6 de dez. de 2010

FLUMINENSE


Não poderia deixar de compartilhar minha alegria pela vitória do meu tricolor.
Difícil descrever a emoção que vai no meu coração.
Um coração rubro pelo sangue que pulsa, branco pela paz que dele emana e verde pela esperança de dias melhores para todos os que padecem, este é o coração do torcedor do FLUSÃO.
Meu coração que palpita e descompassado reduz ao quase parar, acelera em seguida, para, ritmicamente, voltar aos batimentos normais; é um coração valente por natureza.
Os olhos embaçam sem marejar, o sorriso, discreto quase envergonhado, pela sisudez dos demais, assume seu papel no rosto que aos poucos começa a brilhar e, ao final, um grito preso na garganta a quase explodir, não quer sair para não melindrar os semelhantes que não compartilham da mesma emoção, apesar de felizes por mais esta vitória do Rio.
Ser Tricolor é algo mais do que simplesmente ser um torcedor de um clube.
 
É ter um amor platônico que bem convive com os amores terrenos, é ser dedicação inconteste sem prejudicar a labuta, é ser devoção sem ser abstinência à vida, é ser fervoroso sem ser doentio, é ter carinho pelos demais sem perder sua identidade.
Ser tricolor é tanta coisa e nada, é simplesmente ser.
 
Parabéns a todos os tricolores, parabéns aos jogadores e dirigentes que souberam levar o clube a tão nobre conquista, um parabéns especial ao Técnico Muricy Ramalho, que deu exemplo de dignidade e de senso de responsabilidade, abrindo mão da vaidade de dirigir a Seleção, para honrar sua palavra empenhada. Um verdadeiro MESTRE.
 Durma o sono dos justos, pois combateste o bom combate.

ESTEVES – CEL RR.

5 de dez. de 2010

BONANZA?


Em termos de Operações Policiais no Rio, há contradição no adágio popular, “depois da tempestade vem à bonanza”.
Passado os primeiros momentos de euforia após as operações realizadas pelas forças policiais no Rio de Janeiro, começam as tempestades para seus administradores. Uma chuva de denuncias de desvio de conduta assola as páginas dos jornais cariocas e tiram o sono das autoridades.
É comum este tipo de episódio, muitas acusações são inverídicas e visam apenas desestabilizar e desacreditar as forças policiais, entretanto, outras tantas são verdadeiras fruto não de uma policia corrupta, mas de uma sociedade doente, de onde se originam os integrantes dessas instituições.
O que fazer? Bem, sob o meu ponto de vista, um mal só se extirpa combatendo-o, ou seja, uma doença se cura aplicando medicamentos específicos para combatê-la.
O que temos é uma doença social que precisa ser higienizada e tratada com remédios adequados, neste caso Corregedorias eficientes, eficazes e efetivas, produzem um efeito inibidor e antipropagador na doença.
Um salário digno é outro remédio muito eficaz, pois quem não tem muito a perder, se arrisca para ganhar mais, já quem tem o que perder, teme as incertezas e os riscos.
Vamos aguardar os novos acontecimentos, pois muita coisa está por vir como conseqüência desta “Guerra no Rio”, só peço aos companheiros e leitores que não percam o foco, não se deixem levar apenas pelas aparências, só vemos a ponta do Iceberg, mas ele é gigantesco e está lá.
ESTEVES – CEL RR.

1 de dez. de 2010

MUITA REFLEXÃO.

Como PM vibrei com o combate ocorrido no domingo (28/11), afinal, como dizem, está no “DNA” do meganha o prazer de enfrentar os meliantes e vê-los com “o rabo entre as pernas”.
Foi emocionante, me reportou aos tempos de Tenente. Mas os anos passaram e já não sou mais aquele oficial que faz e pensa só com o coração.
Claro que estou radiante de alegria com os resultados que nossas Policias obtiveram nesta guerra, isto é inconteste, mas o que conclamo é que se tenha muita calma nessa hora.
O resultado é magnífico, mas paro e penso: o que levou a isto?
Reporto-me ao “post” anterior e busco uma análise de todo o cenário.
Estaria eu tendendo a sétima arte? Seria uma ficção ou como no filme “A Teoria da Conspiração”, ela existe, mas é tão fantástica e maquiavélica que se torna difícil de acreditar.
Não sei, o tempo dirá, mas necessário se faz que não nos olvidemos de raciocinar com clareza e isenção de ânimos.
ESTEVES - Cel RR 

28 de nov. de 2010

PIROTECNÍA?

Ao tentar analisar os últimos acontecimentos num plano maior, fico um pouco apoquentado.
Tentem fazê-lo e talvez sintam a mesma sensação.
Juntem: mudança nas regras do pré-sal, campanhas eleitorais, UPPs, silêncio na mídia quanto à violência, eleições, Copa do Mundo no Brasil, Olimpíadas no Rio, necessidade de preservação da imagem do Rio no exterior, liberação de verba Federal, nova Presidente e equipe, mudança de postura da mídia que antes escondia os fatos, alaridos quanto a todo e qualquer acontecimento, mesmo os do subúrbio, antes tamponados, apoio incondicional de tropas federais, tudo sem esquecer o fator temporal.
Por favor, analisem e me digam com a mão direita sobre o peito e a esquerda na consciência, que não paira qualquer dúvida quanto a porque isto tudo está acontecendo.
Não sou nenhum Alfred Joseph Hitchcock, nem tampouco tenho queda para tal, mas devo confessar que fervilham em minha mente uns cem numeros de idéias sobre prováveis reais motivos para o caos hoje instalado.
Reflitam, analisem e me digam.
ESTEVES – CEL RR

27 de nov. de 2010

O NOVO CAOS

Tenho acompanhado, a distancia é bem verdade, os acontecimentos, agora efusivamente noticiados pela mídia, da violência no nosso Estado.
Ouvi algumas declarações de pessoas, com importantes cargos temporários, sobre a razão de se ter chegado a este estado.
Claro que sob a ótica deles, não lhes cabe nem mesmo uma ínfima parcela de responsabilidade, esta é sempre, integralmente, dos outros que nada fizeram quando podiam ou então erraram nas suas avaliações dos fatos e por conseqüência, nas ações decorrentes.
Li, não me recordo onde, mas reputo como verdade: “A definição de insanidade é continuar a fazer o que você sempre fez, desejando obter um resultado diferente”.
Ora, se todos criticam as “políticas de segurança” adotadas pelas Policias nas últimas décadas, responsabilizando seus diretores pelo conseqüente quadro que hoje se apresenta, que explicação poderíamos dar para a repetição destas “estratégias”?
Esperam resultados diferentes para as mesmas ações?
Se a resposta a este questionamento for positiva, confesso que passo do medo para o pânico, pois a situação, por incrível que possa parecer, é ainda mais grave.
Rogo ao criador, lume aos responsáveis pela administração de nosso Estado, na busca de solução para tão ingente problema, que de forma alguma pode ser tratado com irresponsabilidade ou descaso.
ESTEVES - CEL RR

9 de nov. de 2010

PERFUME

A natureza é dadivosa, só lamento o fato de que nem sempre sabemos aproveitar seus presentes.
Caminhando pelas sendas de meu quintal, desfruto dos perfumes da natureza. São aromas de flor de cactos, lírios, flores de Dracenas, de pitangas e outras tantas com agradável odor, mas que por desconhecimento de seus nomes, deixo de citar.
O cheiro da terra molhada me faz refletir sobre a grandeza do universo e o destino final de nossa reles “carcaça”, que a esta mesma terra será entregue.
Penso nas insanidades que o homem faz com o ilusório argumento de buscar melhorias para si e outros.
Vejo um total descompasso entre as falas e as ações. Pronunciamentos eloqüentes enaltecendo os caminhos encontrados que levarão a paz social, já as ações, regadas a sangue, incutindo no cidadão um forte sentimento de pânico e impotência.
Volto as minhas veredas e percebo que o paraíso existe, basta que do cotidiano afastemos homens egocêntricos e sequiosos de poder.
A estes deixemos o fedor a que estão acostumados por sentirem o próprio cheiro, que procuram disfarçar com fragrâncias importadas da França.
ESTEVES – CEL RR.

30 de out. de 2010

PARADIGMA

Os BARBONOS tentaram romper paradigmas defendendo as praças e lutando por melhores condições de trabalho e dignidade para o Policial Militar.
O êxito significaria o rompimento com os grilhões que aprisionavam e ainda aprisionam, os Oficiais idealistas que amam a Corporação. Buscavam acabar com o axioma de que os Coronéis só pensam em si, que suas ações visam, em primeiro plano, a perenidade em algum cargo ou função.
Pois bem, os Barbonos ocupavam funções nobres e invejáveis dentro da PMERJ, ainda assim, lutaram pela Policia Militar e pelo tão decantado (e infelizmente constatado, só bazófia) maior patrimônio da Corporação, o PM.
Sabiam de antemão os riscos que corriam de perder suas funções e gratificações, mesmo assim seguiram, pois para eles o objetivo era bem maior, era conseguir alguma melhoria para as praças e provar que, nos novos tempos, Coronéis realmente se preocupavam com seus subordinados.
Partindo do principio que “a única pessoa que você pode mudar é você mesmo”, tentaram influenciar outros Coronéis para que mudassem e adotassem uma posição mais coerente com os discursos e com o juramento feito à Bandeira Nacional.
Acreditavam que uma vez unidos, sem uma liderança única, mas guiados pelo objetivo de ver a tropa tratada com dignidade e respeitada pela sociedade, obteriam êxito. Estavam dispostos a abrir mão de seus cargos e da própria carreira, como de fato ocorreu.
Infelizmente os Coronéis não eram equânimes. E o poder político tinha conhecimento desta fraqueza. Deu no que deu.
Os dias seguem e hoje descortinamos diariamente um quadro caótico dentro da Segurança Pública de nosso Estado. E o pior é que não se vislumbra, com as atitudes da atual gestão, um naco de esperança de melhoria.
Rogo ao criador que ilumine nossos caminhos e conceda a dádiva de que alguém encontre uma solução que minimize o presente caos e, a médio e longo prazo, nos conduza a níveis suportáveis de segurança.
Sempre cônscio de que não existe uma panacéia que resolva tudo rapidamente, tampouco grande parte em curto prazo.

ESTEVES – CEL RR

4 de out. de 2010

CARTA A DOIS COMPANHEIROS

Maricá, em 04 de outubro de 2010.
Meus amigos,
Quem sou eu para lhes dizer alguma coisa que já não saibam, mas atrevo-me a escrever-lhes mesmo assim para hipotecar minha solidariedade e externar o que penso.
Não se abatam com o resultado do pleito, pois nada representa a não ser a confirmação de que não estamos preparados para este jogo, um tanto quanto escuso, da política eletivo-partidária.
Não basta ao candidato o caráter, integridade, honestidade, ficha limpa, idealismo e vontade de fazer, é necessário comprometimento, não do mesmo com as propostas de trabalho ou com empenho no cumprimento de metas, mas do eleitor alvo para com o candidato. Quando digo comprometimento, o faço em “lato sensu”. Infelizmente é preciso que o eleitor tenha alguma dívida com o postulante ao Legislativo, seja um cargo comissionado, emprego, favor ou mesmo dinheiro, só assim, sic “com o rabo preso”, vota. Um neófito dificilmente é eleito só com propostas de trabalho e com seu passado de idealismo, honra e dignidade, claro que existem exceções, mas estas são raras.
Existem também os casos de transferência de votos por parentes ou afins, ou ainda os casos de candidato com uma popularidade expressiva em campos diversos (Rádio, TV, Futebol, etc.) que nada tenha haver com as características já elencadas e que dão denodo à labuta.
Amigos ergam-se e elevem suas frontes com a dignidade que lhes é devida, pois, ambos são homens livres e dignos, razão de orgulho de seus amigos, o qual com a devida vênia me incluo.
Um forte e fraterno abraço,
ESTEVES – CEL RR

31 de ago. de 2010

O TREM

Alguns amigos, preocupados, questionam se eu desisti da luta. Paro e respondo com breve sorriso que minha aparente apatia não é fruto de desistência, tampouco de desesperança, mas sim da busca de tempo para reflexão.
Apesar dos vinte anos de meu espírito, meu corpo, com sobras, mais que dobrou este marco, logo, necessito dosar a aplicação de minhas energias para que não as desperdice. É mister que nossas ações não sejam eivadas pelos erros antes cometidos, devendo ser pensadas e planejadas. Todavia, no calor dos acontecimentos, as decisões devem surgir impulsionadas pela emoção e alicerçadas na razão e não o inverso, sob o risco de perdermos o trem da História, como em passado recentíssimo, onde a luz da razão norteou nossas ações.
Ainda há tempo, é verdade, ele urge, mas estamos na estação e o próximo trem se aproxima. Não o percamos de novo, cheguemos atrasados, mas não faltemos.
Fato é que, por mais que algumas batalhas sejam perdidas, a luta ainda não é finda. As rixas devem ser postas ao largo e o objetivo maior deve ser perseguido sem vaidades pessoais.
Como diziam os “Quarenta da Evaristo”:
“JUNTOS SOMOS FORTES”.

ESTEVES – Cel RR

28 de ago. de 2010

VAMOS CONHECER ALGUNS FATOS

Replicado do blog “Nas veredas do Vereda”.

TERÇA-FEIRA, 17 DE AGOSTO DE 2010
Acordem brasileiros!
Abafaram a CPI da Petrobrás mas a verdade vem a tona (sem trocadilho )
P-333 na mira do Ministério Público. Inquérito investigará segurança também nas plataformas
da Petrobráas P-31 e P-35. Maiores informações : http://www.jornaloglobo.com/.

O companheiro Ahmadinejad rejeita asilo e diz não querer criar problemas para Lula!
Como é notório,Lula,em mais uma jogada eleitoral,de cima de um palanque,ofereceu asilo
à Sakineh ameaçada de ser executada por apedrejamento pelo psicopata ditador do Irã e amigo
de infância do Grande Timoneiro...Além disto,país anuncia 10 novas usinas de enriquecimento
de urânio ao nível de 20%!

Mais um fracasso da politica externa do Itamaraty do B...

QUARTA-FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 2010
Zézinho miliciano: jornalista mercenário!
O zézinho miliciano,depois de demitido do Jornal do Brasil,agora escreve no blog de ciência
laboratório da Folha.com. Como eu sabia,era questão de tempo descobrir a identidade
do "jornalista" mercenário,que sequer tem coragem de mostrar a cara no blog da Dilma.
O e-mail do canalha,é reinaldo.lopes@grupofolha.com.br!

Luiz Gonzaga,querido amigo: sirva-se!

É esta escória que faz parte dos guerilheiros virtuais, como eles próprios se definem. E no blog
da Dilma, ainda pedem dinheiro para "ajudar" na campanha, com depósitos direcionados
ao Banco do Brasil!

É formação de quadrilha mesmo, sem qualquer pudor, e o biltre tem apenas 31 anos e já está
corrompido: quadro perfeito para as hostes petistas!

Amigos seguidores, aumentemos nossa corrente a favor da democracia! Felizmente temos
informações de "petistas" enojados, e que nos reportam as armações dos bucaneiros, e assim,
vamos descobrindo um por um...Ou os petralhas pensam que estão lidando com ingênuos
que vão à luta contra fascistas sem uma estratégia?

A luta continua e os amigos seguidores estão atentos.

Os textos acima foram extraidos do "blog" que o administrador se identifica como o grande Ator Carlos Vereza.
ESTEVES - CEL RR

27 de ago. de 2010

ECOLOGICAMENTE CORRETO.

Estava eu no supermercado passando minhas compras pelo caixa, quando ao final a funcionária me pergunta: O Sr trouxe suas bolsas? Como eu sempre levo minhas próprias sacolas retornáveis, achei que ela, como acontece com algumas outras, já me reconhecia pelo fato não muito corriqueiro, uma vez que não raras vezes tive que pedir para não acomodar as compras nas sacolas pois tinha minhas próprias.
Minha resposta foi “sic”: afirmativo. Ela então pediu para que eu esperasse uma vez que teria que ser calculado o desconto. Olhei para minha esposa sem entender bem o que ocorria, foi então que a funcionária ao perceber minha perplexidade, esclareceu que o supermercado estava incentivando a que seus clientes adotem a política de trazerem suas “sacolas retornáveis” contribuindo desta forma para com o meio ambiente e apontou para alguns cartazes no interior do estabelecimento exaltando a necessidade de nos preocuparmos com o planeta em que vivemos e outros oferecendo descontos para quem trouxesse suas bolsas.
Confesso que depois de passados os primeiros instantes de estupefação vieram os seguintes de satisfação e de esperança. Pode ser que esse País ainda tenha jeito.
Abaixo segue matéria que li no G1 às 23:00h do dia 19/08/10.
“México adota lei contra sacola plástica que prevê prisão
Lei adotada na capital do país prevê detenção de até 36h e multa aos comerciantes infratores.
BBC
Uma lei que entrou em vigor na Cidade do México prevê multas e prisão para comerciantes que distribuírem gratuitamente sacolas plásticas a consumidores.
A lei prevê detenção de até 36 horas e multas entre 57.460 pesos mexicanos (cerca de R$ 7,9 mil) e 1.149.200 pesos (R$ 159,4 mil) aos infratores.
A lei estabelece também que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas que forem biodegradáveis.
Com a medida, o governo diz que espera reduzir o consumo diário estimado de 20 milhões de sacolas plásticas.
'Caça às bolsas'
A Lei dos Resíduos Sólidos foi aprovada em agosto de 2009, prevendo o prazo de um ano para sua implementação.
A mudança vem sendo criticada por diversos setores, desde a Associação Nacional das Indústrias de Plástico até o Partido Verde.
Alguns estabelecimentos comerciais também anunciaram que não vão acatar a lei e continuarão fornecendo as sacolas gratuitamente.
Em uma coletiva, a conselheira jurídica do governo da capital mexicana, Letícia Bonifaz, disse que a nova lei não pretende lançar uma "caça às bolsas", mas sim apenas reduzir seu uso.
Por sua vez, a líder do partido governista PAN na Assembleia Legislativa da capital, Maria Gómez del Campo, pediu aos moradores da Cidade do México que adotem uma cultura de reciclagem e disse que uma possível flexibilização da lei não é negociável.
Metano
O deputado Alberto Couttlolenc (PV) disse à repórter Inma Gil, da BBC Mundo, que o governo precisa definir quais são as tecnologias aceitáveis para a produção das bolsas e o que vem a ser exatamente uma "sacola biodegradável".
O parlamentar também cobrou um melhor esclarecimento sobre como será a fiscalização e como o consumidor pode identificar a sacola correta.
"Como o comerciante que continuar dando as sacolas vai ser punido? Quem vai receber a multa com 36 hora de prisão, a mulher no caixa, o diretor da empresa?", questionou, ressaltando o que diz ser lacunas na legislação.
O governo disse que mais detalhes relacionados a lei devem ser divulgados nas próximas semanas.”

Quem sabe? É um sopro de esperança...

ESTEVES – CEL RR

25 de ago. de 2010

TECNOLOGIA

O desejo de materializar meus pensamentos em um artigo me deixam confuso, pois uma grande quantidade de idéias giram em minha mente, fico pensando sobre que tema devo escrever, tentando fugir do tema político-eleitoral. Difícil escolha já que nesta reta final, olho para todo lado e vejo algo que me reporta as eleições. Mas de qualquer forma vamos tentar.
O avassalador avanço tecnológico nos impinge uma constante reciclagem. A todo instante devemos buscar uma atualização do que gravita em nosso redor, um upgrade.
Falo isso com certa cautela sob pena de já estar defasado face a velocidade que os avanços acontecem.
Vejamos os telefones celulares cujo uso básico não é mais o de falar e ouvir, mas de transmitir e receber notícias, informações e imagens. De estar conectado ao ciberespaço. Tocam músicas, fotografam, gravam e filmam com a nitidez e capacidade de uma máquina destinada exclusivamente a um destes fins.
Minha geração tenta correr atrás do prejuízo (o correto seria correr à frente), mas devo confessar que é uma tarefa hercúlea.
E os computadores, certa ocasião fiz uma atualização no meu PC (upgrade) e ao final tive a certeza que estava com uma excelente máquina, moderníssima. Ao final de uma semana, já me referia a ela, como uma ótima máquina, passado um mês, uma boa máquina, dois meses uma bela peça, bem, pra resumir depois de seis meses, o técnico que me assessorava dizia: “dá pro gasto”.
A necessidade de manter a mente aberta e buscar as informações e atualizações é algo inconteste.
Não há o que espernear. Contra a força não há resistência.

ESTEVES – CEL RR

6 de ago. de 2010

C.D.E.

Fico ouvindo as promessas de alguns políticos, que as fazem neste momento pré-eleitoral, mas que nem em longínquo pensamento cogitam cumpri-las e em breve lucubração, imagino, neste país de “LEIS”, onde para quase tudo se cria uma nova regra regulando procedimento e garantindo direitos e deveres, deviam criar um novo Código, aos moldes do Código de Defesa do Consumidor, o C.D.E. , Código de Defesa do Eleitor.
Nesse CDE, estaria garantido ao eleitor, o direito de imputar ao Político “mentiroso” que em campanha prometesse algo que não houvesse condições de cumprir ou que por motivos escusos jamais tenha pensado em fazê-lo, sansões que iriam desde uma simples admoestação até sua cassação.
Claro que se trata de um devaneio, pois jamais seria tal “Lei” aprovada na Casa das Leis pelos políticos que certamente seriam os alvos deste purificador diploma legal. Uma Utopia sem dúvida, mas devo confessar, deveras interessante.
ESTEVES - CEL PM RR

4 de ago. de 2010

PLAGIANDO CAZUZA

“Meus heróis morreram de overdose e meus inimigos estão no poder. Ideologia, eu quero uma pra viver.”
Bem, meus heróis não morreram de overdose, mas vítimas do descaso e da violência desenfreada que assola nosso Estado, devido à inexistência de uma política de Segurança.
Meus heróis são companheiros com quem labutei nos meus trinta e três anos de serviço ativo e, a cada dia que passa, chega a mim a notícia de mais um sacrificado em defesa da Ordem Pública, sob o jugo de gananciosos inescrupulosos que, como egocêntricos que são, têm em suas mentes apenas a obtenção e manutenção do poder.
Até quando?
Depende de nós.
ESTEVES - CEL PM RR

8 de abr. de 2010

ANO ELEITORAL

Nunca fui muito amante da Política, digo Política Partidária, talvez porque desde muito cedo percebi que é um “jogo” onde se usam de todas as armas. Sedutoras idéias são lançadas, astuta e levianamente, forjadas nas fraquezas dos desejos e privações dos indivíduos alvo.
A vitória sobre seus oponentes de hoje para chegar ao almejado poder justificam todas as ações.
Devo, porém, admitir que o país muda em ano eleitoral. É como se uma febre tomasse conta das pessoas e as levassem a pensar somente nisso durante todo o ano. Nos últimos dias tive a oportunidade de conversar com diversas pessoas e observar o comportamento delas no momento em que vinha “à baila” o tema eleições. Algumas se transfiguravam em defesa de seus prediletos, sem nem mesmo ter idéia de quais são os reais projetos destes.
Empenham-se em ferrenhas defesas cegando-se a quaisquer argumentos plausíveis.
E os “profissionais” do ramo? Ah! Estes então se envolvem de tal modo, sacrificando o convívio com suas famílias em prol de uma luta, que em tese não é sua, e pela glória de, ao final do pleito, dizerem-se vencedores, pois lograram êxito em trabalhar na campanha de um determinado candidato e levá-lo ao pódio, digo, ao cargo eletivo.
Confesso que, por um efêmero momento durante essas prosas, senti meu corpo aquecer, minha temperatura interna se elevar levemente, mas como diriam, “não é minha praia”. Posso vir a colaborar, mas embrenhar-me nas nuanças deste jogo, ah! Isso não. Considero-me incauto demais para digladiar-me neste campo, onde as regras são vencer a qualquer custo.
Ratifico, entretanto, que admito ser um interessante laboratório, uma oportunidade de ver os estratagemas utilizados por cada contendor e seus asseclas, como se fossem as estratégias do grande SUN TZU na Arte da Guerra.
Analisem sob este prisma.

ESTEVES – CEL PM RR

2 de abr. de 2010

A CONCESSÃO.

Concedo a ti ó companheira, não por mim escolhida, mas por meu coração eleita;
Meu bem mais precioso, minha vida;
Dedico a ti meus dias, horas, minutos, enfim, meu ser;
Sim, pois esta, a vida, só tem valor quando guiada pelo amor.
Palavra tão decantada nos quatro cantos do mundo, mas que nenhum idioma consegue exprimir sua força e poder na humanidade;
Sentimento que gera tantos outros capazes de mover o mundo;
É bem verdade que não necessariamente de forma equânime;
Por vezes pendente para o bem outras tantas para o mal.
Mas é certo que gera a energia quântica mantenedora do equilíbrio necessário ao planeta.
Mutila-me a alma só em pairar pela minha mente a vã possibilidade de não te ter ao meu lado.
Apoiando, orientando, explicando, implicando, resmungando, sendo enfim a parceira de todas as horas.
Não consigo conceber a plenitude do meu ser como realmente sou, sem seu apoio, idéias e conforto após os embates que a vida impõe.
Obrigado por se permitir coordenar e guiar minha vida pelos campos da felicidade.

ESTEVES – CEL PM RR

11 de jan. de 2010

RELEMBRANDO

Eu não estava tão equivocado assim.
Contrataram o Ex-prefeito de New York para que ele dissesse parte do que eu havia dito (assim como tantos outros bem intencionados e conhecedores da matéria, todos de graça). 
Sem contar que naquela época já falava da querência de certa autoridade por nós Policiais Militares.
Relembrem:


ESTEVES - CEL RR

30 de dez. de 2009

SENHOR TENDE PIEDADE

Aos que leem este blog me desculpem, mas não resisti a postar este e-mail que recebi. Espero que entendam e se deleitem.

Haja criatividade....... e bom humor!!!!

Senhor, tende piedade de nós

Pelo Marcos Valério e o Banco Rural
Pela casa de praia do Sérgio Cabral
Pelo dia em que Lula usará o plural
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz
Pelo "nunca antes nesse país"
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha
Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo casal Garotinho e sua cria
Pelos pijamas de seda do "nosso guia"
Pela desculpa de que "o presidente não sabia"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar
Senhor, tende piedade de nós!

Pela "queima do arquivo" Celso Daniel
Pela compra do dossiê no quarto de hotel
Pelos "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas opiniões do prefeito César Maia
Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia
Pela primeira dama catando conchinha na praia
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam
Pelos aplausos "roubados" do Kofi Annan
Pelo lindo amor do "sapo barbudo" por sua "rã"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela greve de fome que engordou o Garotinho
Pela Denise Frossard de colar e terninho
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho
Senhor, tende piedade de nós!

Pela volta triunfal do "caçador de marajás"
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna farra dos nossos banqueiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou "conselheiro"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela máfia dos "vampiros" e "sanguessugas"
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga
Senhor, tende piedade de nós!

Pelos "meninos aloprados" envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança
Senhor, tende piedade de nós!

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna desculpa da "herança maldita"
Pelo "chefe" abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita
Senhor, tende piedade de nós!

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo "compañero" Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na "m"
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo crescimento do PIB igual do Haití
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy
Senhor, tende piedade de nós!

Para que possamos ter muita paciência
Para que o povo perca a inocência
E proteste contra essa indecência
Senhor, dai-nos a paz!

(Autor desconhecido)

 ESTEVES - CEL RR

14 de dez. de 2009

EU ACREDITO


Neste sábado, 12 de dezembro de 2009, estava programado um movimento cívico em apoio a PEC 300/2008, no centro de Maricá. Para lá me desloquei, sem muitas expectativas, mas por obrigação comigo, com meus sonhos de um dia ver a Corporação com um salário digno.
Achava que iria encontrar “meia dúzia de gatos pingados” falando mal de algum companheiro, de um oficial ou de algum Comandante, mas, por lealdade as minhas convicções, mesmo assim fui.
Para minha surpresa, um público expressivo compareceu ao evento.
Em conversas com uns e outros, pude notar que não havia críticas a pessoas, não era este o foco, mas sim vontade de apoiar, de fazer algo em prol de uma mudança no “status quo” salarial.
Experimentei uma sensação que julgava perdida: esperança. Senti na ambiência uma energia boa, positiva, o desejo de conseguir algo sem pensamentos antagônicos contra ninguém, apenas pró.
Ao ouvir os discursos inflamados, recordei a história de Peter Pan, onde a idéia força é acreditar nos sonhos, uma vez que nada é impossível para a força do desejo honesto e ferrenho.
Foi isso o que vi e ouvi, o povo clamando com o coração: “EU ACREDITO”.
Agora, convoco a todos aqueles que julgam seus proventos irrisórios: “ACREDITEM”; lutem, não permitam que a esperança morra em seus corações, pois se isto ocorrer, eles venceram.

ESTEVES - CEL RR

25 de nov. de 2009

INVESTIGAÇÃO OU APURAÇÃO

Vejamos o que nos dizem os dicionários.

Segundo Aurélio:
in.ves.ti.gar
Verbo transitivo direto.
1.Seguir os vestígios de.
2.Pesquisar.
3.Examinar com atenção. [C.: 1C]
§ in.ves.ti.ga.ção sf.

a.pu.rar
Verbo transitivo direto.
1.Tornar puro; purificar.
2.Aperfeiçoar, aprimorar; afiar, aguçar, refinar.
3.Afinar (metais).
4.Conhecer ou procurar conhecer ao certo.
5.Fazer a apuração (2) de:
Verbo intransitivo.
Verbo pronominal.
6.Aprimorar-se.
7.Esmerar-se no trajar

Segundo Michaelis:
in.ves.ti.gar
v. Tr. dir. 1. Fazer investigações acerca de.
2. Seguir os vestígios de.
3. Indagar, inquirir, pesquisar

a.pu.rar
v. 1. Tr. dir. e pron. Livrar(-se) de impureza(s); tornar(-se) puro.
2. Tr. dir. e pron. Aperfeiçoar(-se).
3. Tr. dir. Escolher, selecionar.
4. Tr. dir. Afinar (metais).
5. Tr. dir. Redigir de acordo com os preceitos gramaticais e estilísticos.
6. Tr. dir. Averiguar.
7. Tr. dir. Irritar a paciência de.
8. Tr. dir. Ferver para concentrar.
9. Tr. dir. Conseguir, obter.
10. Tr. dir. Aguçar, firmar.
11. Pron. Vestir-se com primor e elegância estudada.
12. Tr. dir. Contar (votos).

Talvez a língua Portuguesa não defina objetivamente a diferença entre Investigar e Apurar, todavia, nas casernas, a distinção é bem clara e precisa.
Investigar não pressupõe um acusador tangível e os preceitos não perseguem um ritual de formalidades rígidas, não havendo necessariamente um acusado ou suspeito, tampouco um acusador; já uma apuração, esta é realizada com todo um ordenamento de formalidades a serem seguidas sob pena de nulidade. Existe um acusado (sindicado ou averiguado), um acusador (podendo ser o Estado) e uma vítima (que pode ser a própria Corporação).
A Investigação deve acontecer de modo a não obstar as pessoas envolvidas e, preferencialmente, ocorrer de forma sigilosa.
No caso de uma apuração, é constitucionalmente assegurado ao acusado os direitos da ampla defesa e da presunção de inocência, sendo-lhe ainda resguardado o direito de, ao término, em nada sendo constado contra si que o desabone, recorrer a Justiça para ressarcimento dos danos materiais e morais a ele causados pelo acusador. Logo, há de se ter um acusador, assim como define a nossa Magna Carta.

ESTEVES – CEL RR

24 de nov. de 2009

EXPECTATIVA

Falando o “informês”, muito em voga na atualidade, podemos dizer que a vida da gente é como um H.D., onde estão arquivados momentos de alegria e tristeza, vitória e derrota, esperança e decepção, paz e aflição, enfim, sentimentos e emoções antagônicas que servem para alimentar, impulsionar e enriquecer nosso ser.
Digo isso, pois no meu ponto de vista, nossa vivência neste plano é uma coletânea de expectativas. A cada concretização ou não de uma delas devemos tirar ensinamentos e seguir adiante, em busca da razão de nossa existência, o objetivo da vida.
Observo as ações de algumas pessoas e tento entender qual será o objetivo maior daquele ente. O que o leva a desprezar o semelhante responsável por resguardar sua integridade física e material, ou ainda pior, maldizê-lo.
Em que se baseia o aprendizado de tão estranho ser?
O que o leva a acreditar ser tão superior... intangível por seus vassalos.
Esquece-se ele de que nada é pra sempre?
Esquece-se o incauto presunçoso de que haverá o dia de prestar contas de todos os seus atos, sem poder mentir ou clamar inimputabilidade às suas ações?
Infiel, ignora o dia do juízo final...

ESTEVES – CEL RR.

18 de nov. de 2009

A RODA REDONDA


No campo da Segurança Pública muitas vezes perdemos um tempo precioso em experiências que buscam inventar uma roda.
A estratégia normalmente usada é a da tentativa, erro e acerto. O preço pago: vidas humanas.
Em setembro de 19994, a PMERJ editou um Caderno de Instrução que, de forma Acadêmica, tratava sobre “Polícia, Violência e Direitos Humanos”.
O Comandante Geral e Secretário de Estado de Policia Militar era o Sr Coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira. Dentre os títulos deste caderno foi abordado de forma clara e objetiva o tema “Política de Segurança”.
Disse o Secretário:
“Todos sabemos que as perspectivas para reversão do quadro não são animadoras, mesmo porque o medo de violência e a ansiedade fazem com que se deseje uma solução rápida, de curto prazo para o problema; já!...Com essa visão a tendência é cair na armadilha lógica do uso da violência legítima: mais armas, mais policiais, mais metralhadoras para a polícia, mais cadeias, penas mais rígidas, pena de morte, prisão perpétua, “paredão”. E a espiral vai crescendo, com o efeito bumerangue indesejável que só não vê quem não quer.
A questão da violência – que é um fenômeno de conotações extremamente emocionais; há, pois, que ser enfrentada pelos entes organizados da sociedade de forma racional, não emocional. Caso contrário, vira vingança.”
Até quando ficaremos agindo cega e amadorescamente?
Até quando sacrificaremos a vida do nosso PM, patrimônio e alma de nossa Corporação?
Até quando deixaremos que balas perdidas encontrem pessoas inocentes?
Até quando permitiremos que pessoas inescrupulosas transformem marginais da Lei em bons cidadãos vítimas da truculência policial?
Bem, a “roda já foi inventada” e é redonda, não precisamos reinventá-la, mas sim, abrir mão da vaidade e da vontade midiática de aparecer para operacionalizarmos o que já existe.
A grandeza do homem está em admitir seus erros e buscar soluções com humildade, mesmo que se utilizando, sem omitir, de idéias de outros para obter êxito.

ESTEVES – CEL RR.

21 de out. de 2009

DESENCONTRADOS


Não pretendia escrever mais nada que falasse sobre esses dois cidadãos que hoje se encontram a frente da “política” (?) absurda de segurança de nosso estado, mas não há como calar diante do caos em que nos encontramos.

Não falo aqui como profissional de segurança que labutou por trinta e três anos neste mister, tampouco com desafeto (BARBONO) desse desgoverno ora instalado no Rio de Janeiro, mas como cliente que sou, uma vez que aqui vivo e me encontro, em tese, em pleno gozo de minha cidadania.

A cada dia a situação é ainda mais assustadora, pois alem da demonstração irrefutável de despreparo, estão completamente desencontrados e perdidos, como podemos observar nas reportagens que se seguiram aos nefastos eventos da noite do último sábado (17/10/09).



Flávio Tabak - O Globo

RIO  -  O governador Sérgio Cabral disse, na manhã desta segunda-feira, que o setor de inteligência da polícia não sabia da possibilidade de uma invasão ao Morro dos Macacos.  A declaração de Cabral contraria a do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, que já havia informado, inclusive, que Policiais estavam na favela à espera da ação.



Informação contraria a fala do secretário Beltrame, para quem a invasão teria ocorrido de maneira dissimulada  

17h07m



As reportagens não foram feitas por mim, estão em todos os setores da mídia para quem quiser constatar. Serão todos estes jornalistas desafetos destes indivíduos que pensam estar administrando nosso ERJ?

Serão opositores políticos?

Os fatos são incontestes.

O pânico deixou de ser uma síndrome para ser realidade, dura é verdade, mas inquestionável.

Não devemos cruzar os braços, mas sim exigir que cumpram o papel que os eleitores a eles delegaram, qual seja, administrar nosso estado em favor do povo fluminense e não de uma minoria que pende nos braços do poder

Diariamente a situação se agrava e continuamos, a cada manhã, antes de sairmos de casa, orando a DEUS para que não sejamos a próxima vítima desse desgoverno.

ESTEVES – CEL RR


21 de set. de 2009

APATIA

É comum aos homens de bem serem colhidos por uma mórbida apatia quando seus sonhos se diluem na ação de seus algozes.
Este é o principal ingrediente para que o mal floresça.
Lembrando Edmund Burke: “Tudo que é necessário para o triunfo do mal é que os homens de bem nada façam”.
É mister que a apatia não sobrepuje aos sonhos. Difícil tarefa, mas afinal, quem disse que a vida é fácil. Onde está escrito que aqui viemos a passeio, sem obrigações e apenas para desfrutarmos descompromissadamente de nossa estadia nesta terra.
Precisamos a todo instante refletir, buscar forças, sonhar e lutar por aquilo que acreditamos e desejamos, pois quando desistimos de lutar, quando desistimos de sonhar começamos a desenhar o principio do fim de nossa existência como homens.
Lutemos, com as armas que possuímos, mas sem abandonarmos nossos princípios éticos, pois mais importante que a vitória é a certeza que combatemos um bom combate respeitando, não ao nosso oponente, mas a nós mesmo, a nossa consciência.
Nossa idoneidade, nossa razão e nosso coração são as armas que dispomos para angustia e desespero de nossos opositores.
Que DEUS ilumine a todos os homens de bem nesta infinita luta do bem contra o mal e que a apatia não nos alcance e que não tornemos a ver bons homens se acoitando nos braços da vaidade e do vão desejo de enganosos e efêmeros poderes.
ESTEVES – CEL RR

6 de set. de 2009

DESILUSÃO

Tomo a liberdade de reproduzir um artigo muito bem redigido pelo Ten Cel Íbis em seu “blog”, onde relata, desconfortavelmente, sua indignação e desilusão com o atual quadro da Segurança Pública.
Um parêntese: o TC Íbis é oficial digno, competente e apaixonado pela corporação, cuja vontade é de, através de estudos, discussões e amplos debates, contribuir para melhorar a PMERJ.
Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009.
1 CONSEG
Refiro-me à conferência nacional de segurança pública, ocorrida entre os dias 27 e 31 de agosto do corrente. Estive delegado à conseg, na qualidade de representante dos trabalhadores de segurança pública. Pensei em escrever algo mais elaborado, que desse conta de tudo que pude ver e ouvir nesse encontro. Depois de muito refletir, a única coisa que me veio à cabeça, com força bastante para ilustrar toda minha perplexidade diante de tudo aquilo, foram as palavras com as quais o majestoso Euclides da Cunha (1866-1909) traduziu, em outro contexto, o mesmo sentimento que o meu: a desilusão.
Euclides disse o seguinte, sobre a desilusão: "Espécie de derrota infligida às ideias e ao sentimento".
Para mim, a conseg foi isso... e nada mais.
Lamentável.
Postado por BOAS IDÉIAS às 13:29
Ao Ten Cel ÍBIS, rogo que não se entregue, não desista de buscar a excelência.
ESTEVES - CEL RR

5 de ago. de 2009

RIDÍCULO


O ócio tão necessário ao ser vivo, muitas vezes nos leva a pensar e recordar fatos vividos. Este “post” trata-se de um caso desses.
No inicio do ano de 1978, eu era Aspirante-a-Oficial PM, servindo no 19º BPM, quando fui chamado pelo meu Comandante, o então TC Manoel Narciso de Oliveira, que me determinou que o representasse numa reunião com a Comunidade de Copacabana no Clube Israelita Brasileiro, alertou-me que faria parte da mesa coordenadora dos trabalhos em seu lugar, como representante do poder legal. Fui tomado de um inocente orgulho, pois estaria representando meu Comandante junto a Sociedade que, naquela época, respeitava e temia todo aquele que usava farda.
No horário previsto coloquei “meu general” (túnica) e dirigi-me ao local.
Tudo muito organizado, as pessoas muito educadas, algumas bem simples no linguajar outras com transparente eruditismo.
Como havia sido alertado pelo TC Narciso, fui chamado para compor a mesa, naquele momento comecei a pensar e a elaborar o que falaria quando chegasse a minha hora de tecer comentários. Pensei: "usarei termos técnicos dessa forma não serei questionado e demonstrarei conhecimento de causa." Ainda vivíamos sob a égide do AI-5 e os jargões aprendidos nas aulas de ODIDT (Operação de Defesa Interna e Defesa Territorial) ainda estavam em voga. O nervosismo era quase incontrolável, pois ali não era eu , mas sim o meu Comandante, não podia expô-lo nem tampouco decepcioná-lo.
Chegou à hora, levantei-me e após alguns segundos em silêncio, agradeci o convite formulado ao meu Batalhão, desculpei-me pela ausência de meu Comandante, pus-me e a OPM a disposição para qualquer esclarecimento no Campo da Segurança Pública e a seguir me calei e sentei.
No dia seguinte, na reunião de oficiais, meu subcomandante, o então Major Francisco Duran Borjas, instou-me sobre o evento que participara. Após narrar os fatos e minha fala, ele indagou-me porque me limitei a falar tão pouco, se era nervosismo ou medo. Neste momento, voltei-me para o TC Narciso que estava presente e disse que naquele evento eu era o representante do meu Comandante, preferi falar de maneira simples e objetiva e de repente passar por tímido ou simplório, do que de forma rebuscada e correr o risco de passar por ridículo e envergonhar o Comando.
O Comandante dirigiu-se a mim, apertou minha mão e saiu da reunião que se encerrou.
Histórias da caserna que vivemos e transmitimos a quem quiser aprender.



ESTEVES – CEL RR

4 de ago. de 2009

ANTIGOS PROBLEMAS – VELHAS SOLUÇÕES – 2.

Ao ler a noticia de que o atual comando da Corporação quer fomentar o aculturamento profissional da tropa e priorizar o ensino, fiquei muito feliz, pois sempre tive minha atenção voltada para a instrução, tendo em minha carreira servido na APM (antiga EsFO) por duas vezes e sido Oficial de instrução em várias Unidades por onde passei. Todavia, ao amiudar a leitura, pude constatar que o intento primeiro é aumentar o interstício para promoção por tempo de serviço das praças. Ora, também não sou muito favorável a promoção sem mérito, mas tolher um plano de carreira de uma classe que quase nada tem, sem dar outra opção é um tanto quanto cruel.
Abrir concursos internos, bem isto de nada adiantaria para uma tropa cansada e desgastada sem tempo para estudar, só propiciaria que os mais novos, recém saídos dos bancos escolares, ultrapassassem na carreira os mais antigos e fatigados, devido o estresse do dia-a-dia de nossa profissão, que se torna um mal crônico com o passar dos anos de serviço.
O falecido CORONEL Cerqueira, em suas duas passagens pelo Comando Geral da Corporação (1983-1986 e 1991-1994), se preocupou com este problema. Na sua primeira administração, atento a falta de tempo, criou os “cadernos de Instrução”, que, em tese, permitiria uma atualização, por parte das praças, das matérias necessárias ao desempenho de nossas missões, habilitando-os a um concurso interno e aumentando as possibilidades dos mais antigos. Já na segunda passagem, percebendo a necessidade de uma maior capacitação profissional na Corporação como um todo, editou os “Cadernos de Policia” onde temas atinentes a Segurança Pública eram tratados de forma técnica.
Não sei se é a solução, mas vale à pena pensar, antes de tomar uma atitude que venha a sacrificar ainda mais o nosso homem.
A tropa, desesperançada e maltratada precisa de afago e não de chibata.



ESTEVES – CEL RR.

29 de jul. de 2009

RUI BARBOSA

Apesar dos anos, apesar dos séculos, RUI BARBOSA DE OLIVEIRA (1849-1923) ainda é atual.
Nome literário: BARBOSA, RUI
Nome completo: OLIVEIRA, RUI BARBOSA DE
Nascimento: 5 de novembro de 1849, Salvador, Bahia
Falecimento: 1923, em Petrópolis, Rio de Janeiro

-"A esperança é o mais tenaz dos sentimentos humanos: o náufrago, o condenado, o moribundo aferram-se-lhe convulsivamente aos últimos rebentos ressequidos." (Rui Barbosa – A Ditadura de 1893, IV-207).
-"Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!" (Rui Barbosa)
-"Se os fracos não têm a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional." (Rui Barbosa – A Revogação da Neutralidade Brasileira, 33).
-"Toda a capacidade dos nossos estadistas se esvai na intriga, na astúcia, na cabala, na vingança, na inveja, na condescendência com o abuso, na salvação das aparências, no desleixo do futuro." (Rui Barbosa – Colunas de Fogo, 79).
ESTEVES - CEL RR

24 de jul. de 2009

ANTIGOS PROBLEMAS – VELHAS SOLUÇÕES




Muitas vezes nos descabelamos buscando a solução para um problema que nos aflige e ao nos depararmos com a solução, percebemos que ela é simples e esteve o tempo todo diante de nós.
Mas não se iludam, pois nem sempre é assim, isso só acontece quando já adotamos outras medidas que nos colocaram no caminho da solução ou então o problema foi por nós superdimensionado.
A regra é que grandes problemas não são resolvidos por medidas simples.
Necessitam da adoção de várias outras de forma a, paliativamente, tamponar o problema enquanto se busca a definitiva solução.
Problemas que se arrastam há décadas não serão resolvidos com ações isoladas, já tentadas por outros, que cegaram momentaneamente a sociedade, mas não encontraram a solução, a não ser que o objetivo seja outro que não resolver o problema, mas sim calar a sociedade e minimizar as pressões e o desgaste da imagem de um Governo falido no campo da Segurança Pública.
Ao ler os artigos “Vamos Calcular?” e “Tudo Novo. Mas DE NOVO???”, postados pelo Capitão da Policia Militar Luiz Alexandre em seu “blog”, faço aqui um parênteses: não o conheço muito bem, tivemos oportunidades de conversar duas talvez três vezes, mas apesar de não concordar com algumas de suas posições (o que não é o caso desses dois artigos mencionados), respeito-o entre outras coisas, pela forma como se comporta, pelo seu idealismo e amor a nossa Instituição. Mas voltando aos artigos, ao lê-los, tive uma sensação de conforto, pois como vibrador que sou, percebi duas coisas: primeiro que ainda não estou senil, já que com belas colocações, vi um jovem oficial defender aquilo que sempre defendi e ainda hoje defendo, qual seja, valorizar o serviço administrativo, essencial para que o homem de frente exerça com tranqüilidade suas missões, sabendo que seus direitos estarão preservados pela administração, em caso de infortúnio e segundo, que há esperança para a nossa “Briosa”, pois patenteou a existência de jovens Oficiais que desejam realmente mudar para melhor a nossa Corporação, com o foco no Homem e não em si próprio e na “carreira”. Só rezo para que eles não sejam poucos como os de minha geração.






ESTEVES - CEL RR

17 de jul. de 2009

QUEM COM FERRO FERE...

A SAÍDA


Não pretendo tecer qualquer comentário sobre o coronel Pitta e coronel David, rezo apenas que tenham forças para superar o que está por vir.
Que Deus se apiede de ambos e lhes dêem condições de, ao fechar os olhos à noite, conseguirem dormir.
Acredito que um dia repensarão em tudo de certo e de errado que fizeram durante as suas vidas e se arrependerão de alguns atos, como é normal em todo cristão.
Não estou aqui para julgá-los. Não sou daqueles que ao ver um pitbul rosnando se afasta apavorado, contudo ao vê-lo caído moribundo sem forças para grunhir, põe-se a chutá-lo.
De coração, auguro que encontrem pessoas que lhes estendam a mão ou que pelo menos não lhes dêem as costas ao vê-los.
Boa sorte e vão com Deus.
ESTEVES - CEL RR

12 de jun. de 2009

LOBO SOLITÁRIO


Quem me conhece sabe de minha admiração pelos animais e muitas vezes, ao falar de uma pessoa a quem considero como especial, faço de forma análoga a um espécime do mundo animal.
Neste “post” pretendo falar de alguém que admiro por seu idealismo, ética, senso de justiça e tantas outras virtudes tão raras hoje no mundo dos homens.
Major Wanderby é “um lobo solitário” na luta por um ideal, o que para ele é sua sobrevivência como ser.
Por que um Lobo? Bem, além de serem animais com uma linha de ação retilínea e coerente com sua personalidade, possuem um senso de hierarquia altamente desenvolvido, que lhes permite viver em sociedade organizada e cooperativa. É certo que existe o dominante e o dominado em uma alcatéia, o que facilita a sobrevivência do espécime. A hierarquia não é "rígida". Em algumas funções, quando necessário, outro lobo distinto do "líder" pode tomar as iniciativas. Também é certo que o dominante não exerce sua liderança como um tirano humano (prazer de poder pelo poder).
Os lobos não atacam indistintamente, o fazem apenas para garantir a sua existência, sendo animais incrivelmente tímidos. Afirmo isto respaldado em tudo que eu já li e ouvi sobre estes nobres seres.
Ao longo dos séculos, o lobo foi um dos animais mais temidos e odiados pelo homem e a caça e destruição do seu habitat o levaram a extinção em várias regiões em que antes era comum. Porque odiado pelo homem? Talvez pelo fato de que lobos são organizados e retraídos, mas não se deixam subjugar pelo autoritarismo dos homens.
Como se pode constatar, Major Wanderby tem muito em comum, pois luta por sua “alcatéia”, a PMERJ, não se entrega ao jugo dos ditadores, que por isso o temem e o odeiam, lançando sobre ele injúrias, com o fito de desmoralizá-lo e enfraquecê-lo.
Se abala, mas não recua. Segue em frente na busca do que acredita. Tenaz, é ferido mas não abatido.
Os lobos, ao contrário dos felinos (como leões, tigres, leopardos), não dependem nem de velocidade nem do elemento surpresa para pegar suas presas. Sua estratégia baseia-se na resistência e as caçadas podem durar dias.
E assim segue nosso incansável herói – persistindo em detrimento de toda sorte de covardias impostas a ele.
Ao Major Wanderby, meus sinceros agradecimentos pelo exemplo deixado na nossa briosa Corporação de como se porta um verdadeiro Policial Militar.
De coração, auguro que seu exemplo seja seguido por outros tantos homens de bem que labutam em nossa Instituição.

ESTEVES – CEL RR

3 de mai. de 2009

A DEMOCRACIA

Ao ler o “post” do Jornalista (com “J” maiúsculo) Gustavo de Almeida, no blog - http://gustavodealmeida.blogspot.com/ - intitulado “Ah, a democracia”, me reporto aos idos de 1994, quando eu ministrava palestras sobre Policiamento Comunitário de Quarteirão (aos Policiais do 19º Batalhão) e Policiamento Comunitário aos Policiais alunos do CFAP e a sociedade, pelo interior de nosso Estado.
Recordo-me que um dos enfoques era o de como realizar um Policiamento em regimes democráticos. Lembro-me que neste ponto se fazia necessário, principalmente junto aos Policiais, deixar bem claro o que era um regime democrático.
Bem, tudo isso para dizer de minha torcida para que os policiais participantes daquelas trocas de conhecimentos e experiências onde a ênfase era a democracia, tenham se esquecido de tudo o que lhes disse, sob o risco de, caso a memória não os tenha traído, estar passando por mentiroso em face da pseudo-democracia por nós hoje vivenciada e que a cada dia apresenta um fato novo digno das mais austeras ditaduras.
Exemplos, não faltam. Ao expressar sua opinião técnica sobre tema, que por dever de ofício, é conhecedor, um cidadão Policial Militar foi punido administrativamente. Em outro momento, um profissional de mídia é aconselhado a rever seus conceitos sobre determinado assunto, sob pena de ir para “geladeira”. Ainda outro, apesar de integrante de renomado Jornal, é convidado, de forma constrangedora, a se retirar de estabelecimento público, sendo, abusivamente, impedido de exercer seu trabalho. Um Profissional de Segurança é ameaçado de ter ceifada sua carreira, por expressar publicamente seus pontos de vista.
Ora, apesar de garantido “O Direito à Liberdade de Reunião e de Associação Pacífica”, “A liberdade de Opinião e de Expressão”, em todos os Instrumentos de Direitos Humanos nos quais o Brasil é signatário, (tais como Convenção Internacional sobre os Diretos Civis e Políticos e Declaração Universal dos Direitos Humanos) e ainda, na nossa Lei maior (A Constituição), não é permitido falar ou fazer nada que possa atrapalhar os interesses dos que estão no poder, sob pena de severa resposta em forma de retaliação.
Isso hoje me desabilita por completo a explicar, palestrar ou simplesmente falar sobre o que é democracia.

ESTEVES – Coronel PM RR

22 de fev. de 2009

O PESSOAL E O INSTITUCIONAL.


Muitas vezes nossas ações se confundem entre o pessoal e o Institucional, ou seja, há uma coincidência entre ambos os interesses.
Todavia esta simultaneidade não nos pode tamponar a visão, é mister que saibamos até onde devemos ir e quando parar de modo que o desejo Institucional sobressaia ao pessoal. As vaidades humanas devem ser contidas pelos anseios do coletivo, estes devem ser a prioridade.
É imperioso que o foco não se perca e que, se necessário, saiamos de cena para que o objetivo precípuo seja alcançado.
Nossa existência é uma constante guerra do bem contra o mal, seja no campo físico ou no espiritual. Somos eternos combatentes, que empreendemos batalhas desde a nossa gestação, seja em luta pelo nascimento, do certo pelo errado, por justiça para com alguém ou por dignidade de uma classe, enfim, devemos estar sempre atentos e prontos.
Assim me vejo, sempre alerta e preparado para empreender nova luta ou voltar a confrontos antigos em caso de necessidade.
As armas... bem, estas podem ser um fuzil, uma calibre 40, uma caneta e papel, um teclado ou um microfone que permitam que idéias e ideais se propaguem em busca da honradez aviltada.
É certo: só não haverá mais luta quando não existir mais vida.

ESTEVES – CEL RR.

A VIDA CONTINUA

Há um adágio popular que diz: “O mundo gira e a vida continua”.
Tomo este sábio ditado como um axioma. Indiscutível.
Não podemos nos deixar abater ou parar de viver, quando em uma empreitada, o resultado final não sai da forma como imaginamos, levando-nos a entender que foi um revés.
Os desígnios de Deus são inquestionáveis e nem sempre o que aparenta ser uma derrota o é na realidade, não sabemos o que o criador nos reserva e a nossos algozes.
Depende dos reais objetivos de nossa empreitada, se são justos e honestos, há de se ter paciência e perseverança, pois a justiça divina alcançará nossos detratores e mesmo que não sejamos nós os que empunharão a bandeira da vitória, esta será tremulada por outros que comungam dos mesmos ideais, contra a dissimulada tirania vigente.
Aguardem. Deus é soberano e Justo.

ESTEVES – CEL RR

11 de fev. de 2009

PROMESSAS

Uma Organização seja ela Privada ou Pública, necessita de um planejamento estratégico que lhe permita alcançar seus objetivos com menor desgaste nesta busca.
Inexiste um modelo ideal de sistema organizacional aplicável a qualquer condição de oscilação.
Nos últimos tempos, a ciência vem atualizando sua visão clássica de uma realidade em perfeito equilíbrio para a visão de uma realidade sujeita a perturbações e incertezas, mas que tende naturalmente a retornar ao equilíbrio.
Faço este breve preâmbulo para enfocarmos o momento que a Sociedade Fluminense atravessa.
Vivemos um caos dissimulado com aparência de leves contratempos. Atenção, observem as movimentações em busca do equilíbrio perdido.
Voltaire nos ensinou: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.” Pena que muitos não conseguiram aprender e nos intimidam e nos retalham quando contrariados por opiniões ou mesmo por verdades irrefutáveis.
A verdade nunca se calará para sempre, ela sobrepujará seus algozes e emergirá do silêncio imposto, com a força das águas de um rio em queda livre. Como a mesma frágil água que escorre por entre os dedos da mão, que hoje nos tapa a boca e nos oprime, sufocando-nos com nossas palavras entaladas na garganta.
Se político fosse, faria agora uma promessa, mas não farei, apenas direi que este dia esta mais perto do que eles, que têm consciência que vai acontecer, gostariam.
Nada de promessas, mas sim Esperança e Fé.
ESTEVES – CEL PM RR