e perdoar o desabafo de seres humanos, carregados de problemas, angústias e carências que procuram a DGF como saída para suas necessidades.
A vida raramente é como gostaríamos que fosse, mas nem por isso devemos desistir, deixo o meu exemplo, não de um homem brilhante, mas de um guerreiro da paz, sério, honesto, dedicado e trabalhador, que nunca se recusou a buscar uma solução para os problemas apresentados, tampouco jamais virou as costas a quem de mim precisou para relatar seu problema, mesmo que apenas para ouvir como um desabafo.
É chegada a hora de agradecer, como fazê-lo sem cometer injustiças, afinal tantos amigos civis e militares contribuíram sobremaneira para o que acredito tenha sido um êxito nestes 02 (dois) anos 10 (dez) meses e 10 (dez) dias. Evitarei citar nomes.
Agradeço primeiramente a Deus por ter me dado a vida e permitido minha estada exitosa à frente da Diretoria Geral de Finanças.
A todos os integrantes da DGF, civis e militares ativos e inativos, alma desta valorosa Unidade que comigo juntaram esforços compreendendo minhas limitações, enaltecendo minhas virtudes e desculpando meus defeitos. Me perdoem o sentimento de posse, para mim são e sempre serão meus. Meus amigos.
Ao Sr. CEL HUDSON de AGUIAR MIRANDA, ex-Comandante Geral que acreditou em mim e nomeou-me Diretor da DGF.
Ao Sr.CEL UBIRATAN de OLIVEIRA ÂNGELO, Comandante Geral da Corporação, que me manteve no Direção e hoje, vendo o meu desempenho deposita em mim a confiança pra designar-me para outra missão.
Ao Sr CEL SAMUEL DIAS DIONIZIO, chefe do Estado Maior Geral, que sempre procurou me orientar e entender meus rompantes em prol do que acreditava ser o melhor para a Corporação.
Ao meu sucessor CEL CARLOS JORGE FERREIRA FOGAÇA, de coração aberto, do fundo de minha’alma, auguro todo o sucesso possível, assim como eu alcancei, e que o todo poderoso ilumine e abençoe seus passos.
Ultimando deixo uma mensagem de George Bernard Shaw para reflexão: “O Propósito da vida é uma vida com propósito”.


HILDEBRANDO QUINTAS ESTEVES FERREIRA – CEL

25 de nov de 2007

A AGONIA das VIÚVAS de PM

JORNAL DO BRASIL – 25/11/2007 – Domingo.
Capa:Tristes histórias de viúvas de PMs.

Caderno Cidade: A agonia das viúvas de PMs com as pensões defasadas

Segurança: Mulheres de Policiais Militares mortos não tiveram direito aos dois últimos reajustes concedidos à categoria e ainda esperam pelo 13º referente ao ano de 2002. Governo não se explica.


Jornal do Brasil Online
http://ee.jornaldobrasil.com.br/reader/

http://jbonline.terra.com.br/editorias/rio/papel/2007/11/25/rio20071125003.html



A agonia das viúvas de PMs Marcelo Migliaccio.


Na semana passada, quatro policiais militares foram mortos no Rio, engrossando uma dramática estatística: só em 2007, até a última quinta-feira, 121 novas famílias passaram a depender da pensão paga pelo Estado para continuar vivendo. Porém, ao contrário do que se poderia imaginar, isso não significa segurança financeira, já que as viúvas de PMs não tiveram direito aos dois últimos reajustes - 17% em 2005 e 4% este ano - concedidos aos ativos e inativos da corporação. O 13º salário de 2002 não foi pago até hoje.
- Os reajustes, a princípio, eram só para o pessoal da ativa. Com muita luta, conseguimos estendê-los aos inativos, mas não às viúvas - diz o presidente do Clube de Cabos e Soldados da PM, tenente Jorge de Souza Lobão.
- Meu marido morreu há quatro anos e, como não era corrupto, só deixou uma kombi 72 - diz Léa da Silva de Queiróz, 65 anos. Deficiente física, ela gasta os R$ 1.600 com água, luz, telefone, remédios e plano de saúde. Atualmente, vende balas na porta de casa, no Méier, para reforçar o orçamento.
- Ele se foi e as dívidas ficaram - lamenta, referindo-se ao ex-cabo Ruiter Ribeiro de Queiróz, que passou 32 anos na PM e morreu depois de reformado como sargento.
Outra batalha das famílias é por informações na Diretoria de Inativos e Pensionistas da PM fluminense que, segundo a assessoria da instituição, serve para orientar os pensionistas sobre seus direitos.
- É difícil obter qualquer esclarecimento lá- diz a escriturária Ana Lúcia da Silva Maia, mãe de um filho de 6 anos do sargento Luiz Carlos Pires Ferreira, assassinado ao reagir a um assalto em março de 2006 (leia o texto na página 19) e que hoje recebe menos de R$ 500 por mês.
A situação se complica ainda mais quando o corpo do PM assassinado não é encontrado. Marlene Machado Antunes passou quatro meses sem dinheiro até conseguir receber a pensão referente ao marido, o também sargento Jorge Roberto Antunes, assassinado por traficantes na Baixada Fluminense.
- Quando fui falar com o comandante do batalhão em que ele era lotado, ouvi até insinuações de que meu marido poderia ter fugido com alguma amante - conta Marlene (texto na página 19).
Saber a razão de os reajustes não terem sido estendidos às pensionistas é difícil até para a imprensa. Durante a semana, o JB entrou em contato com as secretarias de Governo, Fazenda, Planejamento e Segurança, mas até sexta-feira, nenhuma delas informou as razões. Pela sua assessoria de imprensa, o governador Sérgio Cabral afirmou que não foi possível conceder reajuste maior do que 4% para os ativos e inativos da PM:"O governo tem por obrigação trabalhar dentro da realidade orçamentária. Nesse sentido, fez um expressivo esforço - não realizado pelos governos anteriores - de conceder reajuste salarial de 4% a três categorias eleitas como prioritárias por esta gestão (segurança, saúde, educação)", dizia a nota oficial.
CEL ESTEVES - BARBONO

24 de nov de 2007

O DONO DA VERDADE

A VERDADE, QUEM É O DONO?

Há aqueles que se acreditam senhores da verdade, amos, únicos donos, como se em nossa existência ocorresse uma única verdade e que esta a nós pertencesse.
Julgam-se sabedores de tudo, capazes de julgar atos, posturas e decisões, pois são inteligentes e superiores ou, então, querem de forma dissimulada obter algo que não podem externar sob o risco de não conseguirem.
Diante de tal possibilidade em verdade vos indago é honesto isto? Digno?
Estamos diante de seres que nos vêem como felizes gados a caminho do curral para que nos marquem ou para o abate, como diz a canção: “...vida de gado, povo marcado. Povo feliz.”.
Acham se perfeitos, sem equívocos ou erros, não eles, sempre os outros.
Instigam-nos na busca de um contra-ponto que gere polêmica, os promovam e lhe projetem o nome.
Ou ainda, buscam resgatar o passado de seus ancestrais enlameados pela omissão e por um passado vazio e sem as glórias cantadas em verso e prosa em torno da mesa do jantar.
Meu Deus isso pega, quem sou eu para julgar? Dono da verdade?
Claro que não. Não deve ser nada disso, de repente por estarem certos em muitas oportunidades, esqueceram–se que são simplesmente humanos.
E como nós, erram
.
CEL ESTEVES - BARBONO

19 de nov de 2007

A POLITICA de SEGURANÇA do ESTADO

Será que só o nosso Governador não entende?
Acovardar não, mas combater a criminalidade, não só a marginalidade, com inteligência e perspicácia.
Para tal, o primeiro passo é dignificar a policia dando melhores condições de trabalho, melhores salários, carga horária compatível, permitindo desta forma instrução de manutenção e adestramento.
Quantos Policiais mais terão que morrer com este famélico salário?
Por favor Governador seja Excelência não só na forma de tratamento, mas, principalmente, nas atitudes que o eternizarão na história fluminense.
MATÉRIA EXTRAIDA DO JB ONLINE às 23:30h DE 18 DE NOVEMBRO DE 2007.

OAB-RJ: Política de segurança do Estado gera sentimentos de vingança

Joaquim Pereira, Agência JB
RIO - O presidente da seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, critica a política de segurança do governo do Estado, 'que tem como pressuposto a noção de guerra contra o chamado crime organizado pelo narcotráfico'.
- Nessa guerra, as favelas e os bairros pobres são considerados 'território inimigo', onde vale tudo: execuções sumárias, invasão de barracos, os mais variados desrespeitos aos moradores - afirma Damous.
Segundo o presidente da OAB-RJ, a polícia do Rio de Janeiro é a que mais mata e mais morre em todo o Brasil. - Em certa medida, o policial também é vítima dessa política de confronto, que gera ressentimentos e sentimentos de vingança - lembra.
Para Wadih Damous, a Justiça tem a sua parcela de culpa ao criminalizar a pobreza e jogar nos presídios 'infectos e violentos' milhares de jovens e adolescentes de baixa periculosidade, onde fortalecem ressentimentos e fazem pós graduação em crimes mais graves. - É a roda da vingança girando de lado a lado - lamenta.
JB Online - O relator sobre execuções arbitrárias da Organização das Nações Unidas, o australiano Philip Alston, visitou delegacias e batalhões da PM no Rio para discutir as mais de 50 mortes ocorridas durante confronto entre policiais e traficantes nos Complexos da
Penha e do Alemão, nos últimos meses. Como a OAB vê a 'política' de segurança do governo do Rio?
Wadih Damous - Trata-se de uma política de confronto que tem como pressuposto a noção de "guerra" contra o chamado crime organizado pelo narcotráfico. Nessa guerra, as favelas e os bairros pobres são considerados "território inimigo", onde vale tudo: execuções sumárias, invasão de barracos, os mais variados desrespeitos aos moradores. Como saldo dessa guerra temos menos apreensão de armas e drogas, menos prisões e um aumento brutal da letalidade no ano de 2007. Morrem bandidos, policiais e inocentes e as quadrilhas continuam operando e praticando os seus crimes. Essa política não é nova. Há mais de dez anos é aplicada no Rio de Janeiro, sem sucesso.
JB Online - A Secretaria especial dos Direitos Humanos da Presidência da República indicou execuções sumárias durante operação da polícia militar no Complexo do Alemão. O que deve ser feito para evitar essa 'política de enfrentamento?
Wadih Damous - Entendemos que o papel fundamental da polícia é investigar e prender e não matar. A polícia do Rio de Janeiro é a que mais mata e mais morre em todo o Brasil. Em certa medida, o policial também é vítima dessa política de confronto, que gera ressentimentos e sentimentos de vingança. Melhor aparelhar e treinar a polícia, melhores salários e condições de trabalho e moradia, combate à corrupção policial, fortalecimento das ouvidorias e corregedorias de polícia, tudo isso acompanhado de amplos investimentos sociais nas favelas e bairros pobres e fazer com que a polícia se enquadre nas regras do Estado Democrático de Direito, com respeito aos direitos civis do cidadão me parece a melhor alternativa à atual política de segurança pública.
JB Online - A Justiça pode ser responsabilizada pela crise de segurança existente em todo o país?
Wadih Damous - Não é a maior responsável. Acho que as profundas desigualdades sociais que caracterizam o país, o preconceito contra os pobres e o despreparo da polícia são os principais responsáveis. No entanto, a Justiça tem a sua parcela de culpa ao criminalizar a pobreza e jogar nos presídios infectos e violentos milhares de jovens e adolescentes de baixa periculosidade, onde fortalecem ressentimentos e fazem pós graduação em crimes mais graves. É a roda da vingança girando de lado a lado.
CEL ESTEVES - BARBONO

18 de nov de 2007

O SIMPLES E O ERUDITO

O SIMPLES E O ERUDITO

Às vezes me surpreendo questionando sobre a riqueza de nossa língua, que nos permite dizer a mesma coisa das mais variadas formas.
Vocês hão de perguntar por que isso agora?
Pois é, lendo um artigo postado na Internet por um autor de alguns livros, deparei-me com a necessidade do mesmo de colocar palavras e expressões não muito comuns no nosso dia-a-dia, daí pus-me a observar e notei que era habitual àquele escritor agir dessa forma.
Já tinha tido oportunidade de ouvir algumas entrevistas com o autor, bem como assistir-lhe a fala e, pelo que me recordo, em nenhuma das ocasiões precisei do socorro do “Aurélio” para entender-lhe a mensagem.
Se ao falar em público e à mídia o faz de forma simples e clara, às vezes até um tanto vulgar, então porque usar de palavras rebuscadas, que poucas vezes ouvimos no cotidiano, para se expressar?
Seriam seus leitores catedráticos com dificuldade em apercebesse do obvio, necessitando para tal que o agente usasse do artifício de adornar os escritos?
Talvez.
Quem sabe?
Será que ele saberia?
Ou seria um simples caso de auto-afirmação.
Bem esse fato me conduz a algumas publicações no boletim da PMERJ, mais precisamente na quarta parte, “justiça e disciplina”, onde são publicadas as soluções de procedimentos apuratórios, bem como as notas de culpa dos policiais punidos.
Assim como o escritor, não raras vezes me vejo obrigado a parar de ler para com calma interpretar as orações, quando não sou levado a socorrer-me do prestimoso “Aurélio”.
Como tenho a certeza de que a grande maioria dos leitores do boletim da PMERJ é composta de gente simples como eu, só me resta a convicção de que, como no caso do escritor, deve ser necessidade de se afirmar culto para impor mais respeito.
Tenho uma visão diferenciada do tema, já que entendo que respeito se adquiri com o tempo e devido a comportamento e ações, enquanto cultura é tudo aquilo que aprendemos não só nos livros, mas também e principalmente, no dia-a-dia no convívio com as pessoas a nosso redor.
Aculturar-se é ler sim, mas, sobretudo entender o porque das coisas simples, sem menosprezá-las por isso.
E como disse São Francisco: “que o senhor lhe dê a paz”.

CEL ESTEVES - BARBONO

LEI DA MORDAÇA

LEI DA MORDAÇA

Dizem as más línguas, que no Brasil da nova república, os direitos dos cidadãos estão assegurados por nossa magna carta.
Dizem ainda que ficou no passado, junto com a ditadura, a censura individual, ou seja, que qualquer um no pleno exercício de sua cidadania poderia falar desde que sua fala não redundasse numa calunia, difamação ou ofensa pessoal a outrem, quando seria pela justiça responsabilizado.
Ora, ora, não é bem assim, pelo menos no que diz respeito ao policial-militar, pois este não pode falar, mesmo sendo cidadão brasileiro, com titulo de eleitor em dia com exercício de sua cidadania, com suas obrigações para com o Estado cumpridas e com seus impostos pagos.
Bem os senhores diriam: “Mais por força dos regulamentos militares está correto, não lhes é permitido falar, para isso existem pessoas destinadas a falar por suas corporações”.
Então eu lhes pergunto: “E quando a fala retrata um sentimento pessoal que em nada tem haver com a instituição a que serve, ou quando sua fala resulta de um direito inalienável que é o de prover o seu sustento e de sua família, ou ainda, quando sua fala não se produz por oratórias partidárias mas por necessidade fisiológica de se alimentar e aos seus?”
É correto exigir que se cale?
Se não por que então as pressões para que policiais-militares como o Cel Paúl e outros se calem diante das injustiças infligidas aos integrantes desta bi-secular corporação através dos anos.
Sim, pois o Cel Paul e outros encontraram um verdadeiro e real espaço democrático onde sem ofensas, difamações ou calúnias contra ninguém, conseguem externar suas opiniões e descortinar algumas verdades ocultadas da população fluminense, cliente maior das ações desta Policia Militar famélica.
Aos policiais-militares “bloggeiros” meus respeitos augurando que suas vozes não se calem, mas que também não se percam ante o lume da vaidade, de modo a que jamais partam para ofensas, continuando a usar esse meio democrático de forma a revelar tudo aquilo que a nossa sociedade precisa saber a respeito da sua Policia.

CEL ESTEVES - BARBONO

15 de nov de 2007

AB INTEGRO

AB INTEGRO: NÃO ALTERADO, FIELMENTE.

Apesar do abandono pelas autoridades, a Policia Militar continua fazendo a sua parte:
Matéria extraída do Portal de Notícias G1 - 15/11/2007 - 20h24
PM APREENDE MÍSSEIS no MORRO do DENDÊ
O armamento não continha explosivo, segundo a PM.
A apreensão foi feita durante um patrulhamento de rotina na favela.Policiais militares apreenderam na tarde desta quinta-feira (15), no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, dois mísseis anti-aéreos. De acordo com os PMs, o armamento não continha explosivos e seriam usados como enfeite pelos traficantes.
A apreensão foi feita durante um patrulhamento de rotina na favela. Houve tiroteio, mas ninguém ficou ferido.
CEL ESTEVES - BARBONO

CORONEIS BARBONOS - LEGITIMIDADE

CARTA DO LEITOR - RESPOSTA
Sou Coronel da PM e com intuito de estudar e buscar soluções que amenizassem os problemas que assolam a instituição a que pertenço, dentre outros a baixa remuneração, reuni-me em grupo com outros Coronéis com igual objetivo, recebendo a denominação de "Grupo dos Barbonos".
Causou-me espécie a carta postada em 14/Nov./07, na coluna “Cartas dos Leitores”, pelo Cel Lopes, onde o mesmo textualmente diz: “...Penso que tal informação partiu de um determinado Oficial pertencente a um grupo de Coronéis cuja denominação omito propositadamente, por entender que não tem legitimidade para usá-la, nem tampouco representa os anseios da Corporação, competência exclusiva do Comandante Geral.”
Ora apesar da admiração que nutro pelo digno Comandante do 14ºBPM me vejo na obrigação de, sem querer polemizar, pois, se for o caso, o farei pessoalmente, contestar tais palavras . Concordo que a representação dos anseios da Corporação cabe ao Cmt Geral, mas aos Coronéis cabe assessora-lo, tanto assim que todas as nossas aspirações foram a ele, Cmt Geral, levadas com o fito de que como único representante da PMERJ as conduzisse às autoridades com poder decisório. Logo a legitimidade está forjada na carta patente por nós envergada.
Quanto ao fato pelo Cel Lopes levantado, tecnicamente não lhe cabia “pensar” mas sim agir, investigando de modo a buscar descobrir o autor da difamação contra ele, ou no mínimo registrar, formalmente, o fato de sua indignação junto a sua Corporação para que as autoridades instaurassem um procedimento apuratório que levasse a elucidação dos fatos e respectiva responsabilização.
Era o que me cabia esclarecer.
CEL ESTEVES - BARBONO

13 de nov de 2007

O TEMPO E A FRITURA

O TEMPO E A FRITURA.

O tempo é o senhor dos remédios, mas também o opressor da razão.
Sim, pois nos impulsiona a buscar soluções levando aos nossos limites, já que não para nem aguarda para que possamos calma e analiticamente, encontrar saídas lógicas e racionais aos problemas que se apresentam.
Incrível, mas aprendemos a conviver com essa pressão, assim também acostumamo-nos a sobreviver com as “frituras institucionais”.
Qual seja, insensibilizamo-nos a esse processo de desgaste com o objetivo precípuo de destituir alguém arruinando-lhe a reputação e/ou enlameando-lhe a imagem.
A insensibilidade retro-mencionada se faz real quando apesar do processo em franco desenvolvimento, não conseguimos perceber ou ainda mais grave, não o acreditamos.
Pasmem, acontece.
Com mais freqüência do que se pode crer.
É disso, dessa inação e incredibilidade, que os perniciosos e inescrupulosos se aproveitam.
Então perguntamos: E as pessoas de bem, o que fazem?
Nada, por não perceberem, não crerem ou ainda em decorrência da cegueira proveniente da soberba que lhes invade o ser a medida em que se crêem intangíveis.
Sem saída?
A mal triunfa?
Com certeza não. A guerra não está perdida. Ainda não.
É bem verdade que algumas batalhas foram vencidas pelos luciferianos, todavia ainda resta um sopro de esperança.
Necessário se faz que acordemos do torpor que a vida nos impõe. Que os virtuosos se unam e cubram seus olhos ante o lume da vaidade. Pois assim blindaremos os eleitos para que possam conduzir a chama da austeridade e prosperidade no caminho de um mundo melhor.
CEL ESTEVES - BARBONO

10 de nov de 2007

TEXTO EXTRAIDO DO PORTAL G1 - Atualizado em 25/10/2007 - 07h30
Cabral defende aborto contra violência no Rio de Janeiro


Governador do Rio evoca livro de americanos que defendem a tese. "Interrupção da gravidez tem tudo a ver com a violência pública", afirma.

O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), 44 anos, propõe a legalização do aborto como forma de conter a violência no Rio de Janeiro.

Em entrevista ao G1 na última segunda (22), ele se valeu das teses dos autores de "Freakonomics", livro dos norte-americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner, que estabelece relação entre a legalização do aborto e a redução da violência nos EUA.


"Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal", declarou.

Para o governador, os confrontos com criminosos nas favelas do Rio só vão terminar "quando a ordem pública puder chegar através de várias maneiras, dentre elas com o policial podendo andar fardado em qualquer lugar".

"Enquanto isso não for realidade, continuará havendo confronto. Isso gera morte", declarou Cabral, na 16ª entrevista da série com governadores no G1. Confira abaixo os principais trechos.


Mauro Nascimento / G1
O governador do Rio, Sérgio Cabral
Plano Plurianual

G1 - O sr. encaminhou à Assembléia Legislativa o Plano Plurianual, criando metas para várias áreas, entre as quais segurança. Como o senhor pretende reduzir em 15% os crimes contra a vida e os delitos contra o patrimônio, até 2010?

Sérgio Cabral - Eu gostaria de separar primeiro o que é o numero de homicídios numa política de confronto. Uma coisa é o homicídio do cidadão que tem sua casa assaltada e em seguida é assassinado. Roubo seguido de homicídio, latrocínio, isso é um tipo de crime. Outra coisa e entrar na favela da Coréia recebido a tiros. E, na troca de tiros, ter 12 mortos. Isso é uma outra natureza de homicídio. Quando vai acabar a política de confronto? Vai acabar quando a ordem pública puder chegar através de várias maneiras, dentre elas com o policial podendo andar fardado em qualquer lugar. Não é o que acontece hoje. Enquanto isso não for realidade, continuará havendo confronto. Isso gera morte. No momento que você tem marginalidade altamente armada com fuzis, metralhadoras, granadas, você tem um confronto. Metas são metas para alcançarmos.
G1 – Mas as últimas operações de confronto com traficantes nas favelas, que tem levado a muitas mortes, foram criticadas, principalmente por entidades de defesa dos direitos humanos e pela OAB.

Cabral - Eu tenho maior respeito pela OAB. [Mas] Essas comunidades sofrem muito mais do que eu e o representante da Ordem diariamente com isso. Na hora que a gente vai pra uma comunidade e é recebido a tiros, o que essas instituições querem que o governo faça? Se acomode? Na Coréia, não havia uma operação policial há três anos e meio desse tipo, com 350 policiais. Marginais estavam indo para a pista sem aquele temor de ir apenas na madrugada. Iam de dia, parando os carros, com fuzil, mandando parar, matando as pessoas. O estado não pode aceitar isso. Essa é uma questão que não é ideológica. Não adianta me chamar de truculento. Ordem publica está dentro dos valores democráticos.


Mauro Nascimento / G1
O governador do Rio, Sérgio Cabral

Milícias
G1
– Mas a população não está a mercê apenas do tráfico. Quando não é o tráfico, são as milícias.
Cabral - O fenômeno da milícia é a ausência de uma política de segurança pública de combate nessas comunidades. É o que gerou a figura das milícias: 'Já que o Estado não vem aqui, vamos criar uma patota para combater esses marginais'. Nós estamos combatendo milícia e tráfico.

G1 – A demora para resgatar a ordem pública pode interferir na implantação dos projetos e investimentos do PAC da Segurança nessas comunidades?

Cabral - De jeito nenhum. Vamos fazer a implantação do Plano de Aceleração do Crescimento nessas favelas porque os moradores estão esperando isso. Nunca vimos tanto investimento quanto teremos do presidente Lula. Em dezembro vamos começar as obras no Alemão, Manguinhos, Rocinha e Pavão-Pavãozinho. Estamos atendendo a 600 mil moradores, revolucionando essas comunidades, pavimentando ruas, avenidas, e construindo escolas. E não vamos permitir que nenhum marginal atrapalhe nosso cronograma.
Legalização das drogas
G1 - O sr. foi o primeiro governador que apareceu defendendo a legalização das drogas. Não acha que para se alcançar isso tem de haver uma mudança de atuação da polícia, um salto de qualidade? Cabral - Isso é um tema internacional. Legalização das drogas é um tema que defendo. E deve ser discutido profundamente nos foros internacionais. A ONU (Organização das Nações Unidas) tem que levar isso a sério. Vou receber na semana que vem a Karen Tandy, diretora do DEA (U.S. Drug Enforcement Administration, a agência norte-americana de combate ao tráfico). Vou dizer para ela que o governo americano tem que entrar nesse debate.

G1 – Essa não é uma briga feia?

Cabral - Não adianta fazer trabalho só de conscientização. Esse trabalho de saúde não é suficiente. Se fosse legalizada seria até mais fácil identificar esses usuários porque as pessoas não se sentiriam criminosas e sairiam do casulo. Você teria uma política pública mais ampla de atendimento aos drogados. Você teria a venda controlada pelas autoridades. Faria controle de demanda. Então, não consigo entender. Que a droga destrói, é obvio. Como cigarro mata. Tive que tomar remédio para parar de fumar. É uma droga, entra na sua veia, vai te consumindo. Quem nunca teve um caso de um amigo alcoólatra que tenha sofrido por isso? Droga é a mesma coisa. Ninguém quer isso. Mas acho que é uma política de enxugar gelo porque não pára o consumo.


Mauro Nascimento / G1
O governador do Rio, Sérgio Cabral (Foto: Mauro Nascimento / G1)
Aborto
G1
– Mas o Brasil não consegue dar conta do mosquito da dengue. Teremos condições de resolver essa questão das drogas?

Cabral - O Brasil não dá conta do câncer. Não dá conta dos que necessitam de CTIs. Não dá conta de um monte de coisas. Se for partir para isso... São duas questões que têm a ver com violência: uma é a questão das drogas que é mais internacional. O Brasil deve contribuir. A outra, é um tema que, infelizmente, não se tem coragem de discutir. É o aborto. A questão da interrupção da gravidez tem tudo a ver com a violência pública. Quem diz isso não sou eu, são os autores do livro "Freakonomics" (Steven Levitt e Stephen J. Dubner). Eles mostram que a redução da violência nos EUA na década de 90 está intrinsecamente ligada à legalização do aborto em 1975 pela suprema corte americana. Porque uma filha da classe média se quiser interromper a gravidez tem dinheiro e estrutura familiar, todo mundo sabe onde fica. Não sei por que não é fechado. Leva na Barra da Tijuca, não sei onde. Agora, a filha do favelado vai levar para onde, se o Miguel Couto não atende? Se o Rocha Faria não atende? Aí, tenta desesperadamente uma interrupção, o que provoca situação gravíssima. Sou favorável ao direito da mulher de interromper uma gravidez indesejada. Sou cristão, católico, mas que visão é essa? Esses atrasos são muito graves. Não vejo a classe política discutir isso. Fico muito aflito. Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal. Estado não dá conta. Não tem oferta da rede pública para que essas meninas possam interromper a gravidez. Isso é uma maluquice só.

CPMF
G1
- O governo federal tem dificuldades para aprovar a prorrogação da CPMF. Como o sr. está articulando sua base?

Cabral - Os três senadores do Rio vão votar com a CPMF: Crivela, Paulo Duque e Dorneles. Não porque eu tenha pedido. Eles têm consciência de que isso é um gesto responsável. Sangramos para chegar neste momento. O presidente Lula fez das tripas coração para chegar até aqui. O Brasil cresce 5% no PIB. Os juros estão num processo de queda. O conselho monetário [Copom - Comitê de Política Monetária], com muita responsabilidade, interrompeu o processo de queda em função da CPMF. Porque, se perde CPMF, os juros vão ter que subir outra vez. Vai ter que haver encolhimento da economia. Mais grave são os que eram do governo e defendiam, e agora, que estão na oposição, são contra. Aí é demais. Acho que não tem cabimento.


Mauro Nascimento / G1
O governador do Rio, Sérgio Cabral (Foto: Mauro Nascimento / G1)
Caso Renan
G1 - O sr., com a experiência de senador, acha que alguém dentro do seu partido pode restabelecer o consenso no Senado com a saída de Renan Calheiros?

Cabral - A gente deve guardar o devido respeito com as instituições. Temos uma instituição com 81 homens. Na sua maioria, mulheres e homens experientes, com passados políticos. Então, eles vão encontrar uma solução. Mas não faltam no PMDB nomes para solucionar esse tema. Acho que vão encontrar isso.

PMDB
G1-
Como o sr. está contornando a celeuma provocada pela entrada do secretário de Esporte, Turismo e Lazer Eduardo Paes no PMDB? Cabral - Celeuma porque parece que não querem ganhar eleição. Trouxemos para o PMDB um excepcional quadro da vida pública do Rio de Janeiro. Vereador mais votado, subprefeito duas vezes, deputado federal, trabalhador e pé quente. Trouxemos o Cristo Redentor como uma das maravilhas do mundo. O Pan-americano foi um sucesso. Acabou de abrigar o jogo do Brasil que foi show para o mundo inteiro. Esse é um assunto que vou tratar com mais calma no ano que vem. Mas estou muito feliz de tê-lo no PMDB.
Sucessão
G1 - O presidente já disse que quer, para sucedê-lo, um candidato da base aliada, não necessariamente do PT. O sr. se considera um nome para o futuro?

Cabral - Tenho que cuidar desta loja aqui. Esta loja aqui é muito complicada. Se você pensar num passo seguinte, sem cuidar da loja... A única presidência que penso é a do Vasco da Gama. Não agüento mais ver meu clube perder. São muitas tristezas. Chegamos a estar no quarto lugar. Como pode cair do quarto pra 11º? É uma vergonha. * Colaborou Daniel Haidar.

CEL ESTEVES - BARBONO







CANTIGA MEDIEVAL

Mensagem

O Rei me pediu a espada
minha espada lhe ofertei
de lâmina de Toledo
com copo de ouro de lei

O Rei desejou meu elmo
escudo e couraça lhe dei
sempre os usei nas batalhas
lutando pelo meu Rei

O Rei me pediu bravura
na guerra me desdobrei
lutei com ardor e raça
pela glória de meu Rei

O Rei desejou meu cavalo
negro, que eu mesmo domei
sem relutar fui infante
para atender ao meu Rei

Caso o Rei pedisse a honra
da farda, que sempre honrei
de coração contristado
diria NÃO ao meu Rei

Dei lhe a espada de Toledo
com copo de ouro de lei
mas Honra é bem de família
que dos ancestrais herdei.

Cantiga Medieval
CEL ESTEVES - BARBONO

A VAIDADE

A VAIDADE, A INVEJA E A SOBERBA.

Alguns homens, até com inteligência um pouco acima da média, pelo menos eles acreditam, se deixam cegar por estes três sentimentos e se comportam acreditando serem o centro de tudo e que a eles as homenagens devem ser hipotecadas.
Não raras vezes a vida lhes permite assim seguir adiante, entretanto à frente isto lhes é cobrado, mas, normalmente, estão despreparados para pagar pelos seus atos, pelas suas futilidades.
Cobiçam pra si o que em seu devido tempo terão, ou não, mas, em suas óticas míopes, é inconcebível ter que esperar, pois são mais bonitos e melhores, mais capazes, mais competentes, mais inteligentes, enfim seres superiores com condição de dizer o que pensam e querem, sem que “os mortais” os compreendam plenamente, lhes sendo concedido o direito de fazer pouco dos demais, uma vez que aqueles não entenderão o que retratam suas palavras, pois são idiotas.
Acreditam ser inadmissível, mesmo que por espaço temporal, estarem sob o jugo formal de seres inferiores, que apesar de legalmente instituídos, para os “narcisos”, são incapazes, fracos e covardes.
Uma injustiça divina tal submissão. Que deve por eles ser corrigida.
A quem cabe fazer-lhes ver o óbvio?
Humanamente é justo permitir que sigam adiante acreditando serem o “sol”?
Acreditando-se semideuses intocáveis?
Que são capazes de através das palavras por eles proferidas, arrebanhar os idiotas que lhes protegerão de injustas retaliações?
CEL ESTEVES - BARBONO