1 de ago de 2017

NOTÍCIAS DO G1


Sérgio Cabral diz que usou 'caixa 2 na política, e não para enriquecer'
Ex-governador do Rio presta depoimento nesta segunda-feira (31). Ele classificou a condenação do juiz Sérgio Moro como "absurda".

Por Marco Antônio Martins, G1 Rio
31/07/2017 16h01  Atualizado 31/07/2017 20h45

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) presta depoimento nesta segunda-feira (31) ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, sobre uma das 13 denúncias do Ministério Público Federal (MPF) (Acompanhe em tempo real).
Na denúncia em questão, os procuradores dizem que Cabral recebeu do empresário Eike Batista US$ 16,5 milhões em propina, além de R$ 1,5 milhão através do escritório de advocacia de sua esposa, Adriana Ancelmo.
Cabral nega que tenha recebido propina. "Nunca fiz um toma lá dá cá com o senhor Eike Batista".
Como em outras ocasiões, o ex-governador admitiu o uso do caixa dois e negou ter conta no exterior. Desta vez, ele — que já havia dito que não vivia do próprio salário — afirmou que a maioria do valor desviado foi utilizado em campanhas.
"A quase totalidade de recursos que obtive com o caixa dois eu gastei na política, e não para enriquecer", afirmou.
Cabral admitiu ter recebido valores de Eike, mas todos eles ligados a projetos, como R$ 30 milhões para as UPPs e R$ 10 milhões na "campanha para a Olimpíada". A exceção seria quando pediu R$ 10 milhões para a campanha eleitoral de 2010. "Foi a única vez".
Na ocasião, diz Cabral, Eike teria dito que não dava para realizar o pagamento em doação oficial. Por isso, os valores teriam sido trazidos do exterior. A operação teria sido realizada pelos irmãos Chebar, delatores do processo.
Com eles, e com outros empresários, Cabral pediu para que fossem realizadas acareações. "Senhor Cabral, não dou o direito do senhor discutir minhas decisões", rebateu Bretas.
Sustentando que pedidos de doações não significavam propina, Cabral chegou a dizer que "pediu dinheiro até para a Fundação da Madonna", em um jantar.
Juiz pede para fazer esclarecimento
Logo no início da audiência, o juiz Marcelo Bretas disse que tinha um esclarecimento a fazer ao ex-governador. Na semana passada, Cabral levantou a suspeita do magistrado após uma entrevista do juiz ao jornal Valor Econômico. Nela, Bretas falava sobre uma suposta condenação.
O ex-governador disse que ficou surpreso ao ler a reportagem e disse que é contra o "pré-julgamento". O magistrado rebateu. "O senhor está diante de um juiz que quer tomar a melhor decisão no momento adequado", disse ele nesta segunda-feira. Entendemos que o juiz Bretas antecipou o julgamento por isso estamos pedindo o seu afastamento", disse o advogado Rodrigo Roca, que defende Cabral, na saída da audiência.
Em outro momento mais duro, Cabral chegou a discutir com o procurador El Hage. "Como o MPF me imputa US$ 100 milhões sem documento que o ligue a mim?", questionou. "Há documentos, relatórios do Coaf. O senhor recebeu dinheiro", rebateu.
O ex-governador também perguntou porque o acordo de delação dos irmãos Chebar foi fechado tão rapidamente. "Talvez porque seja o maior valor já devolvido na Lava Jato: US$ 100 milhões", respondeu El Hage.
Cabral ainda retrucou dizendo que não há documentos que o liguem a quantia.
Sentença de Moro é absurda, diz ex-governador
Condenado a 14 anos e 2 meses pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba, pelo recebimento de propina em obras do Comperj, Cabral citou a decisão. Ele é réu em outras 12 denúncias.
Ele disse que vai se defender de todas as acusações do MPF e citou o magistrado da Lava Jato.
"No meu governo. Todos os processos tratam de minha administração. Com exceção do absurdo da sentença do juiz Moro"

MEU COMENTÁRIO: 
Alguém acredita? Como pode uma pessoa com salário de aproximadamente R$20.000,00 (vinte mil reais), num período de quase oito anos (cerca de 90 meses), adquirir o patrimônio que este apenado construiu? (Jóias, obras de arte, imóveis, veículos, etc). Honestamente?


20 de jun de 2017

Notícias do YAHOO

Fachin retira de Moro processos sobre Lula e Odebrecht


O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), tirou do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, três casos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que tiveram origem nas delações premiadas de executivos e ex-funcionários da Odebrecht. As informações são da Agência Brasil.
Um diz respeito ao suposto tráfico de influência do ex-presidente, que em troca de vantagens indevidas teria atuado em favor da empresa em negociações referentes a Angola, mesmo que em prejuízo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O pedido de investigação sobre o assunto teve origem nos depoimentos de Emílio Odebrecht e Marcelo Odebrecht, controladores do grupo, e de mais três ex-funcionários da empresa.
Fachin determinou a remessa das provas referentes a esse caso para a Justiça Federal do Distrito Federal, por se tratarem de fatos que supostamente se passaram na capital da República, escreveu o ministro no despacho divulgado nesta terça-feira (20).
Assim, do cotejo das razões recursais com os depoimentos prestados pelos colaboradores não constato, realmente, relação dos fatos com a operação de repercussão nacional que tramita perante a Seção Judiciária do Paraná, escreveu Fachin. O ministro acatou um recurso da defesa.
Outro caso trata da suposta atuação de Lula e também da ex-presidente Dilma Rousseff em favor da liberação de recursos do BNDES para a construção das Usinas Hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, ambas em Rondônia. Eles também teriam agido para acelerar licenças ambientais, segundo o depoimento de Emílio Odebrecht e de Henrique Serrano de Prado, ex-executivo da área de energia. A investigação foi remetida por Fachin também ao Distrito Federal.
Um terceiro caso trata do suposto pagamento de uma mesada pela Odebrecht a José Ferreira da Silva, o Frei Chico, líder sindical e irmão de Lula, segundo relatos dos ex-executivos da empresa Hilberto Mascarenhas Filho e Alexandrino Alencar. Os repasses seriam feitos como um modo de prestigiar o ex-presidente, declararam os colaboradores. Fachin determinou que a investigação sobre o assunto seja remetida à Justiça Federal de São Paulo, também a pedido da defesa de Lula.
Nas três situações, a PGR (Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a retirada dos processos de Moro, alegando que guardam relação com as investigações da Lava Jato conduzidas no Paraná.
À época em que os casos foram remetidos a Sérgio Moro, no início de abril, o ex-presidente Lula negou qualquer ilegalidade, afirmando que as acusações eram frívolas e sem nenhuma materialidade

Notícias site: lavajato.mpf.mp

Notícias mais recentes
Nota de esclarecimento da força-tarefa Lava Jato em Curitiba
Segundo procuradores, defesa do ex-presidente tenta pessoalizar acusações e transformar julgamento por crimes de corrupção em julgamento político


20/06/2017

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná vem a público repudiar o artigo “A verdade de Lula”, publicado no jornal Folha de S. Paulo em 20 de junho de 2017, de autoria dos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins.
A defesa do ex-presidente reitera seu comportamento de tentar pessoalizar as acusações feitas contra o ex-presidente na pessoa de Deltan Dallagnol, esquecendo-se que, além dele, outros 12 procuradores da República são signatários da acusação que imputou a Lula os crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro. Esquecem também que esse processo é resultado de investigações extensas feitas pela Polícia Federal e Receita Federal, bem como de uma equipe dedicada de servidores do Ministério Público Federal, todos sem qualquer vinculação político-partidária.

Não bastasse, a defesa do ex-presidente vem se utilizando de todos os recursos, mesmo aqueles eticamente duvidosos, para atacar os acusadores. Assim, além das inúmeras representações que fez contra os membros da força-tarefa, também apresentou ações de indenização contra o procurador Deltan Dallagnol e contra o delegado de Polícia Federal Felipe Pace, e queixa-crime contra o juiz federal Sérgio Moro.

Dessa forma, fica claro que a defesa se esqueceu do próprio mérito do processo, tentando inutilmente transformar um julgamento por crimes de corrupção em um julgamento político.

Vivemos em um momento singular da nossa história republicana em que os governantes estão tendo que responder por seus atos perante a Justiça. Apesar de todas as dificuldades para superar a impunidade, todo esse processo pode restabelecer a crença de que é possível termos um país onde todos sejam efetivamente iguais perante a lei.

A força-tarefa Lava Jato confia na Justiça e espera com tranquilidade a sentença nesse caso.

8 de mai de 2017

O ANTAGON!STA

Coxa e Amante



Gleisi Hoffmann ocupou a tribuna do Senado nesta tarde para atacar O Antagonista, a Lava Jato e o juiz Sérgio Moro, chamado por ela de "animador de torcida".
A Odebrecht chama Gleisi de Coxa e Amante.
Meu comentário: " Por que será?"

Notícias do G1 Ainda

Greve dos Correios acaba nesta segunda-feira na maioria das cidades
Dos 36 sindicatos que representam os trabalhadores da empresa, pelo menos 33 decidiram voltar ao trabalho. Greve durou 12 dias e atrasou envio de correspondências.


Por G1
08/05/2017 19h42  

A maioria dos sindicatos que representa os trabalhadores dos Correios decidiu acabar com a greve e voltar ao trabalho nesta segunda-feira (8), às 22h. A greve dos Correios começou no dia 26 de abril, às 22h, e durou 12 dias.
Segundo comunicado dos Correios, dos 36 sindicatos que representam a categoria pelo menos 33 decidiram pelo fim da paralisação - 12 deles em assembleia na sexta-feira (5) e 17 em reuniões nesta segunda-feira (8).
Os únicos locais em que a greve continua são no estado de Santa Catarina e na região de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
O sindicato que representa os trabalhadores do Acre fará sua assembleia para avaliar pelo fim ou continuidade da greve nesta terça-feira (9).
Mutirão
Segundo os Correios, os funcionários que voltaram ao trabalho na última sexta-feira fizeram um mutiração para despachar as entregas atrasadas durante o fim de semana.
"No fim de semana (6 e 7), houve mutirão em todo o país. A iniciativa envolveu cerca de 12 mil trabalhadores, que triaram (prepararam para entrega) 14,4 milhões de cartas e encomendas e entregaram 5,7 milhões de objetos", afirmaram os Correios, em comunicado.
Crise nos Correios
Na negociação, os Correios voltaram atrás da decisão de suspender as férias dos trabalhadores. Eles também prometeram não judicializar a questão do plano de saúde, enquanto o tema estiver sob mediação do Tribunal Superio do Trabalho (TST).
Os Correios enfrentam uma severa crise econômica e medidas para reduzir gastos e melhorar a lucratividade da estatal estão em pauta.
Nos últimos dois anos, os Correios apresentaram prejuízos que somam, aproximadamente, R$ 4 bilhões. Desse total, 65% correspondem a despesas de pessoal.
Em 2016, os Correios anunciaram um Programa de Demissão Incentivada (PDI) e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa.
Os Correios planejam também fechar cerca de 200 agências neste ano, além de uma série de medidas de redução de custos e de reestruturação da folha de pagamentos. Segundo os Correios, o fechamento dessas agências acontecerá sobretudo nos grandes centros urbanos.

No dia 20 de abril, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, afirmou que a demissão de servidores concursados está na pauta e vem sendo estudada. Segundo ele, os Correios não têm condições de continuar arcando com sua atual folha de pagamento e contratou um estudo para calcular quantos servidores teriam que ser demitidos para que o gasto com a folha fosse ajustado.
Na última quinta-feira (4), no entanto, foi anunciada a escolha da organizadora do próximo concurso dos Correios para as áreas de saúde, segurança e engenharia para os cargos de auxiliar de enfermagem do trabalho júnior, técnico de segurança do trabalho júnior, enfermeiro do trabalho júnior, engenheiro de segurança do trabalho júnior e médico do trabalho júnior. O número de vagas e salários não foram divulgados.
O último concurso dos Correios foi realizado em 2011 para 9,1 mil vagas.


Notícias do G1

Janot pede para STF anular decisão de Gilmar Mendes que mandou soltar Eike
No pedido à presidente do Supremo, Janot diz que esposa de Gilmar trabalha no escritório de um dos advogados que defende o empresário; PGR quer que ministro deixe relatoria do caso.


Por Renan Ramalho, G1, Brasília
08/05/2017 19h22  
A Procuradoria Geral da República (PGR) enviou pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ministro Gilmar Mendes deixe a relatoria de um habeas corpus no qual concedeu liberdade ao empresário Eike Batista. Além disso, Janot quer a anulação de todas as decisões sobre o habeas corpus, incluindo a que mandou soltar o empresário.
No último dia 28, Eike obteve liberdade no STF após três meses de prisão por conta de investigação em que é suspeito de pagar propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral em troca de contratos no estado.
O pedido de Janot foi enviado à presidente da Corte, Cármen Lúcia, para ser pautada em plenário e ser decidido pelos 11 ministros.
O procurador alega que Gilmar Mendes não poderia atuar na causa porque sua esposa, Guiomar Mendes, trabalha no escritório de advocacia de Sérgio Bermudes, que defende Eike Batista.
“Em situações como essa há inequivocamente razões concretas, fundadas e legítimas para duvidar da imparcialidade do juiz, resultando da atuação indevida do julgador no caso”, diz Janot no pedido.
"A situação evidencia o comprometimento da parcialidade do relator do habeas corpus [...] tendo ele incidido em hipótese de impedimento ou, no minimo, de suspeição. Por tal motivo, suscita-se a presente arguição contra o ministro Gilmar Ferreira Mendes, a fim de se reconhecer a sua incompatibilidade para funcionar no processo em questão, bem como para que se declare a nulidade dos atos decisórios por ele praticados", afirma.
O procurador citou o Código de Processo Civil, que prevê impedimento do juiz quando a parte for cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge. Além disso, a lei diz que o magistrado deve deixar o caso por suspeição se a parte for credora de seu cônjuge.
"Com efeito, o julgamento por um magistrado de uma causa penal na qual figure como parte um cliente do escritório de advocacia do cônjuge do julgador ou um devedor de seu cônjuge, como previsto nos arts. 144, inciso VIII, e 145, inciso III, do Código de Processo Civil, contraria diretamente a exigência de imparcialidade, particularmente em seu aspecto objetivo", afirma o PGR.


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Lava Jato: MPF/RJ e PF investigam lavagem de dinheiro por meio de obras de arte
Operação realiza busca e apreensão em endereços ligados a Suzana Neves, ex-mulher de Sérgio Cabral


08/05/2017

A pedido do Ministério Público Federal, a 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro expediu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Suzana Neves, ex-mulher do ex-governador Sérgio Cabral. Os mandados estão sendo cumpridos pela Polícia Federal nesta segunda-feira (8), em Araras (RJ) e São João del-Rei (MG).
A partir de fatos apurados nas operações Calicute e Eficiência, identificou-se que Suzana Neves comprou, em nome de sua empresa Araras Empreendimentos Consultoria e Serviços Ltda, um imóvel em São João del-Rei por R$ 600 mil sem que, aparentemente, tivesse recursos de origem lícita compatível. O MPF apura se o imóvel está sendo utilizado para guardar bens de valor adquiridos com recursos ilícitos da organização chefiada por Cabral, como obras de arte, por exemplo, pois informantes relataram que, nos meses de janeiro e fevereiro de 2017, houve o descarregamento de um “container de quadros” na casa.
Além disso, a Receita Federal detectou que a Araras Empreendimentos teve movimentação financeira incompatível com a receita bruta declarada e distribuiu lucros e dividendos incompatíveis com as receitas auferidas, nos exercícios de 2007 a 2009 e de 2011 a 2015. O levantamento demonstra que a sede da empresa é a própria residência de Suzana, no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro, e que não há nenhum empregado registrado.
Origem ilícita - As investigações também apontam que Suzana Neves utilizou sua empresa para ocultar a origem ilícita de R$ 1.266.975,00. Entre 25/10/2011 e 13/12/2013 foram identificadas 31 transferências bancárias de recursos oriundos do grupo de empresas da empreiteira FW Engenharia, por intermédio da empresa Survey Mar e Serviços Ltda, que realizou pagamentos à Araras Empreendimentos a título de serviços de consultoria em valor quase duas vezes maior que a sua renda bruta declarada. Quase 50% dos valores recebidos pela Survey da FW no período analisado pela investigação foram repassados logo em seguida para a empresa de Suzana Neves.
Toda a movimentação aponta para lavagem de dinheiro pago como propina à organização criminosa em contratos que o governo do estado do Rio de Janeiro firmou com a FW Engenharia. Em diligências de busca e apreensão autorizadas durante a operação Calicute, foram apreendidas diversas anotações que indicam o pagamento de propina pela empreiteira FW Engenharia em benefício da organização criminosa chefiada por Sérgio Cabral. Um dos contratos firmados com a empresa, no valor de R$ 35 milhões, teve por objeto a elaboração de projeto executivo e a execução de obras complementares de urbanização no Complexo de Manguinhos, comunidade beneficiada pelo PAC Favelas. A contratação foi financiada com recursos da União provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento.

As oito denúncias já apresentadas pela força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro revelam como Sérgio Cabral instituiu, ao assumir o governo do do estado, em 2007, um esquema de cartelização de empresas e favorecimento em licitações, mediante pagamento de propina de cerca de 5% em todas as grandes obras públicas de construção civil contratadas junto ao ente público, quase sempre custeadas ou financiadas com recursos federais. As investigações demonstram que a organização desviou mais de US$ 100 milhões dos cofres públicos mediante engenhoso processo de envio de recursos oriundos de propina para o exterior.

4 de mai de 2017

Notícias do site Lavajato.mpf.mp

MPF/RJ denuncia Sérgio Côrtes e Miguel Iskin por obstrução de justiça
Ex-secretário de Cabral e empresário são acusados de tentar influenciar colaboração


03/05/2017

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Sérgio Côrtes, ex-secretário de saúde da gestão de Sérgio Cabral, e o empresário Miguel Iskin por tentativa de obstrução de justiça. A denúncia foi apresentada pelo MPF à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (3). Côrtes e Iskin, além de Sérgio Vianna Júnior, são acusados pela força-tarefa Lava Jato/RJ de articulação para influenciar no acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-subsecretário executivo da pasta, César Romero. Eles são investigados na operação Fatura Exposta, desdobramento da Calicute e Eficiência, que investigam a organização criminosa liderada pelo ex-governador.
De acordo com a denúncia, usando Vianna como intermediário, o ex-secretário de saúde e o empresário agiram de forma conjunta para constranger Romero a alterar o conteúdo de sua delação, que se encontrava ainda em fase de negociação com o MPF, oferendo dinheiro, inclusive. Os acusados tentavam combinar entre si versões a serem apresentadas, buscando dificultar as apurações dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro praticados no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) e na Secretaria Estadual de Saúde do Rio.
Durante o período em que negociava os termos de sua colaboração, César Romero foi procurado mais de uma vez pelos acusados, segundo atestam gravações feitas por ele e por registros do circuito fechado de TV de seu escritório. “A preocupação entre os denunciados em estancar as investigações ou pelo menos impedir que chegassem com força às suas condutas era evidente”, defende a denúncia do MPF.

Fatura Exposta – A operação Fatura Exposta investiga as ramificações da organização criminosa chefiada por Sérgio Cabral na área da saúde. Atualmente, além de Sérgio Côrtes, Miguel Iskin e seu sócio Gustavo Estellita estão presos preventivamente suspeitos de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo as apurações, eles teriam comandado um cartel de distribuidoras e fornecedoras de serviços, fraudando licitações do Estado.


28 de abr de 2017

Notícias do ANTAGON!STA

Cortina de fumaça
Brasil 28.04.17 19:19

A polêmica decisão de Gilmar Mendes terá muito pouca repercussão na imprensa, por causa dos protestos dos sindicalistas pelegos.

Brasil 28.04.17 19:16
Gilmar Mendes não se sentiu nem um pouquinho constrangido em libertar Eike Batista, embora sua mulher (Guiomar) trabalhe no escritório de Sérgio Bermudes, advogado de Eike em causas cíveis.
Só no Brasil.


Tudo ou nada dos pelegos
Brasil 28.04.17 17:03
Os pelegos da ORCRIM, diante do absoluto fracasso da greve geral, resolveram partir para a pancadaria.
Veja a manchete de O Globo:

Grupos protestam com vandalismo no Centro; Polícia reage com bombas de gás e cerca a Alerj.


27 de abr de 2017

PIZZA?

Infelizmente começo a sentir cheiro de PIZZA. Tomara que eu esteja enganado.
Saiu no G1;
Sérgio Cabral diz que pagou itens de luxo com dinheiro de caixa 2, mas nega que dinheiro seja propina
Ex-governador do Rio de Janeiro falou que quantia era de sobras não contabilizadas de campanhas eleitorais.


SUMIÇO DE PROVAS OU FORMAÇÃO DE RESERVA TÉCNICA?

A T E N Ç Ã O,  prestem muita atenção no fatos noticiados e os analisem friamente, para poder entender o que realmente está acontecendo.
Foi noticiado no ANTAGON!STA:
Ladrão que rouba Cabral...
Brasil 25.04.17 19:14
O Globo informa que o juiz Marcelo Bretas resolveu agilizar o leilão de bens apreendidos pela Lava Jato no Rio, após descobrir que ladrões invadiram a Fazenda Três Irmãos, em Paraíba do Sul.
O imóvel está em nome de Carlos Miranda, principal operador de Sérgio Cabral. A invasão foi seguida do roubo de aparelhos de ar-condicionado, louças de cozinha e banheiro, além de objetos pessoais e outros itens.
A LJ no Rio já apreendeu uma aeronave, 35 embarcações, 103 imóveis, além de jóias, veículos de luxo e obras de arte num total superior a R$ 1 bilhão.


Será que este fato realmente aconteceu, em sendo verídico, há a possibilidade de “limpeza de arquivo”?
A quem pode interessar o sumiço de alguns objetos e/ou documentos não elencados no rol da rés furtiva?
Seria o fato estória de cobertura para encobrir provas irrefutáveis dos crimes da Facção criminosa que se instalou no Rio?
Há de se acompanhar o desdobrar dos acontecimentos, se não for abafado pelos interessados.

ESTEVES – CEL RR

25 de abr de 2017

MSN NOTICIAS

      
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) pediu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que determine o retorno de Adriana Ancelmo para a prisão preventiva.
Investigada na Operação Calicute, ela foi denunciada por corrupção e lavagem de dinheiro na organização criminosa liderada pelo marido, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, que se encontra preso. Adriana cumpre atualmente prisão domiciliar concedida pela 7ª Vara Federal Criminal, sob a alegação de que tem filhos menores de 12 anos. O parecer da Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2), que será julgado nesta quarta-feira (26) pela 2ª Turma do TRF2, reforça recurso da força-tarefa da Lava Jato no Rio e destaca que as causas que originaram a prisão de Adriana não somente permanecem inalteradas como também ganharam robustez com o prosseguimento das investigações, não havendo razões para conversão em prisão domiciliar. Para a procuradora regional da República, Mônica de Ré, a prisão preventiva é essencial para encerrar a prática de lavagem de dinheiro, crime usualmente cometido com o uso de telefone e acesso à internet.
“Apesar das medidas de precaução determinadas, vedando o acesso a meios de comunicação, a difícil fiscalização do cumprimento torna evidente o risco de ela acessar e movimentar o patrimônio oculto por Cabral”, argumentou. Ainda de acordo com o parecer, o próprio TRF2 apontou, em manifestação anterior, que o benefício não alcançaria a ré, tanto pelo fato de ter viajado diversas vezes sem os filhos, quanto pela gravidade de sua conduta.
A PRR2 defende ainda que a conversão em prisão domiciliar afronta o princípio da isonomia, que defende que todos são iguais perante a lei, “já que há milhares de outras mulheres com filhos detidas e que não foram favorecidas da mesma forma”. Com informações da Agência Brasil.