11 de jul de 2008

O DESCOMANDO

O DESCOMANDO

Um oficial precisa de sua tropa treinada, segura de si e, principalmente, confiante em seu comandante para poder desempenhar suas missões exitosamente, mas, por outro lado, há uma interdependência, ou seja, a tropa precisa de um comandante que lhe inspire confiança, que lhe oriente e lhe diga o que e como fazer, resumindo, de um comandante que comande.
Parece pleonasmo, mas não é, existe comandante e COMANDANTE, a diferença se vê, principalmente, no resultado.
Aquele que está à frente de um contingente e que, apesar da legalidade, não possui junto aos comandados a legitimidade para tal, executa com muito mais esforço sua missão. As ordens que normalmente se concretizam com naturalidade, neste caso ocorrem com dificuldade e pesar, pois os subordinados se sentem inseguros e fragilizados, gerando mais um fator de estresse.
Porque digo isso? Ora o quadro dantesco da Segurança Pública do nosso estado, além de envergonhar-me como profissional, leva-me a reflexão e a projeção de um futuro mais nefasto, desta feita, minha lucidez se torna prejudicial, pois, como sou cliente desta “segurança”, me conduz ao pânico.
Os fatos estão aí para quem tiver dificuldade em ver.
Medidas, não muito complexas nem tampouco radicais, têm que ser tomadas de imediato. Antes da instauração de um estado de sítio em que o homem de bem será penalizado por tal comportamento.

CORONEL ESTEVES

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