7 de abr. de 2008

RAZÃO OU PAIXÃO

LOGICA?


Vivemos diuturnamente, no campo das decisões, o dilema de nossa existência. A razão ou a emoção?A Lógica ou a Paixão? A mente ou o coração?
O grande mistério é a dosagem de cada um, ou seja, o quanto de lógica devo aplicar e o complemento da emoção que devo derramar sobre minhas decisões.
A que hora deixo a razão ordenar minhas ações e quando o comando caberá ao coração?
Não é ciência exata, neste mistér dois e dois nem sempre são quatro.
Cada um tem que buscar a sua equação, aquela que lhe fornecerá o que todo ser humano busca, a felicidade. É bem verdade que está provado que necessário é que haja porções de ambos “temperos” nas decisões, da mesma forma a história nos prova que existem inúmeros casos de relacionamento interpessoal em que as decisões tenderam para uma dosagem maior de razão, o que acarretou arrependimento, mas este não ocorreu imediatamente, todavia a constrição teve uma periodicidade mais longa, a dor teve uma longevidade maior.
Conclui-se que existem situações onde somente o coração pode comandar as ações, a razão subcomandará, assessorando de modo a que as pessoas não saiam magoadas, mas a paixão determina as ações, pois só assim se obterá momentos de felicidade capazes de embaçar os percalços de nossa existência.


CORONEL ESTEVES.

29 de mar. de 2008

O MEDO

A VITORIA DO MEDO?

O ser humano por indução, não por instinto, aprende a ter medo durante sua existência.
A justificativa é a auto-preservação. Todavia muitas vezes o medo lhe consome o ser e o impede de alcançar necessidades basilares da própria sobrevivência.
Não se apercebe que escorre entre os dedos a oportunidade de justificar sua existência em face ao temor descabido de certas coisas. Medo de ser rotulado, medo de ser perseguido por suas convicções, medo de correr risco, medo de assumir compromissos, medo de sofrer, enfim, medo de ser feliz.
É preciso vencer os medos, lutar por aquilo que se acredita, constatar que não é o único universo a gravitar neste cenário maior que é a própria existência da vida. Entender que se cair, Deus estará ao lado para auxiliar a levantar e a conseqüência é o fortalecimento e o engrandecimento como um ser humano.
Há de ser ter medo sim, mas de coisas reais, não de realizar sonhos, isto não deve causar temor e sim deleite ao se tentar, pois existimos para buscar a felicidade e as realizações são conquistas de uma real existência.
O medo não vencerá.
CORONEL ESTEVES

16 de mar. de 2008

SILÊNCIO

A LUTA

Ao encetar uma empreitada, tem que se ter traçados os objetivos principais e os adjacentes, ou seja, o que se quer atingir e os que serão utilizados para despertar a atenção, ou para dissimular o real, ou ainda para distrair o oponente.
Há que se ter também a compreensão de que sacrifícios terão que ser feitos e perdas ocorrerão no transcurso da contenda para que se possa atingir o objetivo, que nem sempre é bem compreendido pelos coadjuvantes ou pelos observadores. Neste ponto é fundamental não se perder o foco da luta.
Digo isto para que compreendam a importância do momento vivido, da grandiosidade do resgate da cidadania. Histórico.
Às vezes um animal se faz de morto para escapar de seu algoz, resumindo os embates só terminam quando finda a guerra e esta só acaba com o oponente rendido, não em silêncio.
JUNTOS SOMOS FORTES!

CORONEL ESTEVES

9 de mar. de 2008

PERSISTÊNCIA

PERSEVERANÇA

A historia do mundo não foi escrita por aqueles que desistiram diante dos obstáculos, dificuldades e contratempos, mas por aqueles que acreditaram, sonharam e lutaram por tudo que almejavam. Enfrentaram as adversidades, perderam algumas batalhas, mas venceram em suas buscas pelo que desejavam.
A tenacidade é uma característica necessária aos fortes e vencedores, pois seguirão lutando até alcançarem seus objetivos, sejam aqueles que lutam por um amor, por um semelhante ou pela dignidade de toda uma comunidade.
Aqueles que esmorecem diante de pequenos contratempos, buscando justificativa para sua ação em algo extra-sensorial, está fadado a jamais encontrar o que busca, a jamais sentir-se realizado e feliz, a jamais experimentar o regozijo da vitória plena, pois está estará empanada pela dúvida de que talvez fosse melhor se tivesse lutado até o final.
Havendo sinceridade e honestidade na razão da empreitada, não há demérito ou vergonha na derrota, mas na desistência em lutar.
CEL ESTEVES

1 de mar. de 2008

A PERDA

A DOR.

Durante o correr de nossa vida perdemos muitas coisas, sentimentos, entes e pessoas.
Cedo aprendemos que toda perda provoca Dor e que esta é imensurável, é a maior até que tenhamos outras e certo é que teremos, até que chegue a derradeira, pois já não haverá mais existência.
O quanto podemos agüentar a Dor da perda?
Não há como avaliar, assim como não dá para aquilatar o estrago que causa ao corpo e a alma cada perda que colecionamos durante nossa efêmera passagem por este plano.
Algumas que imputamos a maior, após certo tempo é lembrança, outras que achamos que o tempo se encarregará de apagar, se arrastam por toda a nossa existência deixando em nossa saúde e principalmente em nossa alma, cicatrizes indeléveis.
Com evitar?
Não há. Se vivemos, temos que correr risco de conseguirmos algo e perdermos a seguir, pois nada é pra sempre. O importante é viver, é aproveitarmos enquanto podemos desfrutar daquela coisa, ou ente, ou sentimento ou pessoa antes que se vá e nos deixe a dor e a saudade.
Pior do que a dor da perda deve ser ter vivido e não ter do que recordar. Aprendi com a vida nestes cinqüenta e um anos de minha passagem por este planeta, que sou um ser abençoado, ungido mesmo por Deus, pois muito perdi, amigos, parentes, sentimentos, fiéis companheiros de pelos e penas, enfim, foram muitas, mas que me deixaram uma infinidade de lembranças de bons momentos, carinhosos, afetuosos, românticos e alegres que muito certamente farão parte da minha bagagem quando eu deixar a dor para aqueles que me amam e chegar a minha hora de partir.
Só espero que eu tenha sido capaz de junto com a dor deixar lembranças, boas e alegres lembranças de alguém que sempre quis ajudar, mesmo aqueles que muitas vezes não queriam ajuda ou não acreditavam na simplicidade de um ato sem outra intenção.

CORONEL ESTEVES

26 de fev. de 2008

ESCLARECIMENTO

O ESCALONAMENTO VERTICAL.

A guisa de esclarecimento gostaria de informar que em outubro do ano que findou, após inúmeras tentativas de alcançarmos um reajuste digno, foi apresentada a equipe técnica da SEPLAG, uma proposta elaborada pela DGF do CBERJ com alterações e sugestões da DGF da PMERJ, onde aceitava-se os vinte e cinco por cento oferecido pelo governo, só que no prazo de um ano findando em setembro de 2008 e com o compromisso de reajustes anuais, conforme preceitua a Constituição Estadual.
Na proposta foram modificados os percentuais das gratificações privilegiando os soldados, cabos, terceiro sargentos e tenentes, alterando ainda o escalonamento vertical de modo a aproximar um pouco mais o soldado do coronel, sem perder de vista o grau hierárquico, ou seja de modo a evitar distorções que hoje existem.
Aquela proposta, apresentada por mim qu era o DGF/PMERJ na época e pelo DGF/CBMERJ, caracterizava-se pela redução das desigualdades e pela preservação dos vencimentos hierarquizados, ou seja, como exemplo, evitava-se que o primeiro sargento ganhasse mais, como em muitos casos hoje ocorre, que o Tenente e primava pela redução da distancia salarial entre um Coronel e um soldado.
Concordamos que o ideal é que esta distancia não seja superior a trinta por cento, todavia, naquela oportunidade, sem que houvesse qualquer pressão externa, o eu, CMT GERAL da PMERJ e o CMT GERAL do CBMERJ e sua equipe, já percebiamos e tentavamos minimizar as desigualdades aproximando os índices.
Isso é fato e pode ser comprovado, com data anterior à deste post.

CORONEL ESTEVES

25 de fev. de 2008

OS PODERES

A INDEPENDÊNCIA DOS PODERES.

Estamos vivendo no Nosso Estado uma oportunidade impar de verificarmos a real independência dos poderes. O Excelentíssimo Senhor Governador encaminhou à Assembléia Legislativa projeto de Lei casuístico que altera a Lei 443 de 1981.
Concordamos com o Governador que esta Lei, uma colcha de retalhos, precisa ser alterada, mas como um todo, uma vez que precede a Constituição de 1988 e, como não poderia deixar de ser, tornou-se arcaica.
Aliás, a necessidade de mudança da Lei substituindo-a “In Totum” por uma mais moderna e adequada à Constituição Brasileira, já havia sido sugerido no ano de 2007 pelos Cel Ubiratan e Cel Samuel.
Todavia, naquela oportunidade, o Governo entendeu não ser necessário e que seria conveniente fazê-lo no meio do exercício, em 2009, quando as coisas estivessem mais sob controle. Ah! Vai ver que é isso, o Governo já tem tudo sob seu controle, as contas, os débitos, os créditos, as folhas de pagamento, enfim, “tudo dominado”.
A União mostrou a independência dos poderes federais no caso da CPMF. Agora chegou à vez e a hora do nosso Estado mostrar se há ou não PODERES.
É ano de eleição municipal. O povo está atento.
Será que o nosso Legislativo vai se posicionar como um PODER Independente ou vai acatar as determinações do Executivo.
O tempo, senhor da razão, dirá.

CORONEL ESTEVES

24 de fev. de 2008

ISP - RETROCESSO

Recebi por e-mail e não podia me esquivar de fazer um breve comentário, leiamos primeiro:

JORNAL O GLOBO ON LINE - 22/02/2008 às 18:00h:

Enviado por Jorge Antonio Barros - 22.2.2008 17h31m
POLÍTICAS PÚBLICAS
O risco de retrocesso na divulgação de estatísticas de crimes.
Com a exoneração da pesquisadora Ana Paula Miranda da presidência do Instituto de Segurança Pública (ISP), anunciada agora à tarde pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, cristaliza-se um plano diabólico para se esconder ou manipular a divulgação dos dados estatísticos da criminalidade no Estado do Rio de Janeiro, em pleno regime democrático. O projeto é simplesmente um retrocesso no setor, que no Estado do Rio sempre foi alvo da manipulação e da política de jogar para debaixo do tapete informações fundamentais para a qualidade de vida dos cidadãos.
Cabe ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, com todo seu poder e prestígio, deter o plano em andamento, de evitar que venham à tona periodicamente os números da criminalidade, uma conquista do povo do Estado do Rio de Janeiro, a partir do governo Garotinho. Há bom tempo que a divulgação periódica desses dados virou uma bagunça, mas o Instituto de Segurança Pública sempre trabalhou duro para exibir as estatísticas. Tanto que essa postura custou a cabeça de sua presidente, uma acadêmica e profissional do mais alto nível.
A inflação neste país só foi derrotada porque a sociedade teve acesso a informações que permitiram uma avaliação mais precisa da situação econômica. O mesmo vai ocorrer na área da segurança pública. Enquanto policiais ou executivos das políticas públicas da área de segurança tentarem conter ou até manipular a divulgação de estatísticas de crimes, estaremos bem longe de saber o tamanho do problema que temos.

Lucidez é a expressão que me vem à mente ao ler as palavras proféticas do jornalista.
Já faz algum tempo que os Barbonos vêm bradando que a crise não é na Policia Militar, mas sim na Segurança Pública, eis a prova.
A pesquisadora Ana Paula Miranda, apesar de todas as pressões, mantinha certa transparência nas estatísticas geradas no Instituto de Segurança Pública (ISP), é bem verdade que segundo ela mesma afirmou em diversas oportunidades, ainda eram muito frágeis os dados colhidos, alimentadores de seu trabalho, todavia tinha a consciência de que a transparência era o único caminho a ser seguido para democratizar as informações e atingir uma Policia Cidadã, pois o acesso e a participação de todos tornaria possível otimizar a Segurança.
Eis que, como na PMERJ, o ISP foi atingido pelo autoritarismo. As informações devem ser parciais e direcionadas, de modo a não exibirem grandes falhas que possam a vir desmoralizar ainda mais (se é que é possível) a “Política de Segurança” reinante (existe?).
Assume um Ten Cel da PM, sem sombra de dúvida um grande Oficial, quer no campo operacional onde já deu mostras, quer no campo filosófico, todavia sua colocação naquela cadeira não se deu por sua vasta experiência em gerenciamento estatístico.
É oficial inteligente e rapidamente vai se adaptar, mas até que isso aconteça, “vai escrever gato com x”.
A quem isso interessa?
Com certeza não à Sociedade, que tenta timidamente participar democraticamente na gestão da Segurança Pública, entendendo o problema, pesquisando saídas e sugerindo soluções, o que vai de encontro aos ideais daqueles que desejam uma sociedade alienada e ignorante, que acredite em todas as promessas de solução por eles engendradas.
Promessas, promessas, promessas e promessas, são catedráticos.
Parabéns ao nobre jornalista e força, Ana Paula Miranda, pois é triste sua saída, um retrocesso, mas sai de cabeça erguida e pela porta da frente.


JUNTOS SOMOS FORTES!
CORONEL ESTEVES.

22 de fev. de 2008

OBRIGADO.


A retaliação não nos calará, pelo contrario, acirrará a luta pelo resgate da dignidade depreciada. Sem qualquer medo de errar afirmo que alguns que permaneciam “em cima do muro” com receio de falar o que pensam por medo das conseqüências, agora, atingidos por leis casuísticas e pessoais, verão que nada adiantou seu silêncio.
Neste momento em que nada mais terão a perder se unirão a nós na luta pelo reerguimento da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro e desta forma recuperar suas hombridades entorpecidas pelo receio de desagradar aos “chefes”.
Barbonos serão extintos, mas não por derrota ou pelo término da luta, mas porque o número se multiplicará perdendo a tipificação de grupo, já que barbonos todos serão.
A mudança da Lei imporá algo que o grupo faria voluntariamente como forma de demonstração de idealismo, assim como fizeram ao abrir mão de seus cargos, logo só resta agradecer. Obrigado pelo reforço.
"CORONEL ESTEVES"

20 de fev. de 2008

SUBSTITUIÇÃO?

A TROCA...

Como foi dito em post anterior: “A dignidade não está em não errar, mas sim em reconhecer o erro, admitir a autoria e retroceder em busca da equalização do problema, seja em que campo for.” Alguns integrantes da imprensa já perceberam que certos equívocos foram cometidos no que tange a “crise na Segurança Pública”.
Estes profissionais começam a dignamente retroceder em seus posicionamentos dando mais enfoque a realidade do que vem ocorrendo. Percebem que só há uma saída para estancar a crise e esta não passa por tentar retirar do serviço ativo profissionais de policia com muita experiência e pouca idade, até porque eles mesmos estão dispostos a fazê-lo, como sempre disseram desde o inicio do processo, a qualquer momento em prol da causa que abraçaram.
São homens dignos, talvez aí o problema, que não se agarraram ao exercício de funções com poder e gratificações, delas abrindo mão em troca da honra e da dignidade que fazem questão de deixar de herança para suas famílias e para seus seguidores.
Talvez a saída passe por oficializar o que oficiosamente já aconteceu, como bem frisou um jornalista em seu artigo publicado no matutino em que labuta e replicado no seu blog, quando sugere nomes para assumir a SESEG, por já não perceber naquele que ainda ocupa a cadeira, a alegria de outrora. Este, hoje é outro homem, triste, ansioso, nervoso e estressado, talvez esperando a oportunidade para sair, talvez preso a um salário realmente atraente.
Vale a pena instar-lhe se sua decência e honradez profissionais podem ser enxovalhadas em troca desse farto erário.
Sua paz interior e de sua família, sua saúde e sua dignidade são uma troca justa por estes proventos temporários?
O tempo dirá. O repórter arrisca um prazo, eu não. Julgo-me incompetente para julgar o que vai no interior de um homem.

CORONEL ESTEVES

DIGNO

AVALIAÇÃO

Durante a nossa vida precisamos avaliar e reavaliar as conseqüências de nossos atos. Precisamos a todo instante verificar se o que fizemos ou deixamos de fazer, falamos ou deixamos de falar trouxe as conseqüências desejadas, ou seja, se a razão falou mais alto ou foi a emoção e se resultado foi o esperado ou não.
Somos animais racionais, em tese, logo temos de buscar acertar e quando erramos o dever de admitirmos e tentar corrigir, voltar atrás se necessário para se alcançar o objetivo traçado.
Para seres humanos normais, por mais simples que pareça, é difícil pedir desculpas, retroceder ou admitir que a estratégia foi equivocada ou que não houve uma, que as coisas aconteceram sem um prévio controle.
De qualquer forma é digno este exame, é necessário e sábio fazer esta avaliação, pois só evoluímos como seres humanos quando aprendemos com nossos o erros e com os dos nossos semelhantes. Mas para isso é mister que reconheçamos a existência destas falhas para buscarmos o que é certo.
A dignidade não está em não errar, mas sim em reconhecer o erro, admitir a autoria e retroceder em busca da equalização do problema, seja em que campo for.
Na passagem bíblica de Madalena, Jesus Cristo disse “quem nunca pecou (cometeu um erro) que atire a primeira pedra” e eles recuaram.
Reflitamos, reavaliemos nossas falas, atos e silêncios e talvez venhamos a descobrir o quanto temos nos equivocado.
Eu admito, erro e muito, mas retrocedo quando percebo e adoto as medidas que estiverem ao meu alcance para reparar.
E eu sou apenas mais um.
CORONEL ESTEVES

18 de fev. de 2008

IDAS E VINDAS

A SIMPLICIDADE.

Comumente nos ocupamos tanto com coisas que superestimamos o valor que não notamos as idas e vindas que o mundo dá.
Complicamos demais a vida e isto nos leva um dos maiores bens que Deus nos deu, a saúde.
Como “Dom Quixote” encaramos moinhos de vento como se fossem monstros a vencer para salvarmos uma donzela.
Quando em verdade o monstro está dentro do homem. Ele fabrica os medos que lhe impedem de viver a vida, de aproveitar as oportunidades de momentos inesquecíveis de felicidade por medo de algo que não existe, monstros que ele mesmo criou.
Às vezes conseguimos perceber o ilusionismo que amedronta os outros, sem conseguir perceber que também temos os nossos fictícios assombros.
Procuramos alertar e não somos ouvidos, pois também não conseguimos ouvir quando nos avisam.
E a vida vai e vem num ir e vir infinito, não para nós, pois chegará inevitavelmente o nosso fim, já que somos efêmeros diante da grandeza do Universo. E então lastimaremos a perda de algumas oportunidades por medo de algo que inexiste, ou que pode ser contornado.
É preciso ouvir, vencer nossos medos, falar deles para que possamos abrir os olhos e ver que são apenas “moinhos de vento”.

CORONEL ESTEVES

17 de fev. de 2008

O MILAGRE

A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES.




Neste domingo, dia dezessete de fevereiro de dois mil e oito, data que passa a fazer parte da história como um marco democrático, o carioca recebeu de DEUS alguns presentes e presenciou um milagre.
O dia foi lindo, de um azul sem igual. A praia deliciosa como sempre, um convite à vida. Na orla, a “Marcha Democrática”, uma das mais belas demonstrações de civismo, acontecia.
A Passeata organizada pelos Policiais e Bombeiros Militares de nosso estado em busca de recuperar a cidadania, como não poderia deixar de ser, transcorreu de maneira pacífica e ordeira, sendo carinhosamente acolhida pela população que junto cantou o Hino Nacional Brasileiro e entoou as canções do Policial Militar e do Bombeiro Militar, numa demonstração inequívoca de apoio a causa mais do que justa de resgate da dignidade da classe.
O milagre? Bem, o milagre foi a multiplicação de “meia dúzia” de baderneiros preguiçosos que não querem trabalhar, para cerca de setecentas pessoas no gozo de seus direitos constitucionais, apoiando um movimento legal por salários e condições de trabalho, contra as mentiras e demagogias implantadas por políticos que só se preocupam em vencer as eleições, sem qualquer compromisso com a palavra empenhada ou pelo menos em dar satisfação do impedimento de honrá-las.



Alguns dos Coronéis organizadores sempre souberam que “DEUS” estava no comando de tudo e jamais se olvidaram de repassar para os demais suas convicções e hoje, para aqueles céticos que duvidaram, foi a prova cabal (não cabral) desta verdade.
Avancemos senhoras e senhores! Temos o dever de lutar não só por salários dignos, mas pela cidadania, pela dignidade e principalmente pela manutenção da estabilidade da Democracia e preservação de uma Policia Cidadã, que conhece seus direitos e deveres para poder entender e salvaguardar os do próximo.




A LUTA CONTINUA!
JUNTOS SOMOS FORTES!
CORONEL ESTEVES – BARBONO.

16 de fev. de 2008

DEMOCRACIA

CIDADANIA



Vivemos, em tese, uma democracia estável onde os direitos dos cidadãos são assegurados em nossa “Carta Magna” e respeitados por todos os políticos, defensores justamente desta democracia conquistada ao longo dos anos com sofrimento e sacrifícios. Todavia, no Estado do Rio de Janeiro, “tambor de ressonância” do Brasil, vemos uma demonstração inequívoca de autoritarismo e desrespeito a Constituição Cidadã, promulgada em 1988, sob o escopo de uma Constituição moderna, ampla, democrática e garantidora da cidadania Brasileira.
Ao tentar intimidar a realização de passeata ordeira e pacifica, através de ameaças (algumas veladas outras nem tanto) e escalas extraordinárias, sacrificando ainda mais a folga do Policial já tão combalido, o homem público, em detrimento de uma vaidade cega que o impede de reconhecer um erro e ainda de ter a virtude de voltar atrás em benefício da população e do bem comum, dá uma demonstração insofismável de que nem todos estão cônscios de suas responsabilidades como defensores da vontade da sociedade e representantes dos anseios do povo fluminense, que com toda certeza não quer ver vilipendiada as suas instituições mantenedoras da paz.
O cidadão não quer ver um policial responsável por sua segurança e de seus bens receber menos de trinta reais (R$30,00) por dia para arriscar sua vida e morrer, enquanto este mesmo cidadão, com seu erário e por reconhecimento, paga as suas diaristas aproximadamente o dobro, sem que estas corram risco de morte.
A cegueira impele a alguns destes homens públicos a digladiar com seus colaboradores de labuta, sim, pois o Policial Militar, o Bombeiro Militar e o Policial Civil, nada mais são do que funcionários públicos colaboradores dos governantes na busca da otimização da qualidade de vida do povo do nosso Estado. Eles não são os inimigos!
Conterrâneos fluminenses, não permitam o risco de nossa democracia, não aceitem a ditadura de terno, lutemos pela dignidade, pela preservação da Ordem Pública e pela garantia dos direitos civis de todos os cidadãos de nosso estado, sem exceções, sem discriminações.
Lutemos pelo respeito a nossa Constituição, pelo respeito as nossas Instituições, pela decência e pela honra de nossos agentes da Lei e da Ordem, pois como dizia o poeta: “...somos todos iguais braços dados ou não...”, “... esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
Venham participem da “MARCHA DEMOCRÁTICA” neste domingo às dez horas.
Não se omita, seja cidadão e exerça seus direitos e deveres na preservação da cidadania.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

13 de fev. de 2008

FINALMENTE.

NOSSO GOVERNADOR TEM RAZÃO.

Após ler as palavras do nosso governador ao término da seção de abertura dos trabalhos da ALERJ quando instado sobre a manifestação pró cidadania dos Policiais e Bombeiros Militares, ele disse uma grande verdade entre vários devaneios.
Que verdade?
O trabalho da Polícia Militar é muito sério.
Gostaria que ele se conscientizasse dessa expressão e assim percebesse realmente nossa briosa Instituição, dando a real importância e reconhecimento a seus valorosos integrantes, que a despeito dos famélicos salários continuam dando o suor de seus rostos e o sangue de suas veias em defesa de nossa sociedade, essa sim, reconhecedora do nosso sacrifício, não tem poupado esforços em externar solidariedade a nossa luta pelo resgate de nossa cidadania.

JUNTOS SOMOS FORTES!

CORONEL ESTEVES - BARBONO

SÓ SÉRGIO.

MATÉRIA EXTRAIDA DO JORNAL O GLOBO DE 13 DE FEVEREIRO DE 2008.
Secretário de Fazenda diz que PMs não terão aumento já.
O Globo RIO
- O governo do estado não deverá conceder reajustes para a Polícia Militar este ano, como reivindica a categoria. O secretário de Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta terça-feira que não há previsão orçamentária de aumento salarial, e que isto só poderá ocorrer caso o estado tenha receita excedente. O governo descarta, por enquanto, cortes de recursos em outras áreas para conceder os aumentos.- Não está previsto no orçamento nenhum movimento nesse sentido (aumento salarial). Se nós tivermos um excesso de arrecadação mais para a frente, é claro que isso pode ser discutido. Acho que isso tem evoluir, mas sem prejudicar as outras áreas - disse Levy.
O governador Sérgio Cabral, que participou ontem da sessão de abertura dos trabalhos da Alerj , não quis comentar o assunto, mas criticou a manifestação dos PMs que está sendo programada para domingo na orla.- Esse assunto (manifestação dos PMs) já está fora de moda. Já perdeu a graça. Vamos tratar de governar. Essa meia dúzia não vai comprometer o trabalho da Polícia Militar, que é muito séria. Fazer sindicalismo com a PM é uma falta de respeito. Esse sindicalismo não vai prevalecer - disse Sérgio Cabral."
Comentario sobre esta noticia:
Nem Benedita, nem Rosinha só Sérgio promete dar aumento justo a Saúde, Educação e Segurança e concede em dois anos quatro por cento (4%) de reajuste salarial.
O que se pode esperar, se é que se pode esperar!
Acredito que algo vai acontecer e vai mudar a história, afinal como disse o Sr Beltrami, "o mal não pode vencer o bem". Ele está certo só se equivoca quando explicita quem é o bem.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

HÁ CRISE OU NÃO? EIS A QUESTÃO

A CRISE

O jornalista Gustavo de Almeida a quem fui apresentado na assembléia da AME-RJ ocorrida no dia 11fev08 e que acredito deva estar sofrendo muita pressão em face de seu posicionamento coerente e ético com sua profissão, tem sido muito feliz nas suas colocações sobre a crise que se instalou na Segurança Pública de nosso Estado.
Apesar de não ter sua autorização, uma vez que não o consultei, mas certo de que não se oporá, reproduzirei uma frase por ele postada no seu artigo “Os 300 da Camerindo” : “Se alguém da área de Segurança Pública disser que "nada está acontecendo", desconfie”.
É fato inconteste que há uma crise , apesar dos esforços imensuráveis do executivo em passar que tal inexiste.
O Governo tem se apresentado mais a mídia e ao público nestes dias subseqüentes a deflagração da crise que nos doze meses que a precederam.
Por quê?
Simples, a sociedade não pode acordar e perceber que ela (a crise) existe e é justa, pois a imagem seria e será embaçada, o que para pessoas que gravitam na política partidária e/ou eleitoreira, é a morte.
Daí o desespero em desacreditar o movimento e a existência da famigerada “crise”.
Parte da mídia e cabe aqui um esclarecimento, devemos separar e entender que os profissionais precisam sobreviver e nem sempre no que acreditam é por eles divulgado uma vez que devem satisfação aos seus patrões que aplicam uma censura, nem sempre salutar, nas matérias a serem públicas; mas dizia que parte da mídia tem se mostrado silenciosa diante da realidade dos acontecimentos, um exemplo bem simples é o de que há algum tempo não ocorre postagem nas cartas dos leitores favoráveis aos movimentos.
Tal fato pitorescamente nos levaria a mal comparando com um candidato a cargo eletivo que após os votos apurados constatasse que não recebeu um voto sequer, ou seja, nem ele acreditou nas propostas por ele apresentadas e compromissadas.
Não é de se estranhar que Policiais e Bombeiros Militares que sempre expressaram por escrito seus pleitos encaminhando para seus superiores ou os externando na mídia e no atual momento na internet, não tenham apresentado suas opiniões a imprensa escrita?
Será mesmo estranho? Ou não queremos ver a verdade.
Uma coisa é certa, como diz um bom e velho ditado popular: “debaixo desse angu tem caroço”.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

6 de fev. de 2008

OXIGENAR É PRECISO

A OXIGENAÇÃO.

Nosso Governador promete oxigenar a Policia Militar, sinceramente gostaria de acreditar, espero que não seja mais uma das muitas promessas que fêz e faz. Vamos dar um crédito de confiança. Merece?
Bem, por onde será que ele vai começar? Será que assinando os inúmeros processos de passagem para a inatividade que se acumulam nos escaninhos palacianos? Se isso ocorrer, com toda certeza mais de cinqüenta oficiais terão sua situação regularizada e serão inativados senão “oxigenando” a corporação, certamente corrigindo uma irregularidade governamental.
Ah! Vai ver que vai começar dando o exemplo e exonerando seu Coordenador Militar da Casa Civil, que é reformado por ser incapaz para o serviço Policial Militar. Ué! Mas vocês perguntarão: Pode? A Coordenadoria Militar não é um serviço Policial Militar? Direi: era até o inicio desse governo.
Não, irá começar mandando para o "pijama" o subchefe da Coordenadoria que também possui mais de seis anos no último posto. Será?
Claro que não, começará transferindo para a reserva o coordenador militar do líder do governo na Assembléia que também possui mais de seis anos e por um simples acaso foi Comandante Geral no governo passado.
Pode simplesmente desengavetar o projeto apresentado pelo Coronel Ubiratan, que após ler, o Governador achou ótimo, mas que até a presente data não colocou para frente.
Já sei, descobri, vai começar pelos “BARBONOS” . Ih! Mais nenhum deles tem mais de quatro anos. Tiro no pé?
Não, ele vai mudar a lei e diminuir para três anos, assim ele consegue pegar pelo menos um.
Mas só um?
Pode ainda reduzir um pouco mais ou mudar a lei de modo a que todos aqueles que contrariem o “rei” sejam decapitados.
Viva o Rei.
Acorda, fala sério. Será que não está na hora de deixar de lado o mimo e começar a agir como homem público?
A quem está tentando enganar, o Coronel quando completa quatro anos passa a condição de não numerado, gerando assim à vaga necessária a oxigenação do quadro. O máximo que vai conseguir, além de fazer mídia e tentar “inventar a roda” é buscar uma caça as bruxas, que mesmo assim a curto prazo não ocorrerá.
O governador ainda não entendeu que estes Coronéis não são como as pessoas que ele está acostumado a lidar, abrem mão de seus cargos e gratificações de quase quarenta por cento de seus irrisórios salários em troca de melhorar as condições de trabalho para seus subordinados. Que alguns, independente do tempo que lhes resta, já estão pedindo inativação por desgosto para com este governo. Que a reserva não os calará, talvez ocorra justamente o inverso, já que não mais se preocuparão com as conseqüências disciplinares que poderão ser aplicadas aos seus subordinados diretos.
Ouvir os assessores é um princípio, claro, auxiliares que saibam outras respostas que não o balançar de cabeça em concordância.
A crise na Segurança Pública está aí, é inegável. Não pode aproveitar os ensinamentos que a vida está oferecendo?

CORONEL ESTEVES – BARBONO.

TRISTEZA

NÃO A TRISTEZA

Estou cansado de tristeza. De ver minha instituição que eu tanto prezo e amo sendo enxovalhada, de ver meu nome ser veiculado de forma depreciativa por pessoas que não me conhecem, ou não tem moral para citá-lo, ou não sabem do que estão falando ou ainda pessoas que querem aproveitar um momento para tirar algum proveito para si.
Portanto vamos falar de beleza. Sim da beleza que a natureza nos oferece de graça, como os pássaros cantando nas árvores com tom verde estonteante, das gotas de chuva a cair como cristais trazendo consigo o frescor e a pureza a lavar as plantas e o mundo.
Uma beleza que nos negamos a ver como o colorido das borboletas que indefesas insistem em voar a encantar aqueles que se permitem parar, olhar e ver.
Ah! E o odor. O aroma das flores a exalar seus perfumes, da terra molhada mostrando sua força, o cheiro de mato a nos chamar as raízes, da brisa em leve frescor a roçar nossos rostos.
Quanta beleza e outras que eu ainda não consigo notar em decorrência da cegueira a mim imposta pelo meu egoísmo de viver aquilo que os outros me impuseram normal, seria “matrix”?
Talvez, quem sabe a arte não esteja tão distante da realidade, quem sabe aquilo que acreditamos ficção seja a verdade que não sabemos ver, daí a explicação mais lógica para a nossa cegueira diante de tanta beleza criada por Deus e por nós a maioria do tempo ignorada.
Divago! Talvez. Ou não. Os amores invadem o coração e nos permitem ver mesmo que rápida e superficialmente estas belezas que o dia-a-dia não nos permite enxergar. Solução não a tenho, só sei que é preciso buscar e acima de tudo amar, pois isto sabemos fazer, ainda não nos tiraram o direito de sonhar e bem querer.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

5 de fev. de 2008

CADEIRA - O PREÇO

O PREÇO DE UMA CADEIRA

Quanto custa uma cadeira de Comando?
O Governador do nosso Estado se orgulha em bradar que no governo dele não houve e nem haverá interferência política na nomeação dos comandantes de batalhão, todavia ao exonerar o Coronel Ubiratan, após buscar nomes para substituí-lo e encontrar dificuldades em obtê-lo, parou no nome de um integrante do grupo dos Barbonos, grupo que ele imputava como desafeto, pelo fato deste oficial pertencer ao sistema de informações e poder fornecer-lhe subsídios para enfrentar os demais e desmoralizar-nos e, dessa forma, sufocar a crise que se instalaria com a exoneração.
Precisava oferecer vantagens que pudessem encantar e levar o oficial abandonar a nós, seus parceiros e, bandear-se para o lado do governo contra os interesses da Instituição.
O que será que foi oferecido? Qual terá sido o custo da Cadeira de Comandante Geral?
Bem de qualquer forma num primeiro momento foi inócua a nomeação, pois o Oficial nada tinha de concreto dos demais integrantes do nosso grupo que pudesse ser usado pelo executivo para desmoralizar-nos e sufocar a crise, esta instalada na busca de melhores condições de trabalho para a tropa e de melhores salários para todo contingente.
A crise longe de estar contornada continua e apesar da tentativa desesperada do Governador em demonstrar serenidade e que o problema não existe mais, não consegue faze-lo, seu grande trunfo é o silencio da mídia, o que tem dificultado as nossas ações em busca da dignidade do militar de policia, uma vez que as mobilizações ficam prejudicadas, pois o grosso da tropa e da própria sociedade não chega a tomar conhecimento da real e caótica situação.
Este silêncio não impedirá a evolução, tão pouco a vitória do bem sobre o mal, o Militar de Policia do nosso Estado terá de volta seu decoro e sua respeitabilidade junto a Sociedade, todavia de forma mais lenta do que a por nós desejada em virtude do não engajamento da mídia.
É mister que todos se unam em prol do objetivo comum, a dignidade. Unidos a nossa força é imensurável, pois como homens de bem que lutam por honradez e grandeza moral temos como coordenador do processo o senhor do universo. DEUS está à frente de tudo e ao nosso lado como apoio pelo resgate da cidadania.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

A QUEM PERTENCE

A QUEM PERTENCE O POLICIAL MILITAR?

Neste momento de crise, inegável, mesmo que alguns por motivos óbvios neguem e como avestruzes enterram a cabeça na areia para não ver, não poderia deixar de esclarecer a pergunta que passou a permear a consciência de cidadãos em busca de forma sua opinião a respeito do que ocorre em nosso Estado.
Parto num primeiro momento para me utilizar como exemplo. Sou Coronel da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro com quase trinta e três anos de serviços prestados, aí inclusos os anos necessários a minha formação Profissional em regime de internato na extinta Escola de Formação de Oficiais (EsFO) hoje Academia D. João VI. Digo-lhes, não pertenço a partido político, tampouco a qualquer governante, pertenço a Policia Militar e esta, não é do Governo, mas sim do povo, do cidadão fluminense, por quem seus integrantes, os militares de policia, diuturnamente se arriscam para proteger a vida dos habitantes e os seus patrimônios.
Partindo desse principio passo a perquirir, quem traiu quem? Os Barbonos?
Vemos que os traídos foram os cidadãos fluminenses, pois apesar de pagarem religiosamente seus impostos, de exercerem em suas plenitudes seus deveres para com o Estado, vêem os homens e mulheres responsáveis por sua segurança receberem menos de trinta reais (R$30,00) por dia enquanto a sociedade remunera suas diaristas em torno de sessenta a cem reais (entre R$ 60,00 e R$100,00) diários.
E os Barbonos, que lutam por prover dignidade ao profissional da Policia Militar traiu a sociedade? Eles foram para a Policia Militar levados por pedidos ou votos do povo?
Se comprometeram com a população a serem subservientes aos governantes?
Ou defender a Sociedade e as Leis vigentes?
A QUEM PERTENCE O POLICIAL MILITAR?

CORONEL ESTEVES - BARBONO

GRATO

Agradeço a deferência do Jornalista Gustavo de Almeida no seu blog cujo texto segue abaixo:
Texto extraído do blog do Jornalista Gustavo de Almeida:
http://gustavodealmeida.blogspot.com/

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
Olhos azuis

Uma das contradições da nossa democracia ainda jovem (18 anos incompletos, eu diria) é o fato de que muitas das decisões são tomadas de forma conjuntural - o que não é nenhuma novidade - mas acabam afetando estruturalmente o funcionamento da máquina, e muitas vezes de forma definitiva. O prejuízo é incalculável. A hegemonia política, por exemplo, na área de saúde, muitas vezes afasta bons quadros que, fartos da política pública vigente, partem para novos caminhos na iniciativa privada. E dificilmente retornam à vida pública. Quando o fazem, já não o é com a mão na massa.O mesmo pode ter acontecido agora, no momento conturbado por que passa a Polícia Militar do Rio. A insistência em negar o momento de instabilidade e mesmo a falta de clareza no que tange à situação do atual comandante-geral (é Barbono? Não é Barbono? Era infiltrado? Não era? Por que estava na reunião?, como mostra a foto acima publicada na sextta-feira passada em O DIA com exclusividade) agravam tudo. E fica a pergunta: as exonerações, expurgos e reformas na PMERJ realmente valerão à pena?Pode uma polícia abrir mão de ter em seus quadros um coronel Hildebrando Esteves, um coronel Príncipe, um coronel Samuel Dionísio?Pois são três das possíveis baixas na PM. A necessidade de recusar o diálogo para demonstrar força e autoridade deve gerar este tipo de prejuízo. O governo do Estado não é composto de políticos iniciantes ou amadores. Todos trabalham com pesquisas qualitativas, o próprio governador já sabe o que a população quer - é maior rigor com bandidos, polícia mais combativa e operacional. O governo de pauta pela mídia, pela repercussão, pelo que as pesquisas dizem: se o povo pede ordem, fim dos protestos na PM, e operações rigorosas nas favelas, não é o governo que terá de pensar nestes oficiais e na falta que eles farão.
Os olhos do governo - de qualquer governo - não são os da tradição, do histórico de lutas, da tenacidade em defesa de uma corporação como a PMERJ. Os olhos do governo - e, repito, de qualquer governo - são as pesquisas. "Se o povo estiver empolgado, eu também estarei", disse certa vez Aureliano Chaves a respeito de sua candidatura a presidente em 1989 (o povo não estava). A frase ficou, e de vez.
E aí fica a pergunta: que olhos nos restarão para enxergar que não prescindimos de um Príncipe, de um Esteves, de um Roberto Lima, de um Samuel Dionísio?
São os olhos que já derramaram sangue e lágrimas na Evaristo da Veiga. Estarão abertos?
Postado por Gustavo de Almeida.


Não conheço pessoalmente o Jornalista, mas o mesmo demonstra bastante profissionalismo e isenção em seus artigos, postando o que toma conhecimento e o que entende por verdade, não a distorcendo.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

2 de fev. de 2008

PAI DOS BURROS

O TRAIDOR

Aproveitando a deixa da postagem anterior, vamos permanecer com o nosso “pai dos burros” aberto e procurar o significado de outro vocábulo muito em voga, TRAIDOR: (ô), adj. 1. Que trai ou atraiçoa. 2. Perigoso. S. m. Aquele que atraiçoa.
ATRAIÇOAR: v. 1. Tr. dir. Fazer traição a, usar de perfídia contra; trair. 2. Tr. dir. Ser infiel a. 3. Pron. Cometer traição contra si mesmo; trair-se.
Agora que conhecemos bem o significado de algumas palavras, que gravitam no nosso dia-a-dia, podemos continuar a luta em prol da dignidade do Militar de Policia do Estado do Rio de Janeiro.
Sei que alguns colegas vão desanimar, outros vão desistir, há ainda aqueles que vão sopesar se vale a pena lutar e perder, ou melhor, deixar de tirar alguma vantagem nisso tudo (comando, promoção, gratificação, prestigio, etc.), mas peço aos de boa índole, aos sonhadores e idealistas, não desistam, se ante um obstáculo todos desistissem, o mundo ainda teria a escravidão formal.
Sim porque infelizmente ainda existe um outro tipo de escravidão que muitas pessoas não atentam, a escravidão de nós militares, tolhidos nos nossos direitos de cidadão, pois a cada vez que lutamos pelo que nos é justo tentando falar ou reunirmo-nos para reivindicar, sobre nós é lançado por aqueles que sempre (em campanha) criticam a rigidez dos regulamentos militares, as normas castrenses na tentativa de calar-nos.
É vital que não desistamos, pois volto a dizer se os abolicionistas tivessem desistido, a escravidão hoje ainda seria maior. Libertemo-nos dos grilhões que nos emudecem soltemos nossa voz em busca da dignidade do Militar de Policia.
Lembrem se que os “barbonos” abriram mão daquilo que alguns oportunistas estão tentando conseguir (comando, gratificação, prestigio, etc.), para lutarem por melhores salários, respeito a nossa instituição e condições de trabalho para todos nós.
JUNTOS SOMOS FORTES
CORONEL ESTEVES - BARBONO

HONESTIDADE

HONESTIDADE. O QUE É ?

Que tal fazermos nova consulta aos nossos dicionários, desta vez o verbete será: Honestidade: s. f. 1. Qualidade de honesto. 2. Honradez, probidade. 3. Decoro. 4. Castidade, pudor, recato.
Honradez: (ê), s. f. 1. Caráter ou qualidade de honrado. 2. Integridade de caráter.
Nossa, começa a complicar para algumas pessoas que sempre se julgaram e se propagaram honestos, continuemos.
Caráter: s. m. 1. Figura que se usa na escrita. 2. Tip. Cada um dos tipos de imprensa. 3. Tip. A forma que se dá a um tipo. 4. Cunho, distintivo, marca. 5. Feitio moral. 6. Índole. 7. Qualidade inerente a certos modos de ser ou estados. 8. Sinal de abreviatura. 9. Expressão ajustada, propriedade. 10. Missão, título. 11. Honradez. Pl.: caracteres (cté).
Probidade: s. f. 1. Qualidade de probo. 2. Integridade de caráter; retidão, honradez.
É melhor eu parar por aqui, pois não tenho a índole perversa de ficar mostrando as deficiências dos outros sejam elas físicas ou não (de caráter) .
A partir deste esclarecimento conclamo a que algumas pessoas compreendam que não devem depreciar o vocábulo “honesto” adjetivando-se como tal, sob pena de destruir também a língua pátria.
Já que para ser honesto não é o suficiente não pegar dinheiro ilícito, tem que se ter caráter.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

30 de jan. de 2008

VALE?


O PREÇO

O que faz um Barata feliz?

A destruição de toda uma instituição desde que lhe provenha um tostão.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

VOCÊ DECIDE

INSUBORDINAÇÃO

Segundo os dicionários da língua portuguesa, que esperamos que o Delegado Beltrami domine bem: Insubordinação s. f. 1. Sublevação, ato de indisciplina. 2. Tentativa de subversão. 3. Revolta.
Então conclamo aos cidadãos fluminenses que me auxiliem e dêem sua opinião qual a resposta que mais se enquadra na definição acima, para tanto vamos a duas situações, hipotéticas é claro:
1ª – Uma força policial, paga pelos cofres públicos ao se sentir mal remunerada resolve reivindicar melhorias salariais, ao perceber que sua voz não é ouvida, resolve desenvolver uma dita “operação padrão” deixando de emitir passaportes, vistos, retardando ao máximo sua ações em aeroportos, como conseqüência primeira, os usuários tem seus direitos de ir e vir tolhidos, senão por definitivo momentaneamente, causando vários e sérios embaraços a sociedade civil, em pleno gozo de seus direitos constitucionais, alem da imagem que os turistas estrangeiros levaram do nosso pais.
2ª – Uma outra força policial, também paga pelos cofres públicos ao se sentir mal remunerada também resolve reivindicar melhorias salariais, só que desta vez ao perceber que sua voz não é ouvida, resolve se reunir em busca de soluções, dentre as quais realizar doações da sangue com divulgação na mídia, recuperando e mantendo um bom estoque de material nos bancos de sangue, realizar com pessoal de folga , desarmado e descaracterizado passeata em dia sem expediente e em rua de pedestre de modo a que não ocorresse embaraços ao transito para que o cidadão que não tem culpa da surdez dos governantes tivessem seus direitos resguardados.
Antes que os nobres conterrâneos emitam qualquer opinião, por questão de lealdade, externarei a opinião da maior autoridade em segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. A 2ª, ou seja, aquela que não trouxe transtornos a vida da cidade e tampouco criou qualquer expectativa de perturbação da ordem pública é para o Delegado Beltrami a policia insubordinada, a outra, a que causou problemas, só fez lutar por seus direitos.
De acordo com a conveniência determinadas pessoas agem de forma antagonica, resumindo, existem alguns adágios populares que retratam bem essa situação: “Dois pesos duas medidas” ou “faça o que eu digo mais não faça o que eu faço” ou ainda um outro que fala de refresco, mas que por respeito aos que possam vir a ler esta postagem privo-me de colocar.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

28 de jan. de 2008

COMPLEMENTANDO

LEGITIMIDADE II

Aproveitando o gancho do artigo anterior, podemos constatar claramente que hoje ocorre exatamente isso. Alguns pretensos líderes acreditam no processo, mas não conseguem convencer seus superiores ou subordinados, pois em seus discursos ecoam palavras programadas, ou seja, são ditas às coisas que as outras pessoas querem ouvir, nem sempre com a força de uma crença real, na vã tentativa de conquistar adeptos primeiro para, em alcançando os objetivos, estes nem sempre completamente transparentes, depois poderem realizar os desejos da massa.
Buscam ser populistas como estratégia para vencer. Julgam, mas não se admitem julgados. Não raras vezes mantêm suas ações individuais divorciadas de seus discursos e de suas ações em coletividade.
Cabe aqui um parêntese, pois posso provocar o equívoco de que minhas idéias e meus artigos visam expurga-las do rol das pessoas de bem, não é isso que procuro retratar, mas sim a necessidade que estas reflitam em suas palavras e ações de modo a que permaneçam sempre coerentes, pois a maioria delas possui como alguns de seus objetivos o bem comum, a dignidade e a honra.
Necessário se faz que legitimem suas lideranças com transparência nos objetivos e aliança entre as falas e os atos, sob pena de levarem ao fracasso processo justo em prol de dignificar uma nobre instituição.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

HÁ CREDIBILIDADE?

LEGITIMIDADE

Às vezes temos dificuldade em entender porque algumas coisas não dão certo se em essência são perfeitas.
Questionamos, é o conteúdo? É a forma?
A resposta parece estar diante de nós. Acredito ser a credibilidade das pessoas que hasteiam a bandeira, corrigindo, não a credibilidade, mas a legitimidade.
O ser humano, apesar de passar boa parte de sua existência sendo manipulado, tem certa oposição a essa condição e ao perceber, mesmo que não seja um fato verídico, que isto ocorre, reluta e oferece resistência, acreditando que apesar de crível o que lhes é dito, escondem uma outra intenção dos interlocutores, pelo que denegam a legitimidade àqueles que conduzem o processo.
O problema tem solução, mas esta não é simples tampouco imediata, carece de empenho em mudar o quadro e atuar no convencimento das reais intenções, provando que não só o que é dito é real, mas também são verdadeiros e comuns os ideais objetivados. Não se esqueçam de atentar para o detalhe que isto acontece em todos os níveis, no proletariado e nos patrões, todos relutam em se permitir massa de manobra.
Há crise, talvez de credibilidade, mas com toda certeza de sinceridade nos propósitos a serem alcançados como únicos.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

25 de jan. de 2008

CAVALEIRO TEMPLÁRIO

TEMPLÁRIO CONTEMPORÂNEO

Sem qualquer pretensão de tentar uma eqüidade com os lendários Cavaleiros Templários da época medieval, mas utilizando a história para, em paralelo com os tempos atuais, buscar uma similitude, vamos nos deparar com os Barbonos.
Num processo forjado, nos quais os procedimentos inquisitoriais foram aplicados com a máxima crueldade possível, os Templários foram acusados de serem adoradores pagãos, de cuspirem na cruz e de outros crimes da época. Os governantes arrancaram-lhes as confissões por meio de terríveis torturas e outros tormentos, quando, em meio aos urros de dor, com as carnes dilaceradas e queimadas em braseiros, concordaram em dizer aos seus inquisidores o que eles queriam ouvir.
E hoje? Bem, os Barbonos, expondo-se a perseguições, buscam: Dignidade, não pra si, mas para seus pares e subordinados, através de melhores condições de trabalho e remuneração menos injusta.
Respeito para com a profissão que abraçaram, indignando-se com os desmandos políticos que empanam o brilho de árdua e nobre missão.
Honra para a Instituição que por si só deveria encher de orgulho todo aquele que com ela se envolvesse, quer labutando ou mesmo desfrutando de seus serviços.
Como os Cavaleiros Medievais, são perseguidos devido à humana ganância, a inveja e pela luta egoísta em prol de lume e de um efêmero poder.
A cíclica história está aí, diante de nós, com fatos incontestes a provar que o homem se cega diante de seus pecados capitais.
Esses ignóbeis governantes crêem na imortalidade de suas próprias carnes, imortais não são.
Olvidam-se ainda que a história poderá se repetir não somente com relação aos Templários, hoje nesta singela alusão com os Barbonos, mas também para seus algozes, pois Jacques de Molay, 22º e último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, agonizante em meio às chamas, antes que estas lhe levassem a vida, amaldiçoou o Papa Clemente V e o Rei Felipe, governantes da época, dizendo que se os Templários tivessem sido injustamente condenados, Deus que a tudo via seria Justo e o Papa morreria em no máximo 40 dias e o Rei dentro de um ano. O Papa morreu 33 dias após a execução de Molay e o Rei em pouco mais de seis meses.
Acreditem, são fatos.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

16 de jan. de 2008

É PRECISO FALAR

AS PALAVRAS

Ao observarmos a história notamos que os grandes homens, os estadistas ou os revolucionários se destacaram por suas ações, não por omissões ou mesmo cautela, mas também por saberem fazer uso da palavra.
Não basta termos vontade de agir, não basta agirmos, é preciso convencer as pessoas de que as ações são dignas, coerentes e verdadeiras.
Mudando um pouco o cenário, vejamos no mundo dos emoções, não basta o homem ou a mulher falar do sentimento é preciso agir, demonstrar, todavia se faz necessário declamar o que vai no coração sob o risco de em não fazendo ser mal interpretado, ou ainda desacreditado levando ao afastamento, a frigidez e a cauterização.
É preciso saber conjugar ações e palavras, pois estas vão nos mostrar o destino a ser alcançado enquanto os atos são os exemplos a serem seguidos, a forma de se encontrar o que se busca. Agir é fundamental, mas o silencio pode conduzir ao abismo.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

CONSCIÊNCIA

OS BOATOS

Cerca das dezoito horas recebi uma ligação de um Comandante Intermediário preocupado, instando-me sobre a briga ocorrida entre o Senhor Comandante Geral e o Governador do Estado.
Estranhei a pergunta e rebati com outra de a que Comandante e a que Governador se referia, tendo então me dito que havia um reboliço nas Unidades a ele subordinadas e os Comandantes estavam com certa dificuldade para conter a falação já que eles mesmos não sabiam a realidade dos fatos e estas davam conta de que o CG havia discutido com o Governador sobre vencimentos, ultimando com a exoneração do Coronel Ubiratan.
De imediato respondi que eram boatos já que o Governador acabara de chegar do exterior e o Comandante havia comparecido ao enterro do Policial Militar, não existindo a menor chance de ter ocorrido qualquer encontro entre ambos.
A seguir outro Comandante Intermediário ligou preocupado, pois nos Batalhões a ele subordinados o clima era “quente” tendendo a eclosão de um movimento indesejado, para o momento, devido às informações da exoneração do Comandante Geral por ter o mesmo “batido de frente” com o Governador por melhores salários, mais uma vez informei que não passavam de balelas talvez com intuito de desestabilizar.
Ao receber a terceira ligação de um Comandante Intermediário, antes que ele dissesse algo, já fui falando que eram mentiras.
Após estas ligações, contatei com o Sr. Comandante Geral e lhe coloquei a par do que vinha ocorrendo.
Bem, mas porque estou contando tudo isto?
Talvez por que eu precise para tentar entender. Pergunto-me, será que a sede do poder, a vaidade e outros sentimentos tão mesquinhos e inomináveis vão perdurar em algumas pessoas não lhes permitindo almejar apenas o bem comum, o bem estar da sociedade?
Terão eles que permanecer todo o tempo na busca de, com intrigas e boatos, fomentar a discórdia na vã esperança de que ocorra uma comoção que lhes atribua à posse da panacéia que tratará da Segurança Pública?
Será que não se cansaram dos velhos métodos de a cada vez que se aproxima uma data com grande evento social (CARNAVAL, PAN-AMERICANO, REVEILION, etc) infligir-nos bazófias que visam à desarmonia e conseqüente Insegurança Pública.
Rogo que reflitam e lembrem-se de que vocês também são os clientes desta sociedade de insegurança que estão lutando por criar.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

13 de jan. de 2008

Quem é ANA MARIA

POR QUEM CHORA ANA MARIA

Expressão interessante essa que integra a letra de uma música de nossa MPB.
Quando procuramos entender o que retrata percebemos que Ana Maria são as mães, esposas, filhas e mesmo amantes dos Policiais Militares do Rio de Janeiro, pois são estes homens que diuturnamente saem de casa e as deixam em seus lares na eterna dúvida se será a ultima vez que os verão.
Elas choram em silencio a cada vez que o telefone toca inesperadamente ou que uma viatura para em sua porta quando eles estão fora.
Sim a angústia delas não se resume ao dia em que estão previamente escalados de serviço, pois o PM está de serviço sempre, não deixa de ser policial nem quando dorme e seus sonhos são sobressaltados pelas incertezas de sua profissão e pela angustia de suas contas a pagar que os impulsiona a dois caminhos:
A venda de seu corpo e sonhos, passando a não se dar mais o direito de ver sua família nas horas de folga, pois estas deixam de existir em prol do “bico” que lhe proverá a subsistência;
Ou a venda de sua alma aceitando todo tipo de oferta que lhe renda alguns trocados.
Dura realidade? Com certeza, mas não depende só de nós mudar este nefasto quadro, estamos fazendo a nossa parte, mas é preciso que a sociedade fluminense entenda que a ela cabe uma parcela de responsabilidade, pois são aqueles por ela levados ao poder público que tem a capacidade legal de mudar isso.
Temos que nos unirmos em prol da dignidade profissional e por conseqüência uma melhor qualidade de vida para todos os cidadãos deste Estado.
POIS JUNTOS SOMOS FORTES.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

12 de jan. de 2008

O SONHO

A SAUDE

Muitas vezes nos dedicamos demais a algo e esquecemos que somos mortais, adoecemos.
Mas como podemos controlar a paixão que nos absorve a alma. É, um sonho que buscamos alcançar não tem preço. Será?
A nossa saúde é um preço justo pelo sonho?
É o único sonho?
É só nosso o sonho?
Só depende de nós?
São perguntas que povoam a mente quando percebemos que na busca de um sonho abandonamos outros tão importantes quanto e, não raras vezes, negligenciamos com nossa saúde.
Deixamos de abraçar, de beijar, um parêntese, como é bom um abraço e um beijo em quem gostamos, é um bálsamo, um santo remédio capaz muitas vezes de curar vários males, principalmente o da solidão.
Voltando, deixamos de viver em busca de algo que não é nosso, pelo menos não só nosso, enquanto outros permanecem a espera do resultado ou do progresso da jornada para incorporar às fileiras na busca de notoriedade.
É mistér sabermos o quanto podemos deixar sermos usados, permitir que acreditem que nos manipulam, mas que também saibam que não são nossos donos, termos as rédeas, o controle de nós mesmos.
Um sonho pode ser só um sonho ou a mola propulsora de nossa vida, depende de nós, assim como sonhar outros sonhos para que permitamos que a nossa vida siga adiante.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

1 de jan. de 2008

SÃO TOMÉ

A CRENÇA E O CETICISMO

Bem, acabo de assistir uma propaganda da Caixa Econômica Federal, por sinal muito bem bolada, onde afirmam ser o povo brasileiro, o nosso povo, dado a acreditar em tudo.
Passam flash dando conta dessa assertiva, quando então percebo que é bem possível ser uma verdade.
“Acreditando” nisso, passo a entender nossos políticos, esses que antes das eleições prometem fazer de tudo, mesmo tendo que se submeterem a alguns sacrifícios em prol de seus “súditos”. Prometem e não cumprem.
Em campanha e mesmo logo após assumirem seus cargos eletivos, derramam sobre nós sua falas mansas e descompromissadas com o cumprimento, mas eloqüentes, dizem que suas prioridades, vejam só, são a Saúde, Educação e Segurança, ou ainda quando os escândalos começam a eclodir, afirmam nada saber, pasmem, o pior é que acreditamos, pior ainda, está arriscado a serem reeleitos, como já foram.
Diante desses fatos sou obrigado a me render ante a genialidade do publicitário que enxergou esta nossa característica e transformou em propaganda.
Gostaria que meu povo fosse mais céptico, mas tendencioso a São Tomé: “Ver para crer”.
Talvez então tivéssemos outros tipos de políticos, mas com certeza outra espécie de governantes.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

30 de dez. de 2007

O Que Deixar?

O LEGADO

Paro e penso que, erradamente, nunca me preocupei com o legado que deixarei aos mais modernos quando me aposentar.
Hoje minha preocupação é a de ser coerente com os quase trinta e três anos de carreira, ou seja, é fazer algo para recuperar nossa dignidade e melhorar as condições de trabalho de nosso contingente, melhorando a Policia Militar como um todo.
Sem falsa modéstia, acho que posso contribuir, não sozinho, mas posso fazer a minha parte e dessa forma colaborar para esse resgate.
Ora então fica patente que algo deixarei para as futuras gerações. Mas o que digo é que não havia da minha parte a preocupação em algo deixar, a herança acontecerá naturalmente, sem planejamento ou inquietação a respeito.
Pensando assim vem à mente um grande homem do mundo, Mahatma Gandhi, que disse: “o futuro dependerá do que fazemos no presente”.
Tal pensamento me conduz a convicção de que estou no caminho certo, talvez usando ferramentas inadequadas, não sei, quem sabe?
O futuro me fornecerá a resposta.
Não devo atender aos apelos emocionais, pode ser um engodo, devo sim estudar, com a cautela devida, a forma de vencer meus obstáculos, sem que com isso haja comodismo ou covardia.
Outra vez minha mente é povoada por pensamento de novo estadista, desta vez um famoso estrategista vietnamita, Vo Nguyen, que a frente de seu povo, quando lhe argüiram sobre as reais possibilidades do exército do povo contra os poderosos exércitos de França e EUA disse: “O rio atinge seus objetivos porque sabe contornar os obstáculos”.
É dessa forma que devo agir, aprendendo com a natureza a como fazer para atingir meus objetivos.
E o farei, atendendo a máxima castrense que diz: “Os covardes nunca tentaram, os fracos ficaram no caminho, só os fortes conseguiram”. Eu até hoje sempre consegui.
Portanto continuarei, com a ajuda de todos, pois JUNTOS SOMOS FORTES

CORONEL ESTEVES – BARBONO

29 de dez. de 2007

A VIDA IMITA A ARTE?

A SONOPLASTIA DE POLICIA

Vivemos uma sonoplastia, qual seja, no teatro, rádio ou mesmo nos filmes, o público houve os sons e acredita que se trata de uma verdade, mas na realidade são utilizados recursos que iludem a platéia para que tenham a real sensação do que o autor e o diretor desejam.
Por quê?
Para diminuir os custos para os produtores ou garantir a segurança de seus patrimônios.
A Segurança Pública hoje em nosso estado é uma verdadeira peça teatral, ouvimos falácias que julgamos serem verdades, sonoplastia de policia, onde a platéia é a sociedade, nossos autores e diretores, ah! São os que lucram e tiram proveito com a fábrica da Insegurança Pública. Pode ser em dinheiro, prestígio, poder ou voto.
E nós? Bem, nós somos os figurantes, simples peças de reposição. Trocados e responsabilizados quando algo não dá certo, afinal alguém têm que ser o culpado, nunca os reais responsáveis.
Vivemos num “Reino de Avilan”.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

25 de dez. de 2007

OS BARBONOS – UM MARCO

O INÍCIO

Diariamente dois Coronéis costumavam se encontrar para um café da manhã onde falavam de diversos assuntos principalmente da paixão comum, o FLUMINENSE.
Um deles mais analítico, observador, estrategista e espiritualizado, ou seja, um visionário, capaz de muitas vezes antever o que esta por acontecer. O outro mais emotivo, tido como um oficial temperamental que lutava pelo que acreditava ser justo, um samurai.
Refiro-me ao Coronel P.R.Paul, o primeiro e o outro, eu, Coronel H.Q.Esteves F. Ambos apaixonados, além do Fluminense, pela corporação cujas fardas envergam com orgulho e honradez.
Certa feita, em meados de julho de 2006, o visionário indignado com os desmandos do governo para com a corporação, iniciou um desabafo com o outro, neste momento decorreu a percepção de que os dois nutriam o mesmo sentimento de revolta contra a situação.
O Cel. Paul, de forma serena, mas incisiva, relata que tinha que fazer algo contra aquela realidade, indagado sobre o que, informou ainda não saber, ato contínuo recebe como resposta do amigo a solidariedade.
O Cel Esteves diz-lhe que estaria com ele para o que desse e viesse, sugeriu que o governo só temia duas coisas, a mídia e a justiça.
No dia seguinte, para surpresa do Cel Esteves, o Cel Paul surge em sua sala com o esboço da ação a ser deflagrada contra o Governo.
Paúl percebe o espanto do companheiro e o deixa a vontade para desistir de acompanhá-lo, todavia a reação de Esteves não era de receio ou arrependimento, mas sim de admiração pela rapidez de raciocínio e lucidez do amigo.
Inicia-se a jornada, outros oficiais são convidados, mas só os dois permanecem naquela intenção. A ação foi impetrada.
Paralelamente os “blogs” que tratam do tema Segurança começam a aparecer.
No final do ano, já cientes de quem seria o novo Comandante Geral (CG) da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), Paúl conversa com Esteves sobre a necessidade de se formar um grupo de Coronéis, no mínimo uns quinze, que estivessem dispostos a cerrar fileiras para apoiar o novo CG. Esteves é contra, pois em sua visão seria difícil reunir um grupo tão grande sem perder a homogeneidade.
No inicio de janeiro, Paul volta à carga com a idéia do grupo, Esteves, acostumado a empreender lutas sozinho, resiste e alega que será difícil manter um grupo de Coronéis sob o jugo um igual, a vaidade pode falar mais alto, alega ele.
Paul cede e sugere dez, Esteves clama: Quem seriam os dez?
Começa a busca de nomes. Esteves não acredita no êxito em reunir um grupo, mas Paul é persistente. Os meses passam os dois seguem seus planos traçando objetivos a serem alcançados.
Estamos em finais de Maio. Surgem dez nomes e no inicio de Junho vêm à primeira reunião, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP). Esteves não comparece por ter que empreender embate na busca da liberação da verba do Fundo de Saúde (FUSPOM) que está atrasado.
Na segunda, no mesmo local, por iniciativa de Esteves um nome é vetado, nada pessoal diz ele, alega que trata-se de Oficial probo e digno, mas que alem de servir muito longe, o que dificultaria sua assiduidade nas reuniões e conseqüentes decisões, foi alvo de uma das ações do embrionário grupo.
É votada e aprovada a exclusão do nome por maioria. Firmam-se nessa oportunidade algumas regras a serem seguidas pelo grupo, ainda inominado.
Outras reuniões acontecem, agora não mais no CFAP, mas, no Quartel General (QG) e após o expediente. Vários nomes são sugeridos para o grupo.
Julho, mais precisamente dia três, ferve a situação com relação a vencimentos. Os “blogs” pressionam. É elaborada a primeira carta “
PRO LEGE VIGILANDA (PARA VIGILANCIA DA LEI) - O RESGATE DA CIDADANIA DO PM - GRUPO DOS BARBONOS”.
É definida pelo grupo, a estratégia de enviar carta o SR CG, ao Secretario de Segurança e ao Governador e, em seguida, divulgar junto à mídia. Agora com denominação, inspirado em um dos primeiros nomes do quartel onde ocorreram a maioria das reuniões, nasce efetivamente para a história da PMERJ o GRUPO DOS BARBONOS.
A partir daí outras histórias surgiram, no mínimo nove, com a visão de cada um dos seus integrantes. Seus sonhos, suas esperanças, alegrias, tristezas, angustias, decepções e expectativas. A cada momento vivido, a cada ação realizada, um novo sonho, um novo sentimento, uma nova história enfim.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

23 de dez. de 2007

RESISTÊNCIA

A RESISTÊNCIA

Existem várias tipos de resistências. Umas decorrem da oposição ao que se quer fazer, outras do medo da conseqüência e da novidade e há ainda as que ocorrem devido a discordância dos meios com o que se quer fazer, ou seja, um grupo , de repente de nove, concorda que algo tem que ser feito, comungam com o mesmo objetivo a ser alcançado, todavia discordam da maneira a se utilizar para alcançar aquele fim.
Não por medo, precaução ou outro adjetivo similar, mas, como cada ser é um universo, acreditam per si, que mesmo de forma contundente, o meio para se alcançar o fim deve ser outro.
Por serem homens de bem e inteligentes, todos acham que a sua é a melhor ou mais apropriada fórmula.
É publico e notório que, em grupos de seres humanos existe divergências, há que se destacar um líder espontâneo, cuja liderança seja de forma tão evidente e inquestionável, que os demais, mesmo não concordando com os atos, os executem na busca do bem comum.
Como fazê-lo entre líderes, entre iguais. Enquanto este não surge, o consenso lidera, a maioria decide, razão muitas vezes do silencio, não da inércia, essa não existe, os trabalhos continuam acontecendo, de forma discreta e silenciosa.
A luta continua, pois JUNTOS SOMOS FORTES.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

22 de dez. de 2007

HÁ PARCIMONIA?

POR QUÊ?

O que leva o ser humano a desgostar ou mesmo odiar a quem ele não conhece e nada fez para lhe ajudar ou prejudicar.
Penso nisso cada vez que leio ou ouço falar de alguma atitude dos Delegados da Policia Civil, contra a Policia Militar ou algum dos seus integrantes.
Recordo-me da carta colocada na imprensa, que não li na sua integra por entender ser a mesma no mínimo bisonha, mas que infelizmente ouvi muitos comentários a respeito.
Pelo que me disseram, criticavam nós Coronéis por querermos recuperar nossa dignidade, lutando, não por um salário justo, em face da nossa responsabilidade e risco, sabemos das dificuldades do Estado, mas por proventos que nos permitissem o decoro diante de tudo que representamos para a Sociedade Fluminense, por sinal nome lindo e sugestivo “FLUMINENSE”.
Cônscios das dificuldades de erário, pleiteamos similitude aos da nossa parceira de labuta, a Policia Civil (PCERJ), para nossa surpresa acordamos uma ira que desconhecíamos, como se os vencimentos dos mesmo fossem diminuídos em decorrência do nosso reajuste, olhem que só queríamos que os salários fossem nivelados nos dois extremos, ou seja, o menor e o maior de ambas Corporações seriam similares, guardadas as variações individuais de cada servidor.
Gritaram para que se quiséssemos ganhar igual, deveríamos fazer concurso para a civil, esqueceram que eles, que não quiseram, não puderam ou não conseguiram ingressar no Ministério Público, lutaram por indexar seus salários aos dos promotores, o que não são.
Sinceramente, acho justo o pleito, já que passaram a receber melhores salários, sem que houvesse redução dos promotores, assim como acredito legitima nossas reivindicações.
Nossa luta nada tem haver com a honra dos profissionais da PCERJ, mas sim com o resgate da dignidade dos PM, do soldado ao coronel.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

A CONSTATAÇÃO

A CONSTATAÇÃO


Como eu havia dito no post anterior, é preciso parar, ler, ver e entender para perceber os cordéis e nos livrarmos dos grilhões.

Não desejo nenhuma revolução, só a consciência do que nos ocorre.

Como assim?

Se queremos continuar desta forma, que seja, mas o importante é que não estejamos sendo enganados, a opção deve ser nossa.

Por obséquio, leiam à reportagem publicada no GLOBO ONLINE e tirem suas conclusões.

Reflitam.


Cabral elogia na CBN política de segurança e diz que polícia está motivada
Publicada em 21/12/2007 às 11h43mO Globo Online
RIO - Em entrevista na manhã desta sexta-feira na Rádio CBN, o governador Sérgio Cabral fez uma avaliação positiva da política de segurança pública do estado em seu primeiro ano de gestão (vote: você concorda com o governador?). Marcado por tragédias como a dos meninos João Hélio, em fevereiro , e Hugo Ronca Cavalcanti, em dezembro, e também por críticas da ONU à política de enfrentamento nas favelas ( representantes da organização acusaram Cabral de incitar a violência e desrespeitar os direitos humanos ), 2007 é visto por Cabral como um ano em que houve avanços. Ele afirmou que a polícia está estimulada, com o reajuste salarial que recebeu, e destacou o aumento do efetivo policial ( relembre os fatos mais importantes do ano na Retrospectiva 2007 do Globo Online ).
- A minha avaliação (sobre a área de segurança pública) é muito positiva. Acho que nós chagamos ao final do ano com uma polícia estimulada, com o apoio do governo para atuar. Mas é um problema muito complexo, e para chegar à solução do problema, você tem que colocar o trem no eixo. Nós colocamos o trem no eixo, numa política com independência, numa política em que o governador pessoalmente não se envolve na escolha da promoção do mérito da polícia. Não tem nenhuma infliuência política também nas escolhas dos delegados titulares das delegacias e dos batalhões - afirmou Cabral.
Segundo o governador, houve aumento de 1.500 recrutas no efetivo da Polícia Militar. Ele destacou ainda a aquisição de novas viaturas e a decisão de terceirizar a manutenção da frota.
- Compramos também um helicóptero blindado que foi usado na Colômbia e no Iraque e pequenos blindados para a polícia, com uma política de valorização salarial na medida em que podemos dar. Demos um reajuste este ano longe do ideal, mas acima da inflação - enumerou.
Sobre o combate ao crime, argumentou:
- Estamos enfrentando a criminalidade, não tem trégua, não tem acordo. É um ambiente muitas vezes tensos. Quem mais perde com a violência e com a criminalidade são os mais pobres.
O governador citou também investimentos, junto com o governo federal, com verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), de R$ 1 bilhão em favelas do Rio, como Rocinha, Manguinhos, Alemão, Preventório, Dona Marta e Pavão-Pavãozinho.


CORONEL ESTEVES - BARBONO

ACORDA

O ENREDO

A cada dia que passa, por mais que eu tente me preparar para desligar meus controles de acompanhamentos externos e ativar os da vida de eremita, de criador de gansos, sou impulsionado a conectar meus sensores para o enredo que se desenha na nossa sociedade.
É bem verdade que os “fantocheiros” procuram de alguma forma desviar a atenção do foco principal, mantendo-nos ocupados com fatos secundários que nos mantém ocupados e presos aos cordéis.
Mais uma vez me vejo levado a buscar resposta no mestre SUN TZU quando diz: “não podemos participar de alianças até estarmos a par dos objetivos de nossos vizinhos”.
É mister que paremos para ler, ver e entender o que se passa, não o que desejam que vejamos, mas o que nas entrelinhas, de forma subliminar, nos é dito.
Pessoas clarividentes procuram nos alertar, todavia não conseguimos entender, a não ser que paremos para prestar atenção, o que os manipuladores não desejam e se articulam de modo a não permitir.
Vital é que nos unamos em nossa defesa, assim também, que as pessoas de bem e com a capacidade de perceber os ardis, nos esclareçam de forma mais clara e sucinta, pois é desta maneira que agem os oportunistas.
Peço demais, tenho consciência, pois a partir da clareza haverá retaliação e grande risco, em face da necessidade de calar as vozes esclarecidas e ouvidas antes que angariem adeptos.
Como gados devemos permanecer.
Esta é a visão, o desejo e o preâmbulo do danoso enredo a nós destinados a representar como figurantes.
Acordemos.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

21 de dez. de 2007

A ESCOLHA DE SOFIA

DECISÃO

Diariamente nos deparamos com situações que nos exige decisão, nos levando a optar por algo em detrimento de alguma outra coisa.
Não raras vezes essa tomada de decisão é difícil e provoca insegurança e inquietude.
O questionamento é instantâneo.
O que devo fazer?
O que será o certo?
Por vezes, apesar de conhecermos as respostas, a dúvida prévia nos instiga a desacreditar naquela opção.
Por mais paradoxal que pareça, existem situações que apesar da convicção do certo, optamos, conscientemente, pelo que sabemos não ser o devido, o correto, mas o necessário.
Digo isso em virtude de, principalmente na vida profissional, quando lidamos com pessoas, com objetivos diversos, onde muitas vezes a vaidade os cega, termos que avaliar não o que é correto, não o que é devido, nem mesmo o que é esperado, mas sim o que nos levará ao objetivo.
É fácil dizer o que se quer ouvir, basta observar. Angariar simpatia momentânea é bem simples, mas perene. Ah! “Aí são outros quinhentos”.
Necessário se faz que pensemos, meditemos no nosso objetivo, calculemos nossos passos e de nossos adversários.
Não nos olvidemos de SUN TZU que na Arte da Guerra escreveu: “se você se conhece e ao inimigo, não precisa temer o resultado de uma centena de combates”.
Pausemos, veja, não conclamo a parar, mas sim avançar de forma objetiva, sem desperdício de energia e de artefatos beligerantes.
Busquemos a vitória e ela virá.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

8 de dez. de 2007

NEOLOGISMO

FORMIGÂNCIA
Meus amigos hão de dizer:
“Ih! Colou as placas. Queimou o HD” ou ainda “agora a burrice tomou todo o cérebro”.
Bem, quanto as duas primeiras suposições afianço que não ocorreu. Já a terceira, não é difícil.
Mas vejamos, consoante com a última postagem, resolvi admirar a obra maravilhosa que é a natureza e fiquei a observar as formigas. Sociedade interessante.
De imediato, inevitável, comparei com a Policia Militar e o nosso Estado.
As formigas se organizam por castas e cada uma tem sua missão específica, só contrariada para preservar a rainha, a sociedade como um todo ou sua própria existência, esta em terceiro plano.
As soldados vivem e morrem para defender seu formigueiro e sua rainha, ja as operárias labutam para prover o alimento e a estrutura do formigueiro e por conseqüência de sua sociedade. Interessante não.
Mas, se pararem para observar, tantos as soldados, operárias e mesmo as escravas existentes em alguns formigueiros, são providas de suas dignidades dentro da sociedade, são respeitadas, caso contrário despojam-se de suas vidas em prol da manutenção de sua honra, sim, pois entre elas existe um código de honra a ser mantido.
Que inveja, não?
Sim, como seria gratificante saber que nossos lideres respeitam e dignificam, dentro de cada especificidade, seus colaboradores, seus subordinados, provendo-lhes o mínimo direito à existência em família, dando-lhes condições de trabalho e salários capazes de lhes prover as necessidades básicas.
Como seria belo se nosso povo aprendesse que dignidade cabe a todos e devemos da única forma possível, o exemplo, mudarmos de vez o que se descortina perante aos olhos do mundo. A representação do nosso povo, aos demais é de corrupção, preguiça, desleixo, prostituição etc. É isso que queremos como imagem? É isso que deixaremos como herança?
Convido a todos e em especial àqueles que nos lideram ou pretendem fazê-lo, a observar e aprender, o que é bom, com a natureza.
Conclamo a juntos bradarmos pela dignidade esquecida.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

VIDA E MORTE

VIDA E MORTE

Numa certa fase da vida, não acreditamos na morte, depois passamos a conviver com ela no nosso dia-a-dia, daí passamos a temê-la, mais tarde a esperá-la até que ela nos alcance.
Todas as religiões nos ensinam, hoje sei bem o porque, que não devemos pular etapas.
Bem, porque digo isso. Vendo o noticiário esbarro com uns cem números de acontecimentos que me reportam ao desconhecimento da vida pelas pessoas.
O que quero dizer com isso?
Simples, a maioria de nós foi criado, orientado e porque não dizer, é forte a expressão, educado para sobreviver neste mundo, passar por ele, se possível sem mácula, até despercebido; quando na verdade alguém tinha que nos doutrinar a ser feliz, a buscar a maior quantidade possível de momentos alegres e felizes, para quando chegasse o derradeiro momento, pudéssemos encher nossas bagagens de agradáveis lembranças. Todavia em geral não é isso que acontece. As pessoas sequer se apercebem que a vida está ali, para ser vivida e não ignorada ou simplesmente passada.
Não conseguimos ver a beleza que Deus nos oferece diuturnamente, pois nossos olhos se cerram por medo de não se sabe o que.
Alguém dirá “balela, isso é papo cabeça de quem ta doidão” , não, está errado, sugiro que pare feche os olhos e veja, ouça e sinta, viva.
Não passe pela vida, faça algo, ame primeiramente a você e ao seu semelhante, não simplesmente o amor carnal, isso também é importante.
Não aceite ser o dinheiro o mais importante, ele é sim necessário, pois vivemos num mundo materialista e capitalista, mas importante, indispensável, é viver, sorrir, fazer sorrir, amar.
Acredite, você vai morrer e ai não mais poderá reverter o quadro. Faça agora enquanto há tempo.
Ame a vida, v i v a.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

2 de dez. de 2007

NULLO-DÚBIO

NULLO-DÚBIO
(NÃO HÁ DÚVIDA)

A MORTE DE POLICIAIS NO RIO DE JANEIRO. A RESPONSABILIDADE É DO GOVERNO DO ESTADO.

Após ler no blog “Projeto 200 Anos – O Renascimento da PMERJ” a matéria com o título acima, postado em 25 de novembro, paro e penso: Será que alguém tem dúvida?
Às vezes o que nos parece claro e certo, para outros é probabilidade.
Diante do óbvio, parabenizo o pessoal do referido blog, não por postar o que imputo manifesto, mas por trazer a lume o que alguns olham, mas não vêem.
É fato inconteste, sendo alvo inclusive, como bem alertado pelo “Projeto 200 Anos”, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na ALERJ, que em nosso Estado há um número excessivo de policiais mortos ficando suas famílias entregues a própria sorte.
O que não deveria ser patente é o descaso do nosso Executivo com o resultado estampado no relatório da CPI, visto ser, em tese, o Legislativo, um dos três Poderes com ingerência sobre nosso Estado.
Será que não estou vendo o óbvio?
Ou realmente o descaso para os concidadãos PM é tão descarado e impune que não há preocupação em tamponar.
Temos que mudar isso e responsabilizar, como a nós é atribuída responsabilidade por nossas falhas.
Não pode haver impunidade a quem faz pouco caso com vidas.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

O CAOS

APOCALÍPTICO

Talvez, sem demagogia, a Policia Militar viva hoje um momento crucial de sua história.
Por quê?
Deterioram-se rapidamente todos os valores éticos e morais de seus integrantes, suas dignidades estão, graças aos governantes, no mais baixo patamar, com suas auto-estimas tendentes a zero.
Então, surge à esperança.
E mais uma vez a questão. Por quê?
A Bíblia nos ensina que não há caos que a humanidade não possa por ordem. A Policia Militar, hoje e há muito, vive um caos astral.
Mas toda ciência que trata da estrutura do Universo diz que o mesmo vem de um caos generativo, logo para nós policiais-militares, há esperança.
É verdade que por diversas vezes me sinto um proscrito social, sem brilho e sem expectativas de melhoras, momentos estes em que a desilusão e a depressão recaem sobre minh’alma.
Mas, profeticamente digo que:
O “big-ben” da Policia Militar esta próximo, não sei se estarei inserto no processo que precederá e que propiciará a eclosão social pela dignidade, todavia acredito que os exordiais passos foram dados pelo Grupo dos Barbonos.
Acredito realmente que esteja bem próximo, assim também como certo estou que baixas ocorrerão, em decorrência do embate.
É inevitável.
A Sociedade fluminense necessita que seu aparelho policial esteja harmônico e em equilíbrio, o que hoje não ocorre devido ao descaso dos governantes que por aqui passaram e de forma indissipável deixaram suas nefastas marcas, deteriorando o decoro pessoal de cada integrante da corporação.
Razão esta que levará a uma luta desigual, onde alguns serão sacrificados em prol do coletivo, para que então a sociedade acorde e se aperceba da necessidade de acoplar-se à luta em sua própria defesa.
Será o principio do resgate da dignidade e da real cidadania do policial-militar e, por conseqüência, da Policia Militar do estado do Rio de Janeiro. Onde com toda certeza a grande beneficiária será a sociedade fluminense que terá uma força policial a sua altura.
Antevejo e ocorrerá.

CORONEL ESTEVES - BARBONO