24 de jul de 2009

ANTIGOS PROBLEMAS – VELHAS SOLUÇÕES




Muitas vezes nos descabelamos buscando a solução para um problema que nos aflige e ao nos depararmos com a solução, percebemos que ela é simples e esteve o tempo todo diante de nós.
Mas não se iludam, pois nem sempre é assim, isso só acontece quando já adotamos outras medidas que nos colocaram no caminho da solução ou então o problema foi por nós superdimensionado.
A regra é que grandes problemas não são resolvidos por medidas simples.
Necessitam da adoção de várias outras de forma a, paliativamente, tamponar o problema enquanto se busca a definitiva solução.
Problemas que se arrastam há décadas não serão resolvidos com ações isoladas, já tentadas por outros, que cegaram momentaneamente a sociedade, mas não encontraram a solução, a não ser que o objetivo seja outro que não resolver o problema, mas sim calar a sociedade e minimizar as pressões e o desgaste da imagem de um Governo falido no campo da Segurança Pública.
Ao ler os artigos “Vamos Calcular?” e “Tudo Novo. Mas DE NOVO???”, postados pelo Capitão da Policia Militar Luiz Alexandre em seu “blog”, faço aqui um parênteses: não o conheço muito bem, tivemos oportunidades de conversar duas talvez três vezes, mas apesar de não concordar com algumas de suas posições (o que não é o caso desses dois artigos mencionados), respeito-o entre outras coisas, pela forma como se comporta, pelo seu idealismo e amor a nossa Instituição. Mas voltando aos artigos, ao lê-los, tive uma sensação de conforto, pois como vibrador que sou, percebi duas coisas: primeiro que ainda não estou senil, já que com belas colocações, vi um jovem oficial defender aquilo que sempre defendi e ainda hoje defendo, qual seja, valorizar o serviço administrativo, essencial para que o homem de frente exerça com tranqüilidade suas missões, sabendo que seus direitos estarão preservados pela administração, em caso de infortúnio e segundo, que há esperança para a nossa “Briosa”, pois patenteou a existência de jovens Oficiais que desejam realmente mudar para melhor a nossa Corporação, com o foco no Homem e não em si próprio e na “carreira”. Só rezo para que eles não sejam poucos como os de minha geração.






ESTEVES - CEL RR

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