30 de jan. de 2008

VALE?


O PREÇO

O que faz um Barata feliz?

A destruição de toda uma instituição desde que lhe provenha um tostão.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

VOCÊ DECIDE

INSUBORDINAÇÃO

Segundo os dicionários da língua portuguesa, que esperamos que o Delegado Beltrami domine bem: Insubordinação s. f. 1. Sublevação, ato de indisciplina. 2. Tentativa de subversão. 3. Revolta.
Então conclamo aos cidadãos fluminenses que me auxiliem e dêem sua opinião qual a resposta que mais se enquadra na definição acima, para tanto vamos a duas situações, hipotéticas é claro:
1ª – Uma força policial, paga pelos cofres públicos ao se sentir mal remunerada resolve reivindicar melhorias salariais, ao perceber que sua voz não é ouvida, resolve desenvolver uma dita “operação padrão” deixando de emitir passaportes, vistos, retardando ao máximo sua ações em aeroportos, como conseqüência primeira, os usuários tem seus direitos de ir e vir tolhidos, senão por definitivo momentaneamente, causando vários e sérios embaraços a sociedade civil, em pleno gozo de seus direitos constitucionais, alem da imagem que os turistas estrangeiros levaram do nosso pais.
2ª – Uma outra força policial, também paga pelos cofres públicos ao se sentir mal remunerada também resolve reivindicar melhorias salariais, só que desta vez ao perceber que sua voz não é ouvida, resolve se reunir em busca de soluções, dentre as quais realizar doações da sangue com divulgação na mídia, recuperando e mantendo um bom estoque de material nos bancos de sangue, realizar com pessoal de folga , desarmado e descaracterizado passeata em dia sem expediente e em rua de pedestre de modo a que não ocorresse embaraços ao transito para que o cidadão que não tem culpa da surdez dos governantes tivessem seus direitos resguardados.
Antes que os nobres conterrâneos emitam qualquer opinião, por questão de lealdade, externarei a opinião da maior autoridade em segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. A 2ª, ou seja, aquela que não trouxe transtornos a vida da cidade e tampouco criou qualquer expectativa de perturbação da ordem pública é para o Delegado Beltrami a policia insubordinada, a outra, a que causou problemas, só fez lutar por seus direitos.
De acordo com a conveniência determinadas pessoas agem de forma antagonica, resumindo, existem alguns adágios populares que retratam bem essa situação: “Dois pesos duas medidas” ou “faça o que eu digo mais não faça o que eu faço” ou ainda um outro que fala de refresco, mas que por respeito aos que possam vir a ler esta postagem privo-me de colocar.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

28 de jan. de 2008

COMPLEMENTANDO

LEGITIMIDADE II

Aproveitando o gancho do artigo anterior, podemos constatar claramente que hoje ocorre exatamente isso. Alguns pretensos líderes acreditam no processo, mas não conseguem convencer seus superiores ou subordinados, pois em seus discursos ecoam palavras programadas, ou seja, são ditas às coisas que as outras pessoas querem ouvir, nem sempre com a força de uma crença real, na vã tentativa de conquistar adeptos primeiro para, em alcançando os objetivos, estes nem sempre completamente transparentes, depois poderem realizar os desejos da massa.
Buscam ser populistas como estratégia para vencer. Julgam, mas não se admitem julgados. Não raras vezes mantêm suas ações individuais divorciadas de seus discursos e de suas ações em coletividade.
Cabe aqui um parêntese, pois posso provocar o equívoco de que minhas idéias e meus artigos visam expurga-las do rol das pessoas de bem, não é isso que procuro retratar, mas sim a necessidade que estas reflitam em suas palavras e ações de modo a que permaneçam sempre coerentes, pois a maioria delas possui como alguns de seus objetivos o bem comum, a dignidade e a honra.
Necessário se faz que legitimem suas lideranças com transparência nos objetivos e aliança entre as falas e os atos, sob pena de levarem ao fracasso processo justo em prol de dignificar uma nobre instituição.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

HÁ CREDIBILIDADE?

LEGITIMIDADE

Às vezes temos dificuldade em entender porque algumas coisas não dão certo se em essência são perfeitas.
Questionamos, é o conteúdo? É a forma?
A resposta parece estar diante de nós. Acredito ser a credibilidade das pessoas que hasteiam a bandeira, corrigindo, não a credibilidade, mas a legitimidade.
O ser humano, apesar de passar boa parte de sua existência sendo manipulado, tem certa oposição a essa condição e ao perceber, mesmo que não seja um fato verídico, que isto ocorre, reluta e oferece resistência, acreditando que apesar de crível o que lhes é dito, escondem uma outra intenção dos interlocutores, pelo que denegam a legitimidade àqueles que conduzem o processo.
O problema tem solução, mas esta não é simples tampouco imediata, carece de empenho em mudar o quadro e atuar no convencimento das reais intenções, provando que não só o que é dito é real, mas também são verdadeiros e comuns os ideais objetivados. Não se esqueçam de atentar para o detalhe que isto acontece em todos os níveis, no proletariado e nos patrões, todos relutam em se permitir massa de manobra.
Há crise, talvez de credibilidade, mas com toda certeza de sinceridade nos propósitos a serem alcançados como únicos.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

25 de jan. de 2008

CAVALEIRO TEMPLÁRIO

TEMPLÁRIO CONTEMPORÂNEO

Sem qualquer pretensão de tentar uma eqüidade com os lendários Cavaleiros Templários da época medieval, mas utilizando a história para, em paralelo com os tempos atuais, buscar uma similitude, vamos nos deparar com os Barbonos.
Num processo forjado, nos quais os procedimentos inquisitoriais foram aplicados com a máxima crueldade possível, os Templários foram acusados de serem adoradores pagãos, de cuspirem na cruz e de outros crimes da época. Os governantes arrancaram-lhes as confissões por meio de terríveis torturas e outros tormentos, quando, em meio aos urros de dor, com as carnes dilaceradas e queimadas em braseiros, concordaram em dizer aos seus inquisidores o que eles queriam ouvir.
E hoje? Bem, os Barbonos, expondo-se a perseguições, buscam: Dignidade, não pra si, mas para seus pares e subordinados, através de melhores condições de trabalho e remuneração menos injusta.
Respeito para com a profissão que abraçaram, indignando-se com os desmandos políticos que empanam o brilho de árdua e nobre missão.
Honra para a Instituição que por si só deveria encher de orgulho todo aquele que com ela se envolvesse, quer labutando ou mesmo desfrutando de seus serviços.
Como os Cavaleiros Medievais, são perseguidos devido à humana ganância, a inveja e pela luta egoísta em prol de lume e de um efêmero poder.
A cíclica história está aí, diante de nós, com fatos incontestes a provar que o homem se cega diante de seus pecados capitais.
Esses ignóbeis governantes crêem na imortalidade de suas próprias carnes, imortais não são.
Olvidam-se ainda que a história poderá se repetir não somente com relação aos Templários, hoje nesta singela alusão com os Barbonos, mas também para seus algozes, pois Jacques de Molay, 22º e último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, agonizante em meio às chamas, antes que estas lhe levassem a vida, amaldiçoou o Papa Clemente V e o Rei Felipe, governantes da época, dizendo que se os Templários tivessem sido injustamente condenados, Deus que a tudo via seria Justo e o Papa morreria em no máximo 40 dias e o Rei dentro de um ano. O Papa morreu 33 dias após a execução de Molay e o Rei em pouco mais de seis meses.
Acreditem, são fatos.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

16 de jan. de 2008

É PRECISO FALAR

AS PALAVRAS

Ao observarmos a história notamos que os grandes homens, os estadistas ou os revolucionários se destacaram por suas ações, não por omissões ou mesmo cautela, mas também por saberem fazer uso da palavra.
Não basta termos vontade de agir, não basta agirmos, é preciso convencer as pessoas de que as ações são dignas, coerentes e verdadeiras.
Mudando um pouco o cenário, vejamos no mundo dos emoções, não basta o homem ou a mulher falar do sentimento é preciso agir, demonstrar, todavia se faz necessário declamar o que vai no coração sob o risco de em não fazendo ser mal interpretado, ou ainda desacreditado levando ao afastamento, a frigidez e a cauterização.
É preciso saber conjugar ações e palavras, pois estas vão nos mostrar o destino a ser alcançado enquanto os atos são os exemplos a serem seguidos, a forma de se encontrar o que se busca. Agir é fundamental, mas o silencio pode conduzir ao abismo.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

CONSCIÊNCIA

OS BOATOS

Cerca das dezoito horas recebi uma ligação de um Comandante Intermediário preocupado, instando-me sobre a briga ocorrida entre o Senhor Comandante Geral e o Governador do Estado.
Estranhei a pergunta e rebati com outra de a que Comandante e a que Governador se referia, tendo então me dito que havia um reboliço nas Unidades a ele subordinadas e os Comandantes estavam com certa dificuldade para conter a falação já que eles mesmos não sabiam a realidade dos fatos e estas davam conta de que o CG havia discutido com o Governador sobre vencimentos, ultimando com a exoneração do Coronel Ubiratan.
De imediato respondi que eram boatos já que o Governador acabara de chegar do exterior e o Comandante havia comparecido ao enterro do Policial Militar, não existindo a menor chance de ter ocorrido qualquer encontro entre ambos.
A seguir outro Comandante Intermediário ligou preocupado, pois nos Batalhões a ele subordinados o clima era “quente” tendendo a eclosão de um movimento indesejado, para o momento, devido às informações da exoneração do Comandante Geral por ter o mesmo “batido de frente” com o Governador por melhores salários, mais uma vez informei que não passavam de balelas talvez com intuito de desestabilizar.
Ao receber a terceira ligação de um Comandante Intermediário, antes que ele dissesse algo, já fui falando que eram mentiras.
Após estas ligações, contatei com o Sr. Comandante Geral e lhe coloquei a par do que vinha ocorrendo.
Bem, mas porque estou contando tudo isto?
Talvez por que eu precise para tentar entender. Pergunto-me, será que a sede do poder, a vaidade e outros sentimentos tão mesquinhos e inomináveis vão perdurar em algumas pessoas não lhes permitindo almejar apenas o bem comum, o bem estar da sociedade?
Terão eles que permanecer todo o tempo na busca de, com intrigas e boatos, fomentar a discórdia na vã esperança de que ocorra uma comoção que lhes atribua à posse da panacéia que tratará da Segurança Pública?
Será que não se cansaram dos velhos métodos de a cada vez que se aproxima uma data com grande evento social (CARNAVAL, PAN-AMERICANO, REVEILION, etc) infligir-nos bazófias que visam à desarmonia e conseqüente Insegurança Pública.
Rogo que reflitam e lembrem-se de que vocês também são os clientes desta sociedade de insegurança que estão lutando por criar.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

13 de jan. de 2008

Quem é ANA MARIA

POR QUEM CHORA ANA MARIA

Expressão interessante essa que integra a letra de uma música de nossa MPB.
Quando procuramos entender o que retrata percebemos que Ana Maria são as mães, esposas, filhas e mesmo amantes dos Policiais Militares do Rio de Janeiro, pois são estes homens que diuturnamente saem de casa e as deixam em seus lares na eterna dúvida se será a ultima vez que os verão.
Elas choram em silencio a cada vez que o telefone toca inesperadamente ou que uma viatura para em sua porta quando eles estão fora.
Sim a angústia delas não se resume ao dia em que estão previamente escalados de serviço, pois o PM está de serviço sempre, não deixa de ser policial nem quando dorme e seus sonhos são sobressaltados pelas incertezas de sua profissão e pela angustia de suas contas a pagar que os impulsiona a dois caminhos:
A venda de seu corpo e sonhos, passando a não se dar mais o direito de ver sua família nas horas de folga, pois estas deixam de existir em prol do “bico” que lhe proverá a subsistência;
Ou a venda de sua alma aceitando todo tipo de oferta que lhe renda alguns trocados.
Dura realidade? Com certeza, mas não depende só de nós mudar este nefasto quadro, estamos fazendo a nossa parte, mas é preciso que a sociedade fluminense entenda que a ela cabe uma parcela de responsabilidade, pois são aqueles por ela levados ao poder público que tem a capacidade legal de mudar isso.
Temos que nos unirmos em prol da dignidade profissional e por conseqüência uma melhor qualidade de vida para todos os cidadãos deste Estado.
POIS JUNTOS SOMOS FORTES.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

12 de jan. de 2008

O SONHO

A SAUDE

Muitas vezes nos dedicamos demais a algo e esquecemos que somos mortais, adoecemos.
Mas como podemos controlar a paixão que nos absorve a alma. É, um sonho que buscamos alcançar não tem preço. Será?
A nossa saúde é um preço justo pelo sonho?
É o único sonho?
É só nosso o sonho?
Só depende de nós?
São perguntas que povoam a mente quando percebemos que na busca de um sonho abandonamos outros tão importantes quanto e, não raras vezes, negligenciamos com nossa saúde.
Deixamos de abraçar, de beijar, um parêntese, como é bom um abraço e um beijo em quem gostamos, é um bálsamo, um santo remédio capaz muitas vezes de curar vários males, principalmente o da solidão.
Voltando, deixamos de viver em busca de algo que não é nosso, pelo menos não só nosso, enquanto outros permanecem a espera do resultado ou do progresso da jornada para incorporar às fileiras na busca de notoriedade.
É mistér sabermos o quanto podemos deixar sermos usados, permitir que acreditem que nos manipulam, mas que também saibam que não são nossos donos, termos as rédeas, o controle de nós mesmos.
Um sonho pode ser só um sonho ou a mola propulsora de nossa vida, depende de nós, assim como sonhar outros sonhos para que permitamos que a nossa vida siga adiante.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

1 de jan. de 2008

SÃO TOMÉ

A CRENÇA E O CETICISMO

Bem, acabo de assistir uma propaganda da Caixa Econômica Federal, por sinal muito bem bolada, onde afirmam ser o povo brasileiro, o nosso povo, dado a acreditar em tudo.
Passam flash dando conta dessa assertiva, quando então percebo que é bem possível ser uma verdade.
“Acreditando” nisso, passo a entender nossos políticos, esses que antes das eleições prometem fazer de tudo, mesmo tendo que se submeterem a alguns sacrifícios em prol de seus “súditos”. Prometem e não cumprem.
Em campanha e mesmo logo após assumirem seus cargos eletivos, derramam sobre nós sua falas mansas e descompromissadas com o cumprimento, mas eloqüentes, dizem que suas prioridades, vejam só, são a Saúde, Educação e Segurança, ou ainda quando os escândalos começam a eclodir, afirmam nada saber, pasmem, o pior é que acreditamos, pior ainda, está arriscado a serem reeleitos, como já foram.
Diante desses fatos sou obrigado a me render ante a genialidade do publicitário que enxergou esta nossa característica e transformou em propaganda.
Gostaria que meu povo fosse mais céptico, mas tendencioso a São Tomé: “Ver para crer”.
Talvez então tivéssemos outros tipos de políticos, mas com certeza outra espécie de governantes.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

30 de dez. de 2007

O Que Deixar?

O LEGADO

Paro e penso que, erradamente, nunca me preocupei com o legado que deixarei aos mais modernos quando me aposentar.
Hoje minha preocupação é a de ser coerente com os quase trinta e três anos de carreira, ou seja, é fazer algo para recuperar nossa dignidade e melhorar as condições de trabalho de nosso contingente, melhorando a Policia Militar como um todo.
Sem falsa modéstia, acho que posso contribuir, não sozinho, mas posso fazer a minha parte e dessa forma colaborar para esse resgate.
Ora então fica patente que algo deixarei para as futuras gerações. Mas o que digo é que não havia da minha parte a preocupação em algo deixar, a herança acontecerá naturalmente, sem planejamento ou inquietação a respeito.
Pensando assim vem à mente um grande homem do mundo, Mahatma Gandhi, que disse: “o futuro dependerá do que fazemos no presente”.
Tal pensamento me conduz a convicção de que estou no caminho certo, talvez usando ferramentas inadequadas, não sei, quem sabe?
O futuro me fornecerá a resposta.
Não devo atender aos apelos emocionais, pode ser um engodo, devo sim estudar, com a cautela devida, a forma de vencer meus obstáculos, sem que com isso haja comodismo ou covardia.
Outra vez minha mente é povoada por pensamento de novo estadista, desta vez um famoso estrategista vietnamita, Vo Nguyen, que a frente de seu povo, quando lhe argüiram sobre as reais possibilidades do exército do povo contra os poderosos exércitos de França e EUA disse: “O rio atinge seus objetivos porque sabe contornar os obstáculos”.
É dessa forma que devo agir, aprendendo com a natureza a como fazer para atingir meus objetivos.
E o farei, atendendo a máxima castrense que diz: “Os covardes nunca tentaram, os fracos ficaram no caminho, só os fortes conseguiram”. Eu até hoje sempre consegui.
Portanto continuarei, com a ajuda de todos, pois JUNTOS SOMOS FORTES

CORONEL ESTEVES – BARBONO

29 de dez. de 2007

A VIDA IMITA A ARTE?

A SONOPLASTIA DE POLICIA

Vivemos uma sonoplastia, qual seja, no teatro, rádio ou mesmo nos filmes, o público houve os sons e acredita que se trata de uma verdade, mas na realidade são utilizados recursos que iludem a platéia para que tenham a real sensação do que o autor e o diretor desejam.
Por quê?
Para diminuir os custos para os produtores ou garantir a segurança de seus patrimônios.
A Segurança Pública hoje em nosso estado é uma verdadeira peça teatral, ouvimos falácias que julgamos serem verdades, sonoplastia de policia, onde a platéia é a sociedade, nossos autores e diretores, ah! São os que lucram e tiram proveito com a fábrica da Insegurança Pública. Pode ser em dinheiro, prestígio, poder ou voto.
E nós? Bem, nós somos os figurantes, simples peças de reposição. Trocados e responsabilizados quando algo não dá certo, afinal alguém têm que ser o culpado, nunca os reais responsáveis.
Vivemos num “Reino de Avilan”.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

25 de dez. de 2007

OS BARBONOS – UM MARCO

O INÍCIO

Diariamente dois Coronéis costumavam se encontrar para um café da manhã onde falavam de diversos assuntos principalmente da paixão comum, o FLUMINENSE.
Um deles mais analítico, observador, estrategista e espiritualizado, ou seja, um visionário, capaz de muitas vezes antever o que esta por acontecer. O outro mais emotivo, tido como um oficial temperamental que lutava pelo que acreditava ser justo, um samurai.
Refiro-me ao Coronel P.R.Paul, o primeiro e o outro, eu, Coronel H.Q.Esteves F. Ambos apaixonados, além do Fluminense, pela corporação cujas fardas envergam com orgulho e honradez.
Certa feita, em meados de julho de 2006, o visionário indignado com os desmandos do governo para com a corporação, iniciou um desabafo com o outro, neste momento decorreu a percepção de que os dois nutriam o mesmo sentimento de revolta contra a situação.
O Cel. Paul, de forma serena, mas incisiva, relata que tinha que fazer algo contra aquela realidade, indagado sobre o que, informou ainda não saber, ato contínuo recebe como resposta do amigo a solidariedade.
O Cel Esteves diz-lhe que estaria com ele para o que desse e viesse, sugeriu que o governo só temia duas coisas, a mídia e a justiça.
No dia seguinte, para surpresa do Cel Esteves, o Cel Paul surge em sua sala com o esboço da ação a ser deflagrada contra o Governo.
Paúl percebe o espanto do companheiro e o deixa a vontade para desistir de acompanhá-lo, todavia a reação de Esteves não era de receio ou arrependimento, mas sim de admiração pela rapidez de raciocínio e lucidez do amigo.
Inicia-se a jornada, outros oficiais são convidados, mas só os dois permanecem naquela intenção. A ação foi impetrada.
Paralelamente os “blogs” que tratam do tema Segurança começam a aparecer.
No final do ano, já cientes de quem seria o novo Comandante Geral (CG) da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), Paúl conversa com Esteves sobre a necessidade de se formar um grupo de Coronéis, no mínimo uns quinze, que estivessem dispostos a cerrar fileiras para apoiar o novo CG. Esteves é contra, pois em sua visão seria difícil reunir um grupo tão grande sem perder a homogeneidade.
No inicio de janeiro, Paul volta à carga com a idéia do grupo, Esteves, acostumado a empreender lutas sozinho, resiste e alega que será difícil manter um grupo de Coronéis sob o jugo um igual, a vaidade pode falar mais alto, alega ele.
Paul cede e sugere dez, Esteves clama: Quem seriam os dez?
Começa a busca de nomes. Esteves não acredita no êxito em reunir um grupo, mas Paul é persistente. Os meses passam os dois seguem seus planos traçando objetivos a serem alcançados.
Estamos em finais de Maio. Surgem dez nomes e no inicio de Junho vêm à primeira reunião, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP). Esteves não comparece por ter que empreender embate na busca da liberação da verba do Fundo de Saúde (FUSPOM) que está atrasado.
Na segunda, no mesmo local, por iniciativa de Esteves um nome é vetado, nada pessoal diz ele, alega que trata-se de Oficial probo e digno, mas que alem de servir muito longe, o que dificultaria sua assiduidade nas reuniões e conseqüentes decisões, foi alvo de uma das ações do embrionário grupo.
É votada e aprovada a exclusão do nome por maioria. Firmam-se nessa oportunidade algumas regras a serem seguidas pelo grupo, ainda inominado.
Outras reuniões acontecem, agora não mais no CFAP, mas, no Quartel General (QG) e após o expediente. Vários nomes são sugeridos para o grupo.
Julho, mais precisamente dia três, ferve a situação com relação a vencimentos. Os “blogs” pressionam. É elaborada a primeira carta “
PRO LEGE VIGILANDA (PARA VIGILANCIA DA LEI) - O RESGATE DA CIDADANIA DO PM - GRUPO DOS BARBONOS”.
É definida pelo grupo, a estratégia de enviar carta o SR CG, ao Secretario de Segurança e ao Governador e, em seguida, divulgar junto à mídia. Agora com denominação, inspirado em um dos primeiros nomes do quartel onde ocorreram a maioria das reuniões, nasce efetivamente para a história da PMERJ o GRUPO DOS BARBONOS.
A partir daí outras histórias surgiram, no mínimo nove, com a visão de cada um dos seus integrantes. Seus sonhos, suas esperanças, alegrias, tristezas, angustias, decepções e expectativas. A cada momento vivido, a cada ação realizada, um novo sonho, um novo sentimento, uma nova história enfim.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

23 de dez. de 2007

RESISTÊNCIA

A RESISTÊNCIA

Existem várias tipos de resistências. Umas decorrem da oposição ao que se quer fazer, outras do medo da conseqüência e da novidade e há ainda as que ocorrem devido a discordância dos meios com o que se quer fazer, ou seja, um grupo , de repente de nove, concorda que algo tem que ser feito, comungam com o mesmo objetivo a ser alcançado, todavia discordam da maneira a se utilizar para alcançar aquele fim.
Não por medo, precaução ou outro adjetivo similar, mas, como cada ser é um universo, acreditam per si, que mesmo de forma contundente, o meio para se alcançar o fim deve ser outro.
Por serem homens de bem e inteligentes, todos acham que a sua é a melhor ou mais apropriada fórmula.
É publico e notório que, em grupos de seres humanos existe divergências, há que se destacar um líder espontâneo, cuja liderança seja de forma tão evidente e inquestionável, que os demais, mesmo não concordando com os atos, os executem na busca do bem comum.
Como fazê-lo entre líderes, entre iguais. Enquanto este não surge, o consenso lidera, a maioria decide, razão muitas vezes do silencio, não da inércia, essa não existe, os trabalhos continuam acontecendo, de forma discreta e silenciosa.
A luta continua, pois JUNTOS SOMOS FORTES.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

22 de dez. de 2007

HÁ PARCIMONIA?

POR QUÊ?

O que leva o ser humano a desgostar ou mesmo odiar a quem ele não conhece e nada fez para lhe ajudar ou prejudicar.
Penso nisso cada vez que leio ou ouço falar de alguma atitude dos Delegados da Policia Civil, contra a Policia Militar ou algum dos seus integrantes.
Recordo-me da carta colocada na imprensa, que não li na sua integra por entender ser a mesma no mínimo bisonha, mas que infelizmente ouvi muitos comentários a respeito.
Pelo que me disseram, criticavam nós Coronéis por querermos recuperar nossa dignidade, lutando, não por um salário justo, em face da nossa responsabilidade e risco, sabemos das dificuldades do Estado, mas por proventos que nos permitissem o decoro diante de tudo que representamos para a Sociedade Fluminense, por sinal nome lindo e sugestivo “FLUMINENSE”.
Cônscios das dificuldades de erário, pleiteamos similitude aos da nossa parceira de labuta, a Policia Civil (PCERJ), para nossa surpresa acordamos uma ira que desconhecíamos, como se os vencimentos dos mesmo fossem diminuídos em decorrência do nosso reajuste, olhem que só queríamos que os salários fossem nivelados nos dois extremos, ou seja, o menor e o maior de ambas Corporações seriam similares, guardadas as variações individuais de cada servidor.
Gritaram para que se quiséssemos ganhar igual, deveríamos fazer concurso para a civil, esqueceram que eles, que não quiseram, não puderam ou não conseguiram ingressar no Ministério Público, lutaram por indexar seus salários aos dos promotores, o que não são.
Sinceramente, acho justo o pleito, já que passaram a receber melhores salários, sem que houvesse redução dos promotores, assim como acredito legitima nossas reivindicações.
Nossa luta nada tem haver com a honra dos profissionais da PCERJ, mas sim com o resgate da dignidade dos PM, do soldado ao coronel.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

A CONSTATAÇÃO

A CONSTATAÇÃO


Como eu havia dito no post anterior, é preciso parar, ler, ver e entender para perceber os cordéis e nos livrarmos dos grilhões.

Não desejo nenhuma revolução, só a consciência do que nos ocorre.

Como assim?

Se queremos continuar desta forma, que seja, mas o importante é que não estejamos sendo enganados, a opção deve ser nossa.

Por obséquio, leiam à reportagem publicada no GLOBO ONLINE e tirem suas conclusões.

Reflitam.


Cabral elogia na CBN política de segurança e diz que polícia está motivada
Publicada em 21/12/2007 às 11h43mO Globo Online
RIO - Em entrevista na manhã desta sexta-feira na Rádio CBN, o governador Sérgio Cabral fez uma avaliação positiva da política de segurança pública do estado em seu primeiro ano de gestão (vote: você concorda com o governador?). Marcado por tragédias como a dos meninos João Hélio, em fevereiro , e Hugo Ronca Cavalcanti, em dezembro, e também por críticas da ONU à política de enfrentamento nas favelas ( representantes da organização acusaram Cabral de incitar a violência e desrespeitar os direitos humanos ), 2007 é visto por Cabral como um ano em que houve avanços. Ele afirmou que a polícia está estimulada, com o reajuste salarial que recebeu, e destacou o aumento do efetivo policial ( relembre os fatos mais importantes do ano na Retrospectiva 2007 do Globo Online ).
- A minha avaliação (sobre a área de segurança pública) é muito positiva. Acho que nós chagamos ao final do ano com uma polícia estimulada, com o apoio do governo para atuar. Mas é um problema muito complexo, e para chegar à solução do problema, você tem que colocar o trem no eixo. Nós colocamos o trem no eixo, numa política com independência, numa política em que o governador pessoalmente não se envolve na escolha da promoção do mérito da polícia. Não tem nenhuma infliuência política também nas escolhas dos delegados titulares das delegacias e dos batalhões - afirmou Cabral.
Segundo o governador, houve aumento de 1.500 recrutas no efetivo da Polícia Militar. Ele destacou ainda a aquisição de novas viaturas e a decisão de terceirizar a manutenção da frota.
- Compramos também um helicóptero blindado que foi usado na Colômbia e no Iraque e pequenos blindados para a polícia, com uma política de valorização salarial na medida em que podemos dar. Demos um reajuste este ano longe do ideal, mas acima da inflação - enumerou.
Sobre o combate ao crime, argumentou:
- Estamos enfrentando a criminalidade, não tem trégua, não tem acordo. É um ambiente muitas vezes tensos. Quem mais perde com a violência e com a criminalidade são os mais pobres.
O governador citou também investimentos, junto com o governo federal, com verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), de R$ 1 bilhão em favelas do Rio, como Rocinha, Manguinhos, Alemão, Preventório, Dona Marta e Pavão-Pavãozinho.


CORONEL ESTEVES - BARBONO

ACORDA

O ENREDO

A cada dia que passa, por mais que eu tente me preparar para desligar meus controles de acompanhamentos externos e ativar os da vida de eremita, de criador de gansos, sou impulsionado a conectar meus sensores para o enredo que se desenha na nossa sociedade.
É bem verdade que os “fantocheiros” procuram de alguma forma desviar a atenção do foco principal, mantendo-nos ocupados com fatos secundários que nos mantém ocupados e presos aos cordéis.
Mais uma vez me vejo levado a buscar resposta no mestre SUN TZU quando diz: “não podemos participar de alianças até estarmos a par dos objetivos de nossos vizinhos”.
É mister que paremos para ler, ver e entender o que se passa, não o que desejam que vejamos, mas o que nas entrelinhas, de forma subliminar, nos é dito.
Pessoas clarividentes procuram nos alertar, todavia não conseguimos entender, a não ser que paremos para prestar atenção, o que os manipuladores não desejam e se articulam de modo a não permitir.
Vital é que nos unamos em nossa defesa, assim também, que as pessoas de bem e com a capacidade de perceber os ardis, nos esclareçam de forma mais clara e sucinta, pois é desta maneira que agem os oportunistas.
Peço demais, tenho consciência, pois a partir da clareza haverá retaliação e grande risco, em face da necessidade de calar as vozes esclarecidas e ouvidas antes que angariem adeptos.
Como gados devemos permanecer.
Esta é a visão, o desejo e o preâmbulo do danoso enredo a nós destinados a representar como figurantes.
Acordemos.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

21 de dez. de 2007

A ESCOLHA DE SOFIA

DECISÃO

Diariamente nos deparamos com situações que nos exige decisão, nos levando a optar por algo em detrimento de alguma outra coisa.
Não raras vezes essa tomada de decisão é difícil e provoca insegurança e inquietude.
O questionamento é instantâneo.
O que devo fazer?
O que será o certo?
Por vezes, apesar de conhecermos as respostas, a dúvida prévia nos instiga a desacreditar naquela opção.
Por mais paradoxal que pareça, existem situações que apesar da convicção do certo, optamos, conscientemente, pelo que sabemos não ser o devido, o correto, mas o necessário.
Digo isso em virtude de, principalmente na vida profissional, quando lidamos com pessoas, com objetivos diversos, onde muitas vezes a vaidade os cega, termos que avaliar não o que é correto, não o que é devido, nem mesmo o que é esperado, mas sim o que nos levará ao objetivo.
É fácil dizer o que se quer ouvir, basta observar. Angariar simpatia momentânea é bem simples, mas perene. Ah! “Aí são outros quinhentos”.
Necessário se faz que pensemos, meditemos no nosso objetivo, calculemos nossos passos e de nossos adversários.
Não nos olvidemos de SUN TZU que na Arte da Guerra escreveu: “se você se conhece e ao inimigo, não precisa temer o resultado de uma centena de combates”.
Pausemos, veja, não conclamo a parar, mas sim avançar de forma objetiva, sem desperdício de energia e de artefatos beligerantes.
Busquemos a vitória e ela virá.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

8 de dez. de 2007

NEOLOGISMO

FORMIGÂNCIA
Meus amigos hão de dizer:
“Ih! Colou as placas. Queimou o HD” ou ainda “agora a burrice tomou todo o cérebro”.
Bem, quanto as duas primeiras suposições afianço que não ocorreu. Já a terceira, não é difícil.
Mas vejamos, consoante com a última postagem, resolvi admirar a obra maravilhosa que é a natureza e fiquei a observar as formigas. Sociedade interessante.
De imediato, inevitável, comparei com a Policia Militar e o nosso Estado.
As formigas se organizam por castas e cada uma tem sua missão específica, só contrariada para preservar a rainha, a sociedade como um todo ou sua própria existência, esta em terceiro plano.
As soldados vivem e morrem para defender seu formigueiro e sua rainha, ja as operárias labutam para prover o alimento e a estrutura do formigueiro e por conseqüência de sua sociedade. Interessante não.
Mas, se pararem para observar, tantos as soldados, operárias e mesmo as escravas existentes em alguns formigueiros, são providas de suas dignidades dentro da sociedade, são respeitadas, caso contrário despojam-se de suas vidas em prol da manutenção de sua honra, sim, pois entre elas existe um código de honra a ser mantido.
Que inveja, não?
Sim, como seria gratificante saber que nossos lideres respeitam e dignificam, dentro de cada especificidade, seus colaboradores, seus subordinados, provendo-lhes o mínimo direito à existência em família, dando-lhes condições de trabalho e salários capazes de lhes prover as necessidades básicas.
Como seria belo se nosso povo aprendesse que dignidade cabe a todos e devemos da única forma possível, o exemplo, mudarmos de vez o que se descortina perante aos olhos do mundo. A representação do nosso povo, aos demais é de corrupção, preguiça, desleixo, prostituição etc. É isso que queremos como imagem? É isso que deixaremos como herança?
Convido a todos e em especial àqueles que nos lideram ou pretendem fazê-lo, a observar e aprender, o que é bom, com a natureza.
Conclamo a juntos bradarmos pela dignidade esquecida.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

VIDA E MORTE

VIDA E MORTE

Numa certa fase da vida, não acreditamos na morte, depois passamos a conviver com ela no nosso dia-a-dia, daí passamos a temê-la, mais tarde a esperá-la até que ela nos alcance.
Todas as religiões nos ensinam, hoje sei bem o porque, que não devemos pular etapas.
Bem, porque digo isso. Vendo o noticiário esbarro com uns cem números de acontecimentos que me reportam ao desconhecimento da vida pelas pessoas.
O que quero dizer com isso?
Simples, a maioria de nós foi criado, orientado e porque não dizer, é forte a expressão, educado para sobreviver neste mundo, passar por ele, se possível sem mácula, até despercebido; quando na verdade alguém tinha que nos doutrinar a ser feliz, a buscar a maior quantidade possível de momentos alegres e felizes, para quando chegasse o derradeiro momento, pudéssemos encher nossas bagagens de agradáveis lembranças. Todavia em geral não é isso que acontece. As pessoas sequer se apercebem que a vida está ali, para ser vivida e não ignorada ou simplesmente passada.
Não conseguimos ver a beleza que Deus nos oferece diuturnamente, pois nossos olhos se cerram por medo de não se sabe o que.
Alguém dirá “balela, isso é papo cabeça de quem ta doidão” , não, está errado, sugiro que pare feche os olhos e veja, ouça e sinta, viva.
Não passe pela vida, faça algo, ame primeiramente a você e ao seu semelhante, não simplesmente o amor carnal, isso também é importante.
Não aceite ser o dinheiro o mais importante, ele é sim necessário, pois vivemos num mundo materialista e capitalista, mas importante, indispensável, é viver, sorrir, fazer sorrir, amar.
Acredite, você vai morrer e ai não mais poderá reverter o quadro. Faça agora enquanto há tempo.
Ame a vida, v i v a.
CORONEL ESTEVES - BARBONO