6 de fev de 2008

OXIGENAR É PRECISO

A OXIGENAÇÃO.

Nosso Governador promete oxigenar a Policia Militar, sinceramente gostaria de acreditar, espero que não seja mais uma das muitas promessas que fêz e faz. Vamos dar um crédito de confiança. Merece?
Bem, por onde será que ele vai começar? Será que assinando os inúmeros processos de passagem para a inatividade que se acumulam nos escaninhos palacianos? Se isso ocorrer, com toda certeza mais de cinqüenta oficiais terão sua situação regularizada e serão inativados senão “oxigenando” a corporação, certamente corrigindo uma irregularidade governamental.
Ah! Vai ver que vai começar dando o exemplo e exonerando seu Coordenador Militar da Casa Civil, que é reformado por ser incapaz para o serviço Policial Militar. Ué! Mas vocês perguntarão: Pode? A Coordenadoria Militar não é um serviço Policial Militar? Direi: era até o inicio desse governo.
Não, irá começar mandando para o "pijama" o subchefe da Coordenadoria que também possui mais de seis anos no último posto. Será?
Claro que não, começará transferindo para a reserva o coordenador militar do líder do governo na Assembléia que também possui mais de seis anos e por um simples acaso foi Comandante Geral no governo passado.
Pode simplesmente desengavetar o projeto apresentado pelo Coronel Ubiratan, que após ler, o Governador achou ótimo, mas que até a presente data não colocou para frente.
Já sei, descobri, vai começar pelos “BARBONOS” . Ih! Mais nenhum deles tem mais de quatro anos. Tiro no pé?
Não, ele vai mudar a lei e diminuir para três anos, assim ele consegue pegar pelo menos um.
Mas só um?
Pode ainda reduzir um pouco mais ou mudar a lei de modo a que todos aqueles que contrariem o “rei” sejam decapitados.
Viva o Rei.
Acorda, fala sério. Será que não está na hora de deixar de lado o mimo e começar a agir como homem público?
A quem está tentando enganar, o Coronel quando completa quatro anos passa a condição de não numerado, gerando assim à vaga necessária a oxigenação do quadro. O máximo que vai conseguir, além de fazer mídia e tentar “inventar a roda” é buscar uma caça as bruxas, que mesmo assim a curto prazo não ocorrerá.
O governador ainda não entendeu que estes Coronéis não são como as pessoas que ele está acostumado a lidar, abrem mão de seus cargos e gratificações de quase quarenta por cento de seus irrisórios salários em troca de melhorar as condições de trabalho para seus subordinados. Que alguns, independente do tempo que lhes resta, já estão pedindo inativação por desgosto para com este governo. Que a reserva não os calará, talvez ocorra justamente o inverso, já que não mais se preocuparão com as conseqüências disciplinares que poderão ser aplicadas aos seus subordinados diretos.
Ouvir os assessores é um princípio, claro, auxiliares que saibam outras respostas que não o balançar de cabeça em concordância.
A crise na Segurança Pública está aí, é inegável. Não pode aproveitar os ensinamentos que a vida está oferecendo?

CORONEL ESTEVES – BARBONO.

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