30 de nov de 2007

DOR ou ESPERANÇA

A DOR

Pensando no que estamos, nós Policiais Militares, passando, vem à mente uma frase dita pelo finlandês Ralph Waldo Emerson:
“Não importa que brinquem conosco, não devemos é brincar com nós mesmos”.
Reflito no que fazemos e no risco que corremos de, ao esmorecermos, estarmos nós brincando com nossas vidas, nossos destinos, mas acima de tudo com nossa dignidade.
Sim, pois é público e notório que nossos governantes brincam conosco, ignorando nossa existência como seres humanos merecedores de respeito e atenção, vendo nos apenas como objetos de uso, material de consumo, números que adicionam ou subtraem em suas manipuláveis estatísticas.
Mas quando, sufocados pelo silencio dos oprimidos soltamos a voz, em momentâneo tom de revolta e expelimos nossas amarguras enrustidas, sentimo-nos fortes, capazes de enfrentar e vencer os obstáculos que a vida nos expuser.
Somos homens de bem em luta pela dignidade e sobrevivência.
Somos sérios.
Ou não?
Questiono pois fraquejamos e encontramos um cem números de desculpas paras nossas limitações e fraquezas. Não estamos acostumados a travar tal combate.
Os ardis dos políticos nos são desconhecidos e portanto letais, utilizam armas não convencionais, armas biológicas que atuam na química deontológica de nossa personalidade ética. Nosso “calcanhar de Aquiles”.
Advem a dor.
Dor pela convicção de que perdemos, dor pela constatação que imaturos neste tipo de batalha, enfrentamos um inimigo sagaz que nos fez acreditar em demasia e contra nós usou o tempo. Dor pela consignação da verdade de que, induzidos, ultimamos por brincar com nós mesmos.
Perdemos, o soerguimento será duro, a guerra não está perdida, todavia para estes guerreiros, é o fim. Os ferimentos são profundos e irremediáveis.
A dor é indelével.
A esperança é de que os ferimentos e suas cicatrizes sejam marcas que exibam para os mais novos a trilha que os levará a vitória.
Sempre há uma lição a ser tirada, resta saber entender e aproveitar.
Auguro.

CORONEL ESTEVES - BARBONO

Um comentário:

Coronel Paulo Ricardo Paúl disse...

Irmão Esteves:
Você consegue escrever de um lugar muito especial.
Um meio do caminho entre o coração e a mente.
Emociona a todos nós com textos que representam os sentimentos mais fortes, porém, sempre com o suatentáculo da razão.
Não sinta essa dor, pois ela não existe, pelo menos não existe ainda.
Nós venceremos!
E os motivos são vários:
- A luta é justa e digna.
- Queremos vencer.
- Podemos vencer.
E o problema reside nesse último motivo, pois precisamos acreditar que podemos vencer, talvez seja isso que esteja faltando.
Parabéns!
JUNTOS SOMOS FORTES!
Coronel Paúl.