6 de fev de 2008

TRISTEZA

NÃO A TRISTEZA

Estou cansado de tristeza. De ver minha instituição que eu tanto prezo e amo sendo enxovalhada, de ver meu nome ser veiculado de forma depreciativa por pessoas que não me conhecem, ou não tem moral para citá-lo, ou não sabem do que estão falando ou ainda pessoas que querem aproveitar um momento para tirar algum proveito para si.
Portanto vamos falar de beleza. Sim da beleza que a natureza nos oferece de graça, como os pássaros cantando nas árvores com tom verde estonteante, das gotas de chuva a cair como cristais trazendo consigo o frescor e a pureza a lavar as plantas e o mundo.
Uma beleza que nos negamos a ver como o colorido das borboletas que indefesas insistem em voar a encantar aqueles que se permitem parar, olhar e ver.
Ah! E o odor. O aroma das flores a exalar seus perfumes, da terra molhada mostrando sua força, o cheiro de mato a nos chamar as raízes, da brisa em leve frescor a roçar nossos rostos.
Quanta beleza e outras que eu ainda não consigo notar em decorrência da cegueira a mim imposta pelo meu egoísmo de viver aquilo que os outros me impuseram normal, seria “matrix”?
Talvez, quem sabe a arte não esteja tão distante da realidade, quem sabe aquilo que acreditamos ficção seja a verdade que não sabemos ver, daí a explicação mais lógica para a nossa cegueira diante de tanta beleza criada por Deus e por nós a maioria do tempo ignorada.
Divago! Talvez. Ou não. Os amores invadem o coração e nos permitem ver mesmo que rápida e superficialmente estas belezas que o dia-a-dia não nos permite enxergar. Solução não a tenho, só sei que é preciso buscar e acima de tudo amar, pois isto sabemos fazer, ainda não nos tiraram o direito de sonhar e bem querer.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

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