28 de jul. de 2008

A FORMIGA

EM SILÊNCIO E COLETIVAMENTE

Os primeiros momentos após a queda do Comandante Geral, quando os ânimos estavam exacerbados, davam sinal que eclodiria uma libertação da PMERJ da opressão política que a aprisiona e a deteriora há muitos anos. Todavia, hoje nota-se que nada mudou. Os integrantes da briosa se digladiam através de insultos e ofensas anônimas, talvez alimentados pelos ardilosos no poder que manipulam as informações e as distorcem a seu bel-prazer, de modo a não permitir o entendimento e a união que lhes traria, certamente, ameaça a seus propósitos, atuando de forma vil na vaidade de alguns.
Diante deste quadro a desesperança tomaria acento, entretanto, mesmo sempre atacados por inimigos e por amigos manipulados por meias verdades, os Barbonos mantiveram um foco de resistência ao jugo. Enfraquecidos mantiveram incandescente seus corações na luta por uma PMERJ melhor para todos os seus integrantes, sem distinção.
Juntaram-se a outros idealistas na busca de um Movimento de Polícia Cidadã onde esta é composta por cidadãos completos, já que o policial militar é visto e tratado como “meio cidadão”. Agora esquecidos, continuam a luta anonimamente em prol de melhorias para os que ainda permanecem na atividade profissional, já que eles, após colocarem seus cargos a disposição enquanto não se fizesse algo em benefício da Instituição, foram afastados e isolados como se leprosos fossem.
Ainda lutam, mesmo atacados pelo velho jargão: Os “Coronéis só querem o poder, dar ordem e polpudas gratificações...”, pois é, eles abriram mão de tudo isto para lutar por muitos, para honrar um juramento que fizeram com tenra idade na EsFO, ainda que alguns destes muitos os ataquem e os insultem sem conhecê-los, pela certeza do jargão estereotipado.
Lutam, surdos aos ataques daqueles que serão beneficiados, caso logrem êxito, por aqueles que gritam e esbravejam, anonimamente, mas que, aguardam o desfecho para reclamar ou usufruir até que se reinicie novas reclamações. É do ser humano, não há como mudar, a não ser acreditar que se deve tentar e eles estão tentando. Como formigas, trabalham coletivamente e em silêncio.

ESTEVES – CORONEL DA PMERJ

11 de jul. de 2008

DESPREPARADO

DESPREPARADO? QUEM?
Estou cansado de ouvir as autoridades tentando justificar um erro com a alegação do despreparo do Policial.
Primeiramente há de se responder algumas perguntas: 1 - Quem está despreparado, o homem na ponta da linha ou quem o mandou pra lá, mesmo estando ciente de suas limitações?
2 – Despreparado para que? Se observarmos, o PM recebe orientações para o patrulhamento a pé, de como agir ao abordar um carro suspeito, um “elemento” suspeito, etc, depois é lançado numa viatura, numa escala desumana, vê seus colegas serem elogiados, serem premiados com pecúnia e folgas de serviço por matarem marginais da Lei, enquanto a prevenção, imensurável, é relegada a segundo plano. Ainda a este jovem, nos píncaros do estresse, é cobrado produtividade, como se uma força policial fosse igual a uma fábrica, onde o produto final é material.
“Quantas armas você apreendeu? Quantos marginais matou? Quantos traficantes e quanta droga você conseguiu pegar?” Diante desta diária cobrança que é feita ao PM a pergunta é, Será que ele realmente não está preparado para fazer o que as autoridades esperam, ou são estas autoridades que estão despreparadas e conduzem o policial a este tipo de ação e depois o abandonam a própria sorte por ter “executado” a pessoa errada.
Vamos refletir: É esse risco que queremos? Nossos entes sob a mira constante de homens preparados para matar ou morrer? Se não, está na hora de mudar. De exigir, aos que pusemos no poder para gerenciar o nosso Estado em benefício do povo, que se adéqüem a realidade do que desejamos para o futuro.

ESTEVES - CORONEL

O DESCOMANDO

O DESCOMANDO

Um oficial precisa de sua tropa treinada, segura de si e, principalmente, confiante em seu comandante para poder desempenhar suas missões exitosamente, mas, por outro lado, há uma interdependência, ou seja, a tropa precisa de um comandante que lhe inspire confiança, que lhe oriente e lhe diga o que e como fazer, resumindo, de um comandante que comande.
Parece pleonasmo, mas não é, existe comandante e COMANDANTE, a diferença se vê, principalmente, no resultado.
Aquele que está à frente de um contingente e que, apesar da legalidade, não possui junto aos comandados a legitimidade para tal, executa com muito mais esforço sua missão. As ordens que normalmente se concretizam com naturalidade, neste caso ocorrem com dificuldade e pesar, pois os subordinados se sentem inseguros e fragilizados, gerando mais um fator de estresse.
Porque digo isso? Ora o quadro dantesco da Segurança Pública do nosso estado, além de envergonhar-me como profissional, leva-me a reflexão e a projeção de um futuro mais nefasto, desta feita, minha lucidez se torna prejudicial, pois, como sou cliente desta “segurança”, me conduz ao pânico.
Os fatos estão aí para quem tiver dificuldade em ver.
Medidas, não muito complexas nem tampouco radicais, têm que ser tomadas de imediato. Antes da instauração de um estado de sítio em que o homem de bem será penalizado por tal comportamento.

CORONEL ESTEVES

26 de jun. de 2008

ANIVERSÁRIO

CARTA DOS BARBONOS



A exposição dos problemas existentes na policia, já há muito vem sendo feita por pesquisadores e estudiosos da segurança sem que se consiga o devido eco na sociedade. O exemplo disso é que nos idos de 70, Virgilio Luiz Donnici, em seu livro: “A Criminalidade no Brasil: meio milênio de repressão” já elencava quatorze itens que, baseado em seus estudos, necessitavam urgente reformulação para a melhoria da Policia, dentre os quais sito:
1 – “Salários insuficientes e baixos;
2 – Ausência de uma profissionalização policial porque hoje o policial tem a Polícia como bico;
3 – Ausência de uma deontologia policial;
4 – Ausência de condições para o trabalho policial; dentre outras.

Recordando o que já foi dito por muitos, em face da importância de não permitir que caia no esquecimento, mesmo sob o risco de tornar-me chato e enfadonho, sigo reportando-me ao dia 03 de julho de 2007, quando surgia na mídia um grupo de Coronéis denominados Coronéis Barbonos que, através da Carta dos Barbonos, denominada “PRO LEGE VIGILANDA” (Para a Vigilância da Lei), elencavam doze itens que os mesmos julgavam necessário reformular para melhorar a Policia Militar e o serviço por ela prestado .
Neste histórico documento, encaminhado ao Comandante Geral da PMERJ, Secretário Estadual de Segurança Pública da época e Governador do Estado, além é claro, da Sociedade civil através da mídia, o grupo de Coronéis buscava levar às autoridades os problemas que mais afligiam a Corporação naquele momento, com o fito de melhorar a qualidade do serviço prestado pela Polícia e como conseqüência a melhoria no atendimento a comunidade e a otimização da Segurança Pública de nosso Estado.
A Carta dos Barbonos com seus doze itens, como se vê, não trazia novidade em seu conteúdo, pois cientistas sociais, pesquisadores e estudiosos já apresentavam os óbices. Não, não era a exposição dos problemas a inovação, mas o fato de tal exposição ter sido feito por integrantes do aparelho policial, na busca de melhorar a qualidade de vida dos profissionais e conseqüentes aperfeiçoamentos na assistência ao cidadão.
Iniciava-se uma nova era, onde profissionais vivenciando os transtornos ao exercício, corajosamente apresentavam às autoridades e ao público, suas dificuldades, na tentativa de encontrar apoio para solucioná-las.
Esboçavam um protótipo de “Política de Segurança Pública”.
O resultado deste embrionário projeto: exonerações, perseguições políticas, tentativa de desmoralização alcunhando-os de traidores da Instituição. Isso mesmo, os que abriram mão de tudo em prol do que julgavam melhor para a PMERJ foram, pelos que se assenhorearam do poder e das gratificações, hostilizados e taxados de inimigos da Corporação.
Valores subjugados e corrompidos. Dura realidade.
Um ano decorrido e a sociedade ainda aquiesce esta inversão. Acolhe, por omissão, a Insegurança Pública reinante em nosso Estado.
Está na hora de cobrar do Estado, tudo o que vem sendo muito bem pago pelos contribuintes, através de inúmeros e altíssimos impostos e lembrar que, portanto, não estariam fazendo favor e sim cumprindo com sua obrigação; esta na hora de exercer a cidadania tão decantada e não praticada. Quando a sociedade entender a necessidade da cobrança do que lhe é direito, não importando o “fenômeno” de ainda haver o cidadão que não tenha sido alvo dessa violência deflagrada em nosso Estado, então caminharemos para frente e não veremos os demais Estados da Federação evoluindo enquanto nós nem mais estacionados estamos, mas sim, indo de marcha à ré, ladeira abaixo.


CORONEL ESTEVES

8 de jun. de 2008

SEGURANÇA

O CLIMA

No Rio de Janeiro, não somente na capital, mas principalmente, o povo com sua inconteste sabedoria acerta em cheio quando diz: “a maré não está pra peixe”.
A vida neste estado é digna de um filme de “Indiana Jones”, pura adrenalina. A cada dia que se consegue sobreviver ou mesmo passar ileso diante dos diversos tipos de violência a que estamos expostos, é uma vitória a ser comemorada.
Raras são as famílias que ao término de uma semana não tem alguma história para contar sobre uma agressão que algum dos seus integrantes ou assemelhados foi alvo. Retrato do descaso e do abandono de que são vítimas os residentes deste tão belo Estado.
A não existência de uma Política de Segurança tangível e compreensível, sem sombra de dúvidas contribui para o crescimento do medo na população ordeira, que aprende a conviver com isso da mesma forma que se torna mais crédula dos desídeos de Deus, pois tem consciência que só o criador poderá salva-la.
É bem verdade que a culpa não é única e exclusiva dos atuais administradores do nosso amado Estado, a coisa vem se arrastando e piorando há décadas, todavia o questionamento se faz:
O que estão fazendo para mudar este quadro?
Ou pelo menos estancar o descalabro ora instalado?
Sabiam das dificuldades que iriam enfrentar ao se candidatarem e mesmo assim prometeram dar um basta ou pelo menos dar os primeiros passos para tal. Ainda não o fizeram. Enfiam os pés pelas mãos neste mistér.O povo está certo, a continuar assim, “só deus pode nos salvar".
CEL ESTEVES

9 de abr. de 2008

PSICOSE

Conto contumaz contando como contar contas.
Interessante esta frase sem “pé nem cabeça” que me veio a mente da mesma forma, qual seja, sem explicação de porquê.
Paro e penso quantas vezes parei de repente e me vi balbuciando palavras, frases ou orações sem entender bem a razão, pensando ou acreditando já ter vivido um momento quando este está acontecendo.
Sem me apegar a qualquer explicação teológica busco entender o que ocorre.
Aqueles que me conhecem podem vir a dizer que estou em divagações antropológicas, mas talvez aqueles que me conheçam bem digam que estou surtando.
Nada disso, é que procuro entender o que nos leva a tomar algumas atitudes que sabemos irá nos prejudicar, o que não desejamos, mas mesmo assim seguimos em frente por acreditar ser o certo.
Outras tantas deixamos de fazer algo que queremos, que nos daria prazer, que temos certeza nos premiaria com momentos de regozijo e felicidade por receio ou por acreditar que existam sinais que nos indicam não ser o caminho devido, culminando a nos afastar da alegria e nos conduzir a dor.
Que mistérios povoam a mente e o coração dos homens ditos racionais?
Que maldição à razão, que impele um ser a caminhar de encontro ao sofrimento?
São os demais animais irracionais?
Eles sonham, vivem e lutam por aquilo que acreditam e querem, sem preconceitos, sem rancores, sem frustrações por não tentarem ser felizes.

CORONEL ESTEVES

7 de abr. de 2008

RAZÃO OU PAIXÃO

LOGICA?


Vivemos diuturnamente, no campo das decisões, o dilema de nossa existência. A razão ou a emoção?A Lógica ou a Paixão? A mente ou o coração?
O grande mistério é a dosagem de cada um, ou seja, o quanto de lógica devo aplicar e o complemento da emoção que devo derramar sobre minhas decisões.
A que hora deixo a razão ordenar minhas ações e quando o comando caberá ao coração?
Não é ciência exata, neste mistér dois e dois nem sempre são quatro.
Cada um tem que buscar a sua equação, aquela que lhe fornecerá o que todo ser humano busca, a felicidade. É bem verdade que está provado que necessário é que haja porções de ambos “temperos” nas decisões, da mesma forma a história nos prova que existem inúmeros casos de relacionamento interpessoal em que as decisões tenderam para uma dosagem maior de razão, o que acarretou arrependimento, mas este não ocorreu imediatamente, todavia a constrição teve uma periodicidade mais longa, a dor teve uma longevidade maior.
Conclui-se que existem situações onde somente o coração pode comandar as ações, a razão subcomandará, assessorando de modo a que as pessoas não saiam magoadas, mas a paixão determina as ações, pois só assim se obterá momentos de felicidade capazes de embaçar os percalços de nossa existência.


CORONEL ESTEVES.

29 de mar. de 2008

O MEDO

A VITORIA DO MEDO?

O ser humano por indução, não por instinto, aprende a ter medo durante sua existência.
A justificativa é a auto-preservação. Todavia muitas vezes o medo lhe consome o ser e o impede de alcançar necessidades basilares da própria sobrevivência.
Não se apercebe que escorre entre os dedos a oportunidade de justificar sua existência em face ao temor descabido de certas coisas. Medo de ser rotulado, medo de ser perseguido por suas convicções, medo de correr risco, medo de assumir compromissos, medo de sofrer, enfim, medo de ser feliz.
É preciso vencer os medos, lutar por aquilo que se acredita, constatar que não é o único universo a gravitar neste cenário maior que é a própria existência da vida. Entender que se cair, Deus estará ao lado para auxiliar a levantar e a conseqüência é o fortalecimento e o engrandecimento como um ser humano.
Há de ser ter medo sim, mas de coisas reais, não de realizar sonhos, isto não deve causar temor e sim deleite ao se tentar, pois existimos para buscar a felicidade e as realizações são conquistas de uma real existência.
O medo não vencerá.
CORONEL ESTEVES

16 de mar. de 2008

SILÊNCIO

A LUTA

Ao encetar uma empreitada, tem que se ter traçados os objetivos principais e os adjacentes, ou seja, o que se quer atingir e os que serão utilizados para despertar a atenção, ou para dissimular o real, ou ainda para distrair o oponente.
Há que se ter também a compreensão de que sacrifícios terão que ser feitos e perdas ocorrerão no transcurso da contenda para que se possa atingir o objetivo, que nem sempre é bem compreendido pelos coadjuvantes ou pelos observadores. Neste ponto é fundamental não se perder o foco da luta.
Digo isto para que compreendam a importância do momento vivido, da grandiosidade do resgate da cidadania. Histórico.
Às vezes um animal se faz de morto para escapar de seu algoz, resumindo os embates só terminam quando finda a guerra e esta só acaba com o oponente rendido, não em silêncio.
JUNTOS SOMOS FORTES!

CORONEL ESTEVES

9 de mar. de 2008

PERSISTÊNCIA

PERSEVERANÇA

A historia do mundo não foi escrita por aqueles que desistiram diante dos obstáculos, dificuldades e contratempos, mas por aqueles que acreditaram, sonharam e lutaram por tudo que almejavam. Enfrentaram as adversidades, perderam algumas batalhas, mas venceram em suas buscas pelo que desejavam.
A tenacidade é uma característica necessária aos fortes e vencedores, pois seguirão lutando até alcançarem seus objetivos, sejam aqueles que lutam por um amor, por um semelhante ou pela dignidade de toda uma comunidade.
Aqueles que esmorecem diante de pequenos contratempos, buscando justificativa para sua ação em algo extra-sensorial, está fadado a jamais encontrar o que busca, a jamais sentir-se realizado e feliz, a jamais experimentar o regozijo da vitória plena, pois está estará empanada pela dúvida de que talvez fosse melhor se tivesse lutado até o final.
Havendo sinceridade e honestidade na razão da empreitada, não há demérito ou vergonha na derrota, mas na desistência em lutar.
CEL ESTEVES

1 de mar. de 2008

A PERDA

A DOR.

Durante o correr de nossa vida perdemos muitas coisas, sentimentos, entes e pessoas.
Cedo aprendemos que toda perda provoca Dor e que esta é imensurável, é a maior até que tenhamos outras e certo é que teremos, até que chegue a derradeira, pois já não haverá mais existência.
O quanto podemos agüentar a Dor da perda?
Não há como avaliar, assim como não dá para aquilatar o estrago que causa ao corpo e a alma cada perda que colecionamos durante nossa efêmera passagem por este plano.
Algumas que imputamos a maior, após certo tempo é lembrança, outras que achamos que o tempo se encarregará de apagar, se arrastam por toda a nossa existência deixando em nossa saúde e principalmente em nossa alma, cicatrizes indeléveis.
Com evitar?
Não há. Se vivemos, temos que correr risco de conseguirmos algo e perdermos a seguir, pois nada é pra sempre. O importante é viver, é aproveitarmos enquanto podemos desfrutar daquela coisa, ou ente, ou sentimento ou pessoa antes que se vá e nos deixe a dor e a saudade.
Pior do que a dor da perda deve ser ter vivido e não ter do que recordar. Aprendi com a vida nestes cinqüenta e um anos de minha passagem por este planeta, que sou um ser abençoado, ungido mesmo por Deus, pois muito perdi, amigos, parentes, sentimentos, fiéis companheiros de pelos e penas, enfim, foram muitas, mas que me deixaram uma infinidade de lembranças de bons momentos, carinhosos, afetuosos, românticos e alegres que muito certamente farão parte da minha bagagem quando eu deixar a dor para aqueles que me amam e chegar a minha hora de partir.
Só espero que eu tenha sido capaz de junto com a dor deixar lembranças, boas e alegres lembranças de alguém que sempre quis ajudar, mesmo aqueles que muitas vezes não queriam ajuda ou não acreditavam na simplicidade de um ato sem outra intenção.

CORONEL ESTEVES

26 de fev. de 2008

ESCLARECIMENTO

O ESCALONAMENTO VERTICAL.

A guisa de esclarecimento gostaria de informar que em outubro do ano que findou, após inúmeras tentativas de alcançarmos um reajuste digno, foi apresentada a equipe técnica da SEPLAG, uma proposta elaborada pela DGF do CBERJ com alterações e sugestões da DGF da PMERJ, onde aceitava-se os vinte e cinco por cento oferecido pelo governo, só que no prazo de um ano findando em setembro de 2008 e com o compromisso de reajustes anuais, conforme preceitua a Constituição Estadual.
Na proposta foram modificados os percentuais das gratificações privilegiando os soldados, cabos, terceiro sargentos e tenentes, alterando ainda o escalonamento vertical de modo a aproximar um pouco mais o soldado do coronel, sem perder de vista o grau hierárquico, ou seja de modo a evitar distorções que hoje existem.
Aquela proposta, apresentada por mim qu era o DGF/PMERJ na época e pelo DGF/CBMERJ, caracterizava-se pela redução das desigualdades e pela preservação dos vencimentos hierarquizados, ou seja, como exemplo, evitava-se que o primeiro sargento ganhasse mais, como em muitos casos hoje ocorre, que o Tenente e primava pela redução da distancia salarial entre um Coronel e um soldado.
Concordamos que o ideal é que esta distancia não seja superior a trinta por cento, todavia, naquela oportunidade, sem que houvesse qualquer pressão externa, o eu, CMT GERAL da PMERJ e o CMT GERAL do CBMERJ e sua equipe, já percebiamos e tentavamos minimizar as desigualdades aproximando os índices.
Isso é fato e pode ser comprovado, com data anterior à deste post.

CORONEL ESTEVES

25 de fev. de 2008

OS PODERES

A INDEPENDÊNCIA DOS PODERES.

Estamos vivendo no Nosso Estado uma oportunidade impar de verificarmos a real independência dos poderes. O Excelentíssimo Senhor Governador encaminhou à Assembléia Legislativa projeto de Lei casuístico que altera a Lei 443 de 1981.
Concordamos com o Governador que esta Lei, uma colcha de retalhos, precisa ser alterada, mas como um todo, uma vez que precede a Constituição de 1988 e, como não poderia deixar de ser, tornou-se arcaica.
Aliás, a necessidade de mudança da Lei substituindo-a “In Totum” por uma mais moderna e adequada à Constituição Brasileira, já havia sido sugerido no ano de 2007 pelos Cel Ubiratan e Cel Samuel.
Todavia, naquela oportunidade, o Governo entendeu não ser necessário e que seria conveniente fazê-lo no meio do exercício, em 2009, quando as coisas estivessem mais sob controle. Ah! Vai ver que é isso, o Governo já tem tudo sob seu controle, as contas, os débitos, os créditos, as folhas de pagamento, enfim, “tudo dominado”.
A União mostrou a independência dos poderes federais no caso da CPMF. Agora chegou à vez e a hora do nosso Estado mostrar se há ou não PODERES.
É ano de eleição municipal. O povo está atento.
Será que o nosso Legislativo vai se posicionar como um PODER Independente ou vai acatar as determinações do Executivo.
O tempo, senhor da razão, dirá.

CORONEL ESTEVES

24 de fev. de 2008

ISP - RETROCESSO

Recebi por e-mail e não podia me esquivar de fazer um breve comentário, leiamos primeiro:

JORNAL O GLOBO ON LINE - 22/02/2008 às 18:00h:

Enviado por Jorge Antonio Barros - 22.2.2008 17h31m
POLÍTICAS PÚBLICAS
O risco de retrocesso na divulgação de estatísticas de crimes.
Com a exoneração da pesquisadora Ana Paula Miranda da presidência do Instituto de Segurança Pública (ISP), anunciada agora à tarde pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, cristaliza-se um plano diabólico para se esconder ou manipular a divulgação dos dados estatísticos da criminalidade no Estado do Rio de Janeiro, em pleno regime democrático. O projeto é simplesmente um retrocesso no setor, que no Estado do Rio sempre foi alvo da manipulação e da política de jogar para debaixo do tapete informações fundamentais para a qualidade de vida dos cidadãos.
Cabe ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, com todo seu poder e prestígio, deter o plano em andamento, de evitar que venham à tona periodicamente os números da criminalidade, uma conquista do povo do Estado do Rio de Janeiro, a partir do governo Garotinho. Há bom tempo que a divulgação periódica desses dados virou uma bagunça, mas o Instituto de Segurança Pública sempre trabalhou duro para exibir as estatísticas. Tanto que essa postura custou a cabeça de sua presidente, uma acadêmica e profissional do mais alto nível.
A inflação neste país só foi derrotada porque a sociedade teve acesso a informações que permitiram uma avaliação mais precisa da situação econômica. O mesmo vai ocorrer na área da segurança pública. Enquanto policiais ou executivos das políticas públicas da área de segurança tentarem conter ou até manipular a divulgação de estatísticas de crimes, estaremos bem longe de saber o tamanho do problema que temos.

Lucidez é a expressão que me vem à mente ao ler as palavras proféticas do jornalista.
Já faz algum tempo que os Barbonos vêm bradando que a crise não é na Policia Militar, mas sim na Segurança Pública, eis a prova.
A pesquisadora Ana Paula Miranda, apesar de todas as pressões, mantinha certa transparência nas estatísticas geradas no Instituto de Segurança Pública (ISP), é bem verdade que segundo ela mesma afirmou em diversas oportunidades, ainda eram muito frágeis os dados colhidos, alimentadores de seu trabalho, todavia tinha a consciência de que a transparência era o único caminho a ser seguido para democratizar as informações e atingir uma Policia Cidadã, pois o acesso e a participação de todos tornaria possível otimizar a Segurança.
Eis que, como na PMERJ, o ISP foi atingido pelo autoritarismo. As informações devem ser parciais e direcionadas, de modo a não exibirem grandes falhas que possam a vir desmoralizar ainda mais (se é que é possível) a “Política de Segurança” reinante (existe?).
Assume um Ten Cel da PM, sem sombra de dúvida um grande Oficial, quer no campo operacional onde já deu mostras, quer no campo filosófico, todavia sua colocação naquela cadeira não se deu por sua vasta experiência em gerenciamento estatístico.
É oficial inteligente e rapidamente vai se adaptar, mas até que isso aconteça, “vai escrever gato com x”.
A quem isso interessa?
Com certeza não à Sociedade, que tenta timidamente participar democraticamente na gestão da Segurança Pública, entendendo o problema, pesquisando saídas e sugerindo soluções, o que vai de encontro aos ideais daqueles que desejam uma sociedade alienada e ignorante, que acredite em todas as promessas de solução por eles engendradas.
Promessas, promessas, promessas e promessas, são catedráticos.
Parabéns ao nobre jornalista e força, Ana Paula Miranda, pois é triste sua saída, um retrocesso, mas sai de cabeça erguida e pela porta da frente.


JUNTOS SOMOS FORTES!
CORONEL ESTEVES.

22 de fev. de 2008

OBRIGADO.


A retaliação não nos calará, pelo contrario, acirrará a luta pelo resgate da dignidade depreciada. Sem qualquer medo de errar afirmo que alguns que permaneciam “em cima do muro” com receio de falar o que pensam por medo das conseqüências, agora, atingidos por leis casuísticas e pessoais, verão que nada adiantou seu silêncio.
Neste momento em que nada mais terão a perder se unirão a nós na luta pelo reerguimento da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro e desta forma recuperar suas hombridades entorpecidas pelo receio de desagradar aos “chefes”.
Barbonos serão extintos, mas não por derrota ou pelo término da luta, mas porque o número se multiplicará perdendo a tipificação de grupo, já que barbonos todos serão.
A mudança da Lei imporá algo que o grupo faria voluntariamente como forma de demonstração de idealismo, assim como fizeram ao abrir mão de seus cargos, logo só resta agradecer. Obrigado pelo reforço.
"CORONEL ESTEVES"

20 de fev. de 2008

SUBSTITUIÇÃO?

A TROCA...

Como foi dito em post anterior: “A dignidade não está em não errar, mas sim em reconhecer o erro, admitir a autoria e retroceder em busca da equalização do problema, seja em que campo for.” Alguns integrantes da imprensa já perceberam que certos equívocos foram cometidos no que tange a “crise na Segurança Pública”.
Estes profissionais começam a dignamente retroceder em seus posicionamentos dando mais enfoque a realidade do que vem ocorrendo. Percebem que só há uma saída para estancar a crise e esta não passa por tentar retirar do serviço ativo profissionais de policia com muita experiência e pouca idade, até porque eles mesmos estão dispostos a fazê-lo, como sempre disseram desde o inicio do processo, a qualquer momento em prol da causa que abraçaram.
São homens dignos, talvez aí o problema, que não se agarraram ao exercício de funções com poder e gratificações, delas abrindo mão em troca da honra e da dignidade que fazem questão de deixar de herança para suas famílias e para seus seguidores.
Talvez a saída passe por oficializar o que oficiosamente já aconteceu, como bem frisou um jornalista em seu artigo publicado no matutino em que labuta e replicado no seu blog, quando sugere nomes para assumir a SESEG, por já não perceber naquele que ainda ocupa a cadeira, a alegria de outrora. Este, hoje é outro homem, triste, ansioso, nervoso e estressado, talvez esperando a oportunidade para sair, talvez preso a um salário realmente atraente.
Vale a pena instar-lhe se sua decência e honradez profissionais podem ser enxovalhadas em troca desse farto erário.
Sua paz interior e de sua família, sua saúde e sua dignidade são uma troca justa por estes proventos temporários?
O tempo dirá. O repórter arrisca um prazo, eu não. Julgo-me incompetente para julgar o que vai no interior de um homem.

CORONEL ESTEVES

DIGNO

AVALIAÇÃO

Durante a nossa vida precisamos avaliar e reavaliar as conseqüências de nossos atos. Precisamos a todo instante verificar se o que fizemos ou deixamos de fazer, falamos ou deixamos de falar trouxe as conseqüências desejadas, ou seja, se a razão falou mais alto ou foi a emoção e se resultado foi o esperado ou não.
Somos animais racionais, em tese, logo temos de buscar acertar e quando erramos o dever de admitirmos e tentar corrigir, voltar atrás se necessário para se alcançar o objetivo traçado.
Para seres humanos normais, por mais simples que pareça, é difícil pedir desculpas, retroceder ou admitir que a estratégia foi equivocada ou que não houve uma, que as coisas aconteceram sem um prévio controle.
De qualquer forma é digno este exame, é necessário e sábio fazer esta avaliação, pois só evoluímos como seres humanos quando aprendemos com nossos o erros e com os dos nossos semelhantes. Mas para isso é mister que reconheçamos a existência destas falhas para buscarmos o que é certo.
A dignidade não está em não errar, mas sim em reconhecer o erro, admitir a autoria e retroceder em busca da equalização do problema, seja em que campo for.
Na passagem bíblica de Madalena, Jesus Cristo disse “quem nunca pecou (cometeu um erro) que atire a primeira pedra” e eles recuaram.
Reflitamos, reavaliemos nossas falas, atos e silêncios e talvez venhamos a descobrir o quanto temos nos equivocado.
Eu admito, erro e muito, mas retrocedo quando percebo e adoto as medidas que estiverem ao meu alcance para reparar.
E eu sou apenas mais um.
CORONEL ESTEVES

18 de fev. de 2008

IDAS E VINDAS

A SIMPLICIDADE.

Comumente nos ocupamos tanto com coisas que superestimamos o valor que não notamos as idas e vindas que o mundo dá.
Complicamos demais a vida e isto nos leva um dos maiores bens que Deus nos deu, a saúde.
Como “Dom Quixote” encaramos moinhos de vento como se fossem monstros a vencer para salvarmos uma donzela.
Quando em verdade o monstro está dentro do homem. Ele fabrica os medos que lhe impedem de viver a vida, de aproveitar as oportunidades de momentos inesquecíveis de felicidade por medo de algo que não existe, monstros que ele mesmo criou.
Às vezes conseguimos perceber o ilusionismo que amedronta os outros, sem conseguir perceber que também temos os nossos fictícios assombros.
Procuramos alertar e não somos ouvidos, pois também não conseguimos ouvir quando nos avisam.
E a vida vai e vem num ir e vir infinito, não para nós, pois chegará inevitavelmente o nosso fim, já que somos efêmeros diante da grandeza do Universo. E então lastimaremos a perda de algumas oportunidades por medo de algo que inexiste, ou que pode ser contornado.
É preciso ouvir, vencer nossos medos, falar deles para que possamos abrir os olhos e ver que são apenas “moinhos de vento”.

CORONEL ESTEVES

17 de fev. de 2008

O MILAGRE

A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES.




Neste domingo, dia dezessete de fevereiro de dois mil e oito, data que passa a fazer parte da história como um marco democrático, o carioca recebeu de DEUS alguns presentes e presenciou um milagre.
O dia foi lindo, de um azul sem igual. A praia deliciosa como sempre, um convite à vida. Na orla, a “Marcha Democrática”, uma das mais belas demonstrações de civismo, acontecia.
A Passeata organizada pelos Policiais e Bombeiros Militares de nosso estado em busca de recuperar a cidadania, como não poderia deixar de ser, transcorreu de maneira pacífica e ordeira, sendo carinhosamente acolhida pela população que junto cantou o Hino Nacional Brasileiro e entoou as canções do Policial Militar e do Bombeiro Militar, numa demonstração inequívoca de apoio a causa mais do que justa de resgate da dignidade da classe.
O milagre? Bem, o milagre foi a multiplicação de “meia dúzia” de baderneiros preguiçosos que não querem trabalhar, para cerca de setecentas pessoas no gozo de seus direitos constitucionais, apoiando um movimento legal por salários e condições de trabalho, contra as mentiras e demagogias implantadas por políticos que só se preocupam em vencer as eleições, sem qualquer compromisso com a palavra empenhada ou pelo menos em dar satisfação do impedimento de honrá-las.



Alguns dos Coronéis organizadores sempre souberam que “DEUS” estava no comando de tudo e jamais se olvidaram de repassar para os demais suas convicções e hoje, para aqueles céticos que duvidaram, foi a prova cabal (não cabral) desta verdade.
Avancemos senhoras e senhores! Temos o dever de lutar não só por salários dignos, mas pela cidadania, pela dignidade e principalmente pela manutenção da estabilidade da Democracia e preservação de uma Policia Cidadã, que conhece seus direitos e deveres para poder entender e salvaguardar os do próximo.




A LUTA CONTINUA!
JUNTOS SOMOS FORTES!
CORONEL ESTEVES – BARBONO.

16 de fev. de 2008

DEMOCRACIA

CIDADANIA



Vivemos, em tese, uma democracia estável onde os direitos dos cidadãos são assegurados em nossa “Carta Magna” e respeitados por todos os políticos, defensores justamente desta democracia conquistada ao longo dos anos com sofrimento e sacrifícios. Todavia, no Estado do Rio de Janeiro, “tambor de ressonância” do Brasil, vemos uma demonstração inequívoca de autoritarismo e desrespeito a Constituição Cidadã, promulgada em 1988, sob o escopo de uma Constituição moderna, ampla, democrática e garantidora da cidadania Brasileira.
Ao tentar intimidar a realização de passeata ordeira e pacifica, através de ameaças (algumas veladas outras nem tanto) e escalas extraordinárias, sacrificando ainda mais a folga do Policial já tão combalido, o homem público, em detrimento de uma vaidade cega que o impede de reconhecer um erro e ainda de ter a virtude de voltar atrás em benefício da população e do bem comum, dá uma demonstração insofismável de que nem todos estão cônscios de suas responsabilidades como defensores da vontade da sociedade e representantes dos anseios do povo fluminense, que com toda certeza não quer ver vilipendiada as suas instituições mantenedoras da paz.
O cidadão não quer ver um policial responsável por sua segurança e de seus bens receber menos de trinta reais (R$30,00) por dia para arriscar sua vida e morrer, enquanto este mesmo cidadão, com seu erário e por reconhecimento, paga as suas diaristas aproximadamente o dobro, sem que estas corram risco de morte.
A cegueira impele a alguns destes homens públicos a digladiar com seus colaboradores de labuta, sim, pois o Policial Militar, o Bombeiro Militar e o Policial Civil, nada mais são do que funcionários públicos colaboradores dos governantes na busca da otimização da qualidade de vida do povo do nosso Estado. Eles não são os inimigos!
Conterrâneos fluminenses, não permitam o risco de nossa democracia, não aceitem a ditadura de terno, lutemos pela dignidade, pela preservação da Ordem Pública e pela garantia dos direitos civis de todos os cidadãos de nosso estado, sem exceções, sem discriminações.
Lutemos pelo respeito a nossa Constituição, pelo respeito as nossas Instituições, pela decência e pela honra de nossos agentes da Lei e da Ordem, pois como dizia o poeta: “...somos todos iguais braços dados ou não...”, “... esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
Venham participem da “MARCHA DEMOCRÁTICA” neste domingo às dez horas.
Não se omita, seja cidadão e exerça seus direitos e deveres na preservação da cidadania.
CORONEL ESTEVES - BARBONO