19 de nov de 2007

A POLITICA de SEGURANÇA do ESTADO

Será que só o nosso Governador não entende?
Acovardar não, mas combater a criminalidade, não só a marginalidade, com inteligência e perspicácia.
Para tal, o primeiro passo é dignificar a policia dando melhores condições de trabalho, melhores salários, carga horária compatível, permitindo desta forma instrução de manutenção e adestramento.
Quantos Policiais mais terão que morrer com este famélico salário?
Por favor Governador seja Excelência não só na forma de tratamento, mas, principalmente, nas atitudes que o eternizarão na história fluminense.
MATÉRIA EXTRAIDA DO JB ONLINE às 23:30h DE 18 DE NOVEMBRO DE 2007.

OAB-RJ: Política de segurança do Estado gera sentimentos de vingança

Joaquim Pereira, Agência JB
RIO - O presidente da seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, critica a política de segurança do governo do Estado, 'que tem como pressuposto a noção de guerra contra o chamado crime organizado pelo narcotráfico'.
- Nessa guerra, as favelas e os bairros pobres são considerados 'território inimigo', onde vale tudo: execuções sumárias, invasão de barracos, os mais variados desrespeitos aos moradores - afirma Damous.
Segundo o presidente da OAB-RJ, a polícia do Rio de Janeiro é a que mais mata e mais morre em todo o Brasil. - Em certa medida, o policial também é vítima dessa política de confronto, que gera ressentimentos e sentimentos de vingança - lembra.
Para Wadih Damous, a Justiça tem a sua parcela de culpa ao criminalizar a pobreza e jogar nos presídios 'infectos e violentos' milhares de jovens e adolescentes de baixa periculosidade, onde fortalecem ressentimentos e fazem pós graduação em crimes mais graves. - É a roda da vingança girando de lado a lado - lamenta.
JB Online - O relator sobre execuções arbitrárias da Organização das Nações Unidas, o australiano Philip Alston, visitou delegacias e batalhões da PM no Rio para discutir as mais de 50 mortes ocorridas durante confronto entre policiais e traficantes nos Complexos da
Penha e do Alemão, nos últimos meses. Como a OAB vê a 'política' de segurança do governo do Rio?
Wadih Damous - Trata-se de uma política de confronto que tem como pressuposto a noção de "guerra" contra o chamado crime organizado pelo narcotráfico. Nessa guerra, as favelas e os bairros pobres são considerados "território inimigo", onde vale tudo: execuções sumárias, invasão de barracos, os mais variados desrespeitos aos moradores. Como saldo dessa guerra temos menos apreensão de armas e drogas, menos prisões e um aumento brutal da letalidade no ano de 2007. Morrem bandidos, policiais e inocentes e as quadrilhas continuam operando e praticando os seus crimes. Essa política não é nova. Há mais de dez anos é aplicada no Rio de Janeiro, sem sucesso.
JB Online - A Secretaria especial dos Direitos Humanos da Presidência da República indicou execuções sumárias durante operação da polícia militar no Complexo do Alemão. O que deve ser feito para evitar essa 'política de enfrentamento?
Wadih Damous - Entendemos que o papel fundamental da polícia é investigar e prender e não matar. A polícia do Rio de Janeiro é a que mais mata e mais morre em todo o Brasil. Em certa medida, o policial também é vítima dessa política de confronto, que gera ressentimentos e sentimentos de vingança. Melhor aparelhar e treinar a polícia, melhores salários e condições de trabalho e moradia, combate à corrupção policial, fortalecimento das ouvidorias e corregedorias de polícia, tudo isso acompanhado de amplos investimentos sociais nas favelas e bairros pobres e fazer com que a polícia se enquadre nas regras do Estado Democrático de Direito, com respeito aos direitos civis do cidadão me parece a melhor alternativa à atual política de segurança pública.
JB Online - A Justiça pode ser responsabilizada pela crise de segurança existente em todo o país?
Wadih Damous - Não é a maior responsável. Acho que as profundas desigualdades sociais que caracterizam o país, o preconceito contra os pobres e o despreparo da polícia são os principais responsáveis. No entanto, a Justiça tem a sua parcela de culpa ao criminalizar a pobreza e jogar nos presídios infectos e violentos milhares de jovens e adolescentes de baixa periculosidade, onde fortalecem ressentimentos e fazem pós graduação em crimes mais graves. É a roda da vingança girando de lado a lado.
CEL ESTEVES - BARBONO

Um comentário:

Coronel Paulo Ricardo Paúl disse...

Irmão Esteves:
Boa noite!
Fiquei muito feliz com o seu blog e espero que mude logo de idéia, permitindo a divulgação.
Um abraço.
Paúl