19 de mai. de 2011

CIDADÃO

Recebi, via e-mail, uma definição deveras interessante e resolvi repassá-la por entender que tem tudo haver com o momento ora vivenciado, mas antes, vale apena relembrar velhos conceitos um pouco esquecidos.
Segundo “Aurélio”:

CIDADANIASubstantivo feminino. Condição de cidadão.

CIDADÃO:       Substantivo masculino.
                           1.Indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos (grifo meu) de um Estado.
                           2.Pop. Indivíduo, sujeito. [Pl.: –dãos. Fem.: cidadã, cidadoa.]

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988:
                           Segundo  Wikipédia, a enciclopédia livre: A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é a atual lei fundamental e suprema do Brasil, servindo de parâmetro de validade a todas as demais espécies normativas, situando-se no topo do ordenamento jurídico.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei
III - ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
...
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento
      ....
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;

E tantos outros incisos interessantes. Que belo diploma legal.

Vamos à definição constante do correio eletrônico:

EPIQUEIA - Definition:

Epiqueia (do grego epieikei = equidade) é, segundo Aristóteles, aquela forma de equidade ou justiça superior, que se sobrepõe ao preceito jurídico positivo, em virtude da qual é lícito ao homem operar contra a letra de uma norma jurídica obrigatória, por causa do rigor exagerado da mesma num caso particular, sendo todavia sua ação conforme com a mente do legislador.  Dado que uma norma positiva (lei) nunca pode prever exatamente todos os casos particulares, o direito superior da epiqueia reclama a admissão razoável de uma exceção à regra estrita.  Seja, p. ex., a norma:  uma coisa confiada a outra pessoa deve ser devolvida, quando reclamada pelo dono.  Esta norma pode perder seu valor, se alguém, com o fito de matar outra pessoa num insensato arrebatamento de ira, exige a devolução de uma arma entregue em depósito.  Para aplicação da epiqueia requerem-se as seguintes condições:  uma situação difícil certa e real, que torne irrazoável a norma para o caso em questão e a impossibilidade de recorrer à legítima autoridade.  A epiqueia não é aplicável, tratando-se de preceitos proibitivos da lei moral natural.  Tratando-se dos direitos positivos da mesma, em caso de necessidade entra em jogo o princípio superior, de que a lei não obriga quando impõe ônus absolutamente insuportável.  E questão discutida a aplicação da epiqueia às chamadas leis irritantes, que têm como consequência a invalidade de um ato jurídico. — Schuster. [Brugger

Reflitam ... não é  realmente interessante e atual?

ESTEVES – Cel RR

10 de mai. de 2011

VAIDADE ou EMOÇÃO?

Uma homenagem pode acarretar vários efeitos em uma pessoa, na maioria das vezes, deflagra uma vaidade que necessita, por parte do homenageado, uma grande cautela e vigilância para que ela não o cegue e avance desmedidamente, causando muitas vezes um estrago irreparável.
Não sou diferente. Ao ser homenageado também me envaideço, porem os sentimentos mais fortes são de emoção e principalmente de satisfação por ver a confirmação de que minhas decisões me conduziram ao meu objetivo, qual seja, a satisfação do meu público alvo.
Na verdade, não me importa pompa ou simplicidade, a afluência de autoridades e convidados ou mesmo a ausência deles em um recinto simples e fechado, o que “me toca” é justamente o fato dela, a homenagem, existir, pois como disse, é o reconhecimento de uma jornada silenciosa e solitária.
Obrigado, de coração, a todos aqueles que, de forma direta ou indireta, participaram da  homenagem a mim prestada no último dia 29.
Muito me emocionaram as palavras do Comandante que encheram meu coração de alegria e de esperança. Esperança de que nem tudo está perdido na minha Briosa Corporação e que ainda há aqueles que, como eu, acreditam que todos são importantes, do Coronel ao Policial mais recruta, cada um dentro de sua esfera de atuação, como um corpo que precisa tanto do coração quanto dos pulmões ou dos rins para bem viver. A PMERJ é este corpo.
Obrigado! O corpo está combalido, mas ainda pulsa. O sangue ainda corre nas veias. Há vida!
ESTEVES – Cel RR.

28 de mar. de 2011

ATENTADO

Com pesar que constato em nosso estado o recrudescimento de um crime que, nas últimas décadas, estamos acostumados a assistir nos filmes e noticiários internacionais, ou mesmo de outros Estados da federação.
Estou me referindo ao crime político.
Todos os indícios nos levam a conjecturar que o atentado que sofreu o Sr Ricardo Gama, a quem não conheço pessoalmente, trata-se de um crime dessa natureza. É a pseudo-democracia instaurada.
Se tal for confirmado, além de ser um retrocesso na civilidade de nosso povo, o tiro saiu pela culatra.
Por que digo isto? Simples, primeiro acredito que tão logo se recupere o Sr Ricardo voltará a escrever em seu blog e com mais veemência ainda. Segundo, muitos daqueles que não concordam com o que acontece em nosso estado, mas que por comodismo ou por não  desejarem se envolver, permanecem alienados do cotidiano, com o acontecimento deste atentado, ao invés de se amedrontarem, irão de maneira progressiva e homeopática, sair de cima do muro ou do marasmo que se encontram e começar a “cerrar fileiras” junto aos obstinados e ferrenhos críticos desta situação.
Acredito que este fato já tenha se iniciado e que os véus que encobrem e dissimulam algumas imagens já começam a cair e descortinar as verdadeiras imagens empanadas pelas bazófias verborrágicas.
ESTEVES – CEL RR

27 de mar. de 2011

POLICIA COMUNITÁRIA?

Nos últimos dias, freqüentando algumas OPM de saúde, tive oportunidade de ouvir Oficiais falando sobre Policia Comunitária. Reconheço que fiquei curioso e nas ocasiões que surgiram chances, anonimamente, me aproximei para escutar.
Minha estupefação foi ainda maior que minha curiosidade, pois alguns Oficiais, ao defender o Policiamento Comunitário, demonstravam completo desconhecimento do que seja realmente.
Admito que definir policiamento comunitário não é simples, pois é dinâmico de acordo com uma série de fatores intervenientes. Isto é, a estrutura, os objetivos e as técnicas a serem utilizadas variam em cada comunidade onde atue.
Para aqueles que se interessarem, há fatores comuns a todos os programas de Policia Comunitária. São eles:
• PARCERIA;
• PODER;
• RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS;
• RESPONSABILIDADE;
• ORIENTAÇÃO PARA A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS;
• ADAPTABILIDADE.
Quem realmente quiser entender e aplicar sugiro que, antes de qualquer coisa, busque ler “Cadernos de Polícia número 8”, editado pela Corporação na gestão do Coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, então Secretário de Estado de Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Leitura indispensável.

ESTEVES – CEL RR.

21 de mar. de 2011

REFLEXÃO

Como às vezes faço, estava contemplando a natureza; desfrutando do frescor da brisa marinha, admirando o contorno simétrico da crista das montanhas, o azul esverdeado do mar e sorvendo o aroma da maresia. Neste momento de introspecção, veio-me a lembrança, uma quase infinita quantidade de pessoas que passaram pela minha vida.
Algumas rapidamente sem que tivessem chance de se nomear, outras de forma mais efetiva. Todavia constatei o fato de que todas me ensinaram alguma coisa.
Talvez eu não tenha tido a maturidade necessária ou a sapiência para apreender ou mesmo implementar o que me era passado, no momento do ensinamento, mas com toda certeza ficou de alguma forma gravado no meu subconsciente.
Nesta viagem que faço ao meu “eu” muitas vezes encontro as respostas, que em dado momento não soube achar, nas experiências de vidas destas importantes pessoas que gravitaram e até hoje ladeiam o meu ser.
Então, apesar de saber que um número diminuto destes maravilhosos mestres tomará conhecimento deste artigo e, uma quantidade menor ainda terá consciência de sua real importância para mim e para tudo que sou, fiz e represento, ainda assim me obrigo, por dever de justiça e acolhimento das ordens emanadas de meu coração, a agradece-los por tudo que sou e que aprendi nesta vida.
De coração, OBRIGADO.
ESTEVES – CEL RR.

20 de mar. de 2011

NOVOS SONHOS

O ano se inicia e com ele renovam-se as esperanças e os sonhos. Alguns, conscientemente utópicos outros factíveis, não importa, o que realmente interessa é que eles existam, pois sem sonhos a vida não tem sentido.
Estou vivo, logo tenho meus sonhos, entre eles estão o reconhecimento, pelos governantes, do valor e importância dos profissionais das áreas de educação, saúde e segurança; a transformação em atos das falas em defesa do planeta, ou seja, que deixem um pouco de discursar e passem agir de modo a buscar não uma proteção, mas sim um não ataque ao planeta, pois a Terra é uma das maiores vítimas do “homem”.
Que os políticos roubem menos. Vejam a que ponto cheguei, não sonho nem que eles não se locupletem, mas sim que não façam só isso.
Que as pessoas consigam ver a beleza com que DEUS nos presenteia diariamente: O nascer e o pôr do SOL, o colorido das plantas, o odor das flores, a singeleza e sinceridade dos animais, os vales, as montanhas, os rios, o mar com sua força inquestionável, enfim a natureza como um todo, com toda sua magnitude e esplendor.
Sei que vários (se não a maioria) destes desejos são quimeras, mas permito-me os devaneios, pois creio que para o Criador do universo tudo é possível, então sonho e rezo por suas concretizações.
Sonhem, não permitam que suas vidas passem sem sentido, almejem de forma ética e dadivosa, pois este foi o grande ensinamento que nos recusamos a seguir.



ESTEVES – CEL RR

6 de dez. de 2010

FLUMINENSE


Não poderia deixar de compartilhar minha alegria pela vitória do meu tricolor.
Difícil descrever a emoção que vai no meu coração.
Um coração rubro pelo sangue que pulsa, branco pela paz que dele emana e verde pela esperança de dias melhores para todos os que padecem, este é o coração do torcedor do FLUSÃO.
Meu coração que palpita e descompassado reduz ao quase parar, acelera em seguida, para, ritmicamente, voltar aos batimentos normais; é um coração valente por natureza.
Os olhos embaçam sem marejar, o sorriso, discreto quase envergonhado, pela sisudez dos demais, assume seu papel no rosto que aos poucos começa a brilhar e, ao final, um grito preso na garganta a quase explodir, não quer sair para não melindrar os semelhantes que não compartilham da mesma emoção, apesar de felizes por mais esta vitória do Rio.
Ser Tricolor é algo mais do que simplesmente ser um torcedor de um clube.
 
É ter um amor platônico que bem convive com os amores terrenos, é ser dedicação inconteste sem prejudicar a labuta, é ser devoção sem ser abstinência à vida, é ser fervoroso sem ser doentio, é ter carinho pelos demais sem perder sua identidade.
Ser tricolor é tanta coisa e nada, é simplesmente ser.
 
Parabéns a todos os tricolores, parabéns aos jogadores e dirigentes que souberam levar o clube a tão nobre conquista, um parabéns especial ao Técnico Muricy Ramalho, que deu exemplo de dignidade e de senso de responsabilidade, abrindo mão da vaidade de dirigir a Seleção, para honrar sua palavra empenhada. Um verdadeiro MESTRE.
 Durma o sono dos justos, pois combateste o bom combate.

ESTEVES – CEL RR.

5 de dez. de 2010

BONANZA?


Em termos de Operações Policiais no Rio, há contradição no adágio popular, “depois da tempestade vem à bonanza”.
Passado os primeiros momentos de euforia após as operações realizadas pelas forças policiais no Rio de Janeiro, começam as tempestades para seus administradores. Uma chuva de denuncias de desvio de conduta assola as páginas dos jornais cariocas e tiram o sono das autoridades.
É comum este tipo de episódio, muitas acusações são inverídicas e visam apenas desestabilizar e desacreditar as forças policiais, entretanto, outras tantas são verdadeiras fruto não de uma policia corrupta, mas de uma sociedade doente, de onde se originam os integrantes dessas instituições.
O que fazer? Bem, sob o meu ponto de vista, um mal só se extirpa combatendo-o, ou seja, uma doença se cura aplicando medicamentos específicos para combatê-la.
O que temos é uma doença social que precisa ser higienizada e tratada com remédios adequados, neste caso Corregedorias eficientes, eficazes e efetivas, produzem um efeito inibidor e antipropagador na doença.
Um salário digno é outro remédio muito eficaz, pois quem não tem muito a perder, se arrisca para ganhar mais, já quem tem o que perder, teme as incertezas e os riscos.
Vamos aguardar os novos acontecimentos, pois muita coisa está por vir como conseqüência desta “Guerra no Rio”, só peço aos companheiros e leitores que não percam o foco, não se deixem levar apenas pelas aparências, só vemos a ponta do Iceberg, mas ele é gigantesco e está lá.
ESTEVES – CEL RR.

1 de dez. de 2010

MUITA REFLEXÃO.

Como PM vibrei com o combate ocorrido no domingo (28/11), afinal, como dizem, está no “DNA” do meganha o prazer de enfrentar os meliantes e vê-los com “o rabo entre as pernas”.
Foi emocionante, me reportou aos tempos de Tenente. Mas os anos passaram e já não sou mais aquele oficial que faz e pensa só com o coração.
Claro que estou radiante de alegria com os resultados que nossas Policias obtiveram nesta guerra, isto é inconteste, mas o que conclamo é que se tenha muita calma nessa hora.
O resultado é magnífico, mas paro e penso: o que levou a isto?
Reporto-me ao “post” anterior e busco uma análise de todo o cenário.
Estaria eu tendendo a sétima arte? Seria uma ficção ou como no filme “A Teoria da Conspiração”, ela existe, mas é tão fantástica e maquiavélica que se torna difícil de acreditar.
Não sei, o tempo dirá, mas necessário se faz que não nos olvidemos de raciocinar com clareza e isenção de ânimos.
ESTEVES - Cel RR 

28 de nov. de 2010

PIROTECNÍA?

Ao tentar analisar os últimos acontecimentos num plano maior, fico um pouco apoquentado.
Tentem fazê-lo e talvez sintam a mesma sensação.
Juntem: mudança nas regras do pré-sal, campanhas eleitorais, UPPs, silêncio na mídia quanto à violência, eleições, Copa do Mundo no Brasil, Olimpíadas no Rio, necessidade de preservação da imagem do Rio no exterior, liberação de verba Federal, nova Presidente e equipe, mudança de postura da mídia que antes escondia os fatos, alaridos quanto a todo e qualquer acontecimento, mesmo os do subúrbio, antes tamponados, apoio incondicional de tropas federais, tudo sem esquecer o fator temporal.
Por favor, analisem e me digam com a mão direita sobre o peito e a esquerda na consciência, que não paira qualquer dúvida quanto a porque isto tudo está acontecendo.
Não sou nenhum Alfred Joseph Hitchcock, nem tampouco tenho queda para tal, mas devo confessar que fervilham em minha mente uns cem numeros de idéias sobre prováveis reais motivos para o caos hoje instalado.
Reflitam, analisem e me digam.
ESTEVES – CEL RR

27 de nov. de 2010

O NOVO CAOS

Tenho acompanhado, a distancia é bem verdade, os acontecimentos, agora efusivamente noticiados pela mídia, da violência no nosso Estado.
Ouvi algumas declarações de pessoas, com importantes cargos temporários, sobre a razão de se ter chegado a este estado.
Claro que sob a ótica deles, não lhes cabe nem mesmo uma ínfima parcela de responsabilidade, esta é sempre, integralmente, dos outros que nada fizeram quando podiam ou então erraram nas suas avaliações dos fatos e por conseqüência, nas ações decorrentes.
Li, não me recordo onde, mas reputo como verdade: “A definição de insanidade é continuar a fazer o que você sempre fez, desejando obter um resultado diferente”.
Ora, se todos criticam as “políticas de segurança” adotadas pelas Policias nas últimas décadas, responsabilizando seus diretores pelo conseqüente quadro que hoje se apresenta, que explicação poderíamos dar para a repetição destas “estratégias”?
Esperam resultados diferentes para as mesmas ações?
Se a resposta a este questionamento for positiva, confesso que passo do medo para o pânico, pois a situação, por incrível que possa parecer, é ainda mais grave.
Rogo ao criador, lume aos responsáveis pela administração de nosso Estado, na busca de solução para tão ingente problema, que de forma alguma pode ser tratado com irresponsabilidade ou descaso.
ESTEVES - CEL RR

9 de nov. de 2010

PERFUME

A natureza é dadivosa, só lamento o fato de que nem sempre sabemos aproveitar seus presentes.
Caminhando pelas sendas de meu quintal, desfruto dos perfumes da natureza. São aromas de flor de cactos, lírios, flores de Dracenas, de pitangas e outras tantas com agradável odor, mas que por desconhecimento de seus nomes, deixo de citar.
O cheiro da terra molhada me faz refletir sobre a grandeza do universo e o destino final de nossa reles “carcaça”, que a esta mesma terra será entregue.
Penso nas insanidades que o homem faz com o ilusório argumento de buscar melhorias para si e outros.
Vejo um total descompasso entre as falas e as ações. Pronunciamentos eloqüentes enaltecendo os caminhos encontrados que levarão a paz social, já as ações, regadas a sangue, incutindo no cidadão um forte sentimento de pânico e impotência.
Volto as minhas veredas e percebo que o paraíso existe, basta que do cotidiano afastemos homens egocêntricos e sequiosos de poder.
A estes deixemos o fedor a que estão acostumados por sentirem o próprio cheiro, que procuram disfarçar com fragrâncias importadas da França.
ESTEVES – CEL RR.

30 de out. de 2010

PARADIGMA

Os BARBONOS tentaram romper paradigmas defendendo as praças e lutando por melhores condições de trabalho e dignidade para o Policial Militar.
O êxito significaria o rompimento com os grilhões que aprisionavam e ainda aprisionam, os Oficiais idealistas que amam a Corporação. Buscavam acabar com o axioma de que os Coronéis só pensam em si, que suas ações visam, em primeiro plano, a perenidade em algum cargo ou função.
Pois bem, os Barbonos ocupavam funções nobres e invejáveis dentro da PMERJ, ainda assim, lutaram pela Policia Militar e pelo tão decantado (e infelizmente constatado, só bazófia) maior patrimônio da Corporação, o PM.
Sabiam de antemão os riscos que corriam de perder suas funções e gratificações, mesmo assim seguiram, pois para eles o objetivo era bem maior, era conseguir alguma melhoria para as praças e provar que, nos novos tempos, Coronéis realmente se preocupavam com seus subordinados.
Partindo do principio que “a única pessoa que você pode mudar é você mesmo”, tentaram influenciar outros Coronéis para que mudassem e adotassem uma posição mais coerente com os discursos e com o juramento feito à Bandeira Nacional.
Acreditavam que uma vez unidos, sem uma liderança única, mas guiados pelo objetivo de ver a tropa tratada com dignidade e respeitada pela sociedade, obteriam êxito. Estavam dispostos a abrir mão de seus cargos e da própria carreira, como de fato ocorreu.
Infelizmente os Coronéis não eram equânimes. E o poder político tinha conhecimento desta fraqueza. Deu no que deu.
Os dias seguem e hoje descortinamos diariamente um quadro caótico dentro da Segurança Pública de nosso Estado. E o pior é que não se vislumbra, com as atitudes da atual gestão, um naco de esperança de melhoria.
Rogo ao criador que ilumine nossos caminhos e conceda a dádiva de que alguém encontre uma solução que minimize o presente caos e, a médio e longo prazo, nos conduza a níveis suportáveis de segurança.
Sempre cônscio de que não existe uma panacéia que resolva tudo rapidamente, tampouco grande parte em curto prazo.

ESTEVES – CEL RR

4 de out. de 2010

CARTA A DOIS COMPANHEIROS

Maricá, em 04 de outubro de 2010.
Meus amigos,
Quem sou eu para lhes dizer alguma coisa que já não saibam, mas atrevo-me a escrever-lhes mesmo assim para hipotecar minha solidariedade e externar o que penso.
Não se abatam com o resultado do pleito, pois nada representa a não ser a confirmação de que não estamos preparados para este jogo, um tanto quanto escuso, da política eletivo-partidária.
Não basta ao candidato o caráter, integridade, honestidade, ficha limpa, idealismo e vontade de fazer, é necessário comprometimento, não do mesmo com as propostas de trabalho ou com empenho no cumprimento de metas, mas do eleitor alvo para com o candidato. Quando digo comprometimento, o faço em “lato sensu”. Infelizmente é preciso que o eleitor tenha alguma dívida com o postulante ao Legislativo, seja um cargo comissionado, emprego, favor ou mesmo dinheiro, só assim, sic “com o rabo preso”, vota. Um neófito dificilmente é eleito só com propostas de trabalho e com seu passado de idealismo, honra e dignidade, claro que existem exceções, mas estas são raras.
Existem também os casos de transferência de votos por parentes ou afins, ou ainda os casos de candidato com uma popularidade expressiva em campos diversos (Rádio, TV, Futebol, etc.) que nada tenha haver com as características já elencadas e que dão denodo à labuta.
Amigos ergam-se e elevem suas frontes com a dignidade que lhes é devida, pois, ambos são homens livres e dignos, razão de orgulho de seus amigos, o qual com a devida vênia me incluo.
Um forte e fraterno abraço,
ESTEVES – CEL RR

31 de ago. de 2010

O TREM

Alguns amigos, preocupados, questionam se eu desisti da luta. Paro e respondo com breve sorriso que minha aparente apatia não é fruto de desistência, tampouco de desesperança, mas sim da busca de tempo para reflexão.
Apesar dos vinte anos de meu espírito, meu corpo, com sobras, mais que dobrou este marco, logo, necessito dosar a aplicação de minhas energias para que não as desperdice. É mister que nossas ações não sejam eivadas pelos erros antes cometidos, devendo ser pensadas e planejadas. Todavia, no calor dos acontecimentos, as decisões devem surgir impulsionadas pela emoção e alicerçadas na razão e não o inverso, sob o risco de perdermos o trem da História, como em passado recentíssimo, onde a luz da razão norteou nossas ações.
Ainda há tempo, é verdade, ele urge, mas estamos na estação e o próximo trem se aproxima. Não o percamos de novo, cheguemos atrasados, mas não faltemos.
Fato é que, por mais que algumas batalhas sejam perdidas, a luta ainda não é finda. As rixas devem ser postas ao largo e o objetivo maior deve ser perseguido sem vaidades pessoais.
Como diziam os “Quarenta da Evaristo”:
“JUNTOS SOMOS FORTES”.

ESTEVES – Cel RR

28 de ago. de 2010

VAMOS CONHECER ALGUNS FATOS

Replicado do blog “Nas veredas do Vereda”.

TERÇA-FEIRA, 17 DE AGOSTO DE 2010
Acordem brasileiros!
Abafaram a CPI da Petrobrás mas a verdade vem a tona (sem trocadilho )
P-333 na mira do Ministério Público. Inquérito investigará segurança também nas plataformas
da Petrobráas P-31 e P-35. Maiores informações : http://www.jornaloglobo.com/.

O companheiro Ahmadinejad rejeita asilo e diz não querer criar problemas para Lula!
Como é notório,Lula,em mais uma jogada eleitoral,de cima de um palanque,ofereceu asilo
à Sakineh ameaçada de ser executada por apedrejamento pelo psicopata ditador do Irã e amigo
de infância do Grande Timoneiro...Além disto,país anuncia 10 novas usinas de enriquecimento
de urânio ao nível de 20%!

Mais um fracasso da politica externa do Itamaraty do B...

QUARTA-FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 2010
Zézinho miliciano: jornalista mercenário!
O zézinho miliciano,depois de demitido do Jornal do Brasil,agora escreve no blog de ciência
laboratório da Folha.com. Como eu sabia,era questão de tempo descobrir a identidade
do "jornalista" mercenário,que sequer tem coragem de mostrar a cara no blog da Dilma.
O e-mail do canalha,é reinaldo.lopes@grupofolha.com.br!

Luiz Gonzaga,querido amigo: sirva-se!

É esta escória que faz parte dos guerilheiros virtuais, como eles próprios se definem. E no blog
da Dilma, ainda pedem dinheiro para "ajudar" na campanha, com depósitos direcionados
ao Banco do Brasil!

É formação de quadrilha mesmo, sem qualquer pudor, e o biltre tem apenas 31 anos e já está
corrompido: quadro perfeito para as hostes petistas!

Amigos seguidores, aumentemos nossa corrente a favor da democracia! Felizmente temos
informações de "petistas" enojados, e que nos reportam as armações dos bucaneiros, e assim,
vamos descobrindo um por um...Ou os petralhas pensam que estão lidando com ingênuos
que vão à luta contra fascistas sem uma estratégia?

A luta continua e os amigos seguidores estão atentos.

Os textos acima foram extraidos do "blog" que o administrador se identifica como o grande Ator Carlos Vereza.
ESTEVES - CEL RR

27 de ago. de 2010

ECOLOGICAMENTE CORRETO.

Estava eu no supermercado passando minhas compras pelo caixa, quando ao final a funcionária me pergunta: O Sr trouxe suas bolsas? Como eu sempre levo minhas próprias sacolas retornáveis, achei que ela, como acontece com algumas outras, já me reconhecia pelo fato não muito corriqueiro, uma vez que não raras vezes tive que pedir para não acomodar as compras nas sacolas pois tinha minhas próprias.
Minha resposta foi “sic”: afirmativo. Ela então pediu para que eu esperasse uma vez que teria que ser calculado o desconto. Olhei para minha esposa sem entender bem o que ocorria, foi então que a funcionária ao perceber minha perplexidade, esclareceu que o supermercado estava incentivando a que seus clientes adotem a política de trazerem suas “sacolas retornáveis” contribuindo desta forma para com o meio ambiente e apontou para alguns cartazes no interior do estabelecimento exaltando a necessidade de nos preocuparmos com o planeta em que vivemos e outros oferecendo descontos para quem trouxesse suas bolsas.
Confesso que depois de passados os primeiros instantes de estupefação vieram os seguintes de satisfação e de esperança. Pode ser que esse País ainda tenha jeito.
Abaixo segue matéria que li no G1 às 23:00h do dia 19/08/10.
“México adota lei contra sacola plástica que prevê prisão
Lei adotada na capital do país prevê detenção de até 36h e multa aos comerciantes infratores.
BBC
Uma lei que entrou em vigor na Cidade do México prevê multas e prisão para comerciantes que distribuírem gratuitamente sacolas plásticas a consumidores.
A lei prevê detenção de até 36 horas e multas entre 57.460 pesos mexicanos (cerca de R$ 7,9 mil) e 1.149.200 pesos (R$ 159,4 mil) aos infratores.
A lei estabelece também que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas que forem biodegradáveis.
Com a medida, o governo diz que espera reduzir o consumo diário estimado de 20 milhões de sacolas plásticas.
'Caça às bolsas'
A Lei dos Resíduos Sólidos foi aprovada em agosto de 2009, prevendo o prazo de um ano para sua implementação.
A mudança vem sendo criticada por diversos setores, desde a Associação Nacional das Indústrias de Plástico até o Partido Verde.
Alguns estabelecimentos comerciais também anunciaram que não vão acatar a lei e continuarão fornecendo as sacolas gratuitamente.
Em uma coletiva, a conselheira jurídica do governo da capital mexicana, Letícia Bonifaz, disse que a nova lei não pretende lançar uma "caça às bolsas", mas sim apenas reduzir seu uso.
Por sua vez, a líder do partido governista PAN na Assembleia Legislativa da capital, Maria Gómez del Campo, pediu aos moradores da Cidade do México que adotem uma cultura de reciclagem e disse que uma possível flexibilização da lei não é negociável.
Metano
O deputado Alberto Couttlolenc (PV) disse à repórter Inma Gil, da BBC Mundo, que o governo precisa definir quais são as tecnologias aceitáveis para a produção das bolsas e o que vem a ser exatamente uma "sacola biodegradável".
O parlamentar também cobrou um melhor esclarecimento sobre como será a fiscalização e como o consumidor pode identificar a sacola correta.
"Como o comerciante que continuar dando as sacolas vai ser punido? Quem vai receber a multa com 36 hora de prisão, a mulher no caixa, o diretor da empresa?", questionou, ressaltando o que diz ser lacunas na legislação.
O governo disse que mais detalhes relacionados a lei devem ser divulgados nas próximas semanas.”

Quem sabe? É um sopro de esperança...

ESTEVES – CEL RR

25 de ago. de 2010

TECNOLOGIA

O desejo de materializar meus pensamentos em um artigo me deixam confuso, pois uma grande quantidade de idéias giram em minha mente, fico pensando sobre que tema devo escrever, tentando fugir do tema político-eleitoral. Difícil escolha já que nesta reta final, olho para todo lado e vejo algo que me reporta as eleições. Mas de qualquer forma vamos tentar.
O avassalador avanço tecnológico nos impinge uma constante reciclagem. A todo instante devemos buscar uma atualização do que gravita em nosso redor, um upgrade.
Falo isso com certa cautela sob pena de já estar defasado face a velocidade que os avanços acontecem.
Vejamos os telefones celulares cujo uso básico não é mais o de falar e ouvir, mas de transmitir e receber notícias, informações e imagens. De estar conectado ao ciberespaço. Tocam músicas, fotografam, gravam e filmam com a nitidez e capacidade de uma máquina destinada exclusivamente a um destes fins.
Minha geração tenta correr atrás do prejuízo (o correto seria correr à frente), mas devo confessar que é uma tarefa hercúlea.
E os computadores, certa ocasião fiz uma atualização no meu PC (upgrade) e ao final tive a certeza que estava com uma excelente máquina, moderníssima. Ao final de uma semana, já me referia a ela, como uma ótima máquina, passado um mês, uma boa máquina, dois meses uma bela peça, bem, pra resumir depois de seis meses, o técnico que me assessorava dizia: “dá pro gasto”.
A necessidade de manter a mente aberta e buscar as informações e atualizações é algo inconteste.
Não há o que espernear. Contra a força não há resistência.

ESTEVES – CEL RR

6 de ago. de 2010

C.D.E.

Fico ouvindo as promessas de alguns políticos, que as fazem neste momento pré-eleitoral, mas que nem em longínquo pensamento cogitam cumpri-las e em breve lucubração, imagino, neste país de “LEIS”, onde para quase tudo se cria uma nova regra regulando procedimento e garantindo direitos e deveres, deviam criar um novo Código, aos moldes do Código de Defesa do Consumidor, o C.D.E. , Código de Defesa do Eleitor.
Nesse CDE, estaria garantido ao eleitor, o direito de imputar ao Político “mentiroso” que em campanha prometesse algo que não houvesse condições de cumprir ou que por motivos escusos jamais tenha pensado em fazê-lo, sansões que iriam desde uma simples admoestação até sua cassação.
Claro que se trata de um devaneio, pois jamais seria tal “Lei” aprovada na Casa das Leis pelos políticos que certamente seriam os alvos deste purificador diploma legal. Uma Utopia sem dúvida, mas devo confessar, deveras interessante.
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4 de ago. de 2010

PLAGIANDO CAZUZA

“Meus heróis morreram de overdose e meus inimigos estão no poder. Ideologia, eu quero uma pra viver.”
Bem, meus heróis não morreram de overdose, mas vítimas do descaso e da violência desenfreada que assola nosso Estado, devido à inexistência de uma política de Segurança.
Meus heróis são companheiros com quem labutei nos meus trinta e três anos de serviço ativo e, a cada dia que passa, chega a mim a notícia de mais um sacrificado em defesa da Ordem Pública, sob o jugo de gananciosos inescrupulosos que, como egocêntricos que são, têm em suas mentes apenas a obtenção e manutenção do poder.
Até quando?
Depende de nós.
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8 de abr. de 2010

ANO ELEITORAL

Nunca fui muito amante da Política, digo Política Partidária, talvez porque desde muito cedo percebi que é um “jogo” onde se usam de todas as armas. Sedutoras idéias são lançadas, astuta e levianamente, forjadas nas fraquezas dos desejos e privações dos indivíduos alvo.
A vitória sobre seus oponentes de hoje para chegar ao almejado poder justificam todas as ações.
Devo, porém, admitir que o país muda em ano eleitoral. É como se uma febre tomasse conta das pessoas e as levassem a pensar somente nisso durante todo o ano. Nos últimos dias tive a oportunidade de conversar com diversas pessoas e observar o comportamento delas no momento em que vinha “à baila” o tema eleições. Algumas se transfiguravam em defesa de seus prediletos, sem nem mesmo ter idéia de quais são os reais projetos destes.
Empenham-se em ferrenhas defesas cegando-se a quaisquer argumentos plausíveis.
E os “profissionais” do ramo? Ah! Estes então se envolvem de tal modo, sacrificando o convívio com suas famílias em prol de uma luta, que em tese não é sua, e pela glória de, ao final do pleito, dizerem-se vencedores, pois lograram êxito em trabalhar na campanha de um determinado candidato e levá-lo ao pódio, digo, ao cargo eletivo.
Confesso que, por um efêmero momento durante essas prosas, senti meu corpo aquecer, minha temperatura interna se elevar levemente, mas como diriam, “não é minha praia”. Posso vir a colaborar, mas embrenhar-me nas nuanças deste jogo, ah! Isso não. Considero-me incauto demais para digladiar-me neste campo, onde as regras são vencer a qualquer custo.
Ratifico, entretanto, que admito ser um interessante laboratório, uma oportunidade de ver os estratagemas utilizados por cada contendor e seus asseclas, como se fossem as estratégias do grande SUN TZU na Arte da Guerra.
Analisem sob este prisma.

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2 de abr. de 2010

A CONCESSÃO.

Concedo a ti ó companheira, não por mim escolhida, mas por meu coração eleita;
Meu bem mais precioso, minha vida;
Dedico a ti meus dias, horas, minutos, enfim, meu ser;
Sim, pois esta, a vida, só tem valor quando guiada pelo amor.
Palavra tão decantada nos quatro cantos do mundo, mas que nenhum idioma consegue exprimir sua força e poder na humanidade;
Sentimento que gera tantos outros capazes de mover o mundo;
É bem verdade que não necessariamente de forma equânime;
Por vezes pendente para o bem outras tantas para o mal.
Mas é certo que gera a energia quântica mantenedora do equilíbrio necessário ao planeta.
Mutila-me a alma só em pairar pela minha mente a vã possibilidade de não te ter ao meu lado.
Apoiando, orientando, explicando, implicando, resmungando, sendo enfim a parceira de todas as horas.
Não consigo conceber a plenitude do meu ser como realmente sou, sem seu apoio, idéias e conforto após os embates que a vida impõe.
Obrigado por se permitir coordenar e guiar minha vida pelos campos da felicidade.

ESTEVES – CEL PM RR

11 de jan. de 2010

RELEMBRANDO

Eu não estava tão equivocado assim.
Contrataram o Ex-prefeito de New York para que ele dissesse parte do que eu havia dito (assim como tantos outros bem intencionados e conhecedores da matéria, todos de graça). 
Sem contar que naquela época já falava da querência de certa autoridade por nós Policiais Militares.
Relembrem:


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30 de dez. de 2009

SENHOR TENDE PIEDADE

Aos que leem este blog me desculpem, mas não resisti a postar este e-mail que recebi. Espero que entendam e se deleitem.

Haja criatividade....... e bom humor!!!!

Senhor, tende piedade de nós

Pelo Marcos Valério e o Banco Rural
Pela casa de praia do Sérgio Cabral
Pelo dia em que Lula usará o plural
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz
Pelo "nunca antes nesse país"
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha
Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo casal Garotinho e sua cria
Pelos pijamas de seda do "nosso guia"
Pela desculpa de que "o presidente não sabia"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar
Senhor, tende piedade de nós!

Pela "queima do arquivo" Celso Daniel
Pela compra do dossiê no quarto de hotel
Pelos "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas opiniões do prefeito César Maia
Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia
Pela primeira dama catando conchinha na praia
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam
Pelos aplausos "roubados" do Kofi Annan
Pelo lindo amor do "sapo barbudo" por sua "rã"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela greve de fome que engordou o Garotinho
Pela Denise Frossard de colar e terninho
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho
Senhor, tende piedade de nós!

Pela volta triunfal do "caçador de marajás"
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna farra dos nossos banqueiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou "conselheiro"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela máfia dos "vampiros" e "sanguessugas"
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga
Senhor, tende piedade de nós!

Pelos "meninos aloprados" envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança
Senhor, tende piedade de nós!

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna desculpa da "herança maldita"
Pelo "chefe" abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita
Senhor, tende piedade de nós!

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo "compañero" Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na "m"
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo crescimento do PIB igual do Haití
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy
Senhor, tende piedade de nós!

Para que possamos ter muita paciência
Para que o povo perca a inocência
E proteste contra essa indecência
Senhor, dai-nos a paz!

(Autor desconhecido)

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14 de dez. de 2009

EU ACREDITO


Neste sábado, 12 de dezembro de 2009, estava programado um movimento cívico em apoio a PEC 300/2008, no centro de Maricá. Para lá me desloquei, sem muitas expectativas, mas por obrigação comigo, com meus sonhos de um dia ver a Corporação com um salário digno.
Achava que iria encontrar “meia dúzia de gatos pingados” falando mal de algum companheiro, de um oficial ou de algum Comandante, mas, por lealdade as minhas convicções, mesmo assim fui.
Para minha surpresa, um público expressivo compareceu ao evento.
Em conversas com uns e outros, pude notar que não havia críticas a pessoas, não era este o foco, mas sim vontade de apoiar, de fazer algo em prol de uma mudança no “status quo” salarial.
Experimentei uma sensação que julgava perdida: esperança. Senti na ambiência uma energia boa, positiva, o desejo de conseguir algo sem pensamentos antagônicos contra ninguém, apenas pró.
Ao ouvir os discursos inflamados, recordei a história de Peter Pan, onde a idéia força é acreditar nos sonhos, uma vez que nada é impossível para a força do desejo honesto e ferrenho.
Foi isso o que vi e ouvi, o povo clamando com o coração: “EU ACREDITO”.
Agora, convoco a todos aqueles que julgam seus proventos irrisórios: “ACREDITEM”; lutem, não permitam que a esperança morra em seus corações, pois se isto ocorrer, eles venceram.

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25 de nov. de 2009

INVESTIGAÇÃO OU APURAÇÃO

Vejamos o que nos dizem os dicionários.

Segundo Aurélio:
in.ves.ti.gar
Verbo transitivo direto.
1.Seguir os vestígios de.
2.Pesquisar.
3.Examinar com atenção. [C.: 1C]
§ in.ves.ti.ga.ção sf.

a.pu.rar
Verbo transitivo direto.
1.Tornar puro; purificar.
2.Aperfeiçoar, aprimorar; afiar, aguçar, refinar.
3.Afinar (metais).
4.Conhecer ou procurar conhecer ao certo.
5.Fazer a apuração (2) de:
Verbo intransitivo.
Verbo pronominal.
6.Aprimorar-se.
7.Esmerar-se no trajar

Segundo Michaelis:
in.ves.ti.gar
v. Tr. dir. 1. Fazer investigações acerca de.
2. Seguir os vestígios de.
3. Indagar, inquirir, pesquisar

a.pu.rar
v. 1. Tr. dir. e pron. Livrar(-se) de impureza(s); tornar(-se) puro.
2. Tr. dir. e pron. Aperfeiçoar(-se).
3. Tr. dir. Escolher, selecionar.
4. Tr. dir. Afinar (metais).
5. Tr. dir. Redigir de acordo com os preceitos gramaticais e estilísticos.
6. Tr. dir. Averiguar.
7. Tr. dir. Irritar a paciência de.
8. Tr. dir. Ferver para concentrar.
9. Tr. dir. Conseguir, obter.
10. Tr. dir. Aguçar, firmar.
11. Pron. Vestir-se com primor e elegância estudada.
12. Tr. dir. Contar (votos).

Talvez a língua Portuguesa não defina objetivamente a diferença entre Investigar e Apurar, todavia, nas casernas, a distinção é bem clara e precisa.
Investigar não pressupõe um acusador tangível e os preceitos não perseguem um ritual de formalidades rígidas, não havendo necessariamente um acusado ou suspeito, tampouco um acusador; já uma apuração, esta é realizada com todo um ordenamento de formalidades a serem seguidas sob pena de nulidade. Existe um acusado (sindicado ou averiguado), um acusador (podendo ser o Estado) e uma vítima (que pode ser a própria Corporação).
A Investigação deve acontecer de modo a não obstar as pessoas envolvidas e, preferencialmente, ocorrer de forma sigilosa.
No caso de uma apuração, é constitucionalmente assegurado ao acusado os direitos da ampla defesa e da presunção de inocência, sendo-lhe ainda resguardado o direito de, ao término, em nada sendo constado contra si que o desabone, recorrer a Justiça para ressarcimento dos danos materiais e morais a ele causados pelo acusador. Logo, há de se ter um acusador, assim como define a nossa Magna Carta.

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24 de nov. de 2009

EXPECTATIVA

Falando o “informês”, muito em voga na atualidade, podemos dizer que a vida da gente é como um H.D., onde estão arquivados momentos de alegria e tristeza, vitória e derrota, esperança e decepção, paz e aflição, enfim, sentimentos e emoções antagônicas que servem para alimentar, impulsionar e enriquecer nosso ser.
Digo isso, pois no meu ponto de vista, nossa vivência neste plano é uma coletânea de expectativas. A cada concretização ou não de uma delas devemos tirar ensinamentos e seguir adiante, em busca da razão de nossa existência, o objetivo da vida.
Observo as ações de algumas pessoas e tento entender qual será o objetivo maior daquele ente. O que o leva a desprezar o semelhante responsável por resguardar sua integridade física e material, ou ainda pior, maldizê-lo.
Em que se baseia o aprendizado de tão estranho ser?
O que o leva a acreditar ser tão superior... intangível por seus vassalos.
Esquece-se ele de que nada é pra sempre?
Esquece-se o incauto presunçoso de que haverá o dia de prestar contas de todos os seus atos, sem poder mentir ou clamar inimputabilidade às suas ações?
Infiel, ignora o dia do juízo final...

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18 de nov. de 2009

A RODA REDONDA


No campo da Segurança Pública muitas vezes perdemos um tempo precioso em experiências que buscam inventar uma roda.
A estratégia normalmente usada é a da tentativa, erro e acerto. O preço pago: vidas humanas.
Em setembro de 19994, a PMERJ editou um Caderno de Instrução que, de forma Acadêmica, tratava sobre “Polícia, Violência e Direitos Humanos”.
O Comandante Geral e Secretário de Estado de Policia Militar era o Sr Coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira. Dentre os títulos deste caderno foi abordado de forma clara e objetiva o tema “Política de Segurança”.
Disse o Secretário:
“Todos sabemos que as perspectivas para reversão do quadro não são animadoras, mesmo porque o medo de violência e a ansiedade fazem com que se deseje uma solução rápida, de curto prazo para o problema; já!...Com essa visão a tendência é cair na armadilha lógica do uso da violência legítima: mais armas, mais policiais, mais metralhadoras para a polícia, mais cadeias, penas mais rígidas, pena de morte, prisão perpétua, “paredão”. E a espiral vai crescendo, com o efeito bumerangue indesejável que só não vê quem não quer.
A questão da violência – que é um fenômeno de conotações extremamente emocionais; há, pois, que ser enfrentada pelos entes organizados da sociedade de forma racional, não emocional. Caso contrário, vira vingança.”
Até quando ficaremos agindo cega e amadorescamente?
Até quando sacrificaremos a vida do nosso PM, patrimônio e alma de nossa Corporação?
Até quando deixaremos que balas perdidas encontrem pessoas inocentes?
Até quando permitiremos que pessoas inescrupulosas transformem marginais da Lei em bons cidadãos vítimas da truculência policial?
Bem, a “roda já foi inventada” e é redonda, não precisamos reinventá-la, mas sim, abrir mão da vaidade e da vontade midiática de aparecer para operacionalizarmos o que já existe.
A grandeza do homem está em admitir seus erros e buscar soluções com humildade, mesmo que se utilizando, sem omitir, de idéias de outros para obter êxito.

ESTEVES – CEL RR.