10 de fev. de 2012

A COLHEITA

Enceto este artigo, externando minha angústia e preocupação pelo que há de vir, em face aos últimos acontecimentos.
Não sou a favor da greve, mas esta, era previsível devido a intolerância e o descaso de certas autoridades temporárias.
Se voltarmos um pouco no tempo, a um passado recente, vamos encontrar dois grupos de Policiais Militares reivindicando melhores condições de trabalho e conseqüente melhoria na qualidade de vida da classe, eram os BARBONOS e os QUARENTA DA EVARISTO. O que havia em comum? Lutavam por uma classe esquecida pela sociedade e excluída pelas autoridades.
Os “Barbonos” eram radicalmente contra a greve, bem como, boa parte da liderança dos “Quarenta”. Na época as autoridades tiveram a oportunidade de negociar civilizada e democraticamente, mas desperdiçaram-na optando por se impor autoritária e arbitrariamente a estes grupos, aplicando-lhes retaliações.
Naquele momento, venceram e se julgaram DEUSES. Acima do bem e do mal.
Agora vemos as conseqüências. Não são os Coronéis, tampouco os Oficiais que lideram o atual movimento. Os atuais líderes têm pouco a perder, pois são pessimamente remunerados e se sentem escravizados, logo lutam pelas suas “alforrias sociais”.
O que advirá? Não sei, mas confesso que temo pela integridade da população fluminense, principalmente daqueles por quem tenho apreço e que ainda vivem neste Estado.
Mas, como eu disse no início, era previsível.
Aqueles que por um acaso têm o hábito de visitar este “blog” sabem que gosto de citar adágios populares, que faço citando dois que enquadram no momento que vivemos: “Cada um colhe aquilo que planta”.
“Quem semeia vento, colhe tempestade”.
ESTEVES – Cel RR

15 de jan. de 2012

“A FAMÍLIA”

Confesso que não sou estudioso no assunto, mas não sei por que, quando leio as noticias dos jornais do nosso estado na seção policial, estas sempre me reportam a trilogia “O Poderoso Chefão”. Talvez porque nos filmes “a família” seja tudo e eles se fecham fazendo qualquer coisa: matando, mentindo, enganando e envolvendo inocentes úteis, forjando provas, cooptando aliados ou o que mais for necessário, perseverando de modo a protegerem qualquer integrante da dita “família”.
Como eu disse no inicio, não sou estudioso, mas aos que forem um pouco observadores, aconselho que prestem atenção nos últimos acontecimentos e verão como uma certa “família” se une, se pronuncia em defesa de um de seus integrantes, movem montanhas para que este não caia em descrédito, o que, para “a família”, acarretará em um desrespeito a todos. Eles não erram, os outros se enganam, eles não pecam, os outros não prestam e assim vai.
Não basta acompanhar os periódicos, pois a verdade está oculta. É mister que olhemos e vejamos a realidade dos fatos.
ESTEVES - CEL RR

4 de out. de 2011

REPETECO

A história se repete. Cai mais um Comandante Geral da PMERJ.
Muitas versões serão dadas para o fato. Algumas oficiosas e outras oficiais, mas sem qualquer medo de errar, afirmo que nenhuma retratará o real motivo na nova troca.
Em que se baseia esta assertiva? Em observações diárias dos fatos e das notícias veiculadas na mídia, estas com o fito de, como costumam dizer dois amigos, “construir” um factóide capaz de sustentar uma versão, tornando-a plausível.
Não posso elencá-las sob pena de não ter como apresentar provas, visto que as mesmas permanecem em poder daqueles que desconstruíram a verdade e a reconstruíram de modo a atender a seus interesses.
Se me fosse pedido para, em poucas palavras, relatar o motivo da substituição, diria que uma palavra de duas sílabas sintetiza tudo: PODER.
Perda, manutenção, ganho através de conquista ou de usurpação. É disso que estamos tratando.
Em postagens anteriores já mencionei a existência de conspirações caminhando neste sentido. É preciso que os homens de bem despertem para este inconteste fato. Parem, observem, pensem, conjecturem e concluam. Talvez não seja tarde.
Apesar de mais uma derrota, há uma tênue esperança. O coração combalido e enfraquecido pela vaidade dos homens ainda pulsa. A guerra ainda não acabou.


ESTEVES Cel RR

27 de jul. de 2011

BRUMAS DE UMA EXISTÊNCIA

Pensando na minha existência, lembrei-me da juventude quando meu coração e minha mente eram povoados de sonhos. Alguns realizados outros tantos não.
Neste meu devaneio lembrei-me de uma coluna do Jornal O Globo que li ano passado sob o título Coração Ausente e constatei algo que ainda não havia reparado.
Em minha caminhada, criei corações secretos com o fito de me proteger.
O que quero dizer com isto?
É sabido que uma pessoa após perder um membro do corpo, pode continuar sentido dores no mesmo como se ele ainda lá estivesse apesar da amputação, mas o sofrimento perdura, atormenta e maltrata. Não há um remédio que se passe para amenizar a dor, pois este membro está ausente, faz parte de um passado, é irreal, inalcançável por qualquer panacéia.
Na tentativa de empreender uma jornada segura na busca de meus ideais, criei um órgão fictício, logo, inatingível pelos meus concorrentes, de modo a preservar-me durante minha empreitada pela realização dos sonhos.
Desvario? É certo, mas este coração ausente e surreal me permitiu seguir incólume pelas veredas da vida.
Meus sonhos? Ainda os busco, mas sem a necessidade da couraça de meus delírios, pois com o passar dos anos e como conseqüência de algumas conquistas, romperam-se os grilhões, minha carta de alforria emoldurada pelas realizações, vela meu sono, combati o bom combate, encontro-me livre.
ESTEVES –CEL RR

22 de jun. de 2011

ARROGÂNCIA – EGOÍSMO – VAIDADE

Fico pensando nestas três palavras e tudo que elas podem representar.
No sentido significativo de cada uma delas, tangenciam-se sem igualar-se, mas no comportamento humano são quase complementares.
Em um dos meus momentos de reflexão, buscava respostas a certos comportamentos e deparei-me com uma bruma que cobre certas ações, onde a vaidade cega, a arrogância cala a razão e o egoísmo ensurdece para a realidade e conseqüência dos atos.
Percebo que atitudes são tomadas sob o empanar de pseudo-apoio, onde ao resguardo do egoísmo, o ser convence a si próprio da magnitude sacerdotal de suas ações e, recusa a admitir que os nefastos resultados sejam conseqüência natural de tão imponente devaneio.
Nos atos tomados em busca de soluções sociais, a razão e o coração não podem estar divorciados. Há de se ouvir antes de agir. Fazê-lo com a determinação emanada do coração e a frieza estratégica da razão. Os sentidos devem estar aguçados, com o fito de não se perder o norte geográfico.
ESTEVES – Cel RR

16 de jun. de 2011

A POESIA DA VIDA


A vida é uma poesia que insistimos em modificar inserindo versos dissonantes de acordo com o que vemos com a miopia do nosso enxergar.
As rimas ricas elaboradas pelo poeta resistem às insistentes travessuras de quem teima em participar da composição, quando apenas deve interpretá-la, pois o criador reservou para cada um de nós um papel que devemos representar, aproveitando ao máximo sua essência para podermos alcançar o que mais desejamos. Sermos felizes.
Nosso embaçado discernimento nos leva, em nome do livre arbítrio, a cometer atrocidades contra nós mesmos. É preciso parar, observar a natureza e refletir a existência.
ESTEVES CEL RR

12 de jun. de 2011

COMO ESCONDER


Como esconder cerca de trinta mil pessoas. Impossível, talvez por isso consigamos receber da mídia fluminense algumas notícias sobre o movimento SOS Bombeiros, entretanto a imprensa carioca se limitou a informar sem dar a merecida importância ao fato.
Explicações para isso existem muitas, mas seria leviano de minha parte afirmar algo que todos sabem, mas não podemos provar.
O que sei é que o barco está “fazendo água” e chega um momento em que até os ratos abandonam o navio.
Vamos aguardar.
ESTEVES –CEL RR

19 de mai. de 2011

CIDADÃO

Recebi, via e-mail, uma definição deveras interessante e resolvi repassá-la por entender que tem tudo haver com o momento ora vivenciado, mas antes, vale apena relembrar velhos conceitos um pouco esquecidos.
Segundo “Aurélio”:

CIDADANIASubstantivo feminino. Condição de cidadão.

CIDADÃO:       Substantivo masculino.
                           1.Indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos (grifo meu) de um Estado.
                           2.Pop. Indivíduo, sujeito. [Pl.: –dãos. Fem.: cidadã, cidadoa.]

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988:
                           Segundo  Wikipédia, a enciclopédia livre: A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é a atual lei fundamental e suprema do Brasil, servindo de parâmetro de validade a todas as demais espécies normativas, situando-se no topo do ordenamento jurídico.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei
III - ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
...
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento
      ....
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;

E tantos outros incisos interessantes. Que belo diploma legal.

Vamos à definição constante do correio eletrônico:

EPIQUEIA - Definition:

Epiqueia (do grego epieikei = equidade) é, segundo Aristóteles, aquela forma de equidade ou justiça superior, que se sobrepõe ao preceito jurídico positivo, em virtude da qual é lícito ao homem operar contra a letra de uma norma jurídica obrigatória, por causa do rigor exagerado da mesma num caso particular, sendo todavia sua ação conforme com a mente do legislador.  Dado que uma norma positiva (lei) nunca pode prever exatamente todos os casos particulares, o direito superior da epiqueia reclama a admissão razoável de uma exceção à regra estrita.  Seja, p. ex., a norma:  uma coisa confiada a outra pessoa deve ser devolvida, quando reclamada pelo dono.  Esta norma pode perder seu valor, se alguém, com o fito de matar outra pessoa num insensato arrebatamento de ira, exige a devolução de uma arma entregue em depósito.  Para aplicação da epiqueia requerem-se as seguintes condições:  uma situação difícil certa e real, que torne irrazoável a norma para o caso em questão e a impossibilidade de recorrer à legítima autoridade.  A epiqueia não é aplicável, tratando-se de preceitos proibitivos da lei moral natural.  Tratando-se dos direitos positivos da mesma, em caso de necessidade entra em jogo o princípio superior, de que a lei não obriga quando impõe ônus absolutamente insuportável.  E questão discutida a aplicação da epiqueia às chamadas leis irritantes, que têm como consequência a invalidade de um ato jurídico. — Schuster. [Brugger

Reflitam ... não é  realmente interessante e atual?

ESTEVES – Cel RR

10 de mai. de 2011

VAIDADE ou EMOÇÃO?

Uma homenagem pode acarretar vários efeitos em uma pessoa, na maioria das vezes, deflagra uma vaidade que necessita, por parte do homenageado, uma grande cautela e vigilância para que ela não o cegue e avance desmedidamente, causando muitas vezes um estrago irreparável.
Não sou diferente. Ao ser homenageado também me envaideço, porem os sentimentos mais fortes são de emoção e principalmente de satisfação por ver a confirmação de que minhas decisões me conduziram ao meu objetivo, qual seja, a satisfação do meu público alvo.
Na verdade, não me importa pompa ou simplicidade, a afluência de autoridades e convidados ou mesmo a ausência deles em um recinto simples e fechado, o que “me toca” é justamente o fato dela, a homenagem, existir, pois como disse, é o reconhecimento de uma jornada silenciosa e solitária.
Obrigado, de coração, a todos aqueles que, de forma direta ou indireta, participaram da  homenagem a mim prestada no último dia 29.
Muito me emocionaram as palavras do Comandante que encheram meu coração de alegria e de esperança. Esperança de que nem tudo está perdido na minha Briosa Corporação e que ainda há aqueles que, como eu, acreditam que todos são importantes, do Coronel ao Policial mais recruta, cada um dentro de sua esfera de atuação, como um corpo que precisa tanto do coração quanto dos pulmões ou dos rins para bem viver. A PMERJ é este corpo.
Obrigado! O corpo está combalido, mas ainda pulsa. O sangue ainda corre nas veias. Há vida!
ESTEVES – Cel RR.

28 de mar. de 2011

ATENTADO

Com pesar que constato em nosso estado o recrudescimento de um crime que, nas últimas décadas, estamos acostumados a assistir nos filmes e noticiários internacionais, ou mesmo de outros Estados da federação.
Estou me referindo ao crime político.
Todos os indícios nos levam a conjecturar que o atentado que sofreu o Sr Ricardo Gama, a quem não conheço pessoalmente, trata-se de um crime dessa natureza. É a pseudo-democracia instaurada.
Se tal for confirmado, além de ser um retrocesso na civilidade de nosso povo, o tiro saiu pela culatra.
Por que digo isto? Simples, primeiro acredito que tão logo se recupere o Sr Ricardo voltará a escrever em seu blog e com mais veemência ainda. Segundo, muitos daqueles que não concordam com o que acontece em nosso estado, mas que por comodismo ou por não  desejarem se envolver, permanecem alienados do cotidiano, com o acontecimento deste atentado, ao invés de se amedrontarem, irão de maneira progressiva e homeopática, sair de cima do muro ou do marasmo que se encontram e começar a “cerrar fileiras” junto aos obstinados e ferrenhos críticos desta situação.
Acredito que este fato já tenha se iniciado e que os véus que encobrem e dissimulam algumas imagens já começam a cair e descortinar as verdadeiras imagens empanadas pelas bazófias verborrágicas.
ESTEVES – CEL RR

27 de mar. de 2011

POLICIA COMUNITÁRIA?

Nos últimos dias, freqüentando algumas OPM de saúde, tive oportunidade de ouvir Oficiais falando sobre Policia Comunitária. Reconheço que fiquei curioso e nas ocasiões que surgiram chances, anonimamente, me aproximei para escutar.
Minha estupefação foi ainda maior que minha curiosidade, pois alguns Oficiais, ao defender o Policiamento Comunitário, demonstravam completo desconhecimento do que seja realmente.
Admito que definir policiamento comunitário não é simples, pois é dinâmico de acordo com uma série de fatores intervenientes. Isto é, a estrutura, os objetivos e as técnicas a serem utilizadas variam em cada comunidade onde atue.
Para aqueles que se interessarem, há fatores comuns a todos os programas de Policia Comunitária. São eles:
• PARCERIA;
• PODER;
• RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS;
• RESPONSABILIDADE;
• ORIENTAÇÃO PARA A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS;
• ADAPTABILIDADE.
Quem realmente quiser entender e aplicar sugiro que, antes de qualquer coisa, busque ler “Cadernos de Polícia número 8”, editado pela Corporação na gestão do Coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, então Secretário de Estado de Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Leitura indispensável.

ESTEVES – CEL RR.

21 de mar. de 2011

REFLEXÃO

Como às vezes faço, estava contemplando a natureza; desfrutando do frescor da brisa marinha, admirando o contorno simétrico da crista das montanhas, o azul esverdeado do mar e sorvendo o aroma da maresia. Neste momento de introspecção, veio-me a lembrança, uma quase infinita quantidade de pessoas que passaram pela minha vida.
Algumas rapidamente sem que tivessem chance de se nomear, outras de forma mais efetiva. Todavia constatei o fato de que todas me ensinaram alguma coisa.
Talvez eu não tenha tido a maturidade necessária ou a sapiência para apreender ou mesmo implementar o que me era passado, no momento do ensinamento, mas com toda certeza ficou de alguma forma gravado no meu subconsciente.
Nesta viagem que faço ao meu “eu” muitas vezes encontro as respostas, que em dado momento não soube achar, nas experiências de vidas destas importantes pessoas que gravitaram e até hoje ladeiam o meu ser.
Então, apesar de saber que um número diminuto destes maravilhosos mestres tomará conhecimento deste artigo e, uma quantidade menor ainda terá consciência de sua real importância para mim e para tudo que sou, fiz e represento, ainda assim me obrigo, por dever de justiça e acolhimento das ordens emanadas de meu coração, a agradece-los por tudo que sou e que aprendi nesta vida.
De coração, OBRIGADO.
ESTEVES – CEL RR.

20 de mar. de 2011

NOVOS SONHOS

O ano se inicia e com ele renovam-se as esperanças e os sonhos. Alguns, conscientemente utópicos outros factíveis, não importa, o que realmente interessa é que eles existam, pois sem sonhos a vida não tem sentido.
Estou vivo, logo tenho meus sonhos, entre eles estão o reconhecimento, pelos governantes, do valor e importância dos profissionais das áreas de educação, saúde e segurança; a transformação em atos das falas em defesa do planeta, ou seja, que deixem um pouco de discursar e passem agir de modo a buscar não uma proteção, mas sim um não ataque ao planeta, pois a Terra é uma das maiores vítimas do “homem”.
Que os políticos roubem menos. Vejam a que ponto cheguei, não sonho nem que eles não se locupletem, mas sim que não façam só isso.
Que as pessoas consigam ver a beleza com que DEUS nos presenteia diariamente: O nascer e o pôr do SOL, o colorido das plantas, o odor das flores, a singeleza e sinceridade dos animais, os vales, as montanhas, os rios, o mar com sua força inquestionável, enfim a natureza como um todo, com toda sua magnitude e esplendor.
Sei que vários (se não a maioria) destes desejos são quimeras, mas permito-me os devaneios, pois creio que para o Criador do universo tudo é possível, então sonho e rezo por suas concretizações.
Sonhem, não permitam que suas vidas passem sem sentido, almejem de forma ética e dadivosa, pois este foi o grande ensinamento que nos recusamos a seguir.



ESTEVES – CEL RR

6 de dez. de 2010

FLUMINENSE


Não poderia deixar de compartilhar minha alegria pela vitória do meu tricolor.
Difícil descrever a emoção que vai no meu coração.
Um coração rubro pelo sangue que pulsa, branco pela paz que dele emana e verde pela esperança de dias melhores para todos os que padecem, este é o coração do torcedor do FLUSÃO.
Meu coração que palpita e descompassado reduz ao quase parar, acelera em seguida, para, ritmicamente, voltar aos batimentos normais; é um coração valente por natureza.
Os olhos embaçam sem marejar, o sorriso, discreto quase envergonhado, pela sisudez dos demais, assume seu papel no rosto que aos poucos começa a brilhar e, ao final, um grito preso na garganta a quase explodir, não quer sair para não melindrar os semelhantes que não compartilham da mesma emoção, apesar de felizes por mais esta vitória do Rio.
Ser Tricolor é algo mais do que simplesmente ser um torcedor de um clube.
 
É ter um amor platônico que bem convive com os amores terrenos, é ser dedicação inconteste sem prejudicar a labuta, é ser devoção sem ser abstinência à vida, é ser fervoroso sem ser doentio, é ter carinho pelos demais sem perder sua identidade.
Ser tricolor é tanta coisa e nada, é simplesmente ser.
 
Parabéns a todos os tricolores, parabéns aos jogadores e dirigentes que souberam levar o clube a tão nobre conquista, um parabéns especial ao Técnico Muricy Ramalho, que deu exemplo de dignidade e de senso de responsabilidade, abrindo mão da vaidade de dirigir a Seleção, para honrar sua palavra empenhada. Um verdadeiro MESTRE.
 Durma o sono dos justos, pois combateste o bom combate.

ESTEVES – CEL RR.

5 de dez. de 2010

BONANZA?


Em termos de Operações Policiais no Rio, há contradição no adágio popular, “depois da tempestade vem à bonanza”.
Passado os primeiros momentos de euforia após as operações realizadas pelas forças policiais no Rio de Janeiro, começam as tempestades para seus administradores. Uma chuva de denuncias de desvio de conduta assola as páginas dos jornais cariocas e tiram o sono das autoridades.
É comum este tipo de episódio, muitas acusações são inverídicas e visam apenas desestabilizar e desacreditar as forças policiais, entretanto, outras tantas são verdadeiras fruto não de uma policia corrupta, mas de uma sociedade doente, de onde se originam os integrantes dessas instituições.
O que fazer? Bem, sob o meu ponto de vista, um mal só se extirpa combatendo-o, ou seja, uma doença se cura aplicando medicamentos específicos para combatê-la.
O que temos é uma doença social que precisa ser higienizada e tratada com remédios adequados, neste caso Corregedorias eficientes, eficazes e efetivas, produzem um efeito inibidor e antipropagador na doença.
Um salário digno é outro remédio muito eficaz, pois quem não tem muito a perder, se arrisca para ganhar mais, já quem tem o que perder, teme as incertezas e os riscos.
Vamos aguardar os novos acontecimentos, pois muita coisa está por vir como conseqüência desta “Guerra no Rio”, só peço aos companheiros e leitores que não percam o foco, não se deixem levar apenas pelas aparências, só vemos a ponta do Iceberg, mas ele é gigantesco e está lá.
ESTEVES – CEL RR.

1 de dez. de 2010

MUITA REFLEXÃO.

Como PM vibrei com o combate ocorrido no domingo (28/11), afinal, como dizem, está no “DNA” do meganha o prazer de enfrentar os meliantes e vê-los com “o rabo entre as pernas”.
Foi emocionante, me reportou aos tempos de Tenente. Mas os anos passaram e já não sou mais aquele oficial que faz e pensa só com o coração.
Claro que estou radiante de alegria com os resultados que nossas Policias obtiveram nesta guerra, isto é inconteste, mas o que conclamo é que se tenha muita calma nessa hora.
O resultado é magnífico, mas paro e penso: o que levou a isto?
Reporto-me ao “post” anterior e busco uma análise de todo o cenário.
Estaria eu tendendo a sétima arte? Seria uma ficção ou como no filme “A Teoria da Conspiração”, ela existe, mas é tão fantástica e maquiavélica que se torna difícil de acreditar.
Não sei, o tempo dirá, mas necessário se faz que não nos olvidemos de raciocinar com clareza e isenção de ânimos.
ESTEVES - Cel RR 

28 de nov. de 2010

PIROTECNÍA?

Ao tentar analisar os últimos acontecimentos num plano maior, fico um pouco apoquentado.
Tentem fazê-lo e talvez sintam a mesma sensação.
Juntem: mudança nas regras do pré-sal, campanhas eleitorais, UPPs, silêncio na mídia quanto à violência, eleições, Copa do Mundo no Brasil, Olimpíadas no Rio, necessidade de preservação da imagem do Rio no exterior, liberação de verba Federal, nova Presidente e equipe, mudança de postura da mídia que antes escondia os fatos, alaridos quanto a todo e qualquer acontecimento, mesmo os do subúrbio, antes tamponados, apoio incondicional de tropas federais, tudo sem esquecer o fator temporal.
Por favor, analisem e me digam com a mão direita sobre o peito e a esquerda na consciência, que não paira qualquer dúvida quanto a porque isto tudo está acontecendo.
Não sou nenhum Alfred Joseph Hitchcock, nem tampouco tenho queda para tal, mas devo confessar que fervilham em minha mente uns cem numeros de idéias sobre prováveis reais motivos para o caos hoje instalado.
Reflitam, analisem e me digam.
ESTEVES – CEL RR

27 de nov. de 2010

O NOVO CAOS

Tenho acompanhado, a distancia é bem verdade, os acontecimentos, agora efusivamente noticiados pela mídia, da violência no nosso Estado.
Ouvi algumas declarações de pessoas, com importantes cargos temporários, sobre a razão de se ter chegado a este estado.
Claro que sob a ótica deles, não lhes cabe nem mesmo uma ínfima parcela de responsabilidade, esta é sempre, integralmente, dos outros que nada fizeram quando podiam ou então erraram nas suas avaliações dos fatos e por conseqüência, nas ações decorrentes.
Li, não me recordo onde, mas reputo como verdade: “A definição de insanidade é continuar a fazer o que você sempre fez, desejando obter um resultado diferente”.
Ora, se todos criticam as “políticas de segurança” adotadas pelas Policias nas últimas décadas, responsabilizando seus diretores pelo conseqüente quadro que hoje se apresenta, que explicação poderíamos dar para a repetição destas “estratégias”?
Esperam resultados diferentes para as mesmas ações?
Se a resposta a este questionamento for positiva, confesso que passo do medo para o pânico, pois a situação, por incrível que possa parecer, é ainda mais grave.
Rogo ao criador, lume aos responsáveis pela administração de nosso Estado, na busca de solução para tão ingente problema, que de forma alguma pode ser tratado com irresponsabilidade ou descaso.
ESTEVES - CEL RR

9 de nov. de 2010

PERFUME

A natureza é dadivosa, só lamento o fato de que nem sempre sabemos aproveitar seus presentes.
Caminhando pelas sendas de meu quintal, desfruto dos perfumes da natureza. São aromas de flor de cactos, lírios, flores de Dracenas, de pitangas e outras tantas com agradável odor, mas que por desconhecimento de seus nomes, deixo de citar.
O cheiro da terra molhada me faz refletir sobre a grandeza do universo e o destino final de nossa reles “carcaça”, que a esta mesma terra será entregue.
Penso nas insanidades que o homem faz com o ilusório argumento de buscar melhorias para si e outros.
Vejo um total descompasso entre as falas e as ações. Pronunciamentos eloqüentes enaltecendo os caminhos encontrados que levarão a paz social, já as ações, regadas a sangue, incutindo no cidadão um forte sentimento de pânico e impotência.
Volto as minhas veredas e percebo que o paraíso existe, basta que do cotidiano afastemos homens egocêntricos e sequiosos de poder.
A estes deixemos o fedor a que estão acostumados por sentirem o próprio cheiro, que procuram disfarçar com fragrâncias importadas da França.
ESTEVES – CEL RR.

30 de out. de 2010

PARADIGMA

Os BARBONOS tentaram romper paradigmas defendendo as praças e lutando por melhores condições de trabalho e dignidade para o Policial Militar.
O êxito significaria o rompimento com os grilhões que aprisionavam e ainda aprisionam, os Oficiais idealistas que amam a Corporação. Buscavam acabar com o axioma de que os Coronéis só pensam em si, que suas ações visam, em primeiro plano, a perenidade em algum cargo ou função.
Pois bem, os Barbonos ocupavam funções nobres e invejáveis dentro da PMERJ, ainda assim, lutaram pela Policia Militar e pelo tão decantado (e infelizmente constatado, só bazófia) maior patrimônio da Corporação, o PM.
Sabiam de antemão os riscos que corriam de perder suas funções e gratificações, mesmo assim seguiram, pois para eles o objetivo era bem maior, era conseguir alguma melhoria para as praças e provar que, nos novos tempos, Coronéis realmente se preocupavam com seus subordinados.
Partindo do principio que “a única pessoa que você pode mudar é você mesmo”, tentaram influenciar outros Coronéis para que mudassem e adotassem uma posição mais coerente com os discursos e com o juramento feito à Bandeira Nacional.
Acreditavam que uma vez unidos, sem uma liderança única, mas guiados pelo objetivo de ver a tropa tratada com dignidade e respeitada pela sociedade, obteriam êxito. Estavam dispostos a abrir mão de seus cargos e da própria carreira, como de fato ocorreu.
Infelizmente os Coronéis não eram equânimes. E o poder político tinha conhecimento desta fraqueza. Deu no que deu.
Os dias seguem e hoje descortinamos diariamente um quadro caótico dentro da Segurança Pública de nosso Estado. E o pior é que não se vislumbra, com as atitudes da atual gestão, um naco de esperança de melhoria.
Rogo ao criador que ilumine nossos caminhos e conceda a dádiva de que alguém encontre uma solução que minimize o presente caos e, a médio e longo prazo, nos conduza a níveis suportáveis de segurança.
Sempre cônscio de que não existe uma panacéia que resolva tudo rapidamente, tampouco grande parte em curto prazo.

ESTEVES – CEL RR