4 de mai de 2017

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MPF/RJ denuncia Sérgio Côrtes e Miguel Iskin por obstrução de justiça
Ex-secretário de Cabral e empresário são acusados de tentar influenciar colaboração


03/05/2017

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Sérgio Côrtes, ex-secretário de saúde da gestão de Sérgio Cabral, e o empresário Miguel Iskin por tentativa de obstrução de justiça. A denúncia foi apresentada pelo MPF à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (3). Côrtes e Iskin, além de Sérgio Vianna Júnior, são acusados pela força-tarefa Lava Jato/RJ de articulação para influenciar no acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-subsecretário executivo da pasta, César Romero. Eles são investigados na operação Fatura Exposta, desdobramento da Calicute e Eficiência, que investigam a organização criminosa liderada pelo ex-governador.
De acordo com a denúncia, usando Vianna como intermediário, o ex-secretário de saúde e o empresário agiram de forma conjunta para constranger Romero a alterar o conteúdo de sua delação, que se encontrava ainda em fase de negociação com o MPF, oferendo dinheiro, inclusive. Os acusados tentavam combinar entre si versões a serem apresentadas, buscando dificultar as apurações dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro praticados no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) e na Secretaria Estadual de Saúde do Rio.
Durante o período em que negociava os termos de sua colaboração, César Romero foi procurado mais de uma vez pelos acusados, segundo atestam gravações feitas por ele e por registros do circuito fechado de TV de seu escritório. “A preocupação entre os denunciados em estancar as investigações ou pelo menos impedir que chegassem com força às suas condutas era evidente”, defende a denúncia do MPF.

Fatura Exposta – A operação Fatura Exposta investiga as ramificações da organização criminosa chefiada por Sérgio Cabral na área da saúde. Atualmente, além de Sérgio Côrtes, Miguel Iskin e seu sócio Gustavo Estellita estão presos preventivamente suspeitos de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo as apurações, eles teriam comandado um cartel de distribuidoras e fornecedoras de serviços, fraudando licitações do Estado.


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