30 de dez de 2009

SENHOR TENDE PIEDADE

Aos que leem este blog me desculpem, mas não resisti a postar este e-mail que recebi. Espero que entendam e se deleitem.

Haja criatividade....... e bom humor!!!!

Senhor, tende piedade de nós

Pelo Marcos Valério e o Banco Rural
Pela casa de praia do Sérgio Cabral
Pelo dia em que Lula usará o plural
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz
Pelo "nunca antes nesse país"
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha
Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo casal Garotinho e sua cria
Pelos pijamas de seda do "nosso guia"
Pela desculpa de que "o presidente não sabia"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar
Senhor, tende piedade de nós!

Pela "queima do arquivo" Celso Daniel
Pela compra do dossiê no quarto de hotel
Pelos "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas opiniões do prefeito César Maia
Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia
Pela primeira dama catando conchinha na praia
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam
Pelos aplausos "roubados" do Kofi Annan
Pelo lindo amor do "sapo barbudo" por sua "rã"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela greve de fome que engordou o Garotinho
Pela Denise Frossard de colar e terninho
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho
Senhor, tende piedade de nós!

Pela volta triunfal do "caçador de marajás"
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna farra dos nossos banqueiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou "conselheiro"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela máfia dos "vampiros" e "sanguessugas"
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga
Senhor, tende piedade de nós!

Pelos "meninos aloprados" envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança
Senhor, tende piedade de nós!

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna desculpa da "herança maldita"
Pelo "chefe" abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita
Senhor, tende piedade de nós!

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo "compañero" Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na "m"
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo crescimento do PIB igual do Haití
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy
Senhor, tende piedade de nós!

Para que possamos ter muita paciência
Para que o povo perca a inocência
E proteste contra essa indecência
Senhor, dai-nos a paz!

(Autor desconhecido)

 ESTEVES - CEL RR

14 de dez de 2009

EU ACREDITO


Neste sábado, 12 de dezembro de 2009, estava programado um movimento cívico em apoio a PEC 300/2008, no centro de Maricá. Para lá me desloquei, sem muitas expectativas, mas por obrigação comigo, com meus sonhos de um dia ver a Corporação com um salário digno.
Achava que iria encontrar “meia dúzia de gatos pingados” falando mal de algum companheiro, de um oficial ou de algum Comandante, mas, por lealdade as minhas convicções, mesmo assim fui.
Para minha surpresa, um público expressivo compareceu ao evento.
Em conversas com uns e outros, pude notar que não havia críticas a pessoas, não era este o foco, mas sim vontade de apoiar, de fazer algo em prol de uma mudança no “status quo” salarial.
Experimentei uma sensação que julgava perdida: esperança. Senti na ambiência uma energia boa, positiva, o desejo de conseguir algo sem pensamentos antagônicos contra ninguém, apenas pró.
Ao ouvir os discursos inflamados, recordei a história de Peter Pan, onde a idéia força é acreditar nos sonhos, uma vez que nada é impossível para a força do desejo honesto e ferrenho.
Foi isso o que vi e ouvi, o povo clamando com o coração: “EU ACREDITO”.
Agora, convoco a todos aqueles que julgam seus proventos irrisórios: “ACREDITEM”; lutem, não permitam que a esperança morra em seus corações, pois se isto ocorrer, eles venceram.

ESTEVES - CEL RR

25 de nov de 2009

INVESTIGAÇÃO OU APURAÇÃO

Vejamos o que nos dizem os dicionários.

Segundo Aurélio:
in.ves.ti.gar
Verbo transitivo direto.
1.Seguir os vestígios de.
2.Pesquisar.
3.Examinar com atenção. [C.: 1C]
§ in.ves.ti.ga.ção sf.

a.pu.rar
Verbo transitivo direto.
1.Tornar puro; purificar.
2.Aperfeiçoar, aprimorar; afiar, aguçar, refinar.
3.Afinar (metais).
4.Conhecer ou procurar conhecer ao certo.
5.Fazer a apuração (2) de:
Verbo intransitivo.
Verbo pronominal.
6.Aprimorar-se.
7.Esmerar-se no trajar

Segundo Michaelis:
in.ves.ti.gar
v. Tr. dir. 1. Fazer investigações acerca de.
2. Seguir os vestígios de.
3. Indagar, inquirir, pesquisar

a.pu.rar
v. 1. Tr. dir. e pron. Livrar(-se) de impureza(s); tornar(-se) puro.
2. Tr. dir. e pron. Aperfeiçoar(-se).
3. Tr. dir. Escolher, selecionar.
4. Tr. dir. Afinar (metais).
5. Tr. dir. Redigir de acordo com os preceitos gramaticais e estilísticos.
6. Tr. dir. Averiguar.
7. Tr. dir. Irritar a paciência de.
8. Tr. dir. Ferver para concentrar.
9. Tr. dir. Conseguir, obter.
10. Tr. dir. Aguçar, firmar.
11. Pron. Vestir-se com primor e elegância estudada.
12. Tr. dir. Contar (votos).

Talvez a língua Portuguesa não defina objetivamente a diferença entre Investigar e Apurar, todavia, nas casernas, a distinção é bem clara e precisa.
Investigar não pressupõe um acusador tangível e os preceitos não perseguem um ritual de formalidades rígidas, não havendo necessariamente um acusado ou suspeito, tampouco um acusador; já uma apuração, esta é realizada com todo um ordenamento de formalidades a serem seguidas sob pena de nulidade. Existe um acusado (sindicado ou averiguado), um acusador (podendo ser o Estado) e uma vítima (que pode ser a própria Corporação).
A Investigação deve acontecer de modo a não obstar as pessoas envolvidas e, preferencialmente, ocorrer de forma sigilosa.
No caso de uma apuração, é constitucionalmente assegurado ao acusado os direitos da ampla defesa e da presunção de inocência, sendo-lhe ainda resguardado o direito de, ao término, em nada sendo constado contra si que o desabone, recorrer a Justiça para ressarcimento dos danos materiais e morais a ele causados pelo acusador. Logo, há de se ter um acusador, assim como define a nossa Magna Carta.

ESTEVES – CEL RR

24 de nov de 2009

EXPECTATIVA

Falando o “informês”, muito em voga na atualidade, podemos dizer que a vida da gente é como um H.D., onde estão arquivados momentos de alegria e tristeza, vitória e derrota, esperança e decepção, paz e aflição, enfim, sentimentos e emoções antagônicas que servem para alimentar, impulsionar e enriquecer nosso ser.
Digo isso, pois no meu ponto de vista, nossa vivência neste plano é uma coletânea de expectativas. A cada concretização ou não de uma delas devemos tirar ensinamentos e seguir adiante, em busca da razão de nossa existência, o objetivo da vida.
Observo as ações de algumas pessoas e tento entender qual será o objetivo maior daquele ente. O que o leva a desprezar o semelhante responsável por resguardar sua integridade física e material, ou ainda pior, maldizê-lo.
Em que se baseia o aprendizado de tão estranho ser?
O que o leva a acreditar ser tão superior... intangível por seus vassalos.
Esquece-se ele de que nada é pra sempre?
Esquece-se o incauto presunçoso de que haverá o dia de prestar contas de todos os seus atos, sem poder mentir ou clamar inimputabilidade às suas ações?
Infiel, ignora o dia do juízo final...

ESTEVES – CEL RR.

18 de nov de 2009

A RODA REDONDA


No campo da Segurança Pública muitas vezes perdemos um tempo precioso em experiências que buscam inventar uma roda.
A estratégia normalmente usada é a da tentativa, erro e acerto. O preço pago: vidas humanas.
Em setembro de 19994, a PMERJ editou um Caderno de Instrução que, de forma Acadêmica, tratava sobre “Polícia, Violência e Direitos Humanos”.
O Comandante Geral e Secretário de Estado de Policia Militar era o Sr Coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira. Dentre os títulos deste caderno foi abordado de forma clara e objetiva o tema “Política de Segurança”.
Disse o Secretário:
“Todos sabemos que as perspectivas para reversão do quadro não são animadoras, mesmo porque o medo de violência e a ansiedade fazem com que se deseje uma solução rápida, de curto prazo para o problema; já!...Com essa visão a tendência é cair na armadilha lógica do uso da violência legítima: mais armas, mais policiais, mais metralhadoras para a polícia, mais cadeias, penas mais rígidas, pena de morte, prisão perpétua, “paredão”. E a espiral vai crescendo, com o efeito bumerangue indesejável que só não vê quem não quer.
A questão da violência – que é um fenômeno de conotações extremamente emocionais; há, pois, que ser enfrentada pelos entes organizados da sociedade de forma racional, não emocional. Caso contrário, vira vingança.”
Até quando ficaremos agindo cega e amadorescamente?
Até quando sacrificaremos a vida do nosso PM, patrimônio e alma de nossa Corporação?
Até quando deixaremos que balas perdidas encontrem pessoas inocentes?
Até quando permitiremos que pessoas inescrupulosas transformem marginais da Lei em bons cidadãos vítimas da truculência policial?
Bem, a “roda já foi inventada” e é redonda, não precisamos reinventá-la, mas sim, abrir mão da vaidade e da vontade midiática de aparecer para operacionalizarmos o que já existe.
A grandeza do homem está em admitir seus erros e buscar soluções com humildade, mesmo que se utilizando, sem omitir, de idéias de outros para obter êxito.

ESTEVES – CEL RR.

21 de out de 2009

DESENCONTRADOS


Não pretendia escrever mais nada que falasse sobre esses dois cidadãos que hoje se encontram a frente da “política” (?) absurda de segurança de nosso estado, mas não há como calar diante do caos em que nos encontramos.

Não falo aqui como profissional de segurança que labutou por trinta e três anos neste mister, tampouco com desafeto (BARBONO) desse desgoverno ora instalado no Rio de Janeiro, mas como cliente que sou, uma vez que aqui vivo e me encontro, em tese, em pleno gozo de minha cidadania.

A cada dia a situação é ainda mais assustadora, pois alem da demonstração irrefutável de despreparo, estão completamente desencontrados e perdidos, como podemos observar nas reportagens que se seguiram aos nefastos eventos da noite do último sábado (17/10/09).



Flávio Tabak - O Globo

RIO  -  O governador Sérgio Cabral disse, na manhã desta segunda-feira, que o setor de inteligência da polícia não sabia da possibilidade de uma invasão ao Morro dos Macacos.  A declaração de Cabral contraria a do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, que já havia informado, inclusive, que Policiais estavam na favela à espera da ação.



Informação contraria a fala do secretário Beltrame, para quem a invasão teria ocorrido de maneira dissimulada  

17h07m



As reportagens não foram feitas por mim, estão em todos os setores da mídia para quem quiser constatar. Serão todos estes jornalistas desafetos destes indivíduos que pensam estar administrando nosso ERJ?

Serão opositores políticos?

Os fatos são incontestes.

O pânico deixou de ser uma síndrome para ser realidade, dura é verdade, mas inquestionável.

Não devemos cruzar os braços, mas sim exigir que cumpram o papel que os eleitores a eles delegaram, qual seja, administrar nosso estado em favor do povo fluminense e não de uma minoria que pende nos braços do poder

Diariamente a situação se agrava e continuamos, a cada manhã, antes de sairmos de casa, orando a DEUS para que não sejamos a próxima vítima desse desgoverno.

ESTEVES – CEL RR


21 de set de 2009

APATIA

É comum aos homens de bem serem colhidos por uma mórbida apatia quando seus sonhos se diluem na ação de seus algozes.
Este é o principal ingrediente para que o mal floresça.
Lembrando Edmund Burke: “Tudo que é necessário para o triunfo do mal é que os homens de bem nada façam”.
É mister que a apatia não sobrepuje aos sonhos. Difícil tarefa, mas afinal, quem disse que a vida é fácil. Onde está escrito que aqui viemos a passeio, sem obrigações e apenas para desfrutarmos descompromissadamente de nossa estadia nesta terra.
Precisamos a todo instante refletir, buscar forças, sonhar e lutar por aquilo que acreditamos e desejamos, pois quando desistimos de lutar, quando desistimos de sonhar começamos a desenhar o principio do fim de nossa existência como homens.
Lutemos, com as armas que possuímos, mas sem abandonarmos nossos princípios éticos, pois mais importante que a vitória é a certeza que combatemos um bom combate respeitando, não ao nosso oponente, mas a nós mesmo, a nossa consciência.
Nossa idoneidade, nossa razão e nosso coração são as armas que dispomos para angustia e desespero de nossos opositores.
Que DEUS ilumine a todos os homens de bem nesta infinita luta do bem contra o mal e que a apatia não nos alcance e que não tornemos a ver bons homens se acoitando nos braços da vaidade e do vão desejo de enganosos e efêmeros poderes.
ESTEVES – CEL RR

6 de set de 2009

DESILUSÃO

Tomo a liberdade de reproduzir um artigo muito bem redigido pelo Ten Cel Íbis em seu “blog”, onde relata, desconfortavelmente, sua indignação e desilusão com o atual quadro da Segurança Pública.
Um parêntese: o TC Íbis é oficial digno, competente e apaixonado pela corporação, cuja vontade é de, através de estudos, discussões e amplos debates, contribuir para melhorar a PMERJ.
Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009.
1 CONSEG
Refiro-me à conferência nacional de segurança pública, ocorrida entre os dias 27 e 31 de agosto do corrente. Estive delegado à conseg, na qualidade de representante dos trabalhadores de segurança pública. Pensei em escrever algo mais elaborado, que desse conta de tudo que pude ver e ouvir nesse encontro. Depois de muito refletir, a única coisa que me veio à cabeça, com força bastante para ilustrar toda minha perplexidade diante de tudo aquilo, foram as palavras com as quais o majestoso Euclides da Cunha (1866-1909) traduziu, em outro contexto, o mesmo sentimento que o meu: a desilusão.
Euclides disse o seguinte, sobre a desilusão: "Espécie de derrota infligida às ideias e ao sentimento".
Para mim, a conseg foi isso... e nada mais.
Lamentável.
Postado por BOAS IDÉIAS às 13:29
Ao Ten Cel ÍBIS, rogo que não se entregue, não desista de buscar a excelência.
ESTEVES - CEL RR

5 de ago de 2009

RIDÍCULO


O ócio tão necessário ao ser vivo, muitas vezes nos leva a pensar e recordar fatos vividos. Este “post” trata-se de um caso desses.
No inicio do ano de 1978, eu era Aspirante-a-Oficial PM, servindo no 19º BPM, quando fui chamado pelo meu Comandante, o então TC Manoel Narciso de Oliveira, que me determinou que o representasse numa reunião com a Comunidade de Copacabana no Clube Israelita Brasileiro, alertou-me que faria parte da mesa coordenadora dos trabalhos em seu lugar, como representante do poder legal. Fui tomado de um inocente orgulho, pois estaria representando meu Comandante junto a Sociedade que, naquela época, respeitava e temia todo aquele que usava farda.
No horário previsto coloquei “meu general” (túnica) e dirigi-me ao local.
Tudo muito organizado, as pessoas muito educadas, algumas bem simples no linguajar outras com transparente eruditismo.
Como havia sido alertado pelo TC Narciso, fui chamado para compor a mesa, naquele momento comecei a pensar e a elaborar o que falaria quando chegasse a minha hora de tecer comentários. Pensei: "usarei termos técnicos dessa forma não serei questionado e demonstrarei conhecimento de causa." Ainda vivíamos sob a égide do AI-5 e os jargões aprendidos nas aulas de ODIDT (Operação de Defesa Interna e Defesa Territorial) ainda estavam em voga. O nervosismo era quase incontrolável, pois ali não era eu , mas sim o meu Comandante, não podia expô-lo nem tampouco decepcioná-lo.
Chegou à hora, levantei-me e após alguns segundos em silêncio, agradeci o convite formulado ao meu Batalhão, desculpei-me pela ausência de meu Comandante, pus-me e a OPM a disposição para qualquer esclarecimento no Campo da Segurança Pública e a seguir me calei e sentei.
No dia seguinte, na reunião de oficiais, meu subcomandante, o então Major Francisco Duran Borjas, instou-me sobre o evento que participara. Após narrar os fatos e minha fala, ele indagou-me porque me limitei a falar tão pouco, se era nervosismo ou medo. Neste momento, voltei-me para o TC Narciso que estava presente e disse que naquele evento eu era o representante do meu Comandante, preferi falar de maneira simples e objetiva e de repente passar por tímido ou simplório, do que de forma rebuscada e correr o risco de passar por ridículo e envergonhar o Comando.
O Comandante dirigiu-se a mim, apertou minha mão e saiu da reunião que se encerrou.
Histórias da caserna que vivemos e transmitimos a quem quiser aprender.



ESTEVES – CEL RR

4 de ago de 2009

ANTIGOS PROBLEMAS – VELHAS SOLUÇÕES – 2.

Ao ler a noticia de que o atual comando da Corporação quer fomentar o aculturamento profissional da tropa e priorizar o ensino, fiquei muito feliz, pois sempre tive minha atenção voltada para a instrução, tendo em minha carreira servido na APM (antiga EsFO) por duas vezes e sido Oficial de instrução em várias Unidades por onde passei. Todavia, ao amiudar a leitura, pude constatar que o intento primeiro é aumentar o interstício para promoção por tempo de serviço das praças. Ora, também não sou muito favorável a promoção sem mérito, mas tolher um plano de carreira de uma classe que quase nada tem, sem dar outra opção é um tanto quanto cruel.
Abrir concursos internos, bem isto de nada adiantaria para uma tropa cansada e desgastada sem tempo para estudar, só propiciaria que os mais novos, recém saídos dos bancos escolares, ultrapassassem na carreira os mais antigos e fatigados, devido o estresse do dia-a-dia de nossa profissão, que se torna um mal crônico com o passar dos anos de serviço.
O falecido CORONEL Cerqueira, em suas duas passagens pelo Comando Geral da Corporação (1983-1986 e 1991-1994), se preocupou com este problema. Na sua primeira administração, atento a falta de tempo, criou os “cadernos de Instrução”, que, em tese, permitiria uma atualização, por parte das praças, das matérias necessárias ao desempenho de nossas missões, habilitando-os a um concurso interno e aumentando as possibilidades dos mais antigos. Já na segunda passagem, percebendo a necessidade de uma maior capacitação profissional na Corporação como um todo, editou os “Cadernos de Policia” onde temas atinentes a Segurança Pública eram tratados de forma técnica.
Não sei se é a solução, mas vale à pena pensar, antes de tomar uma atitude que venha a sacrificar ainda mais o nosso homem.
A tropa, desesperançada e maltratada precisa de afago e não de chibata.



ESTEVES – CEL RR.

29 de jul de 2009

RUI BARBOSA

Apesar dos anos, apesar dos séculos, RUI BARBOSA DE OLIVEIRA (1849-1923) ainda é atual.
Nome literário: BARBOSA, RUI
Nome completo: OLIVEIRA, RUI BARBOSA DE
Nascimento: 5 de novembro de 1849, Salvador, Bahia
Falecimento: 1923, em Petrópolis, Rio de Janeiro

-"A esperança é o mais tenaz dos sentimentos humanos: o náufrago, o condenado, o moribundo aferram-se-lhe convulsivamente aos últimos rebentos ressequidos." (Rui Barbosa – A Ditadura de 1893, IV-207).
-"Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!" (Rui Barbosa)
-"Se os fracos não têm a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional." (Rui Barbosa – A Revogação da Neutralidade Brasileira, 33).
-"Toda a capacidade dos nossos estadistas se esvai na intriga, na astúcia, na cabala, na vingança, na inveja, na condescendência com o abuso, na salvação das aparências, no desleixo do futuro." (Rui Barbosa – Colunas de Fogo, 79).
ESTEVES - CEL RR

24 de jul de 2009

ANTIGOS PROBLEMAS – VELHAS SOLUÇÕES




Muitas vezes nos descabelamos buscando a solução para um problema que nos aflige e ao nos depararmos com a solução, percebemos que ela é simples e esteve o tempo todo diante de nós.
Mas não se iludam, pois nem sempre é assim, isso só acontece quando já adotamos outras medidas que nos colocaram no caminho da solução ou então o problema foi por nós superdimensionado.
A regra é que grandes problemas não são resolvidos por medidas simples.
Necessitam da adoção de várias outras de forma a, paliativamente, tamponar o problema enquanto se busca a definitiva solução.
Problemas que se arrastam há décadas não serão resolvidos com ações isoladas, já tentadas por outros, que cegaram momentaneamente a sociedade, mas não encontraram a solução, a não ser que o objetivo seja outro que não resolver o problema, mas sim calar a sociedade e minimizar as pressões e o desgaste da imagem de um Governo falido no campo da Segurança Pública.
Ao ler os artigos “Vamos Calcular?” e “Tudo Novo. Mas DE NOVO???”, postados pelo Capitão da Policia Militar Luiz Alexandre em seu “blog”, faço aqui um parênteses: não o conheço muito bem, tivemos oportunidades de conversar duas talvez três vezes, mas apesar de não concordar com algumas de suas posições (o que não é o caso desses dois artigos mencionados), respeito-o entre outras coisas, pela forma como se comporta, pelo seu idealismo e amor a nossa Instituição. Mas voltando aos artigos, ao lê-los, tive uma sensação de conforto, pois como vibrador que sou, percebi duas coisas: primeiro que ainda não estou senil, já que com belas colocações, vi um jovem oficial defender aquilo que sempre defendi e ainda hoje defendo, qual seja, valorizar o serviço administrativo, essencial para que o homem de frente exerça com tranqüilidade suas missões, sabendo que seus direitos estarão preservados pela administração, em caso de infortúnio e segundo, que há esperança para a nossa “Briosa”, pois patenteou a existência de jovens Oficiais que desejam realmente mudar para melhor a nossa Corporação, com o foco no Homem e não em si próprio e na “carreira”. Só rezo para que eles não sejam poucos como os de minha geração.






ESTEVES - CEL RR

17 de jul de 2009

QUEM COM FERRO FERE...

A SAÍDA


Não pretendo tecer qualquer comentário sobre o coronel Pitta e coronel David, rezo apenas que tenham forças para superar o que está por vir.
Que Deus se apiede de ambos e lhes dêem condições de, ao fechar os olhos à noite, conseguirem dormir.
Acredito que um dia repensarão em tudo de certo e de errado que fizeram durante as suas vidas e se arrependerão de alguns atos, como é normal em todo cristão.
Não estou aqui para julgá-los. Não sou daqueles que ao ver um pitbul rosnando se afasta apavorado, contudo ao vê-lo caído moribundo sem forças para grunhir, põe-se a chutá-lo.
De coração, auguro que encontrem pessoas que lhes estendam a mão ou que pelo menos não lhes dêem as costas ao vê-los.
Boa sorte e vão com Deus.
ESTEVES - CEL RR

12 de jun de 2009

LOBO SOLITÁRIO


Quem me conhece sabe de minha admiração pelos animais e muitas vezes, ao falar de uma pessoa a quem considero como especial, faço de forma análoga a um espécime do mundo animal.
Neste “post” pretendo falar de alguém que admiro por seu idealismo, ética, senso de justiça e tantas outras virtudes tão raras hoje no mundo dos homens.
Major Wanderby é “um lobo solitário” na luta por um ideal, o que para ele é sua sobrevivência como ser.
Por que um Lobo? Bem, além de serem animais com uma linha de ação retilínea e coerente com sua personalidade, possuem um senso de hierarquia altamente desenvolvido, que lhes permite viver em sociedade organizada e cooperativa. É certo que existe o dominante e o dominado em uma alcatéia, o que facilita a sobrevivência do espécime. A hierarquia não é "rígida". Em algumas funções, quando necessário, outro lobo distinto do "líder" pode tomar as iniciativas. Também é certo que o dominante não exerce sua liderança como um tirano humano (prazer de poder pelo poder).
Os lobos não atacam indistintamente, o fazem apenas para garantir a sua existência, sendo animais incrivelmente tímidos. Afirmo isto respaldado em tudo que eu já li e ouvi sobre estes nobres seres.
Ao longo dos séculos, o lobo foi um dos animais mais temidos e odiados pelo homem e a caça e destruição do seu habitat o levaram a extinção em várias regiões em que antes era comum. Porque odiado pelo homem? Talvez pelo fato de que lobos são organizados e retraídos, mas não se deixam subjugar pelo autoritarismo dos homens.
Como se pode constatar, Major Wanderby tem muito em comum, pois luta por sua “alcatéia”, a PMERJ, não se entrega ao jugo dos ditadores, que por isso o temem e o odeiam, lançando sobre ele injúrias, com o fito de desmoralizá-lo e enfraquecê-lo.
Se abala, mas não recua. Segue em frente na busca do que acredita. Tenaz, é ferido mas não abatido.
Os lobos, ao contrário dos felinos (como leões, tigres, leopardos), não dependem nem de velocidade nem do elemento surpresa para pegar suas presas. Sua estratégia baseia-se na resistência e as caçadas podem durar dias.
E assim segue nosso incansável herói – persistindo em detrimento de toda sorte de covardias impostas a ele.
Ao Major Wanderby, meus sinceros agradecimentos pelo exemplo deixado na nossa briosa Corporação de como se porta um verdadeiro Policial Militar.
De coração, auguro que seu exemplo seja seguido por outros tantos homens de bem que labutam em nossa Instituição.

ESTEVES – CEL RR

3 de mai de 2009

A DEMOCRACIA

Ao ler o “post” do Jornalista (com “J” maiúsculo) Gustavo de Almeida, no blog - http://gustavodealmeida.blogspot.com/ - intitulado “Ah, a democracia”, me reporto aos idos de 1994, quando eu ministrava palestras sobre Policiamento Comunitário de Quarteirão (aos Policiais do 19º Batalhão) e Policiamento Comunitário aos Policiais alunos do CFAP e a sociedade, pelo interior de nosso Estado.
Recordo-me que um dos enfoques era o de como realizar um Policiamento em regimes democráticos. Lembro-me que neste ponto se fazia necessário, principalmente junto aos Policiais, deixar bem claro o que era um regime democrático.
Bem, tudo isso para dizer de minha torcida para que os policiais participantes daquelas trocas de conhecimentos e experiências onde a ênfase era a democracia, tenham se esquecido de tudo o que lhes disse, sob o risco de, caso a memória não os tenha traído, estar passando por mentiroso em face da pseudo-democracia por nós hoje vivenciada e que a cada dia apresenta um fato novo digno das mais austeras ditaduras.
Exemplos, não faltam. Ao expressar sua opinião técnica sobre tema, que por dever de ofício, é conhecedor, um cidadão Policial Militar foi punido administrativamente. Em outro momento, um profissional de mídia é aconselhado a rever seus conceitos sobre determinado assunto, sob pena de ir para “geladeira”. Ainda outro, apesar de integrante de renomado Jornal, é convidado, de forma constrangedora, a se retirar de estabelecimento público, sendo, abusivamente, impedido de exercer seu trabalho. Um Profissional de Segurança é ameaçado de ter ceifada sua carreira, por expressar publicamente seus pontos de vista.
Ora, apesar de garantido “O Direito à Liberdade de Reunião e de Associação Pacífica”, “A liberdade de Opinião e de Expressão”, em todos os Instrumentos de Direitos Humanos nos quais o Brasil é signatário, (tais como Convenção Internacional sobre os Diretos Civis e Políticos e Declaração Universal dos Direitos Humanos) e ainda, na nossa Lei maior (A Constituição), não é permitido falar ou fazer nada que possa atrapalhar os interesses dos que estão no poder, sob pena de severa resposta em forma de retaliação.
Isso hoje me desabilita por completo a explicar, palestrar ou simplesmente falar sobre o que é democracia.

ESTEVES – Coronel PM RR

22 de fev de 2009

O PESSOAL E O INSTITUCIONAL.


Muitas vezes nossas ações se confundem entre o pessoal e o Institucional, ou seja, há uma coincidência entre ambos os interesses.
Todavia esta simultaneidade não nos pode tamponar a visão, é mister que saibamos até onde devemos ir e quando parar de modo que o desejo Institucional sobressaia ao pessoal. As vaidades humanas devem ser contidas pelos anseios do coletivo, estes devem ser a prioridade.
É imperioso que o foco não se perca e que, se necessário, saiamos de cena para que o objetivo precípuo seja alcançado.
Nossa existência é uma constante guerra do bem contra o mal, seja no campo físico ou no espiritual. Somos eternos combatentes, que empreendemos batalhas desde a nossa gestação, seja em luta pelo nascimento, do certo pelo errado, por justiça para com alguém ou por dignidade de uma classe, enfim, devemos estar sempre atentos e prontos.
Assim me vejo, sempre alerta e preparado para empreender nova luta ou voltar a confrontos antigos em caso de necessidade.
As armas... bem, estas podem ser um fuzil, uma calibre 40, uma caneta e papel, um teclado ou um microfone que permitam que idéias e ideais se propaguem em busca da honradez aviltada.
É certo: só não haverá mais luta quando não existir mais vida.

ESTEVES – CEL RR.

A VIDA CONTINUA

Há um adágio popular que diz: “O mundo gira e a vida continua”.
Tomo este sábio ditado como um axioma. Indiscutível.
Não podemos nos deixar abater ou parar de viver, quando em uma empreitada, o resultado final não sai da forma como imaginamos, levando-nos a entender que foi um revés.
Os desígnios de Deus são inquestionáveis e nem sempre o que aparenta ser uma derrota o é na realidade, não sabemos o que o criador nos reserva e a nossos algozes.
Depende dos reais objetivos de nossa empreitada, se são justos e honestos, há de se ter paciência e perseverança, pois a justiça divina alcançará nossos detratores e mesmo que não sejamos nós os que empunharão a bandeira da vitória, esta será tremulada por outros que comungam dos mesmos ideais, contra a dissimulada tirania vigente.
Aguardem. Deus é soberano e Justo.

ESTEVES – CEL RR

11 de fev de 2009

PROMESSAS

Uma Organização seja ela Privada ou Pública, necessita de um planejamento estratégico que lhe permita alcançar seus objetivos com menor desgaste nesta busca.
Inexiste um modelo ideal de sistema organizacional aplicável a qualquer condição de oscilação.
Nos últimos tempos, a ciência vem atualizando sua visão clássica de uma realidade em perfeito equilíbrio para a visão de uma realidade sujeita a perturbações e incertezas, mas que tende naturalmente a retornar ao equilíbrio.
Faço este breve preâmbulo para enfocarmos o momento que a Sociedade Fluminense atravessa.
Vivemos um caos dissimulado com aparência de leves contratempos. Atenção, observem as movimentações em busca do equilíbrio perdido.
Voltaire nos ensinou: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.” Pena que muitos não conseguiram aprender e nos intimidam e nos retalham quando contrariados por opiniões ou mesmo por verdades irrefutáveis.
A verdade nunca se calará para sempre, ela sobrepujará seus algozes e emergirá do silêncio imposto, com a força das águas de um rio em queda livre. Como a mesma frágil água que escorre por entre os dedos da mão, que hoje nos tapa a boca e nos oprime, sufocando-nos com nossas palavras entaladas na garganta.
Se político fosse, faria agora uma promessa, mas não farei, apenas direi que este dia esta mais perto do que eles, que têm consciência que vai acontecer, gostariam.
Nada de promessas, mas sim Esperança e Fé.
ESTEVES – CEL PM RR