19 de jan. de 2017

MORRE O MINISTRO TEORI ZAVASCKI

O ANTAGON!STA
Petista falou em "assassinatos"
Brasil 19.01.17 21:04
Pouco antes da queda da aeronave que levava Teori Zavascki, o advogado petista Adriano Argolo postou no Twitter que a "delação da Odebrecht entregando políticos de vários países vai gerar assassinatos".
"Vou avisar pq depois vão culpar o Lula e o PT."


É preciso convocar peritos internacionais
Brasil 19.01.17 20:41
Eu, Mario, repito o que escrevi no Twitter:
A morte de Teori Zavascki, às vésperas da homologação da delação da Odebrecht, precisa ser investigada a fundo por peritos internacionais.
Só uma apuração rigorosa, com estrangeiros qualificados, afastará suspeitas.



G1

MPF abre inquérito para investigar acidente que matou Teori Zavascki

Polícia Federal também vai investigar o acidente, segundo blog de Matheus Leitão. Ministro relator da Lava Jato e pelo menos outros 2 morreram na queda de avião.


O Ministério Público Federal (MPF) de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, abriu inquérito para apurar as causas da queda do avião que levava o ministro Teori Zavascki. Foram confirmadas as mortes do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), do empresário Carlos Alberto Filgueiras e do piloto Osmar Rodrigues.
A investigação foi aberta pela procuradora da República Cristina Nascimento de Melo. A informação foi confirmada ao G1 pelo MPF do Rio.
A Polícia Federal também vai apurar o acidente ocorrido na tarde desta quinta-feira (19), segundo informações do colunista Matheus Leitão. O inquérto está sob responsabildade do delegado chefe da PF em Angra, Adriano Antonio Soares.
Ao blog, o delegado afirmou que já tomou uma série de medidas para apurar a tragédia. O policial aguarda, ainda nesta quinta, a chegada em Angra de um grupo da PF de Brasília, especializado em acidentes aéreos.
Um suporte da polícia marítima também será recebido, a partir das 6h desta sexta (20). Adriano Soares informou que as condições meteorológicas atrapalharam nesta quinta a navegação no local do acidente.
Segundo informações da 167ª Delegacia de Polícia (Paraty), uma equipe da Polícia Civil também se deslocou para o local, acompanhada de peritos criminais. O local foi isolado pela Marinha e foi acionado a Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
O presidente da Transparência Internacional, José Carlos Ugaz, postou no Twitter que a entidade demanda "imediata investigação" do acidente que matou Zavascki.

Transparency International demands inmediate investigations of the air crash were Lava Jato Judge Teori Zavascki died


Em um post no Facebook, o delegado da Polícia Federal Márcio Anselmo também comentou a morte do ministro. Anselmo atua na força-tarefa da PF, que investiga os crimes descobertos na Lava Jato. No texto, ele citou a iminência da homologação das delações dos executivos da Odebrecht.
"Sem palavras para expressar o que estou sentindo. O ministro Teori lavou a alma do STF à frente da LJ, surpreendeu a todos pelo extremo zelo com que suportou todo esse período conturbado. Agora, na véspera da homologação da colaboração premiada da Odebrecht, esse "acidente" deve ser investigado a fundo. Sinceramente, se essa notícia se confirmar, e o prenuncio do fim de uma era!", disse.
Logo após a postagem viralizar nas redes sociais, o delegado modificou o texto e deixou publicada apenas a primeira frase. Ele não explicou o motivo para ter alterado a versão.

A morte de Teori foi confirmada pelo filho do magistrado Francisco Zavascki em uma rede social, às 18h05. Mais tarde, também foram confirmados os óbitos do empresário Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano, na Zona Sul de São Paulo, e do piloto da aeronave, Osmar Rodrigues. O avião pertencia ao grupo do hotel.
Segundo informações da Força Aérea Brasileira (FAB), outras duas pessoas também estavam a bordo. A identificação delas não foi divulgada.

A Infraero informou que a aeronave prefixo PR-SOM, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, decolou às 13h01 do Campo de Marte, na capital paulista. O avião é de pequeno porte e tem capacidade para oito pessoas.
A Anac informou que a documentação da aeronave estava em dia, com o certificado válido até abril de 2022 e inspeção da manutenção (anual) válida até abril de 2017.
Ministro desde 2012
Viúvo desde 2013, Teori deixa três filhos. Ele se tornou ministro do STF em 2012 por indicação da então presidente da República, Dilma Rousseff.
O magistrado teve o nome aprovado no Senado com 54 votos favoráveis e quatro contrários. Ele substituiu o ministro Cezar Peluso, que havia se aposentado no mesmo ano.
Natural de Faxinal dos Guedes (SC), Teori também foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), presidiu o Tribunal Regional Federal da 4ª região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) entre 2001 a 2003 e atuou como juiz do Tribunal Regional Eleitoral na década de 1990.
Ele ingressou na carreira jurídica em 1971, em Porto Alegre, como advogado concursado do Banco Central, onde atuou por sete anos. No anos 80, o magistrado se transferiu para a superintendência jurídica do Banco Meridional do Brasil.


Teori despachava no recesso e estava prestes a homologar delação da Odebrecht

Ministro morreu nesta quinta (19), após avião em que ele estava cair em Paraty (RJ); no último dia 10, mesmo no recesso do Judiciário, Teori chegou a determinar diligência em processo. 


Embora o poder Judiciário estivesse em recesso, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki vinha despachando normalmente desde o início deste mês e estava prestes a homologar as delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.
Teori morreu nesta quinta-feira (19), aos 68 anos, após o avião em que ele viajava de São Paulo para Paraty (RJ) cair no mar. Relator dos processos relacionados à operação Lava Jato, o ministro estava no Supremo desde 2012 e deixa três filhos.
Ainda que à distância, o magistrado se comunicava com a equipe de gabinete dele, concentrada no terceiro andar do anexo 2 da Corte, para emitir ordens judiciais em processos sob sua responsabilidade.
Um despacho em ação que corre sob sigilo na Corte, determinando uma diligência investigativa, por exemplo, foi assinado no último dia 10.
Atualmente, há no gabinete do ministro um acervo de 7.566 processos, sendo 12 ações penais e 65 inquéritos, a maioria contra políticos e autoridades com o chamado foro privilegiado.

Lava Jato

Responsável pelos processos da Operação Lava Jato em andamento na Corte, Zavascki estava prestes a homologar a delação premiada de 77 ex-executivos da Odebrecht enviadas pela PGR no dia 19 de dezembro.
Nesta última semana de janeiro, Zavascki havia determinado a dois juízes auxiliares que checassem com os colaboradores se os depoimentos foram tomados sem nenhum tipo de coação por parte dos investigadores. A homologação estava prevista para o início de fevereiro, na volta do recesso no STF.
Era o último passo antes da homologação, ato de validação judicial dos acordos, que autorizaria o procurador-geral da República a pedir novas investigações sobre o esquema de corrupção.

 

A relatoria

Com a morte do ministro, há duas possibilidades: assume todo o caso um novo ministro, a ser indicado pelo presidente Michel Temer e aprovado pelo Senado; ou a presidente do STF, Cármen Lúcia, redistribui os processos por sorteio – "em caráter excepcional", conforme diz o regimento do STF – a um dos demais 9 ministros na ativa.
Em um dos últimos atos antes do recesso, Zavascki pediu que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acrescentasse um relatório final da Polícia Federal a uma denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por suposta prática de corrupção e lavagem de dinheiro, descoberta pela Operação Lava Jato.
Em novembro, ele negou um pedido de liberdade do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em setembro por ordem do juiz Sérgio Moro.

 

Porte de drogas

Um dos casos também que estava sob a mesa de Teori Zavascki e de grande expectativa era a ação que pede a descriminalização do porte de drogas.
O julgamento do processo, que já contava com três votos contra a prisão de usuários, foi interrompido em setembro de 2015, após o ministro Teori pedir vista do processo, ou seja, mais tempo para analisar o caso.
Na última terça (17), o relator, Gilmar Mendes, remeteu ao gabinete de Teori Zavascki os 10 volumes e 4 apensos do caso, para que ele analisasse as últimas manifestações de entidades que defendiam a descriminalização. A expectativa é que ele liberasse um voto ainda neste ano para retomar o julgamento.



15 de jan. de 2017

O ANTAGON!STA

Vai piorar para Sérgio Cabral


Há uma fila de potenciais delatores batendo à porta da Lava Jato no Rio: eles querem entregar mais crimes cometidos por Sérgio Cabral.
Segundo Lauro Jardim, os voluntários procuraram a força-tarefa tentando antecipar-se a eventuais pedidos de prisão.

14 de jan. de 2017

ATÉ QUANDO?

“O DIA” NOTÍCIAS
Morre PM atingido em operação na Vila Kennedy
Alvo de dois disparos, sargento foi levado para o Hospital Albert Schweitzer, mas não resistiu aos ferimentos
14/01/2017
O DIA
Rio - O 2º sargento da PM Fábio Magalhães, 44 anos, baleado enquanto participava de uma ação de trânsito na Favela Vila Kennedy, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, morreu na madrugada deste sábado no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo.
O militar, que era lotado no 14º BPM (Bangu), deu entrada no hospital após ser atingido duas vezes. De acordo com o comando do batalhão, os disparos partiram de um carro parado pelo PM. Os responsáveis conseguiram fugir.

Na corporação há 20 anos, Fábio deixa esposa e um filho. Ainda não há informações sobre a data e horário do sepultamento. De acordo com a assessoria da Polícia Militar, Fábio seria o 10º PM morto em 2017.  A Delegacia de Homicídios (DH), no entanto, ainda não confirmou se o corpo encontrado carbonizado em Santa Cruz no último dia 7 é realmente do subtenente reformado Cássio Ferreira, o que reduziria o número para 9.


NOTÍCIAS DO G1

Sem salários, PMs do RJ não têm dinheiro para ir a batalhão

Comandante do 12º BPM (Niterói) disse que recebeu comunicações de subordinados. Uma PM de Maricá deixará de trabalhar na unidade. 



Com o salário de dezembro ainda pendente, policiais militares do Rio de Janeiro não têm mais como pagar o meio de transporte para chegar ao trabalho. Aflitos, policiais do 12º BPM (Niterói), chegaram ao limite e informaram ao comandante da unidade, coronel Márcio Oliveira Rocha, que precisam de uma solução. Das duas, uma: ou a corporação oferece veículos para levá-los ao batalhão, ou eles serão designados para trabalhar em uma unidade mais próxima.
"Com a sinalização de possibilidade de pagamento [no dia 18], poucos deles relataram a exata necessidade de deixar de trabalhar. Apenas uma [PM]. Mas temos que perseverar", afirmou ao G1 o comandante do batalhão. Ao todo, Rocha disse que recebeu 12 "participações", que são comunicados em ofícios.
Segundo o coronel Rocha, a PM a qual ele se refere vive em Maricá, na Região dos Lagos, e não estaria conseguindo arcar com as passagens de ônibus. A corporação informou, em nota, que a policial foi orientada a se apresentar na 4ªCIA, que fica em Maricá, próximo da casa dela.
Enquanto isso, a incerteza sobre uma data correta dos pagamentos de dezembro continua, embora tudo indique que será pago na quarta-feira (18). A PM informou que o comandante-geral da PM, coronel Wolney Dias, se reuniu, na sexta-feira (13), com o governador Luiz Fernando Pezão, no Palácio Guanabara. No encontro, foi "sinalizado que o pagamento referente ao mês de dezembro seja efetuado na quarta".
Reunião gravada
Em áudio que circula por redes sociais, supostamente gravado durante reunião do coronel Rocha com seus comandados, no 12º BPM, o oficial transmite aos PMs mensagem do Comando-Geral da PM com o objetivo de tranquilizar a tropa. O tema é atraso salarial e fala-se na expectativa de que os vencimentos dos PMs sejam pagos na quarta-feira (18).
"Por favor os senhores e as senhoras comandantes, chefes, diretores e coordenadores, conversem com seus PMs nesse momento, esclarecendo quais medidas que estão sendo desenvolvidas para que esse assunto [atraso salarial] seja tratado da melhor forma possível junto ao Governo do Estado", diz em trecho da gravação aquele que seria o coronel Rocha.
É citado, ainda, o governador Luiz Fernando Pezão. No áudio, é dito que o comandante-geral da PM, coronel Wolney Dias, negociou com Pezão o pagamento de dois reajustes salariais devidos aos policiais, em janeiro deste e do próximo ano.
Fala-se que o Governo do Estado tentou jogar para 2020 os reajustes, mas o comandante-geral teria dito que não é possível porque o compromisso já não estaria dentro do governo de Pezão. Assim, a questão teria sido fechada para que os salários de PMs fossem reajustados em dezembro de 2017 e 2018.
"A proposta do comandante-geral é que o nosso pagamento seja garantido ate o 10º dia útil, o pagamento da PM ao longo do ano de 2017. A proposta do Comando e que o 13º seja pago até o dia 20 de janeiro. Nós temos uma parcela de aumento previsto em lei a ser paga em janeiro de 2017, e outra em 2018. O governo tinha proposto que isso fosse jogado para 2020, não é isso? Aí, o comandante-geral também está negociando isso com o governador", explica.
Também em nota, a corporação confirmou que houve reunião do comando do 12° BPM (Niterói) com os policiais, na sexta. Lá, a previsão de pagamento foi comunicada aos PMs.
·         RIO DE JANEIRO

10 de jan. de 2017

A CONTA

RIOPREVIDÊNCIA – A CONTA

Não é que eu desconfie, apesar de que eu realmente não confio no governo, mas quem é que paga uma conta sem saber o quanto deve, sem que lhe apresentem os comprovantes da mesma. Acho que ninguém em sã consciência faz isto, a não ser que esteja jogando dinheiro fora, ou que este não seja o seu.
Pois bem, o governo nos diz que o RIOPREVIDENCIA está no “buraco” e nós temos que pagar a conta, não apresenta nenhum comprovante de para onde está indo o dinheiro arrecadado, olha que não é pouco, simplesmente diz que vai aumentar os descontos para sanear as contas.
Quem garante que é verdade? Que o dinheiro está sendo utilizado única e exclusivamente para o que se destina, sem “desvios/atalhos”, mas, mesmo assim não está sendo o suficiente. Só a palavra deles é o suficiente? Vai ver que sim, pois são pessoas extremamente idôneas, acima de qualquer suspeita de cometimento de “deslizes” com o erário público.
Façam-me o favor. Gostaria que o MP do ERJ atentasse para isso, buscasse uma auditoria contábil externa e realmente idônea, para que possamos saber que destino tem sido dado ao nosso dinheiro.
A palavra deles e os números que eles manipulam e apresentam não deve ser o suficiente, pelo menos para mim não é.


ESTEVES – CEL RR

NOTÍCIAS DO G1

Juiz converte em domiciliar prisão preventiva de ex-assessor de Cabral
Paulo Fernando Magalhães Pinto é apontado pelo MPF como 'laranja' do ex-governador. Na decisão, juiz cita risco à integridade física após notícia sobre delação.


Por G1 Rio
10/01/2017 17h54  

 O juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, determinou nesta terça-feira (10) a substituição da prisão preventiva do adminstrador Paulo Fernando Magalhães Pinto por prisão domiciliar. Segundo o Ministério Público Federal, o ex-assessor de Sérgio Cabral é "laranja" do ex-governador do Rio.
Na decisão, o juiz cita que a notícia de que Magalhães Pinto faria um acordo de delação premiada poderia por em risco a integridade física. Magalhães Pinto está na mesma cela que os presos na Operação Calicute, em Bangu 8, e nega atuar como laranja de Cabral. A informação da suposta delação foi publicada pela revista "Veja".
"O Ministério Público Federal, em sua manifestação, embora não confirme nem negue a existência de acordo de colaboração premiada com o requerente, reconhece que a notícia veiculada pode colocar em risco a sua integridade física. Pelo que, requer a manutenção da sua prisão, no entanto, requer a transferência do custodiado para local diverso", escreve o magistado.
Magalhães Pinto foi preso em 17 de novembro após se apresentar à Polícia Federal, no Centro do Rio, sob a suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de ativos.
Contato com réus proibido
O juiz determinou medidas cautelares para a prisão domicilar. São elas: afastamento da direção e da administração das empresas envolvidas nas investigações, ficando proibido de ingressar em quaisquer de seus estabelecimentos, e suspensão do exercício profissional de atividade de natureza empresarial, financeira e econômica; recolhimento domiciliar integral; comparecimento quinzenal em juízo, para informar e justificar atividades, com proibição de mudar de endereço sem autorização; obrigação de comparecimento a todos os atos do processo, sempre que intimado na pessoa do seu advogado; proibição de manter contato com os demais investigados, por qualquer meio; proibição de deixar o país.
Ainda segundo o juiz, "afastados os temores de que venha sofrer represálias por parte de outros acusados com os quais se encontra custodiado, nada impede que o requerente seja novamente recolhido à prisão".
Na época da prisão, os advogados do empresário divulgaram nota em que contestam qualquer envolvimento de Paulo Magalhães Pinto com os crimes (leia a íntegra).
Na Operação Calicute, Cabral, Magalhães Pinto e outros suspeitos foram presos como integrantes de uma quadrilha que cobrou propinas por grandes obras realizadas pelo governo do estado.

Segundo o MPF, Cabral cobrava propina de empreiteiras para fechar os contratos. As construtoras, por sua vez, se consorciaram para fraudar licitações e sabiam previamente quem iria ganhar as concorrências.

Os investigadores dizem que 5% do valor do contrato ia para Cabral e 1% para a Secretaria de Obras. Cabral recebia das empreiteiras "mesadas" entre R$ 200 mil e R$ 500 mil. O esquema envolveria ex-secretários de Cabral e assessores (veja abaixo).

Desdobramento da Lava Jato
A Calicute é um desdobramento da Operação Lava Jato e teve como base as delações premiadas do ex-dono da Delta Engenharia Fernando Cavendish, da empreiteira Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia – que afirmam terem pagado propina por obras como a do Marcanã, do PAC das Favelas e do Arco Metropolitano.

Os desvios chegam a R$ 220 milhões segundo estimativa dos investigadores. Eles acreditam que mais empresas possam estar envolvidas no esquema.

O dinheiro da propina teria sido lavado em contratos falsos com consultorias e na compra de bens de luxo – como joias, vestidos de festa, obras de arte, um helicóptero e uma lancha avaliada em R$ 5 milhões.

NOTÍCIAS DO ESTADÃO

Sem jogos e sem comando, Maracanã convive agora com saques
Abandonado, o mais icônico estádio do País não tem condição de receber um jogo sequer; extintores foram roubados e gramado secou

O mais icônico estádio do futebol brasileiro e cuja reforma para a Copa do Mundo de 2014 consumiu mais de R$ 1,2 bilhão em recursos públicos está sendo saqueado. Vivendo um jogo de empurra desde o final de 2015, o Maracanã está abandonado, sem comando definido e, no momento, sem condições de sediar qualquer partida, já que o gramado, que não vem sendo cuidado, secou.

Nesta terça-feira, a Federação de Futebol do Rio (Ferj) divulgou nota relatando os saques. Segundo a entidade, foram roubados mangueiras, extintores, bustos e televisores. Na semana passada, o jornal O Globo relatou também que o mobiliário dos camarotes está depositado em salas sem nenhum cuidado com a conservação e sofrendo com a ação do tempo. Sete mil cadeiras não foram recolocadas nas arquibancadas. Não bastasse isso, há contas de luz, água e gás em atraso.

6 de jan. de 2017

POLICIAL OU SER HUMANO?

A noticia abaixo foi divulgada pelo G1, que fez o competente estudo e levantamento:

SISTEMA CARCERÁRIO HÁ 20 HORAS


Aí vai meu questionamento: Foi feito um levantamento pelo G1 de quantos Policiais (Civis e Militares), no ano de 2016, morreram de forma violenta em todo o BRASIL? Ou será que a morte de um Policial não é relevante? É só um número? Ah! Vai ver que é isso, Policial não é gente, é policial, é descartável e substituível, já o preso, apenado ou custodiado, esse é uma vítima da sociedade, um “pobrezinho” que merece toda atenção e defesa por parte dos intelectuais e defensores dos direitos humanos.
Demagogia, hipocrisia ou oportunismo? Não vislumbro a resposta, só sei que quando surge um problema de ordem social, violento ou não, com algum desses “protetores da dignidade humana”, clamam por Deus (proteção espiritual) e pela Polícia, que via de regra, chega sem nem mesmo saber de quem se trata e cumpre o seu papel, corretamente ou não, de acordo com sua compreensão e conhecimento adquirido nos bancos escolares e na própria sociedade, através dos exemplos por ele, Policial, coligido no dia a dia.

ESTEVES – CEL RR

4 de jan. de 2017

NOTÍCIAS DO G1

STF suspende novo bloqueio de R$ 181 milhões das contas do estado do Rio
Presidente do tribunal, a ministra Cármen Lúcia concedeu nova liminar suspendendo bloqueio de contas fluminenses; nesta segunda (2), ela havia suspendido bloqueio de outros R$ 192 milhões.

Por Renan Ramalho, G1, Brasília
04/01/2017 20h05  


A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, concedeu nesta quarta-feira (4) nova liminar (decisão provisória) para impedir que a União bloqueie R$ 181 milhões dos cofres do estado do Rio de Janeiro. O bloqueio dos recursos estava programado para ocorrer nesta quinta-feira (5).
A decisão atende pedido do governo fluminense, que, nesta segunda (2), já havia obtido uma liminar semelhante da presidente da Suprema Corte para garantir o repasse de outros R$ 192 milhões que seriam bloqueados pela União.
No despacho desta quarta, Cármen Lúcia argumenta que os bloqueios levariam à “impossibilidade de execução de obrigações constitucionais dos direitos dos servidores públicos, de aposentados dependentes do ente estadual, dentre outras obrigações fundamentais do Estado”.
O Rio de Janeiro é um dos estados do país em maior dificuldade financeira. O quadro dramático levou o governo a decretar, no final de 2016, estado de calamidade e a anunciar um pacote de medidas radicais para tentar equilibrar as finanças.
O bloqueio nas contas do estado se daria em razão de uma dívida com o Banco do Brasil para programas de infraestrutura rodoviária, mobilidade urbana e melhoria em favelas.
Entre os dias 5 e 27 de dezembro do ano passado, foram bloqueados R$ 550 milhões das contas do Rio de Janeiro, o que contribuiu para o atraso no pagamento dos servidores fluminenses, que deveria ter acontecido até o 10º dia útil do mês passado.

Meu comentário: Será que o governo vai pagar os salários atrasados dos funcionários e principalmente das pensionistas, ou o erário vai pegar mais um atalho e desvio comuns neste (des)governo.

ESTEVES – CEL RR


Empresa 'fantasma' é dona de carro blindado usado pelo governador do RJ

Companhia receberá mais de R$ 500 mil por locação de 19 carros em contrato sem licitação. Informações foram obtidas com exclusividade pelo RJTV.




Uma empresa de fachada é responsável pelo carro blindado usado pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Por 19 veículos, a empresa fantasma receberá mais de R$ 500 mil por um contrato em que não houve licitação. A reportagem exclusiva do RJTV é de Flávia Januzzi, Erick Parente e Márcia Brasil e foi exibida nesta quarta-feira (4).
No número 690 da Avenida Paris, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, deveria funcionar a Rei dos Blindados Locação de Veículos Ltda. A equipe de reportagem, no entanto, encontrou um estacionamento fechado.
“Sempre foi fechado”, diz um homem no local que, segundo ele, nunca abrigou uma loja de blindagem.
Desde novembro do ano passado, a Rei dos Blindados passou a fornecer 19 carros de passeio para a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap). O contrato com dispensa de licitação foi publicado no Diário Oficial. A despesa com os veículos blindados soma R$ 509 mil.
Entre os carros alugados pelo estado está uma Hilux 2012. Ela está registrada em nome da Rei dos Blindados. A mesma Hilux está em uma relação de carros usados pelo governador, parentes e também pelo vice-governador. O documento é da Subsecretaria Militar da Casa Civil do estado.
Bem abaixo da relação dos veículos, consta uma observação: "a Hilux atende exclusivamente ao governador Luiz Fernando Pezão. Faz parte da frota da Secretaria de Administração Penitenciária, mas encontra-se emprestada à subsecretaria".
O documento é recente, de 26 de dezembro e foi assinado por Augusto Cesar Pinto Benac, superintendente de segurança.
Chama atenção o capital social da Rei dos Blindados: R$ 50 mil. O valor é de um décimo do repasse do governo do estado: R$ 500 mil.
A empresa está registrada no nome de Lílian Alves Mourão do Nascimento e Thamirez Nascimento Bassi.
O RJTV falou por telefone com Lílian Alves, dona de 99% da empresa e oficialmente administradora da firma. Ela negou que a empresa não funcione no endereço e disse que quem controla a Rei dos Blindados é o ex-marido dela, Ricardo Bassi do Carmo.
"Eu sei que a empresa é lá, mas sempre quem administrou foi meu ex-marido.  no meu nome, mas ele que administra há muitos anos. Tem muitos anos que eu também não vou lá. Esse lance de contrato, documentação, eu não sei informar porque quem administra é ele", explicou.
Ricardo Bassi do Carmo disse que trabalha numa oficina mecânica para blindados que fica em frente ao endereço visitado por nossa reportagem. É de lá que ele administra as empresas da ex-mulher.
A Casa Civil declarou que o carro citado na reportagem foi cedido como veículo reserva à Subsecretaria Militar da Casa Civil. E que, atualmente, o carro substituiu o titular, que está em manutenção.
A Secretaria de Administração Penitenciária informou que contratou a Rei dos Blindados de forma emergencial, porque a empresa vencedora da licitação parou de prestar o serviço, alegando inadimplência do estado, que o contrato dura seis meses e que há um novo processo licitatório em curso. A secretaria também declarou que a Rei dos Blindados atendeu a todos os requisitos legais.

·         RIO DE JANEIRO


Meu Comentário: Olha aí um dos atalhos/desvio que falei. Temos que estar atentos.

ESTEVES – CEL RR 

3 de jan. de 2017

MSN NOTICIAS


"O desvio do desvio": diretores de empreiteiras roubavam propina que iria para políticos, diz jornal

SÃO PAULO - Uma descoberta curiosa ocorreu em meio às investigações sobre os esquema de corrupção de empreiteiras na Operação Lava Jato. Segundo informa o jornal Valor Econômico, as grandes empreiteiras descobriram esquemas de corrupção dentro das suas próprias estruturas de corrupção. Assim, elas viraram alvos de desvios dentro do desvio. 
De acordo com o jornal, grandes empreiteiras, incluindo a Odebrecht, começaram a identificar casos em que funcionários responsáveis por operar o pagamento de propina acabavam embolsando parte do dinheiro, desviado para contas no exterior ou benefícios pessoais. A situação se evidenciou com investigações internas e nas dezenas de delações premiadas fechadas com executivos. 
Segundo a publicação, no caso da Odebrecht, nem mesmo a "estrutura profissional" de pagamento sistematizado de propina conseguiu evitar a proliferação de deslizes contra a empresa pelos seus executivos. O jornal ainda destaca que as evidências de desvio para vantagem pessoal de executivos vêm gerando discussões entre advogados, sendo que alguns defendem que as empreiteiras poderiam entrar na Justiça com ação de ressarcimento para cobrar a quantia extraviada pelos funcionários. Procurada pelo Valor, a Odebrecht respondeu, por meio de nota, que não se manifesta sobre o tema. "A empresa está implantando as melhores práticas de compliance, baseadas na ética, transparência e integridade".