5 de fev. de 2008

CADEIRA - O PREÇO

O PREÇO DE UMA CADEIRA

Quanto custa uma cadeira de Comando?
O Governador do nosso Estado se orgulha em bradar que no governo dele não houve e nem haverá interferência política na nomeação dos comandantes de batalhão, todavia ao exonerar o Coronel Ubiratan, após buscar nomes para substituí-lo e encontrar dificuldades em obtê-lo, parou no nome de um integrante do grupo dos Barbonos, grupo que ele imputava como desafeto, pelo fato deste oficial pertencer ao sistema de informações e poder fornecer-lhe subsídios para enfrentar os demais e desmoralizar-nos e, dessa forma, sufocar a crise que se instalaria com a exoneração.
Precisava oferecer vantagens que pudessem encantar e levar o oficial abandonar a nós, seus parceiros e, bandear-se para o lado do governo contra os interesses da Instituição.
O que será que foi oferecido? Qual terá sido o custo da Cadeira de Comandante Geral?
Bem de qualquer forma num primeiro momento foi inócua a nomeação, pois o Oficial nada tinha de concreto dos demais integrantes do nosso grupo que pudesse ser usado pelo executivo para desmoralizar-nos e sufocar a crise, esta instalada na busca de melhores condições de trabalho para a tropa e de melhores salários para todo contingente.
A crise longe de estar contornada continua e apesar da tentativa desesperada do Governador em demonstrar serenidade e que o problema não existe mais, não consegue faze-lo, seu grande trunfo é o silencio da mídia, o que tem dificultado as nossas ações em busca da dignidade do militar de policia, uma vez que as mobilizações ficam prejudicadas, pois o grosso da tropa e da própria sociedade não chega a tomar conhecimento da real e caótica situação.
Este silêncio não impedirá a evolução, tão pouco a vitória do bem sobre o mal, o Militar de Policia do nosso Estado terá de volta seu decoro e sua respeitabilidade junto a Sociedade, todavia de forma mais lenta do que a por nós desejada em virtude do não engajamento da mídia.
É mister que todos se unam em prol do objetivo comum, a dignidade. Unidos a nossa força é imensurável, pois como homens de bem que lutam por honradez e grandeza moral temos como coordenador do processo o senhor do universo. DEUS está à frente de tudo e ao nosso lado como apoio pelo resgate da cidadania.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

A QUEM PERTENCE

A QUEM PERTENCE O POLICIAL MILITAR?

Neste momento de crise, inegável, mesmo que alguns por motivos óbvios neguem e como avestruzes enterram a cabeça na areia para não ver, não poderia deixar de esclarecer a pergunta que passou a permear a consciência de cidadãos em busca de forma sua opinião a respeito do que ocorre em nosso Estado.
Parto num primeiro momento para me utilizar como exemplo. Sou Coronel da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro com quase trinta e três anos de serviços prestados, aí inclusos os anos necessários a minha formação Profissional em regime de internato na extinta Escola de Formação de Oficiais (EsFO) hoje Academia D. João VI. Digo-lhes, não pertenço a partido político, tampouco a qualquer governante, pertenço a Policia Militar e esta, não é do Governo, mas sim do povo, do cidadão fluminense, por quem seus integrantes, os militares de policia, diuturnamente se arriscam para proteger a vida dos habitantes e os seus patrimônios.
Partindo desse principio passo a perquirir, quem traiu quem? Os Barbonos?
Vemos que os traídos foram os cidadãos fluminenses, pois apesar de pagarem religiosamente seus impostos, de exercerem em suas plenitudes seus deveres para com o Estado, vêem os homens e mulheres responsáveis por sua segurança receberem menos de trinta reais (R$30,00) por dia enquanto a sociedade remunera suas diaristas em torno de sessenta a cem reais (entre R$ 60,00 e R$100,00) diários.
E os Barbonos, que lutam por prover dignidade ao profissional da Policia Militar traiu a sociedade? Eles foram para a Policia Militar levados por pedidos ou votos do povo?
Se comprometeram com a população a serem subservientes aos governantes?
Ou defender a Sociedade e as Leis vigentes?
A QUEM PERTENCE O POLICIAL MILITAR?

CORONEL ESTEVES - BARBONO

GRATO

Agradeço a deferência do Jornalista Gustavo de Almeida no seu blog cujo texto segue abaixo:
Texto extraído do blog do Jornalista Gustavo de Almeida:
http://gustavodealmeida.blogspot.com/

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
Olhos azuis

Uma das contradições da nossa democracia ainda jovem (18 anos incompletos, eu diria) é o fato de que muitas das decisões são tomadas de forma conjuntural - o que não é nenhuma novidade - mas acabam afetando estruturalmente o funcionamento da máquina, e muitas vezes de forma definitiva. O prejuízo é incalculável. A hegemonia política, por exemplo, na área de saúde, muitas vezes afasta bons quadros que, fartos da política pública vigente, partem para novos caminhos na iniciativa privada. E dificilmente retornam à vida pública. Quando o fazem, já não o é com a mão na massa.O mesmo pode ter acontecido agora, no momento conturbado por que passa a Polícia Militar do Rio. A insistência em negar o momento de instabilidade e mesmo a falta de clareza no que tange à situação do atual comandante-geral (é Barbono? Não é Barbono? Era infiltrado? Não era? Por que estava na reunião?, como mostra a foto acima publicada na sextta-feira passada em O DIA com exclusividade) agravam tudo. E fica a pergunta: as exonerações, expurgos e reformas na PMERJ realmente valerão à pena?Pode uma polícia abrir mão de ter em seus quadros um coronel Hildebrando Esteves, um coronel Príncipe, um coronel Samuel Dionísio?Pois são três das possíveis baixas na PM. A necessidade de recusar o diálogo para demonstrar força e autoridade deve gerar este tipo de prejuízo. O governo do Estado não é composto de políticos iniciantes ou amadores. Todos trabalham com pesquisas qualitativas, o próprio governador já sabe o que a população quer - é maior rigor com bandidos, polícia mais combativa e operacional. O governo de pauta pela mídia, pela repercussão, pelo que as pesquisas dizem: se o povo pede ordem, fim dos protestos na PM, e operações rigorosas nas favelas, não é o governo que terá de pensar nestes oficiais e na falta que eles farão.
Os olhos do governo - de qualquer governo - não são os da tradição, do histórico de lutas, da tenacidade em defesa de uma corporação como a PMERJ. Os olhos do governo - e, repito, de qualquer governo - são as pesquisas. "Se o povo estiver empolgado, eu também estarei", disse certa vez Aureliano Chaves a respeito de sua candidatura a presidente em 1989 (o povo não estava). A frase ficou, e de vez.
E aí fica a pergunta: que olhos nos restarão para enxergar que não prescindimos de um Príncipe, de um Esteves, de um Roberto Lima, de um Samuel Dionísio?
São os olhos que já derramaram sangue e lágrimas na Evaristo da Veiga. Estarão abertos?
Postado por Gustavo de Almeida.


Não conheço pessoalmente o Jornalista, mas o mesmo demonstra bastante profissionalismo e isenção em seus artigos, postando o que toma conhecimento e o que entende por verdade, não a distorcendo.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

2 de fev. de 2008

PAI DOS BURROS

O TRAIDOR

Aproveitando a deixa da postagem anterior, vamos permanecer com o nosso “pai dos burros” aberto e procurar o significado de outro vocábulo muito em voga, TRAIDOR: (ô), adj. 1. Que trai ou atraiçoa. 2. Perigoso. S. m. Aquele que atraiçoa.
ATRAIÇOAR: v. 1. Tr. dir. Fazer traição a, usar de perfídia contra; trair. 2. Tr. dir. Ser infiel a. 3. Pron. Cometer traição contra si mesmo; trair-se.
Agora que conhecemos bem o significado de algumas palavras, que gravitam no nosso dia-a-dia, podemos continuar a luta em prol da dignidade do Militar de Policia do Estado do Rio de Janeiro.
Sei que alguns colegas vão desanimar, outros vão desistir, há ainda aqueles que vão sopesar se vale a pena lutar e perder, ou melhor, deixar de tirar alguma vantagem nisso tudo (comando, promoção, gratificação, prestigio, etc.), mas peço aos de boa índole, aos sonhadores e idealistas, não desistam, se ante um obstáculo todos desistissem, o mundo ainda teria a escravidão formal.
Sim porque infelizmente ainda existe um outro tipo de escravidão que muitas pessoas não atentam, a escravidão de nós militares, tolhidos nos nossos direitos de cidadão, pois a cada vez que lutamos pelo que nos é justo tentando falar ou reunirmo-nos para reivindicar, sobre nós é lançado por aqueles que sempre (em campanha) criticam a rigidez dos regulamentos militares, as normas castrenses na tentativa de calar-nos.
É vital que não desistamos, pois volto a dizer se os abolicionistas tivessem desistido, a escravidão hoje ainda seria maior. Libertemo-nos dos grilhões que nos emudecem soltemos nossa voz em busca da dignidade do Militar de Policia.
Lembrem se que os “barbonos” abriram mão daquilo que alguns oportunistas estão tentando conseguir (comando, gratificação, prestigio, etc.), para lutarem por melhores salários, respeito a nossa instituição e condições de trabalho para todos nós.
JUNTOS SOMOS FORTES
CORONEL ESTEVES - BARBONO

HONESTIDADE

HONESTIDADE. O QUE É ?

Que tal fazermos nova consulta aos nossos dicionários, desta vez o verbete será: Honestidade: s. f. 1. Qualidade de honesto. 2. Honradez, probidade. 3. Decoro. 4. Castidade, pudor, recato.
Honradez: (ê), s. f. 1. Caráter ou qualidade de honrado. 2. Integridade de caráter.
Nossa, começa a complicar para algumas pessoas que sempre se julgaram e se propagaram honestos, continuemos.
Caráter: s. m. 1. Figura que se usa na escrita. 2. Tip. Cada um dos tipos de imprensa. 3. Tip. A forma que se dá a um tipo. 4. Cunho, distintivo, marca. 5. Feitio moral. 6. Índole. 7. Qualidade inerente a certos modos de ser ou estados. 8. Sinal de abreviatura. 9. Expressão ajustada, propriedade. 10. Missão, título. 11. Honradez. Pl.: caracteres (cté).
Probidade: s. f. 1. Qualidade de probo. 2. Integridade de caráter; retidão, honradez.
É melhor eu parar por aqui, pois não tenho a índole perversa de ficar mostrando as deficiências dos outros sejam elas físicas ou não (de caráter) .
A partir deste esclarecimento conclamo a que algumas pessoas compreendam que não devem depreciar o vocábulo “honesto” adjetivando-se como tal, sob pena de destruir também a língua pátria.
Já que para ser honesto não é o suficiente não pegar dinheiro ilícito, tem que se ter caráter.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

30 de jan. de 2008

VALE?


O PREÇO

O que faz um Barata feliz?

A destruição de toda uma instituição desde que lhe provenha um tostão.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

VOCÊ DECIDE

INSUBORDINAÇÃO

Segundo os dicionários da língua portuguesa, que esperamos que o Delegado Beltrami domine bem: Insubordinação s. f. 1. Sublevação, ato de indisciplina. 2. Tentativa de subversão. 3. Revolta.
Então conclamo aos cidadãos fluminenses que me auxiliem e dêem sua opinião qual a resposta que mais se enquadra na definição acima, para tanto vamos a duas situações, hipotéticas é claro:
1ª – Uma força policial, paga pelos cofres públicos ao se sentir mal remunerada resolve reivindicar melhorias salariais, ao perceber que sua voz não é ouvida, resolve desenvolver uma dita “operação padrão” deixando de emitir passaportes, vistos, retardando ao máximo sua ações em aeroportos, como conseqüência primeira, os usuários tem seus direitos de ir e vir tolhidos, senão por definitivo momentaneamente, causando vários e sérios embaraços a sociedade civil, em pleno gozo de seus direitos constitucionais, alem da imagem que os turistas estrangeiros levaram do nosso pais.
2ª – Uma outra força policial, também paga pelos cofres públicos ao se sentir mal remunerada também resolve reivindicar melhorias salariais, só que desta vez ao perceber que sua voz não é ouvida, resolve se reunir em busca de soluções, dentre as quais realizar doações da sangue com divulgação na mídia, recuperando e mantendo um bom estoque de material nos bancos de sangue, realizar com pessoal de folga , desarmado e descaracterizado passeata em dia sem expediente e em rua de pedestre de modo a que não ocorresse embaraços ao transito para que o cidadão que não tem culpa da surdez dos governantes tivessem seus direitos resguardados.
Antes que os nobres conterrâneos emitam qualquer opinião, por questão de lealdade, externarei a opinião da maior autoridade em segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. A 2ª, ou seja, aquela que não trouxe transtornos a vida da cidade e tampouco criou qualquer expectativa de perturbação da ordem pública é para o Delegado Beltrami a policia insubordinada, a outra, a que causou problemas, só fez lutar por seus direitos.
De acordo com a conveniência determinadas pessoas agem de forma antagonica, resumindo, existem alguns adágios populares que retratam bem essa situação: “Dois pesos duas medidas” ou “faça o que eu digo mais não faça o que eu faço” ou ainda um outro que fala de refresco, mas que por respeito aos que possam vir a ler esta postagem privo-me de colocar.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

28 de jan. de 2008

COMPLEMENTANDO

LEGITIMIDADE II

Aproveitando o gancho do artigo anterior, podemos constatar claramente que hoje ocorre exatamente isso. Alguns pretensos líderes acreditam no processo, mas não conseguem convencer seus superiores ou subordinados, pois em seus discursos ecoam palavras programadas, ou seja, são ditas às coisas que as outras pessoas querem ouvir, nem sempre com a força de uma crença real, na vã tentativa de conquistar adeptos primeiro para, em alcançando os objetivos, estes nem sempre completamente transparentes, depois poderem realizar os desejos da massa.
Buscam ser populistas como estratégia para vencer. Julgam, mas não se admitem julgados. Não raras vezes mantêm suas ações individuais divorciadas de seus discursos e de suas ações em coletividade.
Cabe aqui um parêntese, pois posso provocar o equívoco de que minhas idéias e meus artigos visam expurga-las do rol das pessoas de bem, não é isso que procuro retratar, mas sim a necessidade que estas reflitam em suas palavras e ações de modo a que permaneçam sempre coerentes, pois a maioria delas possui como alguns de seus objetivos o bem comum, a dignidade e a honra.
Necessário se faz que legitimem suas lideranças com transparência nos objetivos e aliança entre as falas e os atos, sob pena de levarem ao fracasso processo justo em prol de dignificar uma nobre instituição.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

HÁ CREDIBILIDADE?

LEGITIMIDADE

Às vezes temos dificuldade em entender porque algumas coisas não dão certo se em essência são perfeitas.
Questionamos, é o conteúdo? É a forma?
A resposta parece estar diante de nós. Acredito ser a credibilidade das pessoas que hasteiam a bandeira, corrigindo, não a credibilidade, mas a legitimidade.
O ser humano, apesar de passar boa parte de sua existência sendo manipulado, tem certa oposição a essa condição e ao perceber, mesmo que não seja um fato verídico, que isto ocorre, reluta e oferece resistência, acreditando que apesar de crível o que lhes é dito, escondem uma outra intenção dos interlocutores, pelo que denegam a legitimidade àqueles que conduzem o processo.
O problema tem solução, mas esta não é simples tampouco imediata, carece de empenho em mudar o quadro e atuar no convencimento das reais intenções, provando que não só o que é dito é real, mas também são verdadeiros e comuns os ideais objetivados. Não se esqueçam de atentar para o detalhe que isto acontece em todos os níveis, no proletariado e nos patrões, todos relutam em se permitir massa de manobra.
Há crise, talvez de credibilidade, mas com toda certeza de sinceridade nos propósitos a serem alcançados como únicos.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

25 de jan. de 2008

CAVALEIRO TEMPLÁRIO

TEMPLÁRIO CONTEMPORÂNEO

Sem qualquer pretensão de tentar uma eqüidade com os lendários Cavaleiros Templários da época medieval, mas utilizando a história para, em paralelo com os tempos atuais, buscar uma similitude, vamos nos deparar com os Barbonos.
Num processo forjado, nos quais os procedimentos inquisitoriais foram aplicados com a máxima crueldade possível, os Templários foram acusados de serem adoradores pagãos, de cuspirem na cruz e de outros crimes da época. Os governantes arrancaram-lhes as confissões por meio de terríveis torturas e outros tormentos, quando, em meio aos urros de dor, com as carnes dilaceradas e queimadas em braseiros, concordaram em dizer aos seus inquisidores o que eles queriam ouvir.
E hoje? Bem, os Barbonos, expondo-se a perseguições, buscam: Dignidade, não pra si, mas para seus pares e subordinados, através de melhores condições de trabalho e remuneração menos injusta.
Respeito para com a profissão que abraçaram, indignando-se com os desmandos políticos que empanam o brilho de árdua e nobre missão.
Honra para a Instituição que por si só deveria encher de orgulho todo aquele que com ela se envolvesse, quer labutando ou mesmo desfrutando de seus serviços.
Como os Cavaleiros Medievais, são perseguidos devido à humana ganância, a inveja e pela luta egoísta em prol de lume e de um efêmero poder.
A cíclica história está aí, diante de nós, com fatos incontestes a provar que o homem se cega diante de seus pecados capitais.
Esses ignóbeis governantes crêem na imortalidade de suas próprias carnes, imortais não são.
Olvidam-se ainda que a história poderá se repetir não somente com relação aos Templários, hoje nesta singela alusão com os Barbonos, mas também para seus algozes, pois Jacques de Molay, 22º e último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, agonizante em meio às chamas, antes que estas lhe levassem a vida, amaldiçoou o Papa Clemente V e o Rei Felipe, governantes da época, dizendo que se os Templários tivessem sido injustamente condenados, Deus que a tudo via seria Justo e o Papa morreria em no máximo 40 dias e o Rei dentro de um ano. O Papa morreu 33 dias após a execução de Molay e o Rei em pouco mais de seis meses.
Acreditem, são fatos.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

16 de jan. de 2008

É PRECISO FALAR

AS PALAVRAS

Ao observarmos a história notamos que os grandes homens, os estadistas ou os revolucionários se destacaram por suas ações, não por omissões ou mesmo cautela, mas também por saberem fazer uso da palavra.
Não basta termos vontade de agir, não basta agirmos, é preciso convencer as pessoas de que as ações são dignas, coerentes e verdadeiras.
Mudando um pouco o cenário, vejamos no mundo dos emoções, não basta o homem ou a mulher falar do sentimento é preciso agir, demonstrar, todavia se faz necessário declamar o que vai no coração sob o risco de em não fazendo ser mal interpretado, ou ainda desacreditado levando ao afastamento, a frigidez e a cauterização.
É preciso saber conjugar ações e palavras, pois estas vão nos mostrar o destino a ser alcançado enquanto os atos são os exemplos a serem seguidos, a forma de se encontrar o que se busca. Agir é fundamental, mas o silencio pode conduzir ao abismo.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

CONSCIÊNCIA

OS BOATOS

Cerca das dezoito horas recebi uma ligação de um Comandante Intermediário preocupado, instando-me sobre a briga ocorrida entre o Senhor Comandante Geral e o Governador do Estado.
Estranhei a pergunta e rebati com outra de a que Comandante e a que Governador se referia, tendo então me dito que havia um reboliço nas Unidades a ele subordinadas e os Comandantes estavam com certa dificuldade para conter a falação já que eles mesmos não sabiam a realidade dos fatos e estas davam conta de que o CG havia discutido com o Governador sobre vencimentos, ultimando com a exoneração do Coronel Ubiratan.
De imediato respondi que eram boatos já que o Governador acabara de chegar do exterior e o Comandante havia comparecido ao enterro do Policial Militar, não existindo a menor chance de ter ocorrido qualquer encontro entre ambos.
A seguir outro Comandante Intermediário ligou preocupado, pois nos Batalhões a ele subordinados o clima era “quente” tendendo a eclosão de um movimento indesejado, para o momento, devido às informações da exoneração do Comandante Geral por ter o mesmo “batido de frente” com o Governador por melhores salários, mais uma vez informei que não passavam de balelas talvez com intuito de desestabilizar.
Ao receber a terceira ligação de um Comandante Intermediário, antes que ele dissesse algo, já fui falando que eram mentiras.
Após estas ligações, contatei com o Sr. Comandante Geral e lhe coloquei a par do que vinha ocorrendo.
Bem, mas porque estou contando tudo isto?
Talvez por que eu precise para tentar entender. Pergunto-me, será que a sede do poder, a vaidade e outros sentimentos tão mesquinhos e inomináveis vão perdurar em algumas pessoas não lhes permitindo almejar apenas o bem comum, o bem estar da sociedade?
Terão eles que permanecer todo o tempo na busca de, com intrigas e boatos, fomentar a discórdia na vã esperança de que ocorra uma comoção que lhes atribua à posse da panacéia que tratará da Segurança Pública?
Será que não se cansaram dos velhos métodos de a cada vez que se aproxima uma data com grande evento social (CARNAVAL, PAN-AMERICANO, REVEILION, etc) infligir-nos bazófias que visam à desarmonia e conseqüente Insegurança Pública.
Rogo que reflitam e lembrem-se de que vocês também são os clientes desta sociedade de insegurança que estão lutando por criar.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

13 de jan. de 2008

Quem é ANA MARIA

POR QUEM CHORA ANA MARIA

Expressão interessante essa que integra a letra de uma música de nossa MPB.
Quando procuramos entender o que retrata percebemos que Ana Maria são as mães, esposas, filhas e mesmo amantes dos Policiais Militares do Rio de Janeiro, pois são estes homens que diuturnamente saem de casa e as deixam em seus lares na eterna dúvida se será a ultima vez que os verão.
Elas choram em silencio a cada vez que o telefone toca inesperadamente ou que uma viatura para em sua porta quando eles estão fora.
Sim a angústia delas não se resume ao dia em que estão previamente escalados de serviço, pois o PM está de serviço sempre, não deixa de ser policial nem quando dorme e seus sonhos são sobressaltados pelas incertezas de sua profissão e pela angustia de suas contas a pagar que os impulsiona a dois caminhos:
A venda de seu corpo e sonhos, passando a não se dar mais o direito de ver sua família nas horas de folga, pois estas deixam de existir em prol do “bico” que lhe proverá a subsistência;
Ou a venda de sua alma aceitando todo tipo de oferta que lhe renda alguns trocados.
Dura realidade? Com certeza, mas não depende só de nós mudar este nefasto quadro, estamos fazendo a nossa parte, mas é preciso que a sociedade fluminense entenda que a ela cabe uma parcela de responsabilidade, pois são aqueles por ela levados ao poder público que tem a capacidade legal de mudar isso.
Temos que nos unirmos em prol da dignidade profissional e por conseqüência uma melhor qualidade de vida para todos os cidadãos deste Estado.
POIS JUNTOS SOMOS FORTES.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

12 de jan. de 2008

O SONHO

A SAUDE

Muitas vezes nos dedicamos demais a algo e esquecemos que somos mortais, adoecemos.
Mas como podemos controlar a paixão que nos absorve a alma. É, um sonho que buscamos alcançar não tem preço. Será?
A nossa saúde é um preço justo pelo sonho?
É o único sonho?
É só nosso o sonho?
Só depende de nós?
São perguntas que povoam a mente quando percebemos que na busca de um sonho abandonamos outros tão importantes quanto e, não raras vezes, negligenciamos com nossa saúde.
Deixamos de abraçar, de beijar, um parêntese, como é bom um abraço e um beijo em quem gostamos, é um bálsamo, um santo remédio capaz muitas vezes de curar vários males, principalmente o da solidão.
Voltando, deixamos de viver em busca de algo que não é nosso, pelo menos não só nosso, enquanto outros permanecem a espera do resultado ou do progresso da jornada para incorporar às fileiras na busca de notoriedade.
É mistér sabermos o quanto podemos deixar sermos usados, permitir que acreditem que nos manipulam, mas que também saibam que não são nossos donos, termos as rédeas, o controle de nós mesmos.
Um sonho pode ser só um sonho ou a mola propulsora de nossa vida, depende de nós, assim como sonhar outros sonhos para que permitamos que a nossa vida siga adiante.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

1 de jan. de 2008

SÃO TOMÉ

A CRENÇA E O CETICISMO

Bem, acabo de assistir uma propaganda da Caixa Econômica Federal, por sinal muito bem bolada, onde afirmam ser o povo brasileiro, o nosso povo, dado a acreditar em tudo.
Passam flash dando conta dessa assertiva, quando então percebo que é bem possível ser uma verdade.
“Acreditando” nisso, passo a entender nossos políticos, esses que antes das eleições prometem fazer de tudo, mesmo tendo que se submeterem a alguns sacrifícios em prol de seus “súditos”. Prometem e não cumprem.
Em campanha e mesmo logo após assumirem seus cargos eletivos, derramam sobre nós sua falas mansas e descompromissadas com o cumprimento, mas eloqüentes, dizem que suas prioridades, vejam só, são a Saúde, Educação e Segurança, ou ainda quando os escândalos começam a eclodir, afirmam nada saber, pasmem, o pior é que acreditamos, pior ainda, está arriscado a serem reeleitos, como já foram.
Diante desses fatos sou obrigado a me render ante a genialidade do publicitário que enxergou esta nossa característica e transformou em propaganda.
Gostaria que meu povo fosse mais céptico, mas tendencioso a São Tomé: “Ver para crer”.
Talvez então tivéssemos outros tipos de políticos, mas com certeza outra espécie de governantes.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

30 de dez. de 2007

O Que Deixar?

O LEGADO

Paro e penso que, erradamente, nunca me preocupei com o legado que deixarei aos mais modernos quando me aposentar.
Hoje minha preocupação é a de ser coerente com os quase trinta e três anos de carreira, ou seja, é fazer algo para recuperar nossa dignidade e melhorar as condições de trabalho de nosso contingente, melhorando a Policia Militar como um todo.
Sem falsa modéstia, acho que posso contribuir, não sozinho, mas posso fazer a minha parte e dessa forma colaborar para esse resgate.
Ora então fica patente que algo deixarei para as futuras gerações. Mas o que digo é que não havia da minha parte a preocupação em algo deixar, a herança acontecerá naturalmente, sem planejamento ou inquietação a respeito.
Pensando assim vem à mente um grande homem do mundo, Mahatma Gandhi, que disse: “o futuro dependerá do que fazemos no presente”.
Tal pensamento me conduz a convicção de que estou no caminho certo, talvez usando ferramentas inadequadas, não sei, quem sabe?
O futuro me fornecerá a resposta.
Não devo atender aos apelos emocionais, pode ser um engodo, devo sim estudar, com a cautela devida, a forma de vencer meus obstáculos, sem que com isso haja comodismo ou covardia.
Outra vez minha mente é povoada por pensamento de novo estadista, desta vez um famoso estrategista vietnamita, Vo Nguyen, que a frente de seu povo, quando lhe argüiram sobre as reais possibilidades do exército do povo contra os poderosos exércitos de França e EUA disse: “O rio atinge seus objetivos porque sabe contornar os obstáculos”.
É dessa forma que devo agir, aprendendo com a natureza a como fazer para atingir meus objetivos.
E o farei, atendendo a máxima castrense que diz: “Os covardes nunca tentaram, os fracos ficaram no caminho, só os fortes conseguiram”. Eu até hoje sempre consegui.
Portanto continuarei, com a ajuda de todos, pois JUNTOS SOMOS FORTES

CORONEL ESTEVES – BARBONO

29 de dez. de 2007

A VIDA IMITA A ARTE?

A SONOPLASTIA DE POLICIA

Vivemos uma sonoplastia, qual seja, no teatro, rádio ou mesmo nos filmes, o público houve os sons e acredita que se trata de uma verdade, mas na realidade são utilizados recursos que iludem a platéia para que tenham a real sensação do que o autor e o diretor desejam.
Por quê?
Para diminuir os custos para os produtores ou garantir a segurança de seus patrimônios.
A Segurança Pública hoje em nosso estado é uma verdadeira peça teatral, ouvimos falácias que julgamos serem verdades, sonoplastia de policia, onde a platéia é a sociedade, nossos autores e diretores, ah! São os que lucram e tiram proveito com a fábrica da Insegurança Pública. Pode ser em dinheiro, prestígio, poder ou voto.
E nós? Bem, nós somos os figurantes, simples peças de reposição. Trocados e responsabilizados quando algo não dá certo, afinal alguém têm que ser o culpado, nunca os reais responsáveis.
Vivemos num “Reino de Avilan”.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

25 de dez. de 2007

OS BARBONOS – UM MARCO

O INÍCIO

Diariamente dois Coronéis costumavam se encontrar para um café da manhã onde falavam de diversos assuntos principalmente da paixão comum, o FLUMINENSE.
Um deles mais analítico, observador, estrategista e espiritualizado, ou seja, um visionário, capaz de muitas vezes antever o que esta por acontecer. O outro mais emotivo, tido como um oficial temperamental que lutava pelo que acreditava ser justo, um samurai.
Refiro-me ao Coronel P.R.Paul, o primeiro e o outro, eu, Coronel H.Q.Esteves F. Ambos apaixonados, além do Fluminense, pela corporação cujas fardas envergam com orgulho e honradez.
Certa feita, em meados de julho de 2006, o visionário indignado com os desmandos do governo para com a corporação, iniciou um desabafo com o outro, neste momento decorreu a percepção de que os dois nutriam o mesmo sentimento de revolta contra a situação.
O Cel. Paul, de forma serena, mas incisiva, relata que tinha que fazer algo contra aquela realidade, indagado sobre o que, informou ainda não saber, ato contínuo recebe como resposta do amigo a solidariedade.
O Cel Esteves diz-lhe que estaria com ele para o que desse e viesse, sugeriu que o governo só temia duas coisas, a mídia e a justiça.
No dia seguinte, para surpresa do Cel Esteves, o Cel Paul surge em sua sala com o esboço da ação a ser deflagrada contra o Governo.
Paúl percebe o espanto do companheiro e o deixa a vontade para desistir de acompanhá-lo, todavia a reação de Esteves não era de receio ou arrependimento, mas sim de admiração pela rapidez de raciocínio e lucidez do amigo.
Inicia-se a jornada, outros oficiais são convidados, mas só os dois permanecem naquela intenção. A ação foi impetrada.
Paralelamente os “blogs” que tratam do tema Segurança começam a aparecer.
No final do ano, já cientes de quem seria o novo Comandante Geral (CG) da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), Paúl conversa com Esteves sobre a necessidade de se formar um grupo de Coronéis, no mínimo uns quinze, que estivessem dispostos a cerrar fileiras para apoiar o novo CG. Esteves é contra, pois em sua visão seria difícil reunir um grupo tão grande sem perder a homogeneidade.
No inicio de janeiro, Paul volta à carga com a idéia do grupo, Esteves, acostumado a empreender lutas sozinho, resiste e alega que será difícil manter um grupo de Coronéis sob o jugo um igual, a vaidade pode falar mais alto, alega ele.
Paul cede e sugere dez, Esteves clama: Quem seriam os dez?
Começa a busca de nomes. Esteves não acredita no êxito em reunir um grupo, mas Paul é persistente. Os meses passam os dois seguem seus planos traçando objetivos a serem alcançados.
Estamos em finais de Maio. Surgem dez nomes e no inicio de Junho vêm à primeira reunião, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP). Esteves não comparece por ter que empreender embate na busca da liberação da verba do Fundo de Saúde (FUSPOM) que está atrasado.
Na segunda, no mesmo local, por iniciativa de Esteves um nome é vetado, nada pessoal diz ele, alega que trata-se de Oficial probo e digno, mas que alem de servir muito longe, o que dificultaria sua assiduidade nas reuniões e conseqüentes decisões, foi alvo de uma das ações do embrionário grupo.
É votada e aprovada a exclusão do nome por maioria. Firmam-se nessa oportunidade algumas regras a serem seguidas pelo grupo, ainda inominado.
Outras reuniões acontecem, agora não mais no CFAP, mas, no Quartel General (QG) e após o expediente. Vários nomes são sugeridos para o grupo.
Julho, mais precisamente dia três, ferve a situação com relação a vencimentos. Os “blogs” pressionam. É elaborada a primeira carta “
PRO LEGE VIGILANDA (PARA VIGILANCIA DA LEI) - O RESGATE DA CIDADANIA DO PM - GRUPO DOS BARBONOS”.
É definida pelo grupo, a estratégia de enviar carta o SR CG, ao Secretario de Segurança e ao Governador e, em seguida, divulgar junto à mídia. Agora com denominação, inspirado em um dos primeiros nomes do quartel onde ocorreram a maioria das reuniões, nasce efetivamente para a história da PMERJ o GRUPO DOS BARBONOS.
A partir daí outras histórias surgiram, no mínimo nove, com a visão de cada um dos seus integrantes. Seus sonhos, suas esperanças, alegrias, tristezas, angustias, decepções e expectativas. A cada momento vivido, a cada ação realizada, um novo sonho, um novo sentimento, uma nova história enfim.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

23 de dez. de 2007

RESISTÊNCIA

A RESISTÊNCIA

Existem várias tipos de resistências. Umas decorrem da oposição ao que se quer fazer, outras do medo da conseqüência e da novidade e há ainda as que ocorrem devido a discordância dos meios com o que se quer fazer, ou seja, um grupo , de repente de nove, concorda que algo tem que ser feito, comungam com o mesmo objetivo a ser alcançado, todavia discordam da maneira a se utilizar para alcançar aquele fim.
Não por medo, precaução ou outro adjetivo similar, mas, como cada ser é um universo, acreditam per si, que mesmo de forma contundente, o meio para se alcançar o fim deve ser outro.
Por serem homens de bem e inteligentes, todos acham que a sua é a melhor ou mais apropriada fórmula.
É publico e notório que, em grupos de seres humanos existe divergências, há que se destacar um líder espontâneo, cuja liderança seja de forma tão evidente e inquestionável, que os demais, mesmo não concordando com os atos, os executem na busca do bem comum.
Como fazê-lo entre líderes, entre iguais. Enquanto este não surge, o consenso lidera, a maioria decide, razão muitas vezes do silencio, não da inércia, essa não existe, os trabalhos continuam acontecendo, de forma discreta e silenciosa.
A luta continua, pois JUNTOS SOMOS FORTES.
CORONEL ESTEVES - BARBONO

22 de dez. de 2007

HÁ PARCIMONIA?

POR QUÊ?

O que leva o ser humano a desgostar ou mesmo odiar a quem ele não conhece e nada fez para lhe ajudar ou prejudicar.
Penso nisso cada vez que leio ou ouço falar de alguma atitude dos Delegados da Policia Civil, contra a Policia Militar ou algum dos seus integrantes.
Recordo-me da carta colocada na imprensa, que não li na sua integra por entender ser a mesma no mínimo bisonha, mas que infelizmente ouvi muitos comentários a respeito.
Pelo que me disseram, criticavam nós Coronéis por querermos recuperar nossa dignidade, lutando, não por um salário justo, em face da nossa responsabilidade e risco, sabemos das dificuldades do Estado, mas por proventos que nos permitissem o decoro diante de tudo que representamos para a Sociedade Fluminense, por sinal nome lindo e sugestivo “FLUMINENSE”.
Cônscios das dificuldades de erário, pleiteamos similitude aos da nossa parceira de labuta, a Policia Civil (PCERJ), para nossa surpresa acordamos uma ira que desconhecíamos, como se os vencimentos dos mesmo fossem diminuídos em decorrência do nosso reajuste, olhem que só queríamos que os salários fossem nivelados nos dois extremos, ou seja, o menor e o maior de ambas Corporações seriam similares, guardadas as variações individuais de cada servidor.
Gritaram para que se quiséssemos ganhar igual, deveríamos fazer concurso para a civil, esqueceram que eles, que não quiseram, não puderam ou não conseguiram ingressar no Ministério Público, lutaram por indexar seus salários aos dos promotores, o que não são.
Sinceramente, acho justo o pleito, já que passaram a receber melhores salários, sem que houvesse redução dos promotores, assim como acredito legitima nossas reivindicações.
Nossa luta nada tem haver com a honra dos profissionais da PCERJ, mas sim com o resgate da dignidade dos PM, do soldado ao coronel.

CORONEL ESTEVES - BARBONO